Empresa pioneira no mercado de buscadores coloca patentes à venda

Hoje uma das empresas mais antigas da internet, a Lycos já viveu dias melhores. Dona de um dos primeiros buscadores disponibilizados na web – lançado em abril de 1995, antes do Altavista –, a empresa colocou à venda, nesta semana, algumas de suas patentes relacionadas ao serviço de pesquisa, em uma tentativa de mudar de rumos e voltar a ter alguma relevância.

Essa nova leva de patentes postas à venda inclui tecnologias relacionadas a engines de busca, anúncios online e games na web. A ideia da Lycos é se desfazer delas e focar em uma “nova série de produtos que incorporam hardware conectado à internet”. Ao que tudo indica, portanto, a empresa vai começar a investir na área de internet das coisas.

Mas o que essa venda de tecnologias tem a ver com a nova investida? Diretamente, não muito. Mas segundo o comunicado oficial, a empresa espera também conseguir licenciar essas patentes, “em um esforço para criar uma relação colaborativa e mutualmente benéfica com parceiros e outras empresas”. Ou seja, a ideia não é simplesmente ganhar dinheiro, mas sim, quem sabe, garantir algum espaço na indústria.

Pode parecer até pretensioso, mas a Lycos foi responsável por desenvolver tecnologias usadas por empresas como Google e AOL até hoje. As duas gigantes inclusive foram processadas, entre 2011 e 2012, por uma pequena empresa que havia adquirido os direitos sobre algumas soluções – e que quase levou 30 milhões de dólares como “recompensa”. O júri do caso, porém, voltou atrás na decisão que beneficiaria os “trolls de patentes”.

A “anciã” online nasceu ainda como um projeto de pesquisa do cientista Michael Loren Mauldin na Universidade Carnegie Mellon, ainda em 1994, e foi fundada de vez em abril de 1995 por Bob Daves. A ideia inicial era criar um portal sustentado por publicidade – algo que viria a se tornar praticamente um padrão na web –, mas a iniciativa ainda resultou em um dos primeiros buscadores a aplicar indexação de conteúdo por meio de crawlers.

Esses rastreadores também são utilizados pelo Google, por exemplo, que tem em seu software Googlebot uma ferramenta complexa, mas ainda assim similar à usada pela Lycos. Se quiser conhecer o site, aproveite que ele ainda está no ar ou veja aqui como era a página em 1996.

fonte

http://info.abril.com.br/noticias/internet/2015/05/empresa-pioneira-no-mercado-de-buscadores-coloca-patentes-a-venda.shtml