10 curiosidades sobre a invenção do avião

10 curiosidades sobre a invenção do avião

1. O 14-Bis, uma engenhoca de bambu revestida de linho, tinha 12 metros de envergadura e 10 metros de comprimento, com uma hélice instalada na ré e um motor Antoinette de 50 cavalos. No dia 23 de outubro de 1906, depois de uma corrida de 100 metros, ele levantou voo diante de uma comissão do Aeroclube da França. O conjunto pesava 160 quilos. Foi um voo de 60 metros, a uma altura de 2 a 3 metros (depois, o avião desabou desajeitadamente no chão), sobre os campos de Bagatelle, em Paris. Deslumbrados, os membros da comissão esqueceram de cronometrar o tempo de voo. O brasileiro Alberto Santos-Dumont (1873-1932) precisou repetir a proeza. No dia 12 de novembro, ele voou 220 metros a uma altura de 4 metros durante 21 segundos. O avião recebeu esse nome porque, para testar seu equilíbrio, em julho de 1906, Santos-Dumont tinha o acoplado ao balão nº 14.

2. Quando leu, ainda na infância, A volta ao mundo em oitenta dias, de Júlio Verne, Santos-Dumont sonhou em voar. Em 1897, ele subiria pela primeira vez num balão, em Paris. Gostou tanto da experiência que projetou e encomendou seu próprio balão, batizado de “Brasil”. Sua ideia, a partir de então, era combinar um balão com motor a explosão e conduzir o aparelho, em vez de deixar que o vento o levasse. Aperfeiçoou um pequeno motor a gasolina e o instalou no novo balão em forma de charuto, o SD-1. Em 18 de setembro de 1898, ele tentou subir com o balão contra o vento e bateu nas árvores. Seguiram-se outros balões, cada um com uma inovação. O SD-5 explodiu ao colidir contra um telhado, mas o brasileiro escapou ileso. Só o SD-8 jamais existiu. Supersticioso, Santos Dumont abominava o número 8 e as notas de 50 francos. Para abrigar seu invento, Santos-Dumont construiu em St. Cloud, na periferia de Paris, um enorme galpão. Era o primeiro hangar da história da aviação.

3. Depois de algumas experiências com o SD-15, com o qual pretendia vencer uma prova de voo de 1 quilômetro em circuito fechado, Santos-Dumont construiu seu terceiro e último avião, o Demoiselle (senhorita, em francês), o primeiro monoplano. Era oito vezes menor que o 14-Bis e pesava 120 quilos, incluindo também o piloto. Com esse avião, ele se divertiu pousando nos parques dos castelos e casas de campo.

4. O brasileiro Santos-Dumont pode ter inventado o avião, mas não foi ele que fez o primeiro voo brasileiro. Mais de dois anos depois do lançamento do 14-Bis, o inventor espanhol Dimitri Sensaud de Lavaud guiou o avião São Paulo em Osasco (SP), naquele que viria a ser o primeiro voo no Brasil. O feito aconteceu na manhã do dia 7 de janeiro de 1910. Lavaud percorreu 103 metros de distância, a uma altura que variou entre 2 e 4 metros, durante 6 segundos. Filho de uma russa e um francês, Dimitri Lavaud construiu o avião São Paulo após ler livros técnicos. O veículo, que ficou pronto no final de 1909, media 10,2 metros de comprimento por 10 de envergadura.

5. O primeiro avião com banheiro foi o russo Russky Vitiaz, projetado por Igor Sikorski e testado em 13 de maio de 1913. Mas a primeira linha regular com toilete a bordo foi entre Londres e Paris, num avião Handley Page W.8., inaugurada em dezembro de 1919.

6. Em 1957, foi realizada a última viagem de avião de uma linha aérea sem escalas. O abastecimento das aeronaves era feito em pleno voo por aviões-tanque.

7. O avião supersônico Tupolev-144 foi, em 1975, o primeiro do gênero no mundo a ter uma rota regular. Levava mensagens de Moscou ao Cazaquistão.

8. O EMB 202 Ipanema, idealizado no Brasil, foi lançado pela Embraer em 2002. Trata-se de um monoplano dotado de um propulsor movido a álcool.

9. O Concorde, único modelo de avião supersônico do mundo, realizou sua última viagem em 2003. O voo partiu de Nova York (EUA) com destino a Londres (Inglaterra) e tinha a bordo celebridades como a atriz Joan Collins e o apresentador David Frost. A aeronave, criada em 1962, atingia o dobro da velocidade do som e 18 mil metros de altitude.

10. O A380 da Airbus, o maior avião do mundo (73 metros de comprimento, 80 metros de envergadura e 24 metros de altura), fez seu voo inaugural em 2005. Ele comporta 850 passageiros.

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A Origem dos Inventos – Armas de fogo

A origem das armas de fogo é desconhecida, mas acredita-se que no século 10 os chineses já conheciam a pólvora. Somente três séculos mais tarde começaram a usa-la para fins militares. Tubos de bambu eram enchidos com pólvora e serviam para arremessar pedras. Na mesma época, os árabes também desenvolveram uma arma semelhante, usando o ferro para reforçar a estrutura de bambu.

Os canhões só apareceram no começo do século 14, e sua invenção é atribuída ao monge alemão Berthold Schwarz (1310-1384). Depois da invenção do canhão, os engenheiros ingleses começaram a imaginar uma maneira de construir uma arma que atirasse mais rápido. O primeiro a fazer isso foi James Puckle, que patenteou a metralhadora em 1718.

Dois americanos, Elisha Collier e Artemis Wheeler, patentearam revólveres em 1818. Mas foi Samuel Colt (1814-1862) que conseguiu simplificar o mecanismo de armar e começou a fabricá-los em massa a partir de 1835. Depois da Guerra do México, os revólveres de seis tiros de Colt foram adotados pelo Exército americano, o que acabou fazendo sua fortuna

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A Origem dos Inventos – Bicicleta

Em 1790, o conde francês Sivrac construiu o que alguns historiadores consideram o mais antigo ancestral da bicicleta moderna. O celerífero, como se chamava, era apenas um pedaço de madeira ligando duas rodas. Impulsionava-se a engenhoca com os pés.

Claro que havia alguns inconvenientes, como o fato de não se poder dirigi-la, já que a roda dianteira era fixa. Mais criativo foi outro aristocrata, o alemão Carl Friedrich Ludwig Christian, barão Drais von Sauerbronn (1785-1851). Inspetor florestal e inventor nas horas vagas, ele foi o primeiro a construir um biciclo dirigível, em 1816, que ficou conhecido como draisiana.

Em 1839, o escocês Kirkpatrick Mac Millan (1810-1878), um humilde ferreiro do interior, fez o que Drais havia tentado sem sucesso: criou pedais que, ligados por barras de ferro ao eixo da roda traseira, movimentavam o velocípede. Foram quatro anos de árduos experimentos. Mac Millan percorria com ele o caminho de 22 quilômetros entre seu povoado, Courthill, e a capital do condado, Dumfries.

Sem vocação para os negócios, MacMillan não sabia ao certo o que fazer com o veículo, que logo foi esquecido. No ano de 1861, o francês Pierre Michaux (1813-83) voltou a construir bicicletas com pedais, dessa vez adaptados diretamente à roda da frente. Ao contrário do escocês, Pierre e seu filho Ernest prosperaram ao fundar a primeira fábrica de bicicletas do mundo. A nova máquina imediatamente conquistou entusiastas, apesar de sua estrutura rígida de ferro e madeira lhe ter trazido o apelido de ?chacoalha-ossos?. Em um ano, Pierre e Ernest Michaux produziram 142 máquinas. Por volta de 1865, eles estavam produzindo cerca de 400 por ano.

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A Origem dos Inventos – Telégrafo sem fio

Como o telefone, a telegrafia sem fio era um instrumento de comunicação que passou por um intenso aprimoramento nos primeiros anos de criação. De fato, muitos cientistas questionaram se tal aparelho poderia ser um dia construído. Foi a telegrafia que, mais tarde, deu origem ao rádio. Enviar sinais elétricos por fios, como era feito pela técnica fazia sentido — afinal o fio era um meio físico real que podia levar a corrente. Mas o que dizer de algo imaterial, como o ar? E mesmo que as ondas eletromagnéticas pudessem se propagar pelo ar, não estariam elas à mercê de tempestades elétricas e outros distúrbios atmosféricos?

James Clerk Maxwell, professor de Física Experimental em Cambridge, na Inglaterra, provou matematicamente em 1864 que uma onda elétrica podia produzir um efeito a uma distância considerável do ponto no qual ocorria. Portanto, os sinais elétricos não estavam limitados a propagar-se ao longo de um fio. Maxwell também previu que tais sinais, ou ondas eletromagnéticas, deslocavam-se à velocidade da luz, o que significava que a comunicação terrestre seria essencialmente instantânea. Tudo isso ficou na teoria por 22 anos.

O físico alemão Heinrich Rudolf Hertz, demonstrou experimentalmente, em 1888, que as previsões de Maxwell eram verdadeiras, pelo menos em relação a curtas distâncias. No centro de um espelho de metal parabólico, ele colocou dois condutores separados por um pequeno vão. Um aro de arame, conectado a outra abertura, foi colocado a 1,5 metro de distância, no foco de outro coletor parabólico, alinhado com o primeiro. Hertz descobriu que a faísca, ao saltar pelo primeiro vão, fazia com que uma faísca menor saltasse pelo vão no outro aro. Ele provou, desse modo, que as ondas de rádio eletromagnéticas se propagavam em linha reta e podiam ser refletidas por uma folha metálica, como as ondas de luz são refletidas por um espelho, e que a telegrafia sem fio era um conceito possível.

Uma vez demonstrados os fundamentos, o físico italiano Guglielmo Marconi repetiu as experiências de Hertz na casa de campo de sua família, em Pontecchio, próximo a Bolonha. Ele aperfeiçoou os trabalhos de Hertz fazendo com que faíscas secundárias — aquelas em sintonia com as faíscas primárias — saltassem a uma distância de aproximadamente 9 metros. Apesar do avanço científico, 9 metros ainda era uma distância curta demais para transmitir uma mensagem. Modificando seu projeto várias vezes, Marconi aumentou gradativamente a distância de transmissão para 275 metros, depois para 3 quilômetros e, em 1889, para a extensão do canal da Mancha. Marconi demonstrou o potencial quase ilimitado das ondas de rádio em 1901, ao atravessar o Oceano Atlântico com um sinal com a letra “S” em código Morse. O sinal foi a uma distância de 3.200 quilômetros.

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Google pede patente de tatuagem no pescoço que servirá de microfone

A Motorola Mobility, uma empresa do Google, quer registrar a patente de uma tatuagem eletrônica feita no pescoço para funcionar como o microfone de smartphones e outros aparelhos móveis.

Os documentos do pedido de registro da tecnologia foram publicados nesta quinta-feira (7) pelo órgão de patentes dos Estados Unidos, o Escritório de Marcas e Patentes (USPTO, na sigla em inglês), mas a submissão data de maio de 2012.

De acordo com esses documentos, a tatuagem eletrônica captaria o som ao identificar as “flutuações do músculo ou do tecido da garganta” e enviaria os dados para smartphones ou outros dispositivos sem a necessidade de que fios fossem conectados a ela.

Com isso, por exemplo, não seria preciso levar o celular à boca todas as vezes que fosse necessário falar em uma ligação telefônica. Uma das especificações técnicas é que a tatuagem terá capacidade de enviar dados via Bluetooth e NFC.

Os documentos enviados pela Motorola não deixam claro se a tatuagem será permanente, ou seja, desenhada na pele com agulhas conform a forma tradicional, ou se será algo simplesmente afixado no corpo e que depois pode ser removido. Ainda de acordo com o documento, o eletrônico “pode ou não ser recarregável”.

Depois de ser adquirida pelo Google em 2012, a Motorola lançou neste ano o primeiro celular produzido integralmente como uma empresa da gigante da internet. O Moto X chegou ao mercado brasileiro em 3 de setembro, e é vendido por R$ 1,5 mil.

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http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2013/11/google-pede-patente-de-tatuagem-no-pescoco-que-servira-de-microfone.html

Copa: alertas da Fifa sobre uso indevido de marcas crescem 5 vezes

Rótulo da cachaça Tatuzinho: federação está de olho no marketing de emboscada
De 100 casos em junho de 2013, organizadora do evento no Brasil já alertou mais 518 empresas, fechou um acordo na esfera judicial e tem um processo em andamento na Justiça.
A Fifa, organizadora da Copa do Mundo no Brasil, vem intensificando o trabalho de fiscalização sobre uso indevido de suas marcas relacionadas ao Mundial de futebol. A entidade também trabalha para combater o chamado “marketing de emboscada”, atividade que tenta tirar proveito do enorme interesse e visibilidade do evento sem ter parceria comercial com a marca.
Em junho de 2013, antes da Copa das Confederações, realizada em julho, a Fifa havia detectado 100 casos de uso indevido de suas marcas e campanhas de marketing relacionadas ao evento. Até o dia 9 de janeiro deste ano, este número cresceu para 618. Em sete meses, o uso indevido de marcas que pegam carona na Copa aumentou cinco vezes. Foram cerca de duas notificações por dia.
Já existe, inclusive, um acordo feito na esfera judicial com uma empresa enquadrada na ação, além de um processo em andamento. A Fifa não fornece detalhes, nem revela nomes das empresas envolvidas nos casos.
Segundo a Fifa, trata-se de diferentes tipos de casos, incluindo produtos de reprodução ou imitação de marcas, apreensões nos portos, infrações de propriedade intelectual e marketing de emboscada.
“Temos lidado com casos em todo o Brasil. Este número de casos é alto e é difícil determinar um motivo específico para este índice, o que mostra o grande interesse e entusiasmo no Brasil para a Copa do Mundo, como também a enorme falta de compreensão sobre os direitos de propriedade intelectual da Fifa”, diz a federação, em nota.
Com a aproximação do evento, a entidade confirma que a tendência é intensificar a fiscalização. A organização tem um departamento específico para proteção de suas marcas e do evento, que encerrou recentemente um período educativo.
Desde o final do ano, o setor realizou, em todas as cidades-sede do evento, palestras com associações de comerciantes para alertar sobre o que pode ser enquadrado como infração.
Defesa de patrocinadores
O argumento da Fifa é que seus parceiros comerciais só investiriam na Copa se fosse oferecida a exclusividade para o uso das marcas e para qualquer outro tipo de associação comercial ao evento.
“Se alguém pudesse usar as marcas oficiais gratuitamente e criasse uma associação comercial com a Copa, não haveria razão para se tornar um parceiro oficial. Isto significaria que a Fifa não poderia nomear quaisquer parceiros comerciais e não receberia, portanto, as receitas necessárias para manter os elevados padrões esperados para uma Copa do Mundo”, diz a federação, em nota.
A organizadora do evento aponta ainda que tem a obrigação de tomar medidas contra qualquer reprodução não autorizada de suas marcas em um contexto comercial. Senão, correria o risco de perder o seu direito legal, “o que comprometeria a base de seu programa comercial”.
Modo de atuação
Após a verificação de uma infração, a equipe de proteção às marcas da Fifa avalia a maneira mais adequada de resolver a situação, sem ter que recorrer a ações desproporcionais às circunstâncias do caso.
A abordagem, aponta a associação, centra-se na educação e orientação, ao invés de adoção de ameaças legais e sanções. “A Fifa prefere o contato pessoal direto com a empresa em questão, explicando o porquê de a situação específica ser problemática e buscando a cooperação na resolução do problema”, diz, em nota.
Em casos mais graves, onde há uma intenção clara de “pegar uma carona” no fundo de comércio do evento, a entidade aponta que pode adotar medidas legais para impedir uma situação de violação e reivindicar uma compensação financeira pelos danos sofridos após análise aprofundada da intenção, escala e impacto comercial do caso.
“Só o começo”
Na visão de Thiago Scuro, professor do MBA em Marketing Esportivo da Trevisan Escola de Negócios, o caso da cachaça Tatuzinho, que criou um novo rótulo fazendo uma alusão ao mascote oficial do evento, é “só o começo”.
“O trabalho da Fifa para proteger patrocinadores oficiais tem grande complexidade. Vai do mercadinho de bairro, passando por marcas regionais, e por aí vai. É extremamente difícil para a Fifa vigiar tudo”.
Amir Somoggi, especialista em marketing e gestão esportiva destaca, porém, que a Fifa nunca faturou tanto e tem estrutura para proteger seus patrocinadores nos principais mercados globais, ainda que o mercado brasileiro seja mais desafiador, seja pelo tamanho e quantidade maior de pequenas e médias empresas. “O montante destinado à proteção de marcas pode chegar a US$ 100 milhões por ano”.
O especialista aponta que a organizadora tem muita tecnologia para fiscalizar regras como a criação de raios de exclusão no entorno dos estádios.
No entanto, complementa que as marcas podem realizar uma publicidade criativa sem ferir as regras da Fifa. Há uma zona cinza, porém, sobre a qual é necessário ter cautela. “O comerciante pode se associar ao futebol e à paixão pelo esporte e usar símbolos nacionais, como a bandeira do Brasil. Mas é melhor estudar as regras antes com um advogado especializado”.
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A Origem da Marca – Amazon

Se existe uma marca que hoje em dia seja uma garota-propaganda da Internet, uma espécie de Coca-Cola da rede mundial de computadores, essa marca é a AMAZON. E seu sucesso tornou-se a mensagem de esperança para o futuro do comércio eletrônico. Começou vendendo livros, uma espécie de “estante eletrônica”, e hoje oferece uma vasta gama de produtos capaz de deixar louco o menos cibernético dos consumistas. Virou uma das bússolas mais confiáveis e simpáticas de se navegar nesse mar de ruídos que é a fascinante Internet. O que começou com a pretensão de ser apenas a maior livraria da Terra, hoje se transformou na maior loja de produtos (vende de quase tudo) do planeta.
A história
A empresa começou a florescer no verão de 1994 quando Jeff Bezos, um jovem vice-presidente de um fundo de investimento em Wall Street, abandonou seu valioso emprego para trilhar seu caminho na ainda desconhecida rede mundial de computadores, que na época crescia cerca de 2.300% ao ano. A ideia era audaciosa, vender livros on-line. A decisão de vender livros surgiu após uma pesquisa que os mostrou no segundo lugar de uma lista dos produtos que poderiam ser comercializados na Internet. A música, primeira opção, foi eliminada, pois apenas seis grandes empresas fonográficas controlavam a distribuição. Outra pesquisa também chamou a atenção do jovem empreendedor: as pessoas não compravam livros pelo correio porque não existiam catálogos suficientemente grandes para os interesses variados dos consumidores. Para conter uma lista suficientemente abrangente, o catálogo teria que ser tão pesado que seria praticamente impossível enviá-lo pelo correio. Já na Internet, os bancos de dados não tinham a limitação do peso ou do tamanho. Também podiam ficar disponíveis para consultas instantâneas, 24 horas por dia. Com todos esses dados em mãos, Jeff Bezos mudou-se para a chuvosa e fria Seattle. E não foi por acaso, na cidade estava localizado um dos maiores distribuidores de livros do país: a Ingram. Foram necessários três meses para levantar US$ 1 milhão com 20 amigos e investidores. Instalou-se com a mulher em uma casa em Bellevue, subúrbio da cidade, pagando aluguel de US$ 890. A garagem virou um celeiro de softwares e o café da filial mais próxima da Barnes & Noble, uma gigante rede de livrarias, ponto de encontro para reuniões informais.
Quase um ano depois, no dia 16 de julho de 1995, o site foi finalmente lançado, sem publicidade alguma, tornando-se o lugar número 1 para se comprar livros na Internet, começando a trilhar sua história de sucesso. Na época, os manuais de negócios apontavam que o estoque ideal para uma livraria se lançar no mercado era algo em torno de 200 a 300 mil títulos. Jeff jogou fora a antiga cartilha e inaugurou sua loja virtual com um milhão de títulos nas “prateleiras”. Planejou originalmente chamá-la de CADABRA, mas logo percebeu que soaria como “cadáver”. O nome para o novo negócio não foi escolhido ao acaso. Ele queria um nome que começasse com a letra A, para que seu site aparecesse no início das listagens de páginas disponíveis na rede. Amazon é o nome em inglês do Rio Amazonas. Ele estava muito entusiasmado com o fato de haver um rio dez vezes maior que o segundo maior rio do mundo. Não é só vasto, mas é muito maior que o concorrente mais próximo. Desde o primeiro dia descrevia-se audaciosamente como “a maior livraria da Terra”, oferecendo um catálogo de um milhão de títulos dos mais variados assuntos.
A página inicial tinha o aspecto espartano dos primórdios da Internet – texto, apenas alguns links e um único gráfico (a letra A estilizada). No dia 3 de agosto, a empresa enviou sua primeira encomenda fora da América do Norte a um cliente de Genova na Itália, que encomendou um livro chamado “Ranks of Bronze”. Para espalhar a notícia do seu negócio Jeff foi ousado. Ao invés de contratar assessores de imprensa ou queimar centenas de milhares de dólares em anúncios na mídia tradicional, apostou no velho e bom boca a boca. Ou melhor, neste caso, no clique a clique. Convidou 300 pessoas entre amigos e amigos dos amigos, para testar o novo site. Depois autorizou todo mundo a espalhar o endereço pelo ciberespaço. Resultado: em seu primeiro mês de atividade despachou livros para 45 países e todos os 50 estados americanos.
O sistema de compras da AMAZON era revolucionário: o cliente simplesmente clicava em um botão para acrescentar livros à cesta virtual de compras. Se mudasse de ideia, era fácil retirar um livro da cesta de compras antes de fechar a negociação, da mesma forma que faria em uma loja física. Quando terminava a compra, o cliente só precisava clicar no botão “comprar”, fornecer o número do cartão de crédito e escolher em um menu de serviços de entrega, que incluía entrega em 24 horas e várias opções de remessa internacional. Também havia a opção de embrulhar para presente. O cliente recebia informação imediata sobre a situação do pedido, quanto tempo deveria esperar pela remessa do livro, o total das despesas de frete e quanto pagaria de impostos. Em setembro, a empresa já vendia US$ 20.000 por semana. Ele e a sua equipe continuaram a melhorar o site, com a introdução de inéditos recursos, como por exemplo, opiniões dos clientes e verificação de compra por e-mail. Apesar de sua clientela inicial ser composta por pioneiros e desbravadores da Internet, o produto mais vendido em 1996 ainda era um livro sobre como construir páginas na Internet.
Mas a empresa começava a despertar a curiosidades de muitas pessoas. Em reunião no dia 16 de março da American Association of Publishers (Associação Americana de Editores), um repórter do tradicional Wall Street Journal estava entediado e perguntou a Alberto Vitale, então presidente da Editora Random House, o que havia de animador no ramo. “Se você quiser explorar algo diferente e realmente de vanguarda, vá para Seattle e explore a Amazon.com”, foi a resposta de um dos homens mais influentes no mercado editorial da época. Porém, foi uma reportagem de primeira página no próprio Wall Street Journal, com a manchete “Como um gênio de Wall Street descobriu seu mercado de venda de livros na Internet”, publicada em 16 de maio de 1996, que praticamente apresentou o site ao público em geral. Os pedidos dobraram no dia seguinte da reportagem e o site quase não suportou a demanda. A AMAZON encerrou o ano com 151 funcionários e US$ 16 milhões em receitas.
Quando a empresa resolveu abrir seu capital na Bolsa de Valores, exatamente no dia 15 de maio de 1997, os prejuízos, só naquele ano, chegavam a US$ 3 milhões. Mas as ações foram procuradas como ouro e a empresa arrecadou US$ 54 milhões. O sucesso batia à porta. E não demorou muito para expandir sua linha de produtos, começando a vender CD, DVD e fitas de vídeo, videogames, software, eletrônicos, brinquedos e ferramentas. A década de 90 foi marca também pela forma usual de como a empresa gastava dinheiro. Em 1999, por exemplo, sua receita atingiu US$ 1.6 bilhões, mas o prejuízo foi de US$ 719 milhões. Então Jeff promoveu uma reviravolta. Fechou alguns centros de distribuição e despediu um sétimo de sua força de trabalho. Com a chegada do novo milênio a empresa aumentou sua oferta de produtos: utensílios de casa e cozinha, revistas, produtos de escritórios, roupas e acessórios, produtos esportivos, alimentos, joias, relógios, produtos comestíveis e produtos de higiene. Em 2003, a AMAZON finalmente deu lucro, e nos anos seguintes demonstrou um desempenho financeiro surpreendente.
Nos anos seguintes a empresa ganhou musculatura ao expandir seus serviços, e apesar de ser mais conhecida no segmento de comércio eletrônico, começou a investir muito no setor de computação em nuvem, que permite a outras empresas armazenar dados e aplicativos em seus servidores por meio da AMAZON WEB SERVICES (AWS). Além disso, a empresa começou a vender alguns produtos sob a marca AmazonBasics. São itens “básicos”, como mídias de DVD e cabos USB. Para atrair compradores, a AMAZON não aposta apenas em sua marca, mas também nos preços menores para o consumidor, já que esses produtos custam muito menos que os itens similares à venda no site. E as novidades não pararam por aí: em novembro de 2007 a empresa lançou o KINDLE, seu próprio leitor de livros digitais, que se tornou um verdadeiro sucesso de vendas. Apesar da crise econômica, que afetou a temporada de compra para muitos setores, a AMAZON comemorou os resultados e informou ter vendido no dia 29 de novembro de 2010 um total de 13.7 milhões de itens em todo o mundo, um recorde de 158 vendas por segundo. Mais recentemente, a AMAZON ingressou no lucrativo segmento de tablets com o lançamento do KINDLE FIRE. Com isso, a empresa passou a concorrer diretamente com a Apple.
Recentemente a AMAZON anunciou que está procurando uma empresa com boa infraestrutura tecnológica para se expandir no Brasil e iniciar sua operação comercial local, ingressando no promissor setor de comércio eletrônico do país. Um passo importante nesse sentido já foi dado: a liberação do endereço eletrônico amazon.com.br, que, depois de uma longa batalha judicial, saiu das mãos de uma empresa de tecnologia do Pará e está sob domínio do colosso do comércio eletrônico mundial.
A linha do tempo
1998
● Início das vendas de CD, DVD e fitas de vídeo.
● Lançamento dos sites locais no Reino Unido (AMAZON.CO.UK) e Alemanha (AMAZON.DE).
1999
● Início das vendas de videogames, software, eletrônicos, brinquedos e ferramentas.
● Lançamento do AMAZON AUCTIONS, onde o internauta adquiria produtos através de leilões, nos quais o lance mais alto vencia.
2000
● Lançamento dos sites locais no Japão (AMAZON.JP) e França (AMAZON.FR).
● Início das vendas de utensílios de casa e cozinha, além de produtos fotográficos como máquinas.
● Lançamento do AMAZON MARKETPLACE, um serviço onde pequenos vendedores (terceiros) podiam vender a preços fixos produtos novos e usados.
2001
● Início das vendas de revistas.
2002
● Lançamento do site local no Canadá (AMAZON.CA).
● Início das vendas de produtos de escritórios, roupas e acessórios.
● Lançamento do AMAZON SERVICES, plataforma de vendas que fornece pacotes de comércio eletrônico da AMAZON para outras empresas que procuram estabelecer ou darem nova aparência a seus negócios de comércio on-line.
2003
● Início das vendas de produtos esportivos, alimentos gourmet, joias, relógios, produtos comestíveis e produtos de higiene.
2004
● Lançamento do site local na China (AMAZON.CN).
● Início das vendas de produtos de beleza e instrumentos musicais.
2005
● Criação do AMAZON PRIME, programas de vantagens que dava o ferte grátis em algumas compras do site.
2006
● Lançamento do AMAZON UNBOX, um serviço de download de vídeos permitindo que internautas comprem ou aluguem séries e programas de TV, filmes e outros conteúdos de vídeo na web.
● Lançamento do serviço de computação de nuvem.
2007
● Lançamento do AMAZON MP3, um serviço de venda via download de músicas.
● Lançamento de seu próprio leitor de livros digital.
2010
● Lançamento do site local na Itália (AMAZON.IT).
2011
● Lançamento do tablet KINDLE FIRE. Com tela de 7 polegadas e custando apenas US$ 199, o portátil era a principal aposta da empresa para rivalizar com o iPad, da Apple. Um dos maiores destaques do aparelho era o AMAZON SILK, um navegador otimizado para o hardware do KINDLE FIRE. Sua proposta era diminuir a necessidade de processamento do aparelho. Para que isso fosse possível, algumas tecnologias foram disponibilizadas na nuvem, tornando o sistema mais inteligente e eficaz. O tablet já pode comprador em 175 países e em 2012 ganhou sua nova versão, batizada de KINDLE FIRE HD.
● Lançamento do site local na Espanha (AMAZON.ES).
2012
● Lançamento do KINDLE PAPER WHITE, um novo leitor digital compacto com 62% mais pixels que os modelos anteriores. O aparelho tem como destaque a bateria (duração de 8 semanas) e a tecnologia da tela. Diferente das telas de LCD que a luz é emitida para quem vê, na tela deste KINDLE a luz é emitida para a parte de baixo do display — isso faz com que o leitor não se canse rapidamente. Como funcionalidade, o este modelo traz o recurso “time to read”, que calcula quanto tempo você está gastando em um capítulo ou em um livro. Além disso, ele traz sete tipos de fontes e diversos ajustes de tamanho de letra.
O sucesso do livro digital
Em 2007, a empresa criou um aparelho portátil que modificou o modo como lidamos com a mídia impressa. O KINDLE não é apenas um leitor de e-book, mas possibilita também comprar jornais, revistas e sim, livros diretamente por ele, sem ter que usar o computador. Tudo isso associada à força da marca AMAZON. Em outubro de 2008, o KINDLE ganhou um grande impulso, quando a mais popular apresentadora dos Estados Unidos, Oprah Winfrey, apresentou o produto como seu aparelho preferido durante seu programa de TV. Apesar do preço alto (US$ 359 nos Estados Unidos), a apresentadora disse que o leitor de e-book se pagava, já que os livros eletrônicos poderiam ser baixados da AMAZON por US$ 10 ou menos. A aprovação da magnata da mídia era o “anel de ouro” cobiçado por muitas empresas.
A AMAZON anunciou que o leitor de e-book foi o dispositivo eletrônico mais vendido do site nesse ano. Também informou que o produto foi o presente mais popular na categoria de eletrônicos e apareceu com frequência na lista de desejos dos consumidores. Somente em 2008 foram vendidos 500 mil unidades. Após lançar a segunda geração do leitor digital em 2009, o primeiro grande desafio à supremacia do KINDLE aconteceu em 2010, quando a Apple introduziu o seu tablet iPad, que também é projetado para uso como um dispositivo de leitura. Jeff Bezos respondeu agressivamente com corte de preço no varejo e adicionando novas funcionalidades ao aparelho. O KINDLE, que tem bateria de longa duração e consome pouca energia, possui acesso gratuito a Wikipedia e à loja de livros da AMAZON via EVDO, uma espécie de Wi-Fi com cobertura nacional. Já são mais de 850 mil livros disponíveis: os títulos vão desde autoajuda até ótimos bestsellers de autores renomados, e mais de 700 mil desses livros custam até US$ 9.99. Sem falar nas revistas e jornais. Uma verdadeira revolução.
Recentemente a empresa informou que nos últimos meses seus e-books têm superado, em unidades, a venda de livros de papel de capa dura. De acordo com a empresa, nos últimos meses, para cada cem livros de capa dura comercializados foram vendidos 143 livros para o KINDLE. Somente em 2011, a empresa vendeu três vezes mais livros para o Kindle. Com isso, a AMAZON pode ver a receita relacionada às vendas de seu leitor de livros eletrônicos superar US$ 3 bilhões. Além disso, a terceira geração do leitor de livros digitais superou “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, que detinha o título de maior bestseller da empresa.
Amazon Fresh
Primeiro livros, depois produtos em geral e mais recentemente comida. A rede AMAZON aplicou toda sua vasta experiência em vendas on-line para iniciar o projeto de venda de comida fresca que prometia fazer entregas rápidas à domicílio a um preço competitivo. Em agosto de 2007, a AMAZON iniciou na cidade de Seattle, inicialmente restrito ao bairro de Mercer Island, o teste de mercado da AMAZON FRESH, braço dedicado a entrega à domicílio de produtos alimentícios frescos como leite, carnes, ovos, frutas, vegetais, sorvetes, além de uma variada gama de produtos orgânicos. Na realidade o serviço veio complementar os serviços Gourmet Food e Grocery, que existem desde 2003, mas que apenas fornecem produtos não perecíveis. Poucos meses depois o serviço foi estendido para outros bairros da cidade como Bellevue, Kirkland, Capitol Hill e Queen Anne. Atualmente o serviço está disponível para cerca de 30 bairros da cidade. Integração de novos produtos ao portfólio da empresa sempre foi uma constante, aplicar o conhecimento adquirido com a venda de produtos para os perecíveis era apenas uma questão de tempo.
O gênio por trás da marca
Ícone do comércio eletrônico, Jeffrey Preston Bezos é considerado no mundo o que Jack London foi para os brasileiros: um visionário e desbravador que, a partir de ideias inicialmente ousadas, demonstrou ser um cara à frente do seu tempo no que se refere às tendências da sociedade. Ele nasceu em 12 de janeiro de 1964 na cidade de Albuquerque no estado do Novo México, ainda jovem converteu a garagem de seus pais em um laboratório para seus projetos e estudou ciência da computação e engenharia eletrônica na tradicional universidade de Princeton. Após a formatura, ele encontrou um emprego em Wall Street, onde a informática estava cada vez mais sendo utilizada para estudar as tendências do mercado. Passou a trabalhar na Fitel, que estava construindo uma rede para realização de comércio exterior. Ele permaneceu na esfera das finanças com o Bankers Trust (banco americano), subindo para uma vice-presidência. Depois foi trabalhar na DE Shaw, empresa de investimentos especializada em desenvolver aplicações para o mercado de ações. Fundou a AMAZON.COM em 1994 como um dos pioneiros do comércio eletrônico e sobreviveu a “bolha” da Nasdaq que estourou em 2000. Até o final da década, seis por cento dos acionistas da AMAZON, estavam bilionários. Eleito Personalidade do Ano em 1999 pela tradicional revista TIME, sua empresa deu prejuízo até 2003 quando começou a operar no azul.
Daí em diante não parou mais de crescer, sempre ao comando do carismático Bezos, filho de um refugiado cubano. Os livros ganharam a companhia de inúmeros produtos, de eletrônicos e alimentos, até serviços financeiros (através de parcerias com a Fidelity Investments), e os acionistas, hoje com sorrisos estampados no rosto, agradecem. A inovação e a inteligência do negócio que mantém a empresa são lendárias; além disso, são também controversas: a empresa possui dúzias de patentes sobre processos de comércio eletrônico e algumas pessoas argumentam que eles deveriam permanecer em domínio público. Atualmente, Jeff Bezos, que tem fama de rancoroso, de não levar desaforo para casa e de usar de um forte arsenal para ultrapassar as dificuldades, ocupa a posição 11 no ranking dos homens mais ricos do mundo, com uma fortuna de US$ 23.2 bilhões, segundo a revista americana Forbes. Após a morte de Steve Jobs em 2011, o mercado começou a apontar Jeff Bezos como um dos poucos empreendedores capaz de substituir o fundador da Apple como novo superstar da Internet e da tecnologia.
A evolução visual
A primeira modificação ocorreu em 1997 quando o logotipo ganhou um traço contínuo laranja abaixo da palavra AMAZON.COM. O atual logotipo da marca, lançado em 2000, refletia a estratégia de negócios da empresa naquele momento, que era vender muito mais do que somente livros. Por isso a ligação da letra A com a letra Z através de um símbolo. O conceito comunicava claramente que a AMAZON vendia de tudo: de A à Z. O dispositivo gráfico que conecta a letra A com a Z falava do posicionamento da marca: foco no cliente e serviço cordial. Esse dispositivo forma um sorriso atrevido com uma covinha em direção ao Z.
Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Fundação: 1994
● Fundador: Jeff Bezos
● Sede mundial: Seattle, Washington
● Proprietário da marca: Amazon.com Inc.
● Capital aberto: Sim (1997)
● Chairman & CEO: Jeff Bezos
● Faturamento: US$ 48.07 bilhões (2011)
● Lucro: US$ 631 milhões (2011)
● Valor de mercado: US$ 103.3 bilhões (outubro/2012)
● Valor da marca: US$ 18.625 bilhões (2012)
● Sites internacionais: 8
● Presença global: 178 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 57.000
● Acessos: 10º site mais visitado da Internet
● Segmento: Comércio on-line
● Principais produtos: Livros, eletrônicos, alimentos e roupas
● Concorrentes diretos: Ebay, Barnes & Noble, Apple e Google
● Ícones: Pioneirismo no comércio on-line
● Slogan: …and you’re done.
● Website: www.amazon.com
O valor
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca AMAZON está avaliada em US$ 18.625 bilhões, ocupando a posição de número 20 no ranking das marcas mais valiosas do mundo, além de ocupar a posição de número 15 no ranking das marca mais influentes do mundo. A empresa também ocupa a posição de número 56 no ranking da revista FORTUNE 500 (empresas de maior faturamento no mercado americano) em 2012.
A marca no mundo
A empresa, maior varejista on-line do mundo, vende mais de 22 milhões de produtos diferentes para 178 países, tendo 62 milhões de clientes, um faturamento superior a US$ 48 bilhões e mais de 21 centros de distribuição espalhados pelo mundo, totalizando mais de 840.000 m² de espaço em depósito. O site da empresa recebe mais de 750 milhões de visitas anualmente. Além disso, possui seis páginas internacionais: além da AMAZON.COM nos Estados Unidos, existe sites locais na Inglaterra, Alemanha, Japão, França, Canadá, China, Espanha e Itália. A AMAZON é o 10º site mais visitado da Internet, com mais de 62% dos acessos feitos dos Estados Unidos. Somente a América do Norte foi responsável por 54.7% de suas vendas em 2010. A época de maior volume de vendas é o mês de dezembro, quando a empresa despacha aproximadamente 3.4 milhões de encomendas diariamente para 200 países.
Você sabia?
● A AMAZON ainda é proprietária de várias outras empresas, como por exemplo, a A9.com, que desenvolve o programa de busca de comércio eletrônico e publicidade; Internet Movie Database (também conhecido pela abreviação IMDb), uma base de dados on-line de informação sobre estrelas da música, cinema, filmes, programas e comerciais de televisão; e Alexa Internet, um serviço que mede quantos usuários visitam um site e outras estatísticas relacionadas.
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Lentidão no processo de exames de patentes e marcas prejudica pequenas empresas

Rio de Janeiro – O segmento econômico das pequenas empresas do Brasil é um dos que mais sofrem com a lentidão no processo de exames de patentes e marcas no país. De acordo com a gerente de Desenvolvimento e Inovação da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Ana Carolina Arroio, não há vantagem da proteção de marcas e patentes para o setor “porque o processo [de exame dos pedidos) é moroso, é lerdo. Quando elas entram com o pedido, demora cinco a oito anos para conseguir o registro. Quando elas conseguem a patente, a tecnologia, praticamente, já expirou”, disse à Agência Brasil.

Ana Carolina declarou ainda que esse segmento conhece pouco as vantagens de proteger sua marca ou invenção. Por isso, considera importante que o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) dê maior divulgação às vantagens da proteção da propriedade intelectual, sobretudo para as micro e pequenas empresas.

A gerente da Firjan concordou com o novo presidente do Inpi, Otávio Brandelli, que acha importante ter pessoal qualificado e concursado “para dar agilidade” ao processo de análise de pedidos de registros de propriedade intelectual no órgão, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. “É um dos caminhos”, indicou.

Ela ressaltou ainda a necessidade de se resgatar outra proposta que vai na direção de tornar mais rápido o processo de patentes e marcas, que são as rotas tecnológicas aceleradas. Isso, segundo Ana Carolina, poderia ser aplicado para tecnologias estratégicas. “Por exemplo, patentes verdes, para tecnologias alternativas nas áreas de conservação de energia, transportes. Seria bem interessante”.

Destacou que, no estado do Rio de Janeiro, um dos setores em que essas rotas mais aceleradas seriam bem-vindas para o exame de patentes é o químico. “Os pedidos de patentes serem analisados com mais celeridade contribuiria muito para [o desenvolvimento da] a indústria”.

Ana Carolina concordou também com Brandelli que faltam profissionais qualificados no mercado brasileiro para fazer o exame dos pedidos de registro depositados, bem como existe uma defasagem em termos de salários em comparação a outras categorias. “É um trabalho que demanda muita competência”, disse.

Ela relatou que em países como a Coreia do Sul, em cerca de três meses um registro é concedido. “É muito rápido, porque tudo pode ser patenteado. Aqui [no Brasil], não. Realmente, tem um trabalho mais denso de busca. O examinador é uma pessoa altamente qualificada”. Por isso, confirmou que há uma falta de preparo no Brasil para essa especialidade.

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http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2014-01-13/lentidao-no-processo-de-exames-de-patentes-e-marcas-prejudica-pequenas-empresas

Dez patentes sobre controle subliminar da mente

Embora questionada por estudos em neurociências e psicologia cognitiva e proibida por leis e códigos de comunicação e consumo, as formas subliminares de controle da mente e do comportamento se expandem. Pelo menos é o que demonstram o crescimento do número de patentes registradas no The United States Patent and Trademark Office sobre técnicas, sistemas e dispositivos subliminares de indução e monitoramento da mente. Isso sem falar da expansão do “neuromarketing” onde novas empresas surgem para explorar as potencialidades subliminares e comerciais de músicas, sons e aromas, como uma nova e ainda imprecisa ciência. O crescimento das patentes confidenciam a ascensão de uma nova forma de controle social, cada vez mais abusiva e invasiva.
Na maioria dos países o uso de mensagens ou publicidade subliminar é proibido por lei e por códigos deontológicos dos profissionais de comunicação. Embora estudos recentes da psicologia cognitiva demonstrem que a possível influência e poder de manipulação dessas estratégias subliminares sejam muito inferiores à expectativa criada, o fato é que na atualidade vendem-se técnicas que são agora nomeadas como “neuromarketing”: “arquitetura de áudio” para estimular vendas em lojas, aromas subliminares vendidos por empresas para criar estados emocionais em consumidores, vídeos subliminares com programas terapêuticos do gênero como emagrecer ou como parar de fumar etc.
Existe pouca literatura confiável sobre o tema, onde se misturam teorias conspiratórias com repetitivos exercícios de psicologia gestalt, como o caso de Wilson Bryan Key que teria descoberto inúmeras mensagens ocultas em anúncios publicitários de uísque associados a sexo e morte em cubos de gelo (CHEN, Adam. Expert discusses the effects of subliminal advertising In: The Tech – on line edition). Na Internet, sites e blogs sobre o assunto mostram intermináveis exemplos de imagens ocultas em anúncios e desenhos animados que mais se assemelham ao teste projetivo de Rorschach – pranchas com manchas de tinta cuja interpretação revelaria projeções de aspectos da personalidade.

 

John Vicary fala à FCC (Federal
Communication Comission) dos EUA em 1958
Porém, há um crescente número de patentes norte-americanas registradas sobre técnicas subliminares de sugestão e controle do comportamento e da mente. Desde que o especialista em marketing John Vicary fundou a empresa “Subliminal Projection Company” em 1957 e revelou para a imprensa que teria patenteado uma técnica de vendas por “projeção subliminar”, cresce o número de patentes nessa área, registradas ou por inventores ou por empresas.
Neurocientistas e psicólogos são unânimes em afirmar que o inconsciente não é facilmente manipulável, ou seja, estímulos subliminares não poderiam fazer o consciente a fazer algo que julgue errado ou que realmente não queira.
Porém, as inúmeras patentes registradas parecem confidenciar que suas invenções poderão eventualmente atrair o interesse de empresas e corporações. Mais do que isso, são sintomas de uma era onde os direitos básicos do indivíduo estão sendo corroídos em nome das exigências por segurança, combate à criminalidade, medidas anti-terrorismo e vigilância. Corporações se aproveitariam dessa atmosfera para aplicar técnicas comerciais cada vez mais invasivas. Como o leitor poderá observar na lista abaixo, muitas dessas patentes têm objetivos terapêuticos, anti-crime ou anti-furtos, mas seus projetos de dispositivos e sistemas tem um evidente appeal de controle social e abuso dos direitos de privacidade.
Atingir o sistema límbico e o centro emocional do cérebro conectado à amídala e a estrutura do hipocampo (estruturas que influenciariam nosso comportamento, humor e memória) seria o objetivo central de uma ciência imprecisa, mas levada a sério por empresas como a Muzak (empresa norte-americana especializada em “arquitetura de áudio” onde músicas ambientes são criadas para objetivos subliminares comerciais) e a ScentAir (utilização de perfumes e aromas para objetivos mercadológicos).
Abaixo uma pequena amostra das centenas de patentes com técnicas, sistemas e dispositivos de controle subliminar da mente. Dez patentes onde se percebe o esforço em trazer precisão e cientificidade a uma área ainda marcada pela imprecisão e acerto-erro e, por isso, cercada de mistérios e conspirações.

Patentes sobre Controle Subliminar da Mente do The United States Patent and Trademark Office:

 

1 – US Patent # 6,506,148 (14/01/2003) Manipulação do Sistema Nervoso por Campos EM através de Monitores: LOOS, Hendricus.

Resumo: Efeitos psicológicos foram observados no comportamento humano em reposta a estímulos na pele através de campos eletromagnéticos fracos pulsando em uma frequência em torno de ½ Hz ou 2,4 Hz, produzindo ressonância sensorial. Muitos monitores de computadores e tubos catódicos de TV, quando exibem imagens, emitem campos eletromagnéticos de suficiente amplitude para causar tal excitação. Dessa maneira, é possível manipular o sistema nervoso humano por imagens pulsantes exibidas por um monitor de TV ou computador. Uma imagem pulsante pode ser inserida em um programa, ou pode ser sobreposta através de um vídeo em fluxo modulado, seja como um sinal em RF ou como sinal de vídeo. A imagem exibida em um monitor de computador pode ser pulsada efetivamente através de um simples programa. Para certos monitores, campos eletromagnéticos pulsados ​​são capazes de produzir ressonâncias sensoriais nas proximidades, mesmo que as imagens exibidas sejam pulsadas com intensidade subliminar.
 

2 – US Patent # 6.091.994 (18 de julho de 2000) Manipulação Pulsátil do Sistema Nervoso: LOSS, Hendricus.

Resumo: Método e aparelho para manipular o sistema nervoso por transmitir arrefecimento pulsátil subliminar para a pele do paciente com uma frequência adequada para a excitação de uma ressonância sensorial. Atualmente, duas ressonâncias principais sensoriais são conhecidas, com frequências próximas de 1/2 Hz e 2,4 Hz. A ressonância sensorial 1/2 Hz provoca o relaxamento, sonolência, ptose palpebral, um sorriso tônico, um “nó” no estômago, ou de excitação sexual, dependendo da frequência exata utilizada. A ressonância Hz 2.4 faz com que o abrandamento de certas atividades corticais e é caracterizado por um largo incremento do tempo necessário para silenciosamente contar para trás de 100 a 60, com os olhos fechados. A invenção pode ser usada pelo público em geral para induzir relaxamento, sono e excitação sexual e clinicamente para tratamento de tremores e de desordens sistêmicas como ataques de pânico.
 

3 – US Patent # 4.395.600 (26/07/1983) Sistema e Método Subliminar de Mensagem Auditiva: LUNDY, Rene L. et al.

Sinais de som ambiente da área de compras ao cliente dentro de uma loja são detectados e transmitidos a um circuito de processamento de sinal, que produz um sinal de controle que varia de acordo com variações na amplitude dos sinais de áudio detectados. Um circuito de controle ajusta a amplitude de uma mensagem anti-furto subliminar auditivo a aumentar com o aumento das amplitudes dos sinais de áudio detectados e diminuir com a diminuição da amplitude dos sinais de áudio detectados. Esta amplitude de mensagem subliminar controlada pode ser misturada com a música de fundo e transmitida para a área de compras. Para reduzir a distorção da mensagem subliminar, a sua amplitude é controlado para aumentar a um ritmo mais lento do que o primeiro, a taxa de aumento da amplitude dos sinais de som ambiente da área. Além disso, a amplitude da mensagem subliminar é controlada para reduzir a uma segunda velocidade mais rápida do que a primeira taxa de ambiente com a diminuição da amplitude do sinal de áudio, para minimizar a possibilidade de se tornar a mensagem subliminar em supraliminar sobre quedas rápidas em ambientes amplitudes de sinal de áudio na área. Um sinal de mascaramento é fornecido com uma amplitude, que é também controlada em resposta à amplitude dos sinais de áudio detectado ambiente. Este sinal de mascaramento pode ser combinado com a mensagem subliminar auditivo para proporcionar um sinal composto alimentado e controlado por circuito de controle.
 

4 – US Patent # 6.488.617 (03 de dezembro de 2002), Método e Dispositivo para Produzir um Estado Cerebral Desejado, KATZ, Bruce.

Resumo: Um método e um dispositivo para a produção de um estado do cérebro desejado num indivíduo. Contem meios para monitorar e analisar o estado do cérebro enquanto que um conjunto de vários imãs produz campos que alteram esse estado. Um sistema computacional altera diversos parâmetros dos campos magnéticos, a fim de fechar a lacuna entre o estado do cérebro real e o desejado. Este processo de retorno funciona continuamente até que a diferença é minimizada e / ou removidos.
 

5 – US Patent # 6.052.336 (18 Abril de 2000), Aparelho e Método de Transmissão de Áudio Usando ultrassom como um Portador.

Resumo: Uma fonte transmite um sinal ultrassônico, que é de amplitude e/ou frequência modulada com um sinal de entrada de informação proveniente de uma fonte de entrada de informações. O sinal modulado, que pode ser amplificado, é então transmitido através de uma unidade de projetor, após o que uma pessoa ou grupo de pessoas situadas na região de difusão detectam o som.
 

6 – US Patent # 5.649.061 (15 de julho, 1997) Dispositivo e método para estimar uma decisão Mental: SMYTH, Christopher.

Resumo – Dispositivo e método para estimar uma decisão mental para selecionar um sinal visual de fixação dos olhos do espectador e correspondente evento único potencial evocado pelo cérebro. O dispositivo compreende um “eyetracker”, um processador de sinais biológicos eletrônico e um computador digital. O “eyetracker” determina a direção de visualização instantânea a partir de medições das medidas oculares e a posição de cabeça e sensor de orientação. O processador eletrônico calcula continuamente o potencial cerebral a partir de medições na superfície do couro cabeludo na sequência de correções por artefatos electrooculográfico, electromiográfico e electrocardiográfico. O computador digital analisa os dados de direção de visualização para a fixação e, em seguida, extrai o evento correspondente cerebral. As propriedades de fixação tais como duração, início, fim e contagem de fixação do olhar, e a representação paramétrica do potencial evocado são todas enviadas para uma rede neural artificial resultando em uma estimativa do interesse seletivo sob o ponto do olhar. A rede neural artificial é off-line antes da aplicação para representar as decisões mentais do espectador. O dispositivo pode ser usado para controlar máquinas computadorizadas a partir de um monitor de vídeo que determina para onde o espectador está olhando, fazendo em seguida uma estimativa de seleção, relacionado com a tarefa de um comutador seletor.
 

7 – US Patent # 5.539.705 (23 julho de 1996), Tradutor Ultrassônico e Sistema de Comunicações, Martin Marietta Energy Systems, Inc com o apoio do governo sob contrato DE-ACO5-840R2l400, emitido pelo Departamento de Energia dos EUA.

Resumo: Um sistema de comunicação sem fio, indetectável pelos métodos de rádio-frequência, para a converter sinais de áudio, incluindo voz humana, para sinais eletrônicos na faixa de frequência ultrassônica. Transmissão do sinal de ultrassom por meio de ondas de pressão acústica através de um meio de transporte, incluindo gases, líquidos e sólidos, e reconversão das ondas de pressão acústica de ultrassom de volta para o sinal de áudio original.
 

8 – US Patent # 5.507.291 (16 de abril, 1996), Método e Aparelho Associado para Remotamente Obter Informações sobre Estado Emocional de um Indivíduo – STIRBL, et. al.

Resumo: Método para determinar remotamente a informação relacionada com o estado emocional de uma pessoa através de uma energia em forma de onda, tendo uma frequência pré-determinada e uma intensidade predeterminada. É gerada e transmitida sem fios para um objeto localizado remotamente. A forma de onda da energia emitida a partir do objeto é detectada e automaticamente analisada ​​para derivar informação relacionada com o estado emocional do indivíduo. Parâmetros fisiológicos ou físicos como pressão arterial, frequência cardíaca, o tamanho da pupila, a taxa de respiração e nível de transpiração são medidos e comparados com valores de referência para fornecer informação utilizável em avaliar as respostas do entrevistado ou intenção possivelmente criminosa em áreas sensíveis de segurança.
 

9 – US Patente # 5.159.703 (27 de outubro de 1992), Sistema Silencioso de Apresentação Subliminar, BACKUS, Alan, et. al.

Resumo: Um sistema de comunicação silencioso por meio de transmissão anão aural, na faixa de frequência de áudio muito baixa ou muito alta ou no espectro de frequência ultrassônica adjacente. São amplitudes ou frequência moduladas de acordo com o propósito desejado e propagadas acusticamente ou vibracionalmente, para indução no cérebro.
 

10 – US Patent # 5.017.143 (21 de Maio, 1991), Método e Aparelho para Produzir Imagens Subliminares – Popeil Industries Inc., Beverly Hills, CA.

Resumo: Método e aparelho para produzir comunicações visuais subliminares mais eficazes. As imagens gráficas e/ou texto, apresentado por períodos de menos de um frame de vídeo, em intervalos rítmicos organizados, os intervalos rítmicos visa influenciar a receptividade do usuário, humor ou comportamento.
Fonte: HOWARD, Martin. We Know What You Want – How they change your mind. New York: Desinformation Co., 2005.
RUSHKOFF, Douglas. Coercion: Why We Listen to What “They” Say. Riverhead Trader, 2000.
The United States Patent and Trademark Office: http://www.uspto.gov/
fonte

Banco de Silvio Santos tentou registrar a marca “mensalão”

A palavra “mensalão”, inventada pelo então deputado Roberto Jefferson ao acusar suposto esquema de “mesada” que deputados recebiam do governo federal, saiu pela primeira vez na imprensa em 6 de junho de 2005, no jornal Folha de São Paulo. Cerca de um mês depois, dia 08/07/2005, o Banco Panamaricano, na época controlado pelo empresário Silvio Santos, entrou com pedido no INPI para registrar a marca “mensalão”. Mas o pedido foi indeferido pela autarquia com a alegação de ferimento do inciso VI do artigo 124 da Lei de Propriedade Industrial, que diz não ser possível registrar como marca ”sinal de caráter genérico, necessário, comum, vulgar ou simplesmente descritivo, quando tiver relação com o produto ou serviço a distinguir, ou aquele empregado comumente para designar uma característica do produto ou serviço, quanto à natureza, nacionalidade, peso, valor, qualidade e época de produção ou de prestação do serviço, salvo quando revestidos de suficiente forma distintiva”.

Antes, outra empresa de Silvio Santos, o SBT, também teve indeferido pedido de registro da marca “Sabadão”. Mas obviamente que nem tudo é derrota para o empresário Silvio Santos, codinome de Senor Abravanel. O próprio nome “Silvio Santos” está devidamente registrado no INPI em nome da pessoa jurídica “TVSBT CANAL 11 DO RIO DE JANEIRO LTDA”. Outros exemplos de registros de nomes famosos: “Pelé” (Hoje em propriedade da Kraft Foods), Ronaldinho Gaúcho (empresa do irmão do jogador, Roberto de Assis Moreira & Cia Ltda) e Carlinhos Brown, registrado em nome da empresa Nariz de Borracha Produções Artísticas Ltda).

Registro de marcas é assunto controverso. Órgãos como o INPI tentam evitar que as palavras ou termos consagrados no uso popular sejam usadas meramente com fins pecuniários, tentando assim evitar que o cidadão seja obrigado a pagar determinada quantia ao proprietário da marca cada vez que esta for usada em determinadas ocasiões. Um caso típico de esperteza foi a de uma empresa japonesa de alimentos que registrou a palavra “cupuaçu” no mundo todo. Após ação do governo brasileiro, o tal registro foi cancelado, já que cupuaçu é patrimônio natural e cultural do Brasil. Contudo, outras empresas ou instituições tiveram sucesso no registro de nomes, como a marca “Chester” (de propriedade da Perdigão Alimentos) e a marca “Maizena” (propriedade da Unilever), lembrando, neste último caso, que a maisena (amido de milho) é dicionarizada grafada com “s”.

Na imagem abaixo, o processo referente à tentativa de registro da marca “mensalão” no site do INPI. Clique AQUI para pesquisar por outras marcas.

fonte

http://blogln.ning.com/forum/topics/banco-de-silvio-santos-tentou-registrar-a-marca-mensal-o