10 curiosidades sobre a invenção do avião

10 curiosidades sobre a invenção do avião

1. O 14-Bis, uma engenhoca de bambu revestida de linho, tinha 12 metros de envergadura e 10 metros de comprimento, com uma hélice instalada na ré e um motor Antoinette de 50 cavalos. No dia 23 de outubro de 1906, depois de uma corrida de 100 metros, ele levantou voo diante de uma comissão do Aeroclube da França. O conjunto pesava 160 quilos. Foi um voo de 60 metros, a uma altura de 2 a 3 metros (depois, o avião desabou desajeitadamente no chão), sobre os campos de Bagatelle, em Paris. Deslumbrados, os membros da comissão esqueceram de cronometrar o tempo de voo. O brasileiro Alberto Santos-Dumont (1873-1932) precisou repetir a proeza. No dia 12 de novembro, ele voou 220 metros a uma altura de 4 metros durante 21 segundos. O avião recebeu esse nome porque, para testar seu equilíbrio, em julho de 1906, Santos-Dumont tinha o acoplado ao balão nº 14.

2. Quando leu, ainda na infância, A volta ao mundo em oitenta dias, de Júlio Verne, Santos-Dumont sonhou em voar. Em 1897, ele subiria pela primeira vez num balão, em Paris. Gostou tanto da experiência que projetou e encomendou seu próprio balão, batizado de “Brasil”. Sua ideia, a partir de então, era combinar um balão com motor a explosão e conduzir o aparelho, em vez de deixar que o vento o levasse. Aperfeiçoou um pequeno motor a gasolina e o instalou no novo balão em forma de charuto, o SD-1. Em 18 de setembro de 1898, ele tentou subir com o balão contra o vento e bateu nas árvores. Seguiram-se outros balões, cada um com uma inovação. O SD-5 explodiu ao colidir contra um telhado, mas o brasileiro escapou ileso. Só o SD-8 jamais existiu. Supersticioso, Santos Dumont abominava o número 8 e as notas de 50 francos. Para abrigar seu invento, Santos-Dumont construiu em St. Cloud, na periferia de Paris, um enorme galpão. Era o primeiro hangar da história da aviação.

3. Depois de algumas experiências com o SD-15, com o qual pretendia vencer uma prova de voo de 1 quilômetro em circuito fechado, Santos-Dumont construiu seu terceiro e último avião, o Demoiselle (senhorita, em francês), o primeiro monoplano. Era oito vezes menor que o 14-Bis e pesava 120 quilos, incluindo também o piloto. Com esse avião, ele se divertiu pousando nos parques dos castelos e casas de campo.

4. O brasileiro Santos-Dumont pode ter inventado o avião, mas não foi ele que fez o primeiro voo brasileiro. Mais de dois anos depois do lançamento do 14-Bis, o inventor espanhol Dimitri Sensaud de Lavaud guiou o avião São Paulo em Osasco (SP), naquele que viria a ser o primeiro voo no Brasil. O feito aconteceu na manhã do dia 7 de janeiro de 1910. Lavaud percorreu 103 metros de distância, a uma altura que variou entre 2 e 4 metros, durante 6 segundos. Filho de uma russa e um francês, Dimitri Lavaud construiu o avião São Paulo após ler livros técnicos. O veículo, que ficou pronto no final de 1909, media 10,2 metros de comprimento por 10 de envergadura.

5. O primeiro avião com banheiro foi o russo Russky Vitiaz, projetado por Igor Sikorski e testado em 13 de maio de 1913. Mas a primeira linha regular com toilete a bordo foi entre Londres e Paris, num avião Handley Page W.8., inaugurada em dezembro de 1919.

6. Em 1957, foi realizada a última viagem de avião de uma linha aérea sem escalas. O abastecimento das aeronaves era feito em pleno voo por aviões-tanque.

7. O avião supersônico Tupolev-144 foi, em 1975, o primeiro do gênero no mundo a ter uma rota regular. Levava mensagens de Moscou ao Cazaquistão.

8. O EMB 202 Ipanema, idealizado no Brasil, foi lançado pela Embraer em 2002. Trata-se de um monoplano dotado de um propulsor movido a álcool.

9. O Concorde, único modelo de avião supersônico do mundo, realizou sua última viagem em 2003. O voo partiu de Nova York (EUA) com destino a Londres (Inglaterra) e tinha a bordo celebridades como a atriz Joan Collins e o apresentador David Frost. A aeronave, criada em 1962, atingia o dobro da velocidade do som e 18 mil metros de altitude.

10. O A380 da Airbus, o maior avião do mundo (73 metros de comprimento, 80 metros de envergadura e 24 metros de altura), fez seu voo inaugural em 2005. Ele comporta 850 passageiros.

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A Origem dos Inventos – Armas de fogo

A origem das armas de fogo é desconhecida, mas acredita-se que no século 10 os chineses já conheciam a pólvora. Somente três séculos mais tarde começaram a usa-la para fins militares. Tubos de bambu eram enchidos com pólvora e serviam para arremessar pedras. Na mesma época, os árabes também desenvolveram uma arma semelhante, usando o ferro para reforçar a estrutura de bambu.

Os canhões só apareceram no começo do século 14, e sua invenção é atribuída ao monge alemão Berthold Schwarz (1310-1384). Depois da invenção do canhão, os engenheiros ingleses começaram a imaginar uma maneira de construir uma arma que atirasse mais rápido. O primeiro a fazer isso foi James Puckle, que patenteou a metralhadora em 1718.

Dois americanos, Elisha Collier e Artemis Wheeler, patentearam revólveres em 1818. Mas foi Samuel Colt (1814-1862) que conseguiu simplificar o mecanismo de armar e começou a fabricá-los em massa a partir de 1835. Depois da Guerra do México, os revólveres de seis tiros de Colt foram adotados pelo Exército americano, o que acabou fazendo sua fortuna

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A Origem dos Inventos – Bicicleta

Em 1790, o conde francês Sivrac construiu o que alguns historiadores consideram o mais antigo ancestral da bicicleta moderna. O celerífero, como se chamava, era apenas um pedaço de madeira ligando duas rodas. Impulsionava-se a engenhoca com os pés.

Claro que havia alguns inconvenientes, como o fato de não se poder dirigi-la, já que a roda dianteira era fixa. Mais criativo foi outro aristocrata, o alemão Carl Friedrich Ludwig Christian, barão Drais von Sauerbronn (1785-1851). Inspetor florestal e inventor nas horas vagas, ele foi o primeiro a construir um biciclo dirigível, em 1816, que ficou conhecido como draisiana.

Em 1839, o escocês Kirkpatrick Mac Millan (1810-1878), um humilde ferreiro do interior, fez o que Drais havia tentado sem sucesso: criou pedais que, ligados por barras de ferro ao eixo da roda traseira, movimentavam o velocípede. Foram quatro anos de árduos experimentos. Mac Millan percorria com ele o caminho de 22 quilômetros entre seu povoado, Courthill, e a capital do condado, Dumfries.

Sem vocação para os negócios, MacMillan não sabia ao certo o que fazer com o veículo, que logo foi esquecido. No ano de 1861, o francês Pierre Michaux (1813-83) voltou a construir bicicletas com pedais, dessa vez adaptados diretamente à roda da frente. Ao contrário do escocês, Pierre e seu filho Ernest prosperaram ao fundar a primeira fábrica de bicicletas do mundo. A nova máquina imediatamente conquistou entusiastas, apesar de sua estrutura rígida de ferro e madeira lhe ter trazido o apelido de ?chacoalha-ossos?. Em um ano, Pierre e Ernest Michaux produziram 142 máquinas. Por volta de 1865, eles estavam produzindo cerca de 400 por ano.

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A Origem dos Inventos – Telégrafo sem fio

Como o telefone, a telegrafia sem fio era um instrumento de comunicação que passou por um intenso aprimoramento nos primeiros anos de criação. De fato, muitos cientistas questionaram se tal aparelho poderia ser um dia construído. Foi a telegrafia que, mais tarde, deu origem ao rádio. Enviar sinais elétricos por fios, como era feito pela técnica fazia sentido — afinal o fio era um meio físico real que podia levar a corrente. Mas o que dizer de algo imaterial, como o ar? E mesmo que as ondas eletromagnéticas pudessem se propagar pelo ar, não estariam elas à mercê de tempestades elétricas e outros distúrbios atmosféricos?

James Clerk Maxwell, professor de Física Experimental em Cambridge, na Inglaterra, provou matematicamente em 1864 que uma onda elétrica podia produzir um efeito a uma distância considerável do ponto no qual ocorria. Portanto, os sinais elétricos não estavam limitados a propagar-se ao longo de um fio. Maxwell também previu que tais sinais, ou ondas eletromagnéticas, deslocavam-se à velocidade da luz, o que significava que a comunicação terrestre seria essencialmente instantânea. Tudo isso ficou na teoria por 22 anos.

O físico alemão Heinrich Rudolf Hertz, demonstrou experimentalmente, em 1888, que as previsões de Maxwell eram verdadeiras, pelo menos em relação a curtas distâncias. No centro de um espelho de metal parabólico, ele colocou dois condutores separados por um pequeno vão. Um aro de arame, conectado a outra abertura, foi colocado a 1,5 metro de distância, no foco de outro coletor parabólico, alinhado com o primeiro. Hertz descobriu que a faísca, ao saltar pelo primeiro vão, fazia com que uma faísca menor saltasse pelo vão no outro aro. Ele provou, desse modo, que as ondas de rádio eletromagnéticas se propagavam em linha reta e podiam ser refletidas por uma folha metálica, como as ondas de luz são refletidas por um espelho, e que a telegrafia sem fio era um conceito possível.

Uma vez demonstrados os fundamentos, o físico italiano Guglielmo Marconi repetiu as experiências de Hertz na casa de campo de sua família, em Pontecchio, próximo a Bolonha. Ele aperfeiçoou os trabalhos de Hertz fazendo com que faíscas secundárias — aquelas em sintonia com as faíscas primárias — saltassem a uma distância de aproximadamente 9 metros. Apesar do avanço científico, 9 metros ainda era uma distância curta demais para transmitir uma mensagem. Modificando seu projeto várias vezes, Marconi aumentou gradativamente a distância de transmissão para 275 metros, depois para 3 quilômetros e, em 1889, para a extensão do canal da Mancha. Marconi demonstrou o potencial quase ilimitado das ondas de rádio em 1901, ao atravessar o Oceano Atlântico com um sinal com a letra “S” em código Morse. O sinal foi a uma distância de 3.200 quilômetros.

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