Grandes marcas e suas apostas: nem tudo são flores no Google

Há três anos o Google tenta, sem sucesso, popularizar a rede social Google+. No começo de agosto, a Bloomberg noticiou que a gigante californiana pretende desmembrar do Google+ o seu serviço de fotos.
A ideia vai contra o propósito original do Google para a rede, concebida para agregar todos os produtos da companhia, como o Gmail, o YouTube e o mensageiro Hangouts. Para utilizá-los, o usuário seria obrigado a ter um perfil no serviço.
O objetivo era ganhar espaço no mundo das redes sociais utilizando-se da popularidade de outros serviços do Google. Não deu muito certo. Os usuários do YouTube, por exemplo, reclamaram quando se viram obrigados a ter um perfil no Google+ para poderem fazer comentários no site de vídeos.
Com 300 milhões de usuários ativos por mês (o número sobe para 540 milhões se contados aqueles que mantêm perfis apenas para mexer em outras ferramentas, como YouTube), o Google+ não tem números ruins. É maior que o Twitter, por exemplo, que tem 271 milhões de usuários.
O problema é que há divergências internas de como gerenciar a rede. Vic Gundotra, ex-vice-presidente sênior do Google, um dos principais executivos da companhia e entusiasta da rede social, deixou a companhia no fim de abril depois de oito anos.
A saída dele resultou no realojamento de engenheiros, entre mil e 1.200, para outras divisões da empresa, segundo o site “TechCrunch”.
Quando saiu o cronograma deste ano do Google I/O (conferência anual de desenvolvedores da empresa) estava claro que algo havia acontecido. Entre as mais de 80 palestras e workshops, nenhuma se dedicava ao Google+. Em 2013 foram 15.
O evento anual serve como uma espécie de norte para os principais interesses da empresa no ano.
Um pouco antes, a rede social recebeu “fogo amigo”. No fim de maio, Sergey Brin, um dos fundadores do Google, declarou em um evento na Califórnia que “provavelmente foi um erro” ele ter trabalhado no Google+, pois não se considera uma pessoa “muito social”.
OUTRO LADO
À Folha, o Google afirmou: “Estamos satisfeitos com o Google+, pois temos inúmeras indicações de que os usuários também estão e gostam do produto”.
O desmembramento do Google+, porém, já começou. No fim de julho, o Google anunciou que usuários corporativos do Hangouts estão liberados de criar perfil no Google+.

fonte

http://www1.folha.uol.com.br/tec/2014/08/1505735-apos-tres-anos-google-ainda-sofre-para-popularizar-o-google.shtml