Estes são os significados dos nomes destas marcas de beleza

Elas são amadas, queridas, adoradas e fazem parte de nosso dia a dia. Se algumas delas possuem significados mirabolantes por trás dos nomes, outras buscaram a simplicidade no começo. E tudo bem!
Por mais que uma boa e suculenta história seja uma boa e suculenta história, no fim do dia, o que vai importar mesmo é a qualidade dos produtos, não?
A seguir, conheça a verdade sobre algumas das empresas de belezas mais bombadas.
 
1. M.A.C
Nenhum significado obscuro aqui. A canadense M.A.C foi fundada por um maquiador e um fotógrafo cansados de como as maquiagens normalmente pareciam ruins nas fotos de editoriais.
Na cozinha deles, decidiram colocar mãos à obra e criar os próprios produtos. Mas a maior sacada mesmo foi embalar os cosméticos em potinhos pretos, em vez dos famosos compactos, algo que logo virou a marca-registrada da companhia.
Quanto ao nome, nada de mistério, é simplesmente as iniciais de Make-up Art Cosmetics (Maquiagem Arte Cosméticos). Ai, a simplicidade!
2. Natura
Uma das maiores empresas de cosméticos do mundo, a Natura nasceu em 1969 como uma lojinha em São Paulo. Interessado em fabricar produtos especialmente criados para a diversa pele do povo brasileiro, o co-fundador da empresa Luiz Seabra escolheu para o negócio um nome que remetia aos hippies da época, além de explicitar um dos ideiais do negócio até hoje: o valor da natureza.
3. O Boticário
Nada de significado illuminati aqui. “Boticário” é simplesmente a antiga denominação de farmacêutico. E, bem, foi assim que a gigante brasileira dos cosméticos começou: como uma farmácia.
Em 1977, no centro de Curitiba, no Paraná, Miguel Krigsner abria as portas de um negócio de manipulação de medicamentos.
Com um atendimento diferenciado, o lugar fazia sucesso e, em pouco tempo, ele resolveu aventura-se, também, na produção de outros produtos – um creme hidratante, um xampu e uma colônia. Nascia aí uma história de sucesso!
4. AVON
A AVON nem sempre foi AVON e muito menos quer dizer NOVA ao contrário. Começou como “Union Publishing Company”, empresa de venda de livros e revistas porta a porta na qual o jovem farmacêutico David McConnell trabalhava.
Em pouco tempo, de vendedor ele passou a supervisor e, em 1886, comprou metade da firma. Percebeu que as mulheres ficavam mais interessadas nas amostras grátis de perfume que levava do que nos livros.
Enxergou aí um potencial e renomeou o negócio para “California Perfume Company”. Anos depois, após uma viagem para Stratford-upon-Avon, cidade-natal de Shakespeare na Inglaterra, achou o lugar muito parecido com a região de Nova York onde cresceu. Nascia a AVON.
5. Mary Kay
Essa é fácil! Mary Kay é o apelido de Mary Kathlyn Wagner, norte-americana que aos 45 anos resolveu criar a própria empresa de cosméticos. Antes de iniciar o negócio, entretanto, trabalhou como vendedora porta a porta de livros.
Viu um dos homens que treinou ser promovido no lugar dela e resolveu sair de cena e escrever um livro para ajudar outras mulheres a tocarem os próprios negócios. O livro acabou por despertar nela o desejo de desenvolver um projeto para chamar de “seu”. Ainda bem!
6. Sephora
Claro que uma empresa com um nome tão pomposo teria uma explicação, digamos, maravilhosa para o mesmo. Sephora é a junção de “Zipporah”, a esposa de Moisés no Livro Êxodo conhecida pela beleza descomunal, com “Sephosis”, termo grego para definir vaidade. Franceses!
7. Urban Decay
A tradução seria “Decadência Urbana”, o que soa um tanto estranho para uma marca de beleza, não? O fato é que o nome foi escolhido não pelo significado, mas pela sonoridade.
E deu certo! Além de perfeitamente combinar com a proposta moderninha da empresa norte-americana.
8. Make Up Forever
Criada na França nos anos 1980, a Make Up Forever foi uma ideia da então artista plástica Dany Sanz. Quando trabalhava na produção de um teatro, o diretor pediu para que ela pintasse o corpo de um dos atores.
Quando viu a “criação” em movimento, não teve dúvidas: essa seria a paixão dela. O nome veio naturalmente, a partir do compromisso da maquiadora com a profissão “for pros, for you, for ever” (“para profissionais, para você, para sempre”).
Não à toa, a marca é conhecida pela qualidade dos produtos.
9. OPI
Ai, os esmaltes da OPI! E, quem diria, o nome da marca é o acrônimo de um deslocado Odontorium Products Inc. Sim, por mais estranho que isso possa parecer, a empresa começou como uma firma de equipamentos odontológicos. Choque!
10. Nyx
Queridinha de quem é obcecada por maquiagem, mas não tem muito dinheiro para gastar, a Nyx foi criada em 1999 por Toni Ko. “Percebi que existia uma grande brecha entre as marcas de prestígio vendidas nas lojas de departamento e as populares, distribuídas nas farmácias.
E não havia nenhum produto de qualidade com uma embalagem bonita e com um preço amigo. Minha missão foi fechar essa brecha”, contou ela certa vez.
E, por mais incrível que pareça, não existe um significado metafísico por trás do nome, não. Nyx, na mitologia grega, é a personificação da noite. Simples assim, tá?
11. NARS
NARS é basicamente o sobrenome do fundador da marca, o francês François Nars. E é mais uma gigante dos cosméticos criada por um maquiador frustrado com as opções disponíveis no mercado. Decepção transformada em milhões de dólares!
12. Benefit
Essa história é maravilhosa! Conhecida pelas embalagens incríveis e pelos nomes, hum, estranhos dos produtos, a Benefit, empresa norte-americana criada pelas gêmeas idênticas Jean e Jane Ford, começou como uma pequena loja de cosméticos chamada “The Face Place”.
Criada em São Francisco, Califórnia, em 1976, a marca logo de cara se destacou pela proposta diferenciada e por um certo “corante” para lábios e bochechas.
O então chamado “Rose Tint”, a primeira criação das irmãs, foi desenvolvido especialmente para uma dançarina que gostaria de ter mais cor nos mamilos dela. Hoje, chamado Benetint, é o best-seller da empresa.
O fato é que a companhia só mudou de nome mesmo nos começo dos anos 1990, quando, com uma inevitável expansão internacional, ficou decidido que precisavam de algo mais forte.
Após uma viagam à Itália, Jane colocou na cabeça que deveria ser algo com a palavra “Bene” (bom). Nascia a Benefit (benefício).
13. NIVEA
A alemã Nivea é uma daquelas marcas que, inevitavelmente, acompanham a gente a vida toda. Vai, confessa! E o nome da empresa é a definição perfeita para o primeiro hidratante da história, o NIVEA Creme.
A partir das palavras latinas nix (neve) e nivis (de neve), em 1911, o farmacêutico Oscar Troplowitz e o dermatologista Paul Gerson Unna fundavam uma das maiores companhias de beleza do mundo.
14. Maybelline
Nada como uma boa história de amor, não é mesmo? Ainda mais se ela se transformar em um negócio multimilionário. Maybel Williams estava apaixonada por um cara que não queria nada com ela. Típico!
Então, acreditou que se investisse em ~truques~ para ~melhorar~ a aparência conseguiria o amor da vida dela (era 1915, gente!). Uma dessas receitas caseiras, aplicar vaselina, cinza de cortiça e carvão sobre os cílios, chamou a atenção do irmão Tom, na época, um jovem químico.
Dois anos depois nascia a Maybelline, uma junção do nome da irmã com Vaseline, um dos componentes do novo cosmético.
Fonte: www.exame.abril.com.br

Invenções que você vai adorar ter em sua casa – Parte 2

16. Regador em forma de nuvem 

17. Um marcador de páginas criativo 

18. Um mini aspirador de pó USB

19. Luminária de lua 

20. Toalhas sushi

21. Lâmpadas de garrafas 

22. Um salto que toda mulher vai amar…

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23. Xícaras que vão confundir seu cérebro 

24. Assento para passear com a criança 

25. “Gelatina” perfeita para limpar lugares difíceis 

26. Colher em forma do monstro do Lado Ness, para não perder na panela

27. Tampa de panela em forma de navio 

28. Um suporte para facas criativo 

29. Tesoura para cortar verduras 

30. Ralador de queijo em formato de ouriço 

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30 invenções que você vai adorar ter em sua casa

Invenções que você vai adorar ter em sua casa – Parte 1

Que tal quebrar o monotonia e dar um pouco de vida à sua casa? Essa lista de invenções criativas pode te ajudar nessa tarefa. Esperamos que você goste:

1. Pílulas que gelam a bebida, e não deixam gosto

2. Vasos que não da varanda

3. Massinhas adaptáveis e capazes de consertar várias coisas

4. Cadeira que possui suporte para você colocar o tablet 

5. Caneta Wi-Fi

6. Um quarto que cabe em uma mala

7. Uma máquina que separa o M&Ms por cor… um paraíso para perfeccionistas 

8. A caneca perfeita para fazer chá 

9. Itens com carregadores inclusos 

10. Luminária copo de leite 

11. Forma de ovos

12. Mini jogo de pebolim 

 

13. Recipientes com temporizadores… perfeito para quem está de dieta (ou não quer se distrair)

 

14. Uma criativa caneca em forma de vaso sanitário 

15. Colher que vira hashi

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30 invenções que você vai adorar ter em sua casa

http://misteriosdomundo.org/30-invencoes-que-voce-vai-adorar-ter-em-sua-casa/

Bob’s perde direitos sobre marca e milk shake de Ovomaltine vai para o McDonald’s

Bob’s perde direitos sobre marca e milk shake de Ovomaltine vai para o McDonald’s

(Foto: Divulgação)

Por Geisler Chbane Bosso

O jornal “O Estado de São Paulo” publicou matéria, na qual informa que a marca OVOMALTINE para denominar milkshakes agora é de uso exclusivo do McDonald’s. A marca era utilizada pela rede de fast food Bob’s desde 2005.

Segundo Diretores do Bob’s, a empresa continuará utilizando a mesma receita, o que mudará é a marca relacionada ao produto vendido, o qual será denominado como Milkshake CROCANTE.

Vale lembrar que a expressão MALTINE para este produto (milkshake) é considerada de uso comum pelo INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial, por ser derivada da palavra MALTE, ingrediente utilizado na fabricação do produto. Tanto é que a Brazil Fast Food Corp., detentora da marca BOB’s no Brasil, possui o registro número 827.580.592, marca BOB’S MALTINE, concedida sem uso exclusivo da palavra MALTINE.

Talvez para os consumidores do Bob’s, o ideal seria manter a marca como MILK SHAKE BOB’s MALTINE. O uso seria totalmente possível do ponto de vista jurídico.

“China in Box” não pode impedir concorrente de usar termo “in Box”

Termos comuns e que indicam a forma como o produto é oferecido não podem ser vistos como exclusividade de determinada marca nem causam risco de confundir o consumidor. Assim entendeu a 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região ao negar pedido de uma franqueadora, proprietária da marca “China in Box”, para que fosse anulado registro da marca “Italian Box” no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).

A autora do pedido alegou que a marca mais recente constituiria reprodução e imitação de sua marca, que está há 24 anos no ramo. O juízo de primeiro grau, porém, rejeitou os argumentos e a empresa recorreu ao TRF-2. Para a desembargadora federal Simone Schreiber, relatora do processo, as duas marcas são distintas no conjunto, mesmo que estejam no mesmo segmento de atuação e compartilhem a expressão “in Box”.

“Observo que ‘Box’ é um termo comum que, apesar de escrito em língua inglesa, é amplamente percebido pela população na sua acepção em língua portuguesa, como ‘caixa’. No segmento de atuação das partes – serviços alimentícios em restaurantes – o desgaste de ‘Box’ é ainda maior, na medida em que se refere à forma como a comida é entregue ao consumidor, sendo certo que a apelante não foi a primeira a idealizá-la, nem a única que dela faz uso”, disse a desembargadora.

Assim, segundo ela, não há possibilidade de associação indevida pelo mercado consumidor. O voto foi seguido por unanimidade. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-2.

Processo 0160104-06.2014.4.02.5101

Fonte: Consultor Jurídico

20 Invenções realmente incríveis

Há criações que tornam cada vez mais fácil o nosso dia a dia. Não importa onde, na cozinha, no escritório, no quarto ou até mesmo no carro.

O site Incrível.club juntou algumas invenções que são realmente Incríveis. A única coisa que devemos fazer é agradecer a mente brilhante das pessoas que tiveram essas ideias.

Um tapete despertador que para de tocar quando colocamos os pés sobre ele

Spray para aproveitar o aroma de frutas cítricas

Espelho que também é uma tábua de passar roupa

Cadeira de jardim com iluminação que funciona com energia solar

Colchão para que os homens não percam os braços enquanto abraçam o seu amor

Suporte para esmalte

Um cortador que faz uma espiral com o pepino

Criado-mudo com bandeja para o café na cama

Rede para colocar os sapatos na secadora

Cadeira-bola para fazer exercícios e trabalhar

Rolo ótimo para pintar os cantos

Pano-gelatina para limpar o que um pano comum não consegue limpar

Pilhas com entrada USB

Faca que esquenta para cortar manteiga gelada

Lambreta que vira mala

Mochila para ciclistas com sinalização

Tomada portátil que funciona com luz solar

Uma ideia excelente para uma casa pequena

Máquina de treinamento de última geração

Estudo revela como as marcas devem interagir com a geração Millennials

Foto - PR Newswire

A impaciência e a conectividade com diferentes canais de tecnologia são marcas do comportamento da nova geração conhecida como “Millennials” (pessoas entre 25 e 34 anos). A constatação é da pesquisa Connected Life 2016, estudo da TNS Brasil realizado com mais de 60.000 consumidores conectados ao redor de 50 países.

Os Millennials querem cada vez mais simplificar o processo e acelerar as respostas – 10 minutos é o tempo que os Millennials julgam suficiente para ter uma resposta quando interagem com alguma marca, por exemplo. Respeito com o consumidor também é um valor importante para essa geração. Portanto, todo cuidado é pouco: pequenos deslizes das marcas neste sentido podem ser bombardeados no meio digital, causando prejuízos à imagem das marcas.

É no mundo digital onde as diferenças de comportamento entre as gerações são extremas. Considerando que a população brasileira está envelhecendo, os protagonistas passam a ser as gerações “Millennials” e “Z”.

Quanto mais jovem, maior é a conexão via celular: os Millennials se concentram mais na conexão de aparelhos móveis que as gerações passadas. O mesmo acontece com a geração “Z” (16-24), que se destaca em comparação com os Millennials (6,4 horas/dia contra 8,2 hora/dia geração Z).

De modo geral, o tempo de conexão dos brasileiros é um pouco acima da média da América Latina (LATAM), sobretudo conexão via PC/Laptop (2,9hs contra 2,5hs/dia).

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Nesse sentido, saem na frente aquelas marcas que estão interagindo no meio digital, especificamente via celular.

Onde existem oportunidades de engajamento?

De acordo com o estudo, entre os pesquisados há claramente um compartilhamento de atenção entre TV e rede social em horário nobre. Quanto mais jovens, maior é o compartilhamento de TV e redes sociais, e essa premissa se estende bem como a conversão em compras.

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Millennials ficam acima da média quando utilizam o e-commerce no mesmo horário em que assistem TV

Em relação ao uso das redes sociais, WhatsApp e Facebook acessados pelo celular lideram o uso diário em todas as faixas etárias. Como esperado, a geração Millennials e geração Z interagem com maior número de plataformas: WhatsApp, Facebook, Facebook Messenger, YouTube, Instagram e Google+.

Assim, as marcas devem priorizar essas plataformas sociais/ de mensagens instantâneas (MI) para se aproximarem dos consumidores dessa geração.

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O paradoxo: conforme cresce a conectividade, os usuários passam mais tempo online, e alcançá-los em meio à quantidade de informação parece ser mais difícil do que nunca.

A recomendação é que as marcas encontrem a combinação certa de canais e desenvolvam formatos diferenciados de comunicação para cada meio.

Connected Life

Connected Life é o estudo líder da TNS sobre as atitudes e comportamentos de mais de 60.500 usuários de internet em mais de 50 países e explora como a tecnologia está transformando a vida dos consumidores ao redor do mundo. Oferece um insight essencial sobre o impacto do crescimento no ecossistema digital e no panorama de mídia.  O campo foi realizado em todos os mercados entre maio e agosto de 2015. O tamanho da amostra no Brasil foi 1.070.

fonte

Estudo revela como as marcas devem interagir com a geração Millennials

Garoto de 9 anos cria prótese em 3D para o braço de seu professor

Definitivamente a empatia, o espírito de transformação, o desejo de ajudar o outro e mudar o mundo são forças que não possuem idade. Basta ver o jovem Calramon Mabalot que, aos 9 anos, pelo desejo de ajudar e de aprender – e por seu especial interesse em tecnologia e impressões 3D – decidiu por criar uma mão mecânica para um professor que conheceu justamente construindo projetos em 3D.

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Conhecer o professor Nick foi para Calramon como um desafio: alguém que realmente precisava da tecnologia para melhorar sua vida. “Eu gosto de aprender”, disse Calramon, sem sequer perceber o quão transformadora pode ser sua simples frase e seu gesto. O garoto construiu para seu professor uma mão totalmente articulada e funcional. O generoso e brilhante menino possui um canal no youtube e um site próprio.

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A criação faz parte do projeto E-Nabling the Future, e pode ser baixado e imprimido por quem quiser. Mais do que disseminar especificamente o projeto de Calramon, é fundamental que se dissemine sua curiosidade, seu espírito inventivo e sua generosidade – que claramente podem não só iluminar nossos próprios espíritos, como também ajudar aqueles que objetivamente precisam.

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fonte

http://www.hypeness.com.br/2016/09/garoto-de-9-anos-cria-protese-em-3d-para-o-braco-de-seu-professor/

Marco Legal da Biodiversidade cria novas exigências para o exame de patentes

Em 30 de agosto, último dia do XXXVI Congresso Internacional da Propriedade Industrial, em São Paulo, foram debatidos os impactos do novo Marco Legal da Biodiversidade no sistema de propriedade industrial (PI). A Lei no 13.123/2015 e Decreto no 8.772/2016 regulamentam o acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado de origem brasileira. Alguns de seus dispositivos exigirão novos procedimentos no exame de patentes pelo INPI.

O novo marco legal estabelece que deve ser cadastrada no sistema SISGen a pesquisa que usar material da biodiversidade nacional ou conhecimento tradicional associado (aquele detido por agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais).

Como explicou Edson Souza, da Bayer, aí se encontra a relação do marco legal com a propriedade industrial, limitada a dois pontos. Um é a exigência desse cadastro antes do requerimento de qualquer direito de PI. Outro é que a concessão do direito sobre o produto acabado ou o material reprodutivo está condicionada ao cadastramento ou autorização do acesso.

Além disso, o Decreto 8.772 determina que, se o depositante não tiver feito o cadastro, terá o prazo de 30 dias para entregar o documento comprobatório.

As exigências terão efeitos no exame de patentes. Para o diretor de Patentes do INPI, Julio César Moreira, a análise e a concessão dos pedidos são independentes da proteção do patrimônio genético e não deveriam ter sido incluídas no marco legal.

– A Lei da Propriedade Industrial já estabelece que as informações do usuário são válidas sob a pena da lei. A concessão da patente pode ser cancelada a posteriori se a lei tiver sido violada. Existem mecanismos legais para resolver o problema – defendeu Moreira.

A coordenadora-geral de Patentes do INPI Claudia Magioli acrescentou que a conferência dos requisitos exigidos na lei precisará ser feita por um pesquisador, antecipando o exame técnico para o início do depósito. O INPI ainda não definiu como irá operacionalizar esse procedimento.

Endossando a posição do INPI, Maria Carmen Brito, presidente da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual (ABPI) – instituição realizadora do Congresso –, comentou que o marco legal gera encargos para o INPI, justamente no momento em que o Instituto busca simplificar seus procedimentos.

fonte

http://www.inpi.gov.br/noticias/marco-legal-da-biodiversidade-cria-novas-exigencias-para-o-exame-de-patentes/view

Peixe e Hotel brigam no STJ por uso do sobrenome “Urbano”

Decidir quem é que pode usar a palavra “urbano” está nas mãos dos ministros da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que se veem diante de uma batalha entre as empresas Peixe Urbano – de compras coletivas – e Hotel Urbano – agência de viagens. O caso começou a ser julgamento na Corte, na terça-feira (09/8), mas foi interrompido após pedido de vista.

No processo, movido pelo Peixe Urbano, o debate é se o mercado das duas marcas é o mesmo. O site de compras coletivas foi criado em 2010 – antes da agência de viagens que, inicialmente, também praticava compras coletivas, mas de pacotes turísticos.

A empresa de turismo alega ter sido criada em janeiro de 2011 e ter feito o pedido de registro de marca junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) em fevereiro daquele ano. Argumenta que a Peixe Urbano não teria nenhuma concessão de marca pelo INPI.

A ação foi julgada improcedente na primeira e na segunda instâncias.

No STJ, são dois os recursos especiais que tratam do caso: REsp 1548885/RJ e REsp 1606781/RJ, que entraram juntos na pauta de julgamentos. Ambos são de relatoria do ministro Moura Ribeiro.

Coexistência de marcas

Os advogados das duas partes fizeram sustentações orais durante a sessão na 3ª Turma.

Diogo Rezende de Almeida, responsável pela defesa do Hotel Urbano, lembrou que a 4ª Turma tem um julgado que permite a coexistência de duas marcas, desde que não causem confusão ao consumidor.

No caso em questão (REsp 773126/SP), a empresa Decolar Viagens e Turismo Ltda., dedicada à venda de passagens e pacotes turísticos pretendia inviabilizar a utilização da marca Decolar.com Ltda., que trabalha no mesmo ramo, porém opera apenas na internet. O ministro Fernando Gonçalves, relator da matéria, entendeu que era possível que as duas marcas existissem mutuamente.

Novo voto, Gonçalves afirma que o registro concedido pelo INPI à marca Decolar Viagens e Turismo, sem uso exclusivo dos elementos nominativos, não proíbe a utilização da expressão “decolar” na composição da marca Decolar.com. Sustentando-se Súmula 7 do STJ, apontou que a proteção ao signo se estende somente a produtos e serviços idênticos, semelhantes ou afins, desde que haja possibilidade de causar confusão a terceiros. A decisão foi seguida por unanimidade pela turma.

“O Peixe Urbano pretende o monopólio do vernáculo”, afirmou o advogado do Hotel Urbano.

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A defesa do site de compras coletivas, representada pelo advogado Luís de Carvalho Cascaldi, alegou que Hotel Urbano, criado depois, entrou para o mercado usando o mesmo leiaute, as mesmas cores e o mesmo termo de uso do Peixe Urbano. Ao longo do tempo, a empresa de viagens mudou seu campo de atuação, saindo do ramo de compras coletivas para ser apenas uma agência de viagens.

“Não é que a gente queira a exclusividade da palavra, mas sim a proteção do direito marcário. O Hotel se aproveitou do prestigio que o Peixe Urbano tinha na época para se fixar como marca”, disse. Segundo Cascaldi, o Peixe Urbano recebe reclamações no Procon por causa da confusão gerada pelo nome da empresa de turismo. “Esse são atos de concorrência desleal”.

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Confusão 

Após as sustentações orais, a confusão gerada pelo uso do sobrenome ‘urbano’ atingiu até mesmo o relator Moura Ribeiro, que pediu vista regimental. Durante a sessão, os ministros iam e voltavam sobre quem estava ou não com a razão.

Especialmente diante do voto do desembargador Lúcio Durante, relator da matéria na Décima Nona Câmara Cível no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), decidindo que o Hotel Urbano não poderia usar a expressão “Peixe Urbano”.

“Mas a discussão não é ‘Peixe Urbano’, é ‘urbano’”, afirmou o presidente da 3ª Turma, João Otávio de Noronha, diante da confusão gerada durante o julgamento. A solução encontrada pelo relator foi pedir mais tempo para entender quem está com a razão. Aguardam os ministros Paulo de Tarso Sanseverino, Ricardo Villas Bôas Cueva e Marco Aurélio Bellizze.