9 inventores que mudaram o mundo e não ganharam nada por isso

 

Quem nunca sonhou em ter uma ideia revolucionária, que pudesse render um pouco mais de dinheiro no bolso e fama? Inventores estão sempre pensando além do seu tempo, procurando maneiras de tornar atividades corriqueiras mais práticas e ainda lucrar com isso. Porém, nem sempre a segunda parte do “plano” dá certo.

Para obter lucro com algum invento, é preciso passar por um burocrático processo de patente, o qual garante exclusividade para a exploração comercial de um produto, marca ou ideia. Toda essa complicação faz com que algumas pessoas não registrem seus inventos e acabem não levando crédito algum por eles.

O Tecmundo decidiu pesquisar algumas ideias que deram certo e que todo mundo conhece, mas que poucos sabem sua real origem. Confira abaixo uma lista com alguns criadores e suas famosas “criaturas”.

Harvey Ross Ball

  • O que: Smiley Face
  • Onde: Estados Unidos
  • Quando: 1963

Conhecido internacionalmente, o Smiley Face foi criado na década de 60 por um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial. Harvey Ross Ball serviu a Guarda Nacional por 27 anos e recebeu prêmios de bravura durante a guerra, mas não é por isso que ele ficou famoso. O trabalho mais conhecido de Ball é o famoso Smiley Face, emoticon que traz uma carinha amarela sorrindo, largamente utilizado na internet.

(Fonte da imagem: Wikimedia Commons)

Criado para ser utilizado na campanha interna de uma empresa, o produto ganhou o mundo no formato de bottons. Entre 1963 e 1971, cerca de 50 milhões de carinhas felizes foram enviadas aos mais diversos cantos o planeta. O Smiley Face levou cerca de 10 minutos para ser criado e rendeu US$ 45 para Ball, que nunca teve interesse em registrar patente por sua criação.

Alexey Pajitnov

  • O que: Tetris
  • Onde: Rússia
  • Quando: 1984

Menos de um mês. Esse foi o tempo necessário para que Alexey Pajitnov desenvolvesse um dos jogos mais famosos dos últimos tempos, o Tetris. Empregado na Academia de Ciência Russa durante a Guerra Fria, Pajitnov era responsável pelo desenvolvimento de pesquisas na área de inteligência artificial, o que permitia que ele criasse quebra-cabeças e jogos no trabalho.

Pajitnov fez um acordo com seus superiores: eles ajudavam o cientista a publicar o jogo e o dinheiro ia para a empresa. Também fazia parte do acordo que, após 10 anos, o governo enviasse para Alexey um cheque como forma de compensar seu trabalho.

Porém, como o governo entrou em colapso pouco tempo depois, o dinheiro nunca foi enviado. O pesquisador conseguiu os direitos pelo seu jogo, em 2004! Mais de 20 anos, 70 milhões de cópias e vários milhões de dólares após a criação de Tetris.

George Romero

  • O que: A Noite dos Mortos-Vivos
  • Onde: Estados Unidos
  • Quando: 1968

Apelidado de “Godfather of all Zombies”, George Romero é escritor e diretor do filme “A Noite dos Mortos-Vivos”, que é considerado a base para sucessos como “Sexta-feira 13” e “Halloween”. O filme é um enorme sucesso e, mesmo depois de 40 anos, ainda é vendido nas lojas do mundo todo. Porém, Romero não ganhou tanto quanto queria com a produção.

Nos anos 60, era preciso adicionar um aviso de direitos autorais nos filmes, declarando em alto e bom som que você era o dono da produção; do contrário, o trabalho se tornava público. Os produtores do longa-metragem se esqueceram de adicionar o copyright nas fitas distribuídas (inclusive em alguns dos remakes). Dessa forma, A Noite dos Mortos-Vivos é, na verdade, um filme de domínio público.

Mikhail Kalashnikov

  • O que: AK-47
  • Onde: antiga União Soviética
  • Quando: 1947

Depois de se ferir durante um confronto da Segunda Guerra Mundial, Mikhail Kalashnikov se viu obrigado a passar algum tempo no hospital. O soldado da então União Soviética aproveitou o tempo em repouso para projetar uma das melhores armas de combate já criadas, a AK-47. Com mais de 100 milhões de rifles circulando por aí, Kalashnikov deveria estar na lista dos homens mais ricos do mundo.

Tudo o que o soldado recebeu foi um bônus de agradecimento pelos serviços prestados. Isso porque o governo comunista não pagava os “inventores” na época em que a arma foi criada, como no caso do jogo Tetris. Cinquenta e dois anos depois, em 1999, a Izhevsk Machine Shop conseguiu patentear a arma. Mikhail deixou de ganhar centenas de bilhões com o seu projeto.

(Fonte da imagem: Wikimedia Commons)

The Winstons

  • O que: The Amen Break
  • Onde: Estados Unidos
  • Quando: 1969

Retirando da música Amen Brother, do The Winstons, The Amen Break são os cinco segundos do solo de bateria mais famoso que existe. Utilizado como base para a batida de centenas de música de hip-hop e outros estilos, apenas esse pequeno trecho poderia ter enchido o bolso da banda de funk e soul norte-americana.

O problema é que o The Winstons tocava em uma época em que patentear cinco segundos de música era praticamente impossível. Mesmo depois que a batida começou ou fazer sucesso, os integrantes da banda, inclusive o baterista, não se incomodaram em correr atrás dos direitos autorais; nem quando a empresa Zero G conseguiu a patente e tentou arrecadar dinheiro com isso.

Daisuke Inoue

  • O que: Karaokê
  • Onde: Japão
  • Quando: anos 70

A banda na qual Daisuke Inoue tocava permitia que outras pessoas pegassem o microfone e cantassem nas apresentações em bares pela cidade. Tudo para aliviar um pouco o stress depois de um dia de trabalho. Um dia, os integrantes do grupo não puderam comparecer a um show, então Inoue teve a ideia de pegar músicas pré-gravadas e tocá-las para que as pessoas acompanhassem. Surgiu o karaokê.

Porém, o sucesso da ideia foi tão grande que Inoue e sua banda se esqueceram de patentear a invenção genial. Grandes empresas começaram então a fabricar máquinas de karaokê e vendê-las a bares e estabelecimentos voltados ao entretenimento. Como não havia registrado seu invento antes, Inoue não pode reclamar por direitos autorais.

Douglas Carl Engelbart

  • O que: Mouse
  • Onde: Estados Unidos
  • Quando: anos 60

Engelbart sempre trabalhou com a interação entre o homem e computador, desenvolvendo interfaces e dispositivos que facilitassem o uso de máquinas. Foi nos laboratório de pesquisa de Stanford que Carl e seu colega de trabalho Bill English deram a primeira luz ao mouse, um dos periféricos mais utilizados nos computadores atualmente.

A ideia surgiu porque a dupla acreditava que ter um cursor para clicar sobre os botões tornaria tudo bem mais simples. Engelbart nunca recebeu quaisquer royalties pela invenção do mouse, pois o seu pedido de patente da invenção expirou antes que o periférico começasse a ser utilizado em computadores pessoais.

Governo norte-americano

  • O que: GPS
  • Onde: Estados Unidos
  • Quando: 1995 (início do lançamento dos satélites em 1979)

Criado para uso militar, o sistema de posicionamento global foi liberado para o uso civil apenas em meados dos anos 90. A partir daí, o número de aplicações e aparelhos que fazem uso do GPS cresceu exponencialmente, pois não é preciso pagar nada para utilizar o sinal transmitido pelos satélites.

Embora se saiba quem deu origem ao projeto, o sistema de GPS não possui nenhuma patente registrada. Dessa maneira, o governo norte-americano não arrecada nada com a liberação do sinal para os civis. Além disso, outros países estão criando seu próprio sistema de posicionamento global sem se preocupar com direitos autorais.

Dennis Ritchie e CIA

  • O que: Sistema Unix
  • Onde: Estados Unidos
  • Quando: 1965

Em um esforço conjunto, AT&T, General Electric e MIT reuniram Ken Thompson, Dennis Ritchie, Douglas McIlroy e Peter Weiner em um mesmo laboratório a fim de desenvolver um sistema operacional chamado Multics. Depois de ver que o projeto não teria futuro, as empresas cancelaram a parceria, mas a equipe de desenvolvimento não se afastou e desenvolveu o Unix.

(Fonte da imagem: Wikimedia Commons)

Foi uma opção dos envolvidos no projeto distribuir livremente o código-fonte do sistema. Depois do artigo publicado na mensal ACM (Association for Computing Machinery), o interesse pelo SO cresceu, e começaram a surgir diversas distribuições baseados no Unix, algumas para uso comercial (Solaris). Hoje o termo “Unix” é atribuído a uma família de sistemas operacionais.

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http://www.tecmundo.com.br/invencao/15268-9-inventores-que-mudaram-o-mundo-e-nao-ganharam-nada-por-isso.htm

Quem inventou o ‘Parabéns a Você’

Não peça para a comerciante Eliana Homem de Mello Prado, de 54 anos, puxar o coro do “Parabéns a você” em algum aniversário. Moradora de Jacareí (SP), a neta de Bertha Homem de Mello – autora da versão brasileira da canção – não canta a música, criada há 70 anos, em respeito à avó falecida em 16 de agosto de 1999 “porque todo mundo canta a letra errado”. Se estivesse viva, Bertha completaria 112 anos nesta sexta-feira (21).

Segundo ela, dois dos versos da canção original são alterados nas festas de aniversário pelo país. Em vez de “Parabéns pra você” deveria ser cantado “Parabéns a você”; e o verso “Muita Felicidade” é constantemente alterado para o plural “Muitas felicidades”.

“Minha avó ficava louca da vida quando ouvia o cantar da letra errado, porque ela sempre foi muito vaidosa. Então, eu não me permito cantar do jeito errado. No trecho da música ‘é pique’ eu começo a cantar, mas antes eu não canto”, brinca.

Arrecadação de direito autoral
A música continua sendo uma das mais executadas em todo o país, segundo o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), órgão responsável pelo recolhimento de direitos autorais. Por ser uma canção que tem autoria, o “Parabéns a Você” recolhe dinheiro dos direitos autorais sempre que é executada publicamente ou usada em filmes, novelas e programas de rádio e TV, assim como quando é gravada.

Segundo dados do Ecad, o “Parabéns a Você” está há quatro anos consecutivos entre as duas primeiras músicas mais executadas nos segmentos Música Ao Vivo e Salão de Festas. O órgão, porém, não divulga o número de execuções e nem os valores arrecadados anualmente. O repasse à família, que preferiu manter o valor em sigilo, é feito mensalmente.

Atualmente, a única herdeira de Bertha, a filha Lorice Homem de Mello, recebe 16,66% de tudo que é arrecadado pelo Ecad pelas execuções da canção no Brasil. Os 83,4% restantes são divididos igualmente entre a editora Warner Chappell – detentora da música original – e os herdeiros das autoras americanas.

Em razão do sucesso da letra, a mãe de Eliana, que tem deficiência auditiva e visual, conta com a ajuda de três cuidadores. “Minha mãe era o xodó da minha avó e graças a Deus esse legado que ela deixou, também no aspecto financeiro, tem sido revertido totalmente para cuidar da minha mãe”, assegurou. Lorice vive até hoje na casa onde a autora morou por mais de quatro décadas, em Jacareí.

Para Eliana, a composição é um legado que Bertha deixou para a família. “É algo importantíssimo. É impossível ir a algum aniversário e não lembrar da minha avó. É marcante. É o orgulho de toda família e especialmente da minha mãe. Quando meus filhos contam que a bisavó foi quem escreveu a letra, a maioria das pessoas não acredita”, afirma.

Coautor?
Em uma reportagem da TV Globo de 23 de março de 1997 é possível ver realmente que Bertha Homem de Mello gostava que a letra fosse cantada de forma correta.

Mas durante mais de três décadas a autora da versão nacional ficou sem receber metade dos direitos autorais. Isso porque em 1978 o produtor musical Jorge de Mello Gambier firmou um contrato com Bertha Celeste por acrescentar mais quatro frases na canção.

A quadra criada por Gambier, que continuava o tradicional “Parabéns”, seguia a mesma melodia e tinha os seguintes versos: “A você muito amor / E saúde também / Muita sorte e amigos / Parabéns, parabéns”. Segundo a família, Jorge disse à época que produziu um disco infantil na década de 1970 e queria gravar a canção, mas como a letra era curta ele pediu autorização à editora para completá-la e foi informado que deveria firmar um acordo com a então autora da música.

A situação só foi resolvida no final de 2009, quando um advogado contratado pela família de Bertha conseguiu que a editora Warner retirasse Gambier como coautor. Na época houve um “ajuste de crédito” dado à família pelo tempo que os direitos ficaram divididos. Desde então, a herdeira de Bertha recebe a parte que lhe cabe (os 16,66%).

Como ‘nasceu’ o Parabéns
A música mais cantada em todo o mundo foi criada nos Estados Unidos em 1875 pelas irmãs Mildred e Patrícia Hill, professoras primárias da cidade de Louisville, no estado de Kentucky. Elas compuseram uma pequena quadra chamada “Morning to al” (Bom dia para todos) para cantar com os alunos pela manhã, antes do início das aulas.

Após cinco décadas, em 1924, uma editora de música norte-americana lançou o livro de  partituras  “Celebration Songs” e “pegou emprestada” a melodia das irmãs para criar uma música que seria cantada em festas de aniversários. Assim, nasceu o “Happy Birthday To You” (Feliz Aniversário para Você).

A letra original era composta de um verso apenas, em que havia a repetição por quatro vezes do “happy birthday to you”, sendo acrescentando o nome do aniversariante na terceira repetição no lugar do “to you”. A popularização mundial da música ocorreu em 1933, quando uma peça teatral da Broadway utilizou a canção.

Disco Feliz Aniversário, que lançou o Parabéns a Você no Brasil. Autora é de Pindamonhangaba (Foto: Márcio Rodrigues/G1)

Disco ‘Feliz Aniversário’, que lançou a música no
Brasil (Foto: Márcio Rodrigues/G1)

Concurso no Brasil
Em 1942, o cantor Almirante, pseudônimo de Henrique Fóreis Domingues, que apresentava um programa na Rádio Tupi do Rio de Janeiro, resolveu promover um concurso para escolher uma letra em português da canção.

A música da compositora, que era farmacêutica e poetisa em Pindamonhangaba, também no Vale do Paraíba, foi escolhida entre cerca de cinco mil letras  por uma comissão julgadora formada pelos membros da Academia Brasileira de Letras. Dentre os avaliadores estava Cassiano Ricardo, poeta de São José dos Campos.

“Ela contava que soube do concurso e estava pensando em escrever a letra, aí um dia o rapaz que trabalhava perto do sítio disse que iria para a cidade e se ela queria alguma coisa. Daí ela escreveu o ‘Parabéns’ em cinco minutos e deu para ele colocar no Correio”, relembra a neta. Bertha também tem poesias publicadas e já teve uma canção gravada pelo músico Rolando Boldrin. Ela morreu aos 97 anos e está sepultada em sua cidade natal.

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http://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/musica/noticia/2014/03/o-pessoal-canta-errado-letra-diz-neta-da-autora-do-parabens-voce.html

A Origem dos Inventos – Batata Chips

Quem não ama batata chips (Potato Chips)? E se hoje você pode se deliciar com elas a culpa é do chef George Crum.

George Crum criou o salgadinho mais famoso do mundo em 1853 em um Resort em Saratoga Springs – Nova York.

De saco cheio com um cliente que pedia e devolvia suas batatas fritas repetidas vezes, reclamando que não estavam crocantes, muito grossas e muito gordurosas; George Crum resolveu fatiar as batatas o mais fino que pudera e fritá-los em gordura quente e depois cobri-las com sal e o apelidou de “Saratoga Chips”.

O cliente finalmente aprovou a receita e rapidamente “Saratoga chips” se tornou um artigo popular no resort e rapidamente ficou conhecido em outros lugares.

O salgadinho foi produzido em escala para o consumo doméstico, porém a forma de armazenamento deixou o produto não viável. Eles eram armazenados em barris ou em latas.

A história começou a mudar no ano de 1920, quando Laura Scudder inventou o saco vedado que conseguiu manter assim os chips frescos por mais tempo.

Hoje em dia os salgadinhos são empacotados em sacos de plástico ou alumínio e possuem uma variedade enorme de sabores e é sucesso em todo o mundo.

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A primeira patente concedida no Brasil

A primeira patente concedida depois do advento da lei de 28 de agosto de 1830 foi concedida por D. Pedro I, pela carta imperial de 20 de dezembro de 1830, a Joaquim Marques de Oliveira e Souza, para a invenção de “uma cadeira de rodas destinada a condução de aleijados”. Eis o texto autêntico e completo do documento:

“… D. Pedro I, por graça de Deus e unânime aclamação dos povos, imperador constitucional e defensor perpétuo do Brasil, faço saber aos que esta minha carta virem que, atendendo ao que me representou Joaquim Marques de Oliveira e Souza, depois de ter satisfeito ao que detrmina a carta de lei de 28de agosto de 1830, hei por bem, tendo ouvido o procurador da Coroa, Soberania e Fazenda Nacional, conceder ao dito Joaquim Marques de Oliveira e Souza, pelo tempo de dez anos, a propriedade e o uso exclusivo de uma cadeira de rodas, de sua invenção para condução de aleijados, ficando no gôzo das garantias e sujeito às cláusulas e condições expressadas na mesma lei, e sendo obrigado dentro de dois anos, contados da data desta, a por em prática o referido invento, na conformidade da exposição e desenho, que depositou no referido arquivo. E por firmeza de tudo o que dito é lhe mandei dar esta carta, por mim assinada e selada com o selo das minhas armas. Dada no palácio do Rio de Janeiro, aos trinta dias de dezembro do ano do nascimento do Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e trinta, nono da Independência e do Império”.
Cabe observar, que por esta lei, segundo o artigo 10 inciso 2, a novidade era a condição essencial para a validade da patente, tanto assim que a descrição ou a impressão do seu objeto, antes do pedido de patente tinha o poder irremediável de destruí-la. Importa destacar que já no Alvará anterior de 1809 se aplicava no Brasil o sistema do exame prévio para as invenções no alcance de aferir a novidade e a utilidade da invenção. Os demais países da América espanhola e a Europa se dispuseram a legislar a respeito, filiando-se preferentemente ao sistema francês, segundo o qual a invenção não era examinada, sendo de imediata patenteada. À essa época somente os EUA aplicavam o exame rigoroso das invenções, antes de conceder as patentes.

A primeira cadeira de rodas era uma espécie de triciclo, usado por Stephen Farfler, um homem com as duas pernas amputadas que viveu em Nuremberga, na Alemanha, por volta de 1650. Era movida por manivelas de mão que accionavam a roda da frente por meio de uma roda dentada interna. Acredita-se que foi construída por Johann Haustach, que já projectara uma cadeira “movida à mão” para seu próprio uso cerca de dez anos antes.

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http://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/a-cadeira-de-rodas.html

A Origem dos Inventos – Microscópio

Os primeiros microscópios simples, limitados à ampliação de uma única lente, foram construídos na metade do século XV e utilizados inicialmente para investigar o mundo dos insectos.

Por causa da dificuldade em produzir vidro puro na época, as lentes dos microscópio distorciam as imagens e contornavam-nas com halos e espectros de cores.

Em 1590, o holandês Hans Janssen e o seu filho, Zacharias, planearam o primeiro microscópio.

Era composto por uma objectiva de lente convexa e uma lente (de luneta) côncava, conforme relatou Galileu Galilei em 1609.

Outro holandês, Anton van Leeuwenhoek (1632-1723), trabalhava numa loja de tecidos e, nas horas vagas, fazia experiências com vidro moído para produzir lentes.

Usava o microscópio para observar os fios e depois passou a examinar a anatomia dos menores animais conhecidos. Ele produziu microscópios tão eficientes que estabeleceu, praticamente sozinho, o ramo da microbiologia.

Aos poucos, ele convenceu uma comunidade científica bastante céptica que uma importante teoria da época, a da geração espontânea (a crença de que organismos vivos podem originar de matéria inanimada), era uma grande palermice.

Larvas não nasciam da carne podre, nem moscas da areia, nem enguias dos bancos lodosos dos lagos; estas criaturas reproduziam-se por ovos colocados pela fêmea e fertilizados pelo macho. Leeuwenhoek também é considerado o primeiro a realizar descrições precisas dos glóbulos vermelhos (para espanto dos fisiologistas da época), das bactérias que habitam a boca e os intestinos dos seres humanos (para horror da população) e da forma e locomoção do espermatozóide humano.

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http://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/a-historia-do-microscopio.html

10 curiosidades sobre a história do chiclete

Aqui na Super você já aprendeu que ele pode engordar, é verdade, mas também pode te ajudar a ficar mais esperto, inteligente e até dar uma mãozinha na hora da concentração. Mas, afinal, de onde vem o chiclete? Descubra 10 etapas da história da goma de mascar:

chuclete

1. Os pesquisadores se dividem sobre quem seriam os criadores da goma. Boa parte deles acredita que o chiclete surgiu por volta do ano de 9 000 a.C., na região da Mesopotâmia, onde foram encontrados resíduos de chicle feito de resina de bétula em dentes humanos. Outros defendem que os “pais” do chiclete seriam os povos antigos que viviam na América, antes mesmo da colonização europeia.

2. Os Maias, que viveram entre 1000 a.C e 900 d.C., mascavam resinas extraídas da árvore de Yucatán para refrescar o hálito.

3. Acredita-se que essa resina era chamada pelos Maias de “Tchi-Clé” (“Tchi” significaria “boca” e “Clé”, movimento). A palavra foi adaptada pelos colonizadores espanhóis.

4. Já os Astecas, que viveram entre os séculos XIV e XVI, faziam gomas de mascar a partir do látex do sapotizeiro – árvore que dá o sapoti – que produzia uma resina a qual os nativos davam o nome de chicle. Eles a utilizavam para ajudar na produção de saliva durante as caminhadas.

5. A guloseima como conhecemos hoje foi criada em 1872, pelo inventor norte-americano Thomas Adams. Depois de ver uma menina pedir um pedaço de parafina para mascar, ele inventou uma goma com as sobras de resina do Sapotizeiro. O sucesso de sua criação foi tão grande que logo Adams sofisticou a goma, que foi chamada de “Adams New York nº 1”.

6. Nas décadas seguintes ele precisou abrir várias fábricas para atender à grande demanda dos consumidores dos EUA.

7. Em 1880, um vendedor de pipocas de Cleveland, nos EUA, chamado Willian J. White, deu sabor à goma, e chamou seu produto de “Yucatan”. Já o chiclete de bola teve origem nas mãos de Frank H. Fleer, já no século XX. Ele chamou sua criação pelo sugestivo nome de Blibber-Blubbler.

8. Durante a Segunda Guerra Mundial, o produto passou a ser comercializado com o intuito de aliviar o estresse dos civis e dos soldados dos EUA. Foi no período pós-guerra que as vendas do chiclete dispararam.

Bubble Gum

9. Depois do fim da Grande Guerra as resinas naturais foram substituídas por substâncias sintetizadas a partir do refino do petróleo, por causa do custo de fabricação.

10. A partir da década de 1960 surgiram os primeiros chicletes sem açúcar.

fonte

http://super.abril.com.br/blogs/historia-sem-fim/10-curiosidades-sobre-a-historia-do-chiclete

 

Brasileiros que pleiteiam a autoria de grandes invenções

Biocelular
Em dezembro de 2004, um grupo de pesquisadores ingleses anunciou à imprensa a invenção de um celular “plantável”. O aparelho possui uma capa de plástico biodegradável dotada de uma semente de flor. Logo após a divulgação do objeto, o designer brasileiro Belmer Negrillo veio à público dizer que era seu verdadeiro autor. Ele elaborou o projeto como parte de uma monografia de mestrado apresentada em 2002 ao instituto italiano Ivrea. Negrillo, porém, não registrou a criação.

Cinema
Dois anos depois da primeira projeção cinematográfica dos irmãos Lumiére, em 1895, o pernambucano José Roberto de Cunha Sales solicitou ao Arquivo Nacional Brasileiro a patente do primeiro projetor de imagens em movimento. Ele usou como prova da autoria do aparelho uma seqüência de 11 fotogramas mostrando cenas do mar batendo em um píer. Mais tarde, descobriu-se que as imagens não haviam sido feitas por Sales e provavelmente vinham dos Estados Unidos ou da Inglaterra. A patente acabou sendo anulada.

Máquina de escrever
O Padre Francisco de Azevedo alega ter sido o idealizador da máquina de escrever. Ele chegou a ganhar a medalha de ouro na Exposição Nacional de Inventos de 1861. Em 1871, Francisco foi procurado por um estrangeiro interessado em lhe levar aos Estados Unidos para exibir sua criação. Ele recusou, mas o homem acabou se apoderando do invento. Quem levou a patente da máquina, então, foi o inglês Henry Mill em 1915.

Rádio
O Padre Landell de Moura transmitiu ondas radiofônicas em São Paulo, por meio de um mecanismo dotado de um microfone eletromecânico e um alto-falante telegráfico. Muitas autoridades testemunharam a engenhoca, mas o religioso só obteve a patente de sua criação em 1901, 5 anos depois do italiano Guglielmo Marconi. A igreja criticou Landell, chamando-o de “feiticeiro”.

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http://guiadoscuriosos.com.br/categorias/4027/1/sera-que-foi.html

30 invenções bizarras do passado que não deram certo

Já imaginou assistir televisão com o aparelho encostado no seus olhos? Ou levar um guarda-chuva para si e outro para o seu cigarro, pra não correr risco dele se apagar na chuva?

Esses são só alguns exemplos de bizarrices que, por pouco, não se popularizaram e tornaram comuns. Mas, apesar do insólito, é preciso admitir que muitas das invenções que você vai ver abaixo podiam ser bem úteis nos dias de hoje.

Olha só:

1. Óculos para ler deitado

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2. Proteção para cigarro em dias de chuva

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3. Revólver que bate uma foto na hora do disparo

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4. Jornal enviado por fax

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5. Instrumento pra fumar cigarros na sequência, para fumantes compulsivos

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6. Escova que encaixa no contorno de uma careca, penteia de lado e inclui almofada para massagear o couro cabeludo

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7. Capa para proteger o cabelo no banho

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8. Máscara para a ressaca

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9. Chapéu de palha com rádio portátil acoplado

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10. Colete salva-vidas com ‘tubos’ em volta do corpo

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11. Metralhadora com cano curvado para disparar em torno de cantos

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12. Bicicleta familiar

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13. Sauna portátil

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14. Proteção de plástico para o rosto

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15. Caixa suspensa para bebê

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16. Vassouras para evitar pneus furados

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17. Prancha de surf motorizada

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18. Óculos de TV

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19. Motocicleta de uma só roda

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20. Piteira para dois

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21. Escova para o pescoço, que esfrega enquanto as crianças brincam (basta mexerem a cabeça)

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22. Carrinho de bebê protegido contra gás tóxico

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23. Cachimbo para dois

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24. Instrumento para ensinar seu filho a andar

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25. Secador de cabelo

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26. Bicicleta anfíbia

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27. Rede de segurança para pedestres

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28. Trajes de banho de madeira

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29. Máscara de gás para cavalo

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30. Portador de bebê suspenso

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http://www.hypeness.com.br/2014/02/30-invencoes-bizarras-do-passado-que-nao-deram-certo/

A Origem dos Inventos – Cosméticos

A palavra cosmético vem do grego kosmetikós, que significa “o que serve para ornamentar”. Os cosméticos surgiram no Oriente na Antiguidade e se espalharam pelo resto do mundo. Usavam-se óleos, essências de rosa e de jasmim e tinturas para os cabelos. A alta sociedade de Roma tomava banhos com leite de jumenta para embelezar a pele. Na Idade Média, o açafrão servia para colorir os lábios; o negro da fuligem, para escurecer os cílios; a sálvia, para esbranquecer os dentes; a clara de ovo e o vinagre, para aveludar a pele.

Mas os cosméticos enfrentaram vários obstáculos ao longo da história. Uma lei grega do século II proibia que as mulheres escondessem sua verdadeira aparência com maquiagem antes do casamento. A legislação draconiana, adotada pelo Parlamento britânico em 1770, permitia a anulação do casamento se a noiva estivesse de maquiagem, dentadura ou cabelo falso. Nos anos seguintes, no entanto, a maquiagem pesada tomou conta da Inglaterra e da França. Até que a febre passou após a Revolução Francesa. Só se admitia que pessoas mais velhas e artistas de teatro usassem. Em 1880, a maquiagem reconquistou as mulheres e nascia a moderna indústria de cosméticos.

Os pós faciais, que surgiram em 4 000 a.C. na antiga Grécia, eram perigosos porque tinham uma grande quantidade de chumbo em sua composição e chegaram a causar várias mortes prematuras. O rouge era um pouco mais seguro. Embora fosse feito com amoras e algas marinhas, substâncias naturais, sua cor era extraída do cinabre (sulfeto de mercúrio), um mineral vermelho. O mesmo rouge era usado nos lábios, como batom, onde era mais facilmente ingerido e também causava envenenamento.

O costume de pintar as unhas nasceu na China, no século III a.C. As cores do esmalte indicavam a classe social do indivíduo. Os primeiros eram feitos de goma arábica, clara de ovo, gelatina e cera de abelha. Os reis pintavam as unhas com as cores preta e vermelha, depois substituídas pelo dourado e pelo prateado. No Egito antigo, a tradição se repetiu.
fonte

http://guiadoscuriosos.com.br/categorias/3809/1/beleza.html

A Origem dos Inventos – Ziper

Tudo começou em 1891 com um americano gorducho chamado Witcomb L. Judson. Os trajes elegantes daquela época pediam roupas de baixo com camadas e mais camadas de peças externas –  como camisas, coletes e casacos -, todas presas com cordões, laços ou fileiras de botões.

Às vezes, levava-se quase meia hora para se vestir ou despir. Mesmo os sapatos da moda eram botas bem justas e abotoadas ou amarradas até os joelhos.

Witcomb tinha grande dificuldade de amarrar suas botas. Decidiu inventar um dispositivo para fechá-las mais rapidamente –  e o chamou de “fecho relâmpago”. Tratava-se de um objeto em forma de corrente que consistia de ganchos de metal laminado conectados a argolas de arame. Essas correntes de ganchos em lados opostos eram aproximadas e presas por um “cursor”. Mas, antes que o usuário pudesse realmente fechar suas botas, ele tinha que amarrar primeiro o dispositivo a seus sapatos com cordões comuns.

Depois disso, veio uma nova versão, em que conectivos eram presos às bordas de uma fita de tecido. De um lado ficavam os pinos, ou “ganchos”, enquanto do outro ficavam os colchetes. Em vez de usar o fecho apenas para calçados, o produto passou a ser anunciado também para saias femininas, calças masculinas e outros tipos de roupa. Embora pudesse ser feito de maneira mais rápida e barata por máquinas, o novo modelo não era nada seguro. Saias e calças se abriam inesperadamente (e embaraçosamente) quando o mecanismo não era usado segundo as instruções. Não podia ser dobrado, torcido nem lavado.

Na tentativa de aperfeiçoar o fecho uma vez mais e atrair a lucrativa indústria de roupas, Judson contratou um jovem engenheiro sueco, Gideon Sundback. Sundback fez várias melhorias no processo de fabricação e, depois, concentrou seus esforços na eliminação dos defeitos do fecho, especialmente na teimosia em se abrir. Levou quase quatro anos até criar, em 1914, um fecho realmente prático, que deslizava sem problemas e não se abria, muito semelhante aos zíperes de hoje em dia.

Mas a verdadeira virada só ocorreu em 1923, quando a empresa B. F. Goodrich produziu um tipo de bota de borracha com o novo fecho. Foi um dos executivos da Goodrich que criou o nome “zipper” ao exclamar que, para calçar as botas, bastava “zipper up” ou “zipper down” (“zipá-las para cima” ou “zipá-las para baixo”).

fonte

http://guiadoscuriosos.com.br/categorias/3808/1/ziper.html