Pesquisadores criam proteção que amortece impacto em colisões entre veículos e postes de energia

Somente em 2020, 1.363 postes de energia elétrica foram danificados no Ceará devido a colisões envolvendo veículos automotores. Mesmo com o isolamento social ocasionado pela pandemia de covid-19, o número foi 13% superior ao verificado em 2019, de acordo com dados da ENEL, companhia responsável pelo fornecimento de energia no Estado. Considerando apenas Fortaleza e região metropolitana, o aumento foi ainda maior, de 25%, com 795 postes avariados.

Alguns anos antes, quando esse número já  era crescente, pesquisadores da Universidade Federal do Ceará desenvolveram um equipamento de proteção que pode ser acoplado aos postes a fim de amortecer o impacto dos abalroamentos, o que confere maior proteção aos postes e reduz a gravidade de eventuais danos aos ocupantes de veículos. A criação foi registrada em 2016, quando o pedido de patente foi protocolado pela UFC.

Em setembro de 2021, o invento, intitulado “Disposição construtiva introduzida em defensa urbana”, foi reconhecido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que concedeu mais uma carta patente à UFC ‒ a 19ª da Instituição, sendo a primeira do tipo Modelo de Utilidade (MU). A Universidade divide a titularidade da patente com a antiga Companhia Energética do Ceará (COELCE), que atualmente se chama ENEL.

Defensas urbanas são estruturas feitas geralmente de materiais como concreto ou metal, utilizadas no contexto de trânsito com fins de sinalização ou de proteção de calçadas, canteiros e de objetos situados nesses espaços.


A defensa criada na UFC tem camada externa de plástico (Foto: Divulgação)

Assinam a patente os professores da UFC Augusto Teixeira de Albuquerque, Tereza Denyse Pereira de Araújo, Antônio Macário Cartaxo de Melo, Alexandre Araújo Bertini, Evandro Parente Junior e Antônio Eduardo Bezerra Cabral (todos do Departamento de Engenharia Estrutural e Construção Civil ‒ DEECC). Também assinam o invento o Prof. Alexandre de Barros Teixeira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Joaquim Antônio Nogueira Caracas, engenheiro formado na UFC e sócio da empresa Protensão Impacto Ltda., que participou do projeto.

PROJETO

A demanda para o desenvolvimento de uma nova defensa aplicável a postes de energia partiu da própria ENEL. A empresa havia criado uma defensa feita de concreto e areia, que estava causando questionamentos do poder público devido a fatores estéticos e de acessibilidade, relacionadas à redução de espaço nas calçadas.

“Com essa orientação, procuramos desenvolver uma nova defensa com menores dimensões, com um design harmônico com a cidade, com materiais sustentáveis e de fácil colocação e substituição, porém garantindo o mesmo nível de proteção da defensa original”, explica o Prof. Augusto Albuquerque, atual pró-reitor de Relações Internacionais e Desenvolvimento Institucional da UFC.

O resultado foi uma defensa com camada externa de plástico, preenchida com 50% de poliuretano (material sólido com textura semelhante à espuma) e 50% de raspas de pneu, misturados no momento da aplicação.

O desenvolvimento do projeto passou por quatro etapas principais. Primeiramente, houve várias reuniões para discutir possíveis soluções, nas quais cada especialista apontava os requisitos de sua área, tais como materiais, design, fabricação de moldes, modelagem computacional etc.

Depois foram realizados ensaios de caracterização de materiais, seguidos por simulações computacionais para se estimar o comportamento das defensas propostas. Por fim, foram feitos ensaios de impacto, com simulação de acidentes no campo de prova da ENEL, localizado em Maracanaú, na região metropolitana de Fortaleza.

SIMULAÇÃO

Nos ensaios, considerou-se um automóvel de 1 tonelada, a uma velocidade de 60 quilômetros por hora (km/h), colidindo contra um poste do tipo MT 300. A defensa proposta apresentou uma redução média de 30% na energia de impacto da batida. Nesse cenário, o poste sofre algumas avarias, mas não apresenta perda do seu eixo, mantendo-se firme ao solo ‒ o que, em caso de colisões, diminui danos aos ocupantes de veículos e à integridade dos postes.

“Com isso, evita-se em alguns casos a queda dos postes, reduzindo-se a gravidade dos acidentes e mantendo-se o fornecimento de energia”, pontua Albuquerque. Segundo ele, os principais diferenciais da defensa criada é que ela apresenta menores dimensões, possui aspecto estético que se integra à demanda de uma grande cidade e tem vantagens funcionais, já que pode ser facilmente colocada e substituída nos postes. Além disso, o equipamento é adaptável para conter recipientes basculantes, que podem funcionar como jardineiras ou lixeiras, por exemplo.

O docente diz ter grande satisfação pelo reconhecimento do trabalho. “Foi um projeto muito desafiador, no qual nosso time do DEECC trabalhou em parceria com outras instituições de maneira muito enriquecedora, além de termos desenvolvido um produto que pode salvar vidas, e isso não tem preço.”

Ele também destaca a importância do trabalho realizado pela Coordenadoria de Inovação Tecnológica (UFC Inova), responsável pelos processos de proteção e acompanhamento dos ativos da Universidade no INPI.

“A equipe se mantém atualizada sobre a legislação específica e sobre as publicações do INPI, complementando o conhecimento técnico dos pesquisadores, prestando apoio, mentorias e disponibilizando materiais de orientação para o deferimento de uma patente”, ressalta Albuquerque.

Segundo o pesquisador, após a concessão da patente pelo INPI uma empresa cearense já manifestou interesse em produzir e fornecer as defensas a distribuidoras de energia.

 

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Pesquisadores criam proteção que amortece impacto em colisões entre veículos e postes de energia; invento resultou em carta patente

 

Comissão de Cultura aprova multa para fraude em direitos autorais

A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou projeto que pune a fraude em direitos autorais com multa de R$ 1 mil a R$ 50 mil. A multa vale tanto para os dirigentes das associações de gestão coletiva de direitos autorias e dos entes arrecadadores, como para os titulares de direitos autorais ou seus representantes que forem responsáveis por fraudar as associações de gestão coletiva, em razão do fornecimento de informações ou cadastros falsos.

O texto aprovado é o substitutivo da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) ao Projeto de Lei 5675/19, do deputado Dagoberto Nogueira (PDT-MS). O texto também prevê advertência e suspensão das funções de administrador em caráter temporário ou definitivo.

As penalidades devem ser aplicadas de acordo com a gravidade do fato, o valor envolvido, o motivo da infração e sua consequência; os antecedentes e a boa fé do infrator, e se este é ou não reincidente; a existência de dolo; e a situação econômica do infrator.

Os valores referentes à aplicação da multa serão revertidos ao Fundo Nacional de Cultura (FNC). O texto altera a Lei dos Direitos Autorais.

Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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https://www.camara.leg.br/noticias/812959-comissao-de-cultura-aprova-multa-para-fraude-em-direitos-autorais/#73

Huawei lidera pedidos de registros de patentes sobre o 6G no mundo

A fabricante chinesa Huawei assumiu a liderança na corrida de patentes sobre a tecnologia de conexão 6G, passando a frente de outras grandes empresas do setor como a ZTE, OPPO e Vivo.

De acordo com o site Huawei Central, cerca de 38 mil pedidos de patentes sobre o 6G já foram preenchidos globalmente. Desse total, aproximadamente 15.800 solicitações foram somente da Huawei, representando algo em torno de 35%.

A China é o país que mais registrou patentes sobre a tecnologia de rede de sexta geração. Desde 2017, a Huawei vem investindo e pesquisando sobre o 6G. O presidente rotativo da empresa afirmou que ele esteja disponível por volta de 2030 com uma velocidade 50 vezes mais rápida do que a rede atual.

Além disso, a Huawei planeja ter uma conversa aberta sobre 6G com outros especialistas para fechar suas possíveis definições. Além disso, a empresa acredita que a sexta geração será baseada no 5G e no que foi aprendido com ele.

Possuindo uma tradição tecnológica, a China também é líder mundial no 5G. Estima-se que o país possua mais de dois terços das bases 5G do mundo.

Além da sexta geração, os desenvolvedores trabalham em aprimoramentos para a rede 5G, como a evolução para o 5.5G, por exemplo. No Brasil, o edital do leilão da tecnologia de 5ª geração ainda tramita no Tribunal de Contas da União (TCU) e a previsão é que a tecnologia esteja disponível no ano que vem.

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https://www.tudocelular.com/mercado/noticias/n179622/huawei-lidera-registros-patentes-sobre-6g-no-mundo.html

INPI concede Denominação de Origem para mel do Planalto Sul Brasileiro

O INPI publicou nesta terça-feira, dia 20 de julho, a concessão da Denominação de Origem Planalto Sul Brasileiro para o mel de melato da bracatinga, produzido numa área que abrange total ou parcialmente 134 municípios (107 de Santa Catarina, 12 do Paraná e 15 do Rio Grande do Sul).

Com essa concessão, o número de Indicações Geográficas no INPI chega a 95, sendo 28 Denominações de Origem (19 nacionais e nove estrangeiras) e 67 Indicações de Procedência (todas nacionais).

Sobre a DO Planalto Sul Brasileiro

Com base na documentação apresentada ao INPI, o mel de melato é um produto natural das abelhas obtido a partir das excreções de insetos sugadores de partes vivas de plantas. Ele difere do mel floral ou extrafloral porque, além da presença das enzimas das abelhas produtoras, contém enzimas derivadas das secreções das glândulas salivares e do intestino das cochonilhas, que promovem características como coloração mais escura (âmbar); maior condutividade elétrica; maiores teores de açúcares, nitrogênio e minerais; maior pH e, principalmente, mais efeitos benéficos à saúde devido à presença de compostos bioativos e potencial antioxidante. Apesar da maior concentração de açúcares, o mel de melato apresenta menores quantidades de frutose e glicose e não cristaliza como o mel floral.

As cochonilhas (Tachardiella sp. ou Stigmacoccus paranaensis Foldi) envolvidas na produção do mel são insetos que vivem associados à árvore popularmente conhecida por bracatinga (Mimosa scabrella Bentham). Esta, por usa vez, é uma espécie arbórea nativa do Brasil, com distribuição predominante na região Sul.

Em períodos bianuais, os bracatingais são infestados por cochonilhas, que se fixam no tronco das árvores e se alimentam da seiva, excretando um líquido adocicado pelo canal alimentar em forma de gotas, o melato. Este mesmo líquido, que fica depositado nas partes externas da planta, é utilizado como matéria-prima pelas abelhas da espécie Apis mellifera e, a partir dessa associação, é elaborado o mel de melato de bracatinga.

Produção

A produção do mel de melato da bracatinga no Sul do Brasil ocorre normalmente entre os meses de dezembro e junho, o que corresponde aos períodos de maior escassez de néctar e pólen. Entretanto, ocorre apenas a cada dois anos, geralmente no primeiro semestre dos anos pares, o que se relaciona com o ciclo de vida da cochonilha. Nesse período, o inseto está no estágio de cisto, formando longos fios brancos por onde excreta o melato.

Nos anos ímpares, a excreção ocorre em menor quantidade. Apesar disso, às vezes é possível produzir pequenas quantidades de mel de melato. Para isso, devem-se migrar as colmeias para locais onde há bracatingas nas épocas em que elas estão associadas às cochonilhas, visando a aproveitar todo o potencial apícola.

Ainda de acordo com a documentação enviada ao INPI, vale destacar que estudos pioneiros com mel de melato da bracatinga da região demarcada demonstraram que o mesmo possui ainda características diferenciadas em relação aos méis florais e de melato de outras origens geográficas e/ou botânicas, com destaque para a maior concentração dos aminoácidos livres serina, prolina, asparagina, ácido aspártico e ácido glutâmico.

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https://www.gov.br/inpi/pt-br/central-de-conteudo/noticias/inpi-concede-denominacao-de-origem-para-mel-do-planalto-sul-brasileiro

 

INPI reconhece a Denominação de Origem Mamirauá para o pirarucu manejado

O INPI publicou nesta terça-feira, dia 13 de julho, a concessão da Denominação de Origem Mamirauá para o pirarucu manejado de nove municípios do Amazonas (Alvarães, Fonte Boa, Japurá, Juruá, Jutaí, Maraã, Tefé, Tonantins e Uarini).

Com essa concessão, o número de Indicações Geográficas no INPI chega a 94, sendo 27 Denominações de Origem (18 nacionais e nove estrangeiras) e 67 Indicações de Procedência (todas nacionais).

Sobre a DO Mamirauá

De acordo com a documentação apresentada ao INPI, os fatores humanos, que envolvem boas práticas de pesca, abate, recepção e pré-beneficiamento do pirarucu, influenciam na qualidade final do produto, contribuindo para o aumento da durabilidade na prateleira. Além disso, o binômio tempo-temperatura no transporte do peixe entre o local da pesca e o flutuante para armazenagem contribui para o aroma agradável do produto.

Por sua vez, ainda segundo a documentação enviada ao INPI, também há relação entre os fatores naturais e as diversas características ou qualidades da carne do pirarucu. O alto índice de ácidos graxos (ômega 3) no pescado se deve à alimentação na área de várzea de Mamirauá. Além disso, o modo como o pirarucu vive na região, associado a uma alimentação rica em proteínas, propicia a formação de colágeno, contribuindo para a textura firme da carne.

Já o sabor suave se deve ao perfil lipídico do pirarucu, com altos índices de ômega 3, enquanto o aroma agradável decorre da ausência do óxido de trimetilamina (OTMA). Por fim, cabe ressaltar que a pigmentação vermelha diferenciada do peixe é adquirida pela ingestão de moluscos, principalmente da família Pomaceae, que obtêm tal pigmento ao se alimentarem de vegetais.

Dessa forma, segundo a documentação apresentada ao INPI, o resultado é um peixe com intensa coloração vermelha, alta concentração de proteínas e ômega 3, sabor suave, aroma agradável e leve, bem como textura boa, suculenta e firme.

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https://www.gov.br/inpi/pt-br/central-de-conteudo/noticias/inpi-reconhece-a-denominacao-de-origem-mamiraua-para-o-pirarucu-manejado

 

INPI divulga estudo sobre patentes de vacinas para a COVID-19

O INPI, por meio do Observatório de Tecnologias Relacionadas à COVID-19, publicou em julho um estudo sobre o cenário das vacinas de vírus inativado para a prevenção da COVID-19, com base em documentos de patentes e outras fontes de informação científica.

No estudo “Vacinas baseadas em vírus inativado para prevenção da COVID-19”, foram destacadas as oito vacinas que estão em estágio clínico mais avançado (fases 3 e 4) até maio deste ano, de acordo com informações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

https://www.gov.br/servicos/patentes/tecnologias-para-covid-19/Estudos

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https://www.gov.br/inpi/pt-br/central-de-conteudo/noticias/inpi-divulga-estudo-sobre-patentes-de-vacinas-para-a-covid-19

 

 

PANDEMIA ESTIMULA STARTUPS A REGISTRAR PATENTES

Isolamento social fez movimentação de pequenos empreendedores aumentar nos escritórios.

A pandemia estimulou pequenos empreendedores a inventar equipamentos e até medicamentos que possam auxiliar no tratamento da covid-19. É o caso de uma cabine de descontaminação de compras de supermercado, de um sugador para limitar o contato entre paciente e dentista e de medicação para minimizar as sequelas da doença. Segundo estatísticas do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), já existem, ao menos, 127 pedidos de patentes relacionadas à pandemia.

A cabine de descontaminação é uma invenção dos irmãos goianos Ernane Matos e Natanael Freire, donos da startup Light Descom. Eles criaram o protótipo e fecharam parceria com a HMY – fornecedora de gôndolas e outros mobiliários para redes varejistas – para a produção em escala industrial. O Carrefour foi uma das primeiras redes a adotar o equipamento. Há mais de cem unidades com a cabine.

Atento às novas tecnologias, Matos conhecia o poder da luz ultravioleta para descontaminar objetos. “No início da pandemia, ouvi infectologistas falando do poder de contaminação desse vírus. E ao ver o desespero das pessoas no supermercado pensei que elas iriam levar a contaminação para casa porque, em um primeiro momento, todo mundo lava tudo com álcool, mas com o tempo vai relaxando”, diz. “Liguei os pontos e concluí que poder ia-se fazer uma cabine UV para descontaminar compras de forma prática e simples. Nossa cabine chega a 99,99%de efetividade sobre onde a luz ultravioleta irradia.”

Representante da startup no INPI, a advogada Fernanda Picosse, da Iplatam Marcas e Patentes, afirma que ficou surpresa com a movimentação de tantos pequenos empreendedores no escritório, com ideias sobre produtos que poderiam auxiliar no combate ou prevenção da covid-19 e sobre sustentabilidade. “Recebemos consultas diárias. O lado bom desse cenário de crise, em que as pessoas estão descapitalizadas, é que aparecem ideias novas para empreender”, diz.

As patentes que tratam do combate à covid-19 estão entre os 16 temas com tramitação prioritária no INPI. Do total de 127 pedidos relacionadas à pandemia, 29já foram concedidos, 22 negados, 18 arquivados (por exemplo, por falta de recolhimento de taxa administrativa ou pedido de exame técnico), 14 foram para a segunda instância e 18 estão entre o depósito do pedido e o requerimento de exame. O tempo médio de decisão da patente é de 257 dias, ou seja, 8 meses e meio.

A maioria dos pedidos tem origem no Brasil. São 59 solicitações. Em seguida, Estados Unidos com 38 e Japão com 21. Depois vem a China com 6 pedidos, seguida da Alemanha e França com 4. Existem pedidos feitos por mais de um país, por isso a soma extrapola o número de pedidos existentes.

O advogado Franklin Gomes, do FG Propriedade Intelectual, também afirma ter sido procurado por pequenos empreendedores. Eles inventaram um sugador odontológico mais seguro para evitar a contaminação, além de medicação para auxiliar no tratamento da covid-19, que também está sendo analisado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Mas eu vejo que faltam informações e suporte técnico adequado para esses pequenos inventores”, diz.

De acordo com o engenheiro Alexandre Trinhain, do Iplatam Marcas e Patentes, o pequeno inventor precisa fazer sua lição de casa: primeiro analisar se realmente é algo inovador e depois obter ajuda especializada na área de patentes. “Existem casos de pessoas que são ludibriadas e buscam um parceiro investidor sem seres guardar de que ele é realmente o autor da invenção.”
(Colaborou Laura Ignacio)

 

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Pandemia estimula startups a registrar patentes

Starz tenta impedir Disney de usar o nome Star no Brasil

A Disney rebatizou os canais Fox de Star em toda a América Latina, mas a mudança de nome pode ser revertida por causa de um processo. O canal pago americano Starz tenta impedir na justiça que o nome Star continue a ser usado no mercado latino, além de tentar barrar o lançamento em junho da plataforma de streaming Star+ (Star Plus), conforme planejado pela Disney.

O registro da marca Star+ foi encaminhado ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em fevereiro, mas em 1 de abril a empresa dona do canal, Starz Entertainment LLC, abriu processo para impedir o uso da denominação no Brasil, Argentina e México. O canal pago americano alega que o nome é muito similar ao do StarzPlay, seu serviço de streaming que já se encontra em operação na América Latina.

Na ação, o Starz reforça que o Star+ da Disney é concorrente direto de seu Starzplay no Brasil e o nome parecido poderia levar as pessoas a confundirem as marcas, o que seria prejudicial para seus negócios.

O Starz também faz oposição ao registro da marca dos canais Star na TV paga, que incluem o Star Channel, Star Life, Star Hits, Star Fun, Star Action, Star Comedy, Star Classics e Star Premium no Brasil, Argentina e México.

Esta contestação ajuda a explicar porque a Disney ainda não começou a divulgação da Star+ no Brasil. Após a campanha do rebranding dos canais Fox para Star, não houve nenhum comunicado sobre o lançamento da Star+, originalmente previsto para chegar ao país daqui a dois meses. Como comparação, a HBO Max, que também chega em junho, já tem peças publicitárias em exibição.

A marca Star é derivada da Star India, originalmente uma rede de TV indiana, que se tornou propriedade da Disney por ocasião da compra do conglomerado de entretenimento da 21st Century Fox.

Já a plataforma Star+ seria o equivalente ao Hulu no mercado internacional, funcionando como complemento ao Disney+. O serviço oferecia conteúdo de streaming voltado ao público adulto, produzido por estúdios como 20th Century Studios, 20th Television, Searchlight, FX, Touchstone e outras empresas do conglomerado, além de contar com sua própria programação original produzida especialmente para consumo online.

Caso o Starz consiga fazer valer sua oposição ao registro da Star no INPI, a Disney ficaria impedida de usar a marca no Brasil.

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https://www.terra.com.br/diversao/gente/starz-tenta-impedir-disney-de-usar-o-nome-star-no-brasil,8e3c55aa25f31359cb3d621525c4945001q2xtpj.html

História e cultura alimentar: O que é a indicação geográfica?

Já se deparou com um alimento ou produto que é próprio de certa localidade, sendo dificilmente comercializado em outras regiões? Esse produto era famoso na localidade onde você se encontrava? Provavelmente o leitor encontrou um alimento com indicação geográfica, quem sabe até um pouco mais caro do que o mesmo produto em outra região.

Mas o que ele teria para ser mais caro do que outro produto “igual”? Existem pessoas interessadas em comprar um alimento assim? O efeito da indicação geográfica nos alimentos será o nosso tema de leitura hoje! Eu espero conseguir passar as variadas estratégias de valorização de produtos regionais, utilizadas por diferentes culturas e grupos de produtores.

Para entendermos a indicação geográfica, primeiro precisamos contextuar sua relação com o volume de produção. Como bem sabemos, os principais atores da manufatura, distribuição e fonte de abastecimento de produtos alimentícios são as indústrias alimentares.

A indústria ajudou a remodelar as relações de produção por todo o globo, podendo agora o consumidor buscar alimentos uniformizados (com a mesma característica sempre que ele comprar novamente), higienizado (sem risco sanitário aparente), processado e até mesmo pronto para o consumo [1]. Porém, para esta relação com este poderio econômico complexo, o ser humano precisou abdicar de certas relações que ele mantinha anteriormente com o alimento.

Podemos consumir quase todos os alimentos que conhecemos de forma facilitada, porém é difícil saber ao certo a sua rastreabilidade (origem de cada ingrediente e aditivo usado no produto), quais são necessariamente todos os passos da produção, quais os verdadeiros riscos que podem apresentar à saúde e até mesmo se aquele alimento é feito mesmo daquilo que diz ser [1]. Nossa relação coletiva com as redes agroalimentares é caracterizada pela impessoalidade e o desconhecimento do que colocamos à mesa.

Junta-se a este fenômeno os grandes escândalos alimentares dos anos 80/90 (em breve texto sobre isso, caro(a) leitor(a)) e veremos o nascer de uma necessidade mercadológica singular. O nascimento de alimentos com selos locais veio da constatação da perda de sabores e receitas tradicionais, agora elevadas ao status de elite.

Algumas operações de apoio aos alimentos de regiões de fora do grande aparato agroalimentar vieram do patrocínio de governos ou de tendências mais modernas, como o slow food [2]. Com este levante, observa-se a resistência de uma classe inteira de produtores artesanais e tradicionais que observam com criticidade o processo de padronização alimentar. O selo de indicação geográfica nasce justamente da necessidade de mostrar a diferença do produto destas pessoas com os produtos da grande rede de abastecimento.

 

Alguns exemplos de selos praticados no Brasil. Reconhece algum?

 

Da mesma forma que este selo oferece valorização do produto perante o mercado, a indicação geográfica oferece proteção para a identidade e a qualidade de produtos gerados ou alterados em determinadas regiões, ou até mesmo por determinados grupos étnicos. Logo, o selo é uma conquista coletiva, preservada por todas as pessoas que cooperam para a manutenção do seu produto e estilo de vida.

Mas não somente de boa vontade que é feito o selo. O saber tradicional, alinhado com a forma de produção, as potencialidades climáticas e a qualidade do solo interferem como instrumento diferencial para os demais produtos, sendo que a padronização já não é mais uma vantagem neste sistema de produção [3].

Entre as vantagens, o baixo volume de produção (em comparação às redes agroalimentares industriais) ajuda na manutenção das condições de valorização do produto e na preservação de qualidade e sensorialidade única de cada unidade. Pessoas que buscam experiências sensoriais únicas adoram este tipo de diferencial qualitativo, acabando por colecionar alimentos com indicação geográfica e pagando mais caro pelos mesmos [4].

Outra vantagem é a lógica de intercooperação entre os produtores nas regiões produtivas. Por meio dela, não mais a comunidade observa seu vizinho como um concorrente direto na venda do produto, mas como alguém que ajuda na manutenção da comunidade e compartilha das máquinas locais, com quem podemos contar nas dificuldades e nas comemorações das conquistas sociais [5]. Em regiões da Europa observa-se muito este fenômeno, como nas regiões produtivas de vinho na Itália, de presunto de porco especial na Espanha e de champagne na França. Todos eles possuem sua variante de produto registrado como propriedade intelectual de suas comunidades.

Aqui no Brasil, fenômeno parecido é observado com produtos registrados pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), destacando-se a aguardente tipo cachaça de Paraty (registrado em 2007, Rio de Janeiro), os doces tradicionais de Pelotas (2011, Rio Grande do Sul) e o café do Vale da Mantiqueira (também em 2011, Minas Gerais) [3]. Por meio do INPI, observa-se a auditoria e a conformidade das condições para a delimitação dos indicadores geográficos em produtos de diversas regiões.

 

A indicação geográfica é capaz de fortalecer comunidades inteiras e unir os seus conterrâneos, sendo condições indispensáveis para a formação de novos sistemas de organização dentro da comunidade, como a cooperativa ou a agroindústria. Na foto, avaliação de queijo minas artesanal de comunidades agrícolas [5].

Todavia, com o desenvolvimento de novas práticas e técnicas no cenário do agronegócio, os populares necessitaram de utilizar novas ferramentas para a manutenção da indicação geográfica. Agora, não somente os produtos finais são dignos de indicação, mas também as técnicas que originaram o produto final.

Entre essas técnicas locais, encontramos aquelas de utilização para fins agrícolas, de transporte, comércio e até mesmo marketing [7]. Juntando todas essas variantes locais, cria-se a técnica sociocultural, podendo estar sendo regularizada para ganhar um selo de indicação geográfica!

O interessante deste último processo é que ele será a causa da existência de manifestações gastronômicas inexistentes até então. O alimento gourmet, que também se refere a valorização dos aspectos de inovação da refeição, surgirá exatamente desta mesma ideia (olha o texto aqui).

A indicação geográfica é capaz de mudar lógicas inteiras da economia, sendo uma parte crucial do desenvolvimento da economia criativa e do agroturismo, do qual teremos textos especiais logo mais!

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História e cultura alimentar: O que é a indicação geográfica?

Grupos de Telegram lucram com BBB e viram alvo da Globo por direito autoral

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Grupos do aplicativo Telegram que ganham popularidade narrando o BBB em tempo real passaram a lucrar e viraram alvo da Globo, que ao menos duas vezes baniu os canais por violação de direito autoral.

Entre os famosos estão o “Espiadinha”, com 290 mil inscritos, e o “Canal BBB 21”, derrubado nesta semana, ressuscitado no mesmo dia e quase com o mesmo número de seguidores de antes, que chegava a 300 mil.

A operação destes canais, cuja entrada é possível a qualquer usuário do Telegram, consiste em publicar trechos de vídeos captados do pay-per-view da emissora acompanhados com transcrições.

Há fotos, diálogos reproduzidos sem erros de ortografia e curadoria com os momentos mais marcantes, na opinião dos administradores dos grupos, que se revezam para acompanhar o programa 24 horas.

Grande parte do resumo do confinamento apresentado nas edições de Tiago Leifert na TV aberta aparece nos canais de Telegram durante o dia.

Embora haja menção eventual a patrocinadores de peso do BBB, como PicPay e Avon, a criação e a administração desses grupos é de jovens estudantes de cerca de 18 anos. Eles garantem que não há nenhum tipo de megapatrocínio, mas que já começaram a receber ofertas de pequenos anunciantes, que enxergam potencial de propaganda nos canais.

Os administradores se revezam em escala para garantir que o público inscrito tenha conteúdo a qualquer momento. À reportagem, afirmam seguir critérios de imparcialidade no relato dos fatos, embora tenham torcidas particulares.

Em menos de um mês de programa, a Globo precisou reportar ao Telegram violação de direito autoral por esses canais ao menos duas vezes. O aplicativo russo imediatamente derrubou vídeos, e os administradores readequaram a alimentação de seus canais

Agora, a publicação de vídeos longos é rara, embora ainda seja possível encontrá-los em alguns canais. Após os banimentos do Telegram, o conteúdo ficou restrito à narração escrita, às fotos, memes e gifs.

A popularidade crescente, que vai ao encontro do aumento de usuários de Telegram no Brasil, atraiu pequenas lojas e influenciadores digitais, pagam cerca de R$ 150, a depender do pacote, para publicar um banner nos grupos.

O Canal BBB, derrubado e já disponível noutro espaço, porém sem a veiculação de vídeos longos, ganha cerca de R$ 1.000 por semana. O dinheiro é dividido entre os administradores, cerca de dez jovens que nunca se viram pessoalmente e só têm em comum o vício pelo reality.

“A gente não tinha noção que poderia ter publicidade até as pessoas aparecerem querendo pagar. É útil aos dois [anunciante e ao canal] devido à nossa influência”, diz Allanis Araújo, 20, estudante de direito de Mato Grosso e uma das administradoras.

O alcance médio de cada publicação —são cerca de cem por dia— é de 120 mil pessoas.

“São marcas pequenas ainda. Esses dias teve um sex shop e até instituição de ensino superior”, conta.

 

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https://www.meon.com.br/noticias/grupos-de-telegram-lucram-com-bbb-e-viram-alvo-da-globo-por-direito-autoral