11 Acessórios de cozinha bem estranhos, mas possivelmente úteis

1 – Fatiador de banana

Fala sério, cortar uma banana não é tão simples assim, é? Claro que não! Imagina toda a força que você precisa fazer na faca! Esse acessório dispensa isso. :D

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2 – Manteigueira com controlador de temperatura

Porque às vezes ela simplesmente está dura demais para ser utilizada.

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3 – Prato para dedos

E você achou que eu estivesse brincando…

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4 – Removedor de caroço de azeitona e cereja

Uma ótima ideia, apesar desse bicho ser bizarro!

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5 – Fatiador de abacaxi

Brilhante e realmente parece bem fácil de se utilizar.

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6 – Cooler portátil de melancia

Mas o quê?! Tá bom, pode ser útil pra transportar uma melancia pro piquenique e mantê-la gelada.

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7 – “HapiFork” – Garfo digital

Esse garfo indica quando você está comendo muito rápido. E também indica que você tem muito dinheiro pra gastar…

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8 – Tesoura para pizza

Para cortar e servir a pizza sem dificuldades.

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9 – Torradeira transparente

Deixe a torrada no ponto que você desejar!

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10 – Spray para espremer frutas cítricas

Uma ótima maneira de evitar a fadiga.

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11 – Capa para dedos

Vai comer salgadinho e não quer sujar os dedos? Utilize esse utensílio para proteger o seu dedo de toda aquela sujeira.

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A Origem dos Inventos – Vela

Sendo hoje utilizadas como mero adorno ou somente em situações especiais, as velas foram um dos nossos principais modos de iluminação antes do aparecimento da electricidade e tiveram antecessores ainda mais rudimentares.

Pinturas encontradas em cavernas, que se estima terem sido feitas cerca de 50.000 anos a.C., mostram que naquela altura a luz era fornecida por recipientes com gordura animal no estado líquido, nos quais se usavam fibras de plantas que funcionavam como pavio.

As primeiras referências às velas datam do séc. X a.C. e vêm referidas em textos Bíblicos. Essas velas eram nada mais que simples de juncos besuntados com sebo. Descobertas arqueológicas encontraram no Egipto e na Grécia velas com formato de bastão. Para os gregos as velas simbolizavam o luar e constatou-se que na Grécia as velas eram usadas ao 6º dia de cada mês como adoração a Artemisa, a deusa grega da caça.

Pela Idade Média as velas iluminavam igrejas, mosteiros e salões. Nessa época o clero aconselhava o uso de velas brancas para afugentar as bruxas e os agricultores utilizavam as velas sagradas para proteger os seus rebanhos. O material mais comum nessa época para confeccionar as velas era o sebo dos animais. Isto tinha a desvantagem de criar muito fumo e de ter um cheiro bastante desagradável. A opção que tinham era a de velas feitas com a cera das abelhas só que nesse caso o problema era a quantidade de cera não ser suficiente para responder à procura.

Apesar disso na Europa as velas eram tidas como artigos de luxo, sendo fabricadas nas cidades por artesãos especializados e vendidas a um preço elevado fossem de sebo ou cera. Conforme as possibilidades de cada comprador eram colocadas em castiçais de madeira ou de prata. Apesar do seu preço e atendendo à necessidade óbvia, foi rapidamente visto como um negócio estável e claro lucrativo. Só em Paris, no ano de 1292, foram contabilizados 71 fabricantes de velas.

As velas como elemento de decoração

A vela como elemento de decoração

No séc. XVI deu-se a criação de diversos tipos de suportes e castiçais a preços mais baixos e com isso as velas passaram a ser vendidas ao peso ou em grupo.

Como a luz emitida pelas velas dependia do material de que era feita, produzindo a de cera uma luz mais brilhante, em Inglaterra houve uma preferência pelos fabricantes de velas de cera em relação às de sebo, apesar do seu preço mais elevado.

Com o aparecimento da iluminação a gás no séc. XIX, a utilização das velas para esse efeito foi diminuindo. Mas as camadas mais pobres da população continuavam a não ter acesso ao gás pelo que se desenvolveu a maquinaria para a produção das velas para essas famílias.

No campo das pesquisas, o químico francês Michel Eugene Chevreul descobriu em 1811 que o sebo não era uniforme mas sim composto por 2 ácidos gordos ligados a glicerina. Decidiu então retirar a glicerina do sebo criando a “estearina”, mais dura, mais lenta a arder e que dava uma luz mais brilhante. Com esta descoberta a qualidade das velas melhorou substancialmente, tendo também ajudado a que em 1825 fossem também melhorados os pavios, que deixaram de ser de algodão e passaram a ser feitos de fio enrolado, o que dava uma melhor uniformidade à chama.

Com a corrida ao petróleo em 1830, surgiu o derivado mais conhecido da composição das velas actuais, a parafina. Em 1854 foi combinada com a estearina e estavam assim conjugados os elementos base para a produção das velas como as que ainda usamos hoje em dia.

Curiosidades:

– Os povos antigos acreditavam que a chama das velas, quando observada fixamente, permitia ver deuses e espíritos ou mesmo prever o futuro.

– As velas foram usadas para medir tempo, devido à sua combustão cadenciada, sabendo-se que a dinastia chinesa Song usava “relógios” de velas.

fonte

http://origemdascoisas.com/a-origem-da-vela/

Filtro portátil torna água potável instantaneamente

Em diversos lugares do mundo as doenças são disseminadas a partir de água contaminada, que também acaba matando crianças e adultos em diferentes países. Com o intuito de trazer uma solução prática e eficiente para esse problema, estudantes da universidade suíça ETH Zurich criaram o DrinkPure, um filtro de água feito para ser acoplado a garrafas de plástico.

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O filtro permite que, instantaneamente, a água se torne potável. Basta colocá-lo na parte superior da garrafa e apertá-la por poucos minutos, suficiente para purificar cerca de um litro. Além disso, o DrinkPure é compatível com garrafas plásticas comuns e é muito fácil de ser utilizado, o que facilita sua eficiência e transporte.

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A limpeza funciona através de uma camada de carbono e de uma membrana de polímero, que filtra partículas maiores e bactérias. O filtro foi criado para ser uma solução de baixo custo e com um processo de produção bastante simples, para assim, ser disseminado por diversos locais que necessitem do produto.

A equipe está arrecadando fundos através do site de financiamento coletivo Indiegogo e, até o momento, já conseguiu dinheiro suficiente para a fabricação e transporte dos filtros para regiões carentes no próximo ano.

fonte

https://catracalivre.com.br/geral/invencoes-ideias/indicacao/filtro-portatil-torna-agua-potavel-instantaneamente/

Pesquisadores desenvolvem o Enactive Torch, uma bengala eletrônica para cegos

Um novo tipo de sensor pode ajudar cegos a detectar objetos à frente deles. Chamado Enactive Torch, o equipamento envia sinais infravermelhos que permitem ao usuário perceber objetos próximos, graças a um pequeno vibrador preso ao pulso que alerta quando o sujeito está próximo de uma parede ou batente de porta, por exemplo.

O dispositivo foi criado por Luis Favela, Tom Froese e Adam Spiers, na Universidade de Cincinnati. O objetivo é oferecer uma alternativa tecnológica aos cegos, já que os mesmos dependem da bengala ou de um cão guia como únicas opções.

O equipamento é bem grande por enquanto, mas seus criadores esperam criar uma versão mais compacta depois dele passar por mais experimentações. Atualmente seu tamanho é de aproximadamente 15 centímetros de comprimento.

Favela fala sobre a decisão de criar o Enactive Torch:

Em minha pesquisa eu descobri que existe um estigma emocional sobre as pessoas cegas, particularmente crianças. Quando você está na escola fundamental quer ser parte de um grupo, isso é difícil quando você carrega uma bengala.

27 estudantes vendados serviram como objeto de estudo em um ambiente desconhecido. Eles conseguiram se deslocar facilmente por portas e evitar paredes, além de desviar de objetos próximos aos pés.

Segundo Favela não há grande diferença no desempenho dos participantes usando o Enactive Torch, a visão ou uma bengala comum. Ele afirma ter ficado surpreso como o sentido do tato pode ser equivalente ao da visão.

fonte

http://meiobit.com/295655/pesquisadores-desenvolvem-o-enactive-torch-uma-bengala-eletronica-para-cegos/

A Origem dos Inventos – Cachorro-Quente

Quem criou a primeira sanduíche de pão com uma salsicha no meio é algo impossível de se conseguir determinar. Por isso vamos descobrir quando, como, onde e quem inventou cachorro-quente na sua versão mais moderna.

Em 1904, na cidade americana de St. Louis, o alemão Anton Feuchtwanger vendia salsichas quentes durante uma exposição e para evitar que os seus clientes queimassem as mãos, servia as salsichas e fornecia uma luva para eles usarem. O problema é que muitos dos clientes acabavam por não devolver as luvas, o que lhe começou a dar prejuízo no seu negócio. Pensando numa forma de resolver o problema, lembrou-se de falar com o seu cunhado, que era padeiro, e juntos chegaram à fabricação dos pães compridos à medida das salsichas. Estava assim inventado o “formato” do nosso cachorro-quente.

Já o famoso nome “Hot-Dog”, usado internacionalmente e que deu origem ao termo “cachorro-quente”, em português, teve uma origem curiosa.

Decorria o ano de 1906 e o americano Harry Mozley Stevens vivia das vendas de alimentos que fazia nos estádios de futebol. Em Abril desse ano estava a trabalhar no estádio dos New York Giants mas como o dia estava especialmente frio não conseguia vender os sorvetes e os refrigerantes que tinha disponíveis. A ver o dia a ser fraco nas vendas, teve a ideia de mandar os seus empregados comprar  todas as salsichas e pães que encontrassem. Depois usou tanques portáteis com água quente para manter as salsichas bem quentes e passado uma hora já andavam pelo meio do público a vender pão com salsichas, usando o slogan: “They´re red hot! Get your dachshund sausages while they´re red hot!!” – (“Estão bem quentes! Compre as suas salsichas dachshund enquanto estão bem quentes!!”)

O sucesso nesse dia foi total mas o nome “dachshund sausages” era algo quase impossível de perceber. Eis quando o caricaturista Thomas Aloysius Dorgan, mais conhecido como TAD, viu o pão com salsicha e achou que aquilo merecia um nome mais sonante e até um desenho que o identificasse.

Foi da sua criatividade que nasceu o desenho de um simpático dachshund, (pequeno cão com pernas curtas e corpo comprido, parecido com uma salsicha), a ladrar alegremente no meio de um pão. Olhando para o seu desenho e lembrando-se do slogan usado por Stevens, decidiu baptiza-lo de “Hot-Dog”. O desenho foi um enorme sucesso e assim nasceu o cachorro-quente.

Dachshund, a inspiração do termo Hot Dog

Apenas a título de curiosidade, o termo Hot-Dog foi rapidamente proibido pelas autoridades alimentares da altura, argumentando que as pessoas poderiam achar que a salsicha fosse feita com carne de cachorro. Mas, como é natural, ninguém deu grande atenção à proibição e o termo manteve-se e continua a ser utilizado um pouco por todo o mundo nos nossos dias.

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A Origem dos Inventos – Donuts

Quem aprecia doces identifica facilmente o donut como um pequeno bolo em forma de rosca, feito de massa frita e com uma cobertura açucarada. O seu nome teve origem no termo inglês “doughnut” que traduzido significa precisamente rosca frita. O historiador Washington Irving empregou pela primeira vez esse termo no seu livro History of New York de 1809.

As teorias quanto à invenção deste tipo de bolo são controversas, dizendo a mais comum que teria nascido na Holanda no século XVI, feito por padeiros holandeses mas nessa altura ainda sem o buraco no meio, e levado para a América do Norte por colonos desse país.

Já a criação do primeiro donut com “buraco” é reclamada por um indivíduo de origem americana, Hanson Gregory, que afirmava ter sido ele o seu inventor em 1847, quando tinha apenas 16 anos de idade. Segundo o próprio, quando fazia uma viagem num navio, tinha feito um buraco no meio dum “dough”, (pequeno bolo feito de massa de cereais, farinha e água), com a ajuda de um frasco de pimenta do navio. Afirmou ter posteriormente ensinado a técnica à sua mãe que começou a fazer os seus “doughs” da mesma forma, os quais rapidamente ganharam grande aceitação pela comunidade. A criação do buraco no donut veio a tornar-se tão popular, nos Estados Unidos, que proporcionou a Gregory a honra de ter uma placa de bronze no lugar da sua casa natal, em Rockport, no estado americano do Maine.

O capitão Hanson Gregory

Em 1946, William Rosenberg produzia e vendia donuts de forma ambulante através da sua empresa Industrial Luncheon Services. O seu negócio consistia em fornecer esses bolos e café aos trabalhadores das fábricas ao redor da cidade de Boston.

O seu sucesso foi tal que que provocou uma alteração nos horários do lanche das empresas da região, que se ajustavam à hora da sua passagem. A fim de tornar o seu modo de consumo mais prático e rápido, lembrou-se de fornecer os donuts já cobertos de açúcar acompanhados por café simples, sem açucar. Perspicaz, Rosenberg, passou a servir o café em chávenas largas, nascendo assim o hábito de molhar o bolo no café antes de ser comido.

A satisfação dos clientes era tal que o convenceram a abrir uma loja. Como a procura era incessante começou aí a criação duma grande rede de lojas, primeiro com o nome de Open Kettle, em 1948, e mais tarde rebaptizada como Dunkin Donuts, em 1950.

Desde essa data até hoje, o pequeno bolo do “buraco” tem continuado a ser dos mais apreciados em todo o mundo.

Curiosidades:

– Hoje em dia já existem 52 variedades de donuts que vão desde o donut com recheio de baunilha e cobertura de chocolate até aos donuts com recheio de geleia.

– Nas Ilhas Baleares existem donuts diferentes para as também diferentes festas do ano, (Virgens, Todos os Santos, Emprestado, etc.), pelo que os seus ingredientes variam, podendo conter: batata ou batata-doce, Queijo Mahon, figos secos, abóbora, etc.

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A Origem dos Inventos – Palito de Dentes

Como criar um novo mercado

A industrialização dos palitos de dentes foi ideia do americano Charles Forster, que morou em Pernambuco entre 1840 e 1850. Ele se encantou com a beleza da dentição das mulheres brasileiras, que usavam palitos de salgueiro para fazer higiene bucal após as refeições. De volta aos Estados Unidos, inventou uma máquina para cortar, arredondar, polir e afiar palitinhos. Surgia então a Ideal Tooth Picks, primeira fábrica de palitos do mundo.

Forster precisava, porém, superar um problema: ninguém palitava os dentes em sua terra natal. O empresário contratou alunos da Universidade de Harvard para frequentar bons restaurantes de Boston e pedir palitos após o jantar. Avisados da indisponibilidade do produto, eles ameaçavam nunca mais frequentar os estabelecimentos. Dias depois, Forster visitava os restaurantes oferecendo palitos. Os gerentes os compravam sem pestanejar.

 

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http://almanaque.blog.br/2013/11/esperteza-americana-inspirada-no-brasil/

A Origem dos Inventos – Código de Barras

Os alicerces da codificação automática, sobre a qual iria nascer o código de barras, começaram a ser criados nos Estados Unidos, cerca do ano de 1948, por dois estudantes americanos, finalistas do Drexel Institute of Technology, Joseph Woodland e Bernard Silver.

Nesse ano, Bernard Silver ouviu uma conversa nos corredores do Instituto onde um presidente de uma cadeia de supermercados tentava convencer um dos sues colegas finalistas a pesquisar um método de captura de informação de um produto à saída de caixa.

O estudante abordado declinou o pedido do tal presidente mas Bernard ficou com aquela conversa na cabeça e quando se encontrou com o seu amigo Joseph Woodland comentou com ele o que tinha ouvido. Joseph, que na altura já era professor no Drextel Institute, ficou fascinado com o desafio e como primeira ideia pensou em utilizar padrões com uma tinta especial que brilhava quando iluminada por luz ultravioleta. Os dois amigos criaram um dispositivo para testar a ideia que, surpreendentemente, funcionava apesar de existirem dois problemas: a instabilidade da tinta e o custo elevado das impressões.

Apesar disso Woodland ficou com a certeza que o caminho era por ali e decidiu refinar a abordagem, retirando-se para o apartamento de seu avô, na Florida, na busca de soluções. Após vários meses de trabalho tinha criado o código de barras linear através da combinação de duas tecnologias existentes: o código Morse a as bandas sonoras dos filmes.

Voltando ao Drexter Institute, Woodland começou a preparar a submissão de uma patente enquanto o seu amigo Silver investigava qual a forma final que o código deveria ter. Em 1949, mais precisamente a 20 de Outubro, os dois amigos entregaram o pedido de patente.

Dois anos depois Woodland foi trabalhar para a IBM na esperança de que a sua criação tivesse reconhecimento. Enquanto aguardava pela patente desenvolveu um sistema de leitura do código de barras bastante rudimentar, usando uma lâmpada incandescente de 500 watts como fonte de luz e um tubo foto-multiplicador de cinema ligado a um osciloscópio, como leitor. O calor da lâmpada era enorme e a luz quase cegava se olhada directamente, mas era necessário mostrar o potencial da invenção, o que seria impossível sem um sistema de leitura.

Em 1952 os amigos receberam a concessão da patente e no final dos anos 50 Woodland conseguiu que a IBM apreciasse a sua criação mas foi-lhe dito que a tecnologia necessária para a fazer funcionar em larga escala estava ainda a alguns anos no futuro.

Woodland e Silver ficaram desolados, ainda mais porque a patente que lhes tinha sido concedida tinha a validade de apenas 17 anos, pelo que mais de metade desse tempo já havia passado.

A IBM tentou várias vezes comprar-lhes a patente mas a um preço que ambos achavam muito abaixo do seu valor. Foi a Philco que, em 1962, lhes ofereceu o valor justo e Woodland e Silver aceitaram vender a sua criação àquela empresa. Em 1971 a Philco vendeu-a à RCA.

Na década de 70, com a tecnologia a desenvolver-se e a chegar a preços mais acessíveis, como o laser e os computadores, alcançou-se a maturidade da invenção de Woodland e Silver.

Foi por esta altura que se criaram as principais regras de utilização e desenvolvimento dos códigos de barras, acabando por se tornar o standard a seguir por todos. As principais normas eram:

– A legibilidade dos códigos de barras tinha de ser clara e possível a partir de qualquer ângulo de visão e a várias distâncias;

– Os equipamentos tinham de ter preços acessíveis, de maneira a que se pagassem a si próprios no período máximo de dois anos e meio;

– As etiquetas tinham de ter um preço baixo, muita fiabilidade e serem fáceis de imprimir, considerando que iriam ser impressa milhões delas;

Estas regras acabariam por ajudar a definir o standard mas como tudo leva o seu tempo só a 03 de Abril de 1973 é que os principais retalhistas dos Estados Unidos escolheram e definiram um standard único, o qual ainda hoje é conhecido como o Código de Barras GS1.

Eis quando finalmente, às 08h01 da manhã do dia 26 de Junho de 1974, no estado de Ohio, Estados Unidos, quando um cliente americano entrou num supermercado da cadeia Marsh’s e pegou num pacote de pastilhas elásticas Wrigley’s Juicy Fruit Gum, dirigindo-se de seguida à caixa para o pagar. A funcionária passou a caixa de chicletes por um scanner e este leu o código de barras GS1 do produto, dando imediatamente a indicação do preço e características do mesmo.

Ficou assim registada a data em que foi comprado o primeiro produto com código de barras no mundo.

As famosas barras pretas verticais e os dígitos que contém informações sobre os produtos que compramos facilitam-nos a vida há décadas, mas a forma como funcionam é-nos bastante desconhecida. Vamos então tentar dar uma breve explicação.

Legenda de um código de barras

Já no que diz respeito às barras, a largura das riscas e o espaço entre elas são únicos para cada produto, tornando-se equivalente a uma impressão digital.

A leitura (descodificação) de um código de barras é efectuada com recurso a um scanner de laser, o qual emite uma luz vermelha que percorre a totalidade das barras.

Nas zonas em que a barra é escura a luz é absorvida e onde a barra for clara (que são os espaços entre as barras escuras) a luz é reflectida novamente para o scanner.

Desta forma o equipamento consegue reconhecer os dados que ali estão representados, enviando-os para um computador central que os converte em letras e/ou números interpretáveis pelos humanos.

 

Curiosidades:

– Em Portugal a primeira implementação com sucesso dos códigos de barras ocorreu em Novembro de 1985 no primeiro hipermercado Continente que abriu no país (em Matosinhos), desempenhando desde o início um papel preponderante na gestão de stocks e distribuição de produtos.

– No Brasil a utilização do código de barras iniciou-se em Novembro de 1984, um ano antes de Portugal.

– Segundo estatísticas de 2012, nesse ano foram processadas, por cada dia, mais de 8 biliões de leituras de códigos de barras nos hipermercados e supermercados.

– Tanto Woodland como Silver nunca ficaram ricos com aquilo que haviam criado, tendo apenas sido atribuída a Woodland, em 1992 pelo presidente Bush, a Medalha Nacional de Tecnologia.

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A Origem dos Inventos – Lata de Aço

Em 1809, o governo francês de Napoleão Bonaparte fez um apelo para que fossem desenvolvidos métodos para a conservação de alimentos. O inventor e industrial Nicolas Appert atendeu ao chamado e criou o método de conservação de alimentos por meio de aquecimento em recipientes herméticos (conhecido como appertização), mas não patenteou suas pesquisas (ver EmbalagemMarca nº 127, março de 2010). O inglês Peter Durand, que teve acesso às pesquisas publicadas por Appert, não perdeu tempo e registrou a invenção em 1810.

O pedido de patente é a primeira citação registrada de que recipientes revestidos de estanho poderiam ser usados na conservação de alimentos. Era o início da história das embalagens de lata, que revolucionou a alimentação no mundo.

Em 1811, Durand vendeu sua patente à empresa de alimentos em conserva Donkin, Hall and Gamble, de Londres, que foi a primeira a utilizar embalagens produzidas com chapas de ferro estanhadas. Toda a produção da empresa foi destinada ao exército britânico. As primeiras latas só chegaram aos consumidores civis em 1830, mas demoraram a cair no gosto popular, já que a abertura era difícil, exigindo o uso de martelo e talhadeira (o abridor de latas só foi inventado em 1858).

A evolução da estrutura da lata continuou em 1824, quando o inglês Joseph Rhodes desenvolveu um método prático de colocação da tampa e do fundo: a recravação. Mas o sistema só passou a ser utilizado em larga escala muitos anos depois.

Latas de conservas de 1899

Paralelamente, nos Estados Unidos, a William Underwood Company, de Boston, iniciou a produção comercial de conservas em latas, em 1821. Na época, os enlatados eram vistos com desconfiança, e só começaram a fazer sucesso durante a Guerra Civil americana (1861-1865), devido à escassez de alimentos frescos.

Em 1825, o inglês Thomas Kensett, que havia imigrado para os Estados Unidos e tinha uma indústria de conservas de alimentos, substituiu os vidros de boca larga tampados com rolhas de cortiça por latas de folhas de flandres (aço). Até então, as latas eram produzidas a partir de chapas de ferro estanhadas. Ele ficou conhecido como o “pai da indústria da lata”.

O aumento da demanda levou ao aperfeiçoamento dos processos de fabricação de latas e de envasamento. O primeiro grande passo foi dado em 1846, com a invenção da máquina para impressão gráfica para o corpo das latas, a litografia, seguida pela invenção das máquinas de lavar as embalagens.

Por volta de 1900 já havia máquinas que produziam 20 000 unidades por dia. Entre 1870 e 1900, o número de indústrias que acondicionavam seus produtos em latas saltou de menos de dez para mais de 1 800. Em 1930, as latas começaram a se tornar populares, e eram utilizadas para diversos tipos de produtos, desde alimentos até graxas para sapatos e cremes para cabelos. Bebidas só estrearam nas latas de aço em 1935, com o lançamento da cerveja Krueger’s. No Brasil, a primeira bebida acondicionada em embalagens metálicas foi a cerveja Skol, em 1971.

Fábrica de conservas em latas, em gravura de 1898 do

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http://almanaque.blog.br/2010/06/lata-de-aco-200-anos-de-historia/

A Origem dos Inventos – Tetris

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Há 30 anos atrás, um certo engenheiro de computação, com ajuda de dois amigos resolveram criar um simples puzzle para computadores, baseado em estudos de formas geométricas e que a princípio não tinha pretensão nenhuma. Bastou entretanto começar a ser compartilhado entre usuários de computador pelo mundo afora que despertou a cobiça de desenvolvedoras, o que levou a uma das mais curiosas histórias de licenciamento da história dos games, envolvendo a União Soviética, ladrões, processos intermináveis e um criador que ficou anos sem receber royalties. Esse é Tetris, o game mais jogado e mais portado da história.

 

O início

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Quando Alexey Pajitnov desenvolveu a primeira versão de Tetris, disponibilizando a versão final no dia 6 de junho de 1984, ele não imaginava que um projeto menor que desenvolveu enquanto trabalhava para o Centro de Computação da Academia de Ciências Soviética se tornaria tamanha coqueluche. Baseado em estudos de jogos matemáticos e poliominós iniciados nos anos 50 pelo professor Solomon W. Golomb, ele deu ao game o nome de Tetris, baseado na palavra grega Tetra (quatro) e no seu esporte favorito, o tênis. Os pentominós são jogos de mesa onde você encaixa peças geométricas compostas por cinco quadrados em um quadrado ou um retângulo. Para o game, Alexey utilizou peças de quatro quadrados.

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O game foi desenvolvido originalmente para o computador soviético Elektronika 60 em conjunto com Dmitri Pavlovsky e Vadim Gerasimov, este último responsável por portá-lo para o IBM PC, o que foi crucial para que Tetris se tornasse popular. Em pouco tempo o jogo se alastrou por Moscou, não demorando muito para atingir estados-satélites do regime soviético. Foi na Hungria, mais precisamente em Budapeste que desenvolvedores locais começaram a converter Tetris para outras plataformas. Foi lá também que o sururu dos direitos sobre o game começou.

Uma grande confusão

Alexei Pajitnov chegou a negociar Tetris com uma desenvolvedora norte-americana chamada Spectrum HoloByte, o primeiro estúdio que lançou o game além da Cortina de Ferro. Através dela Tetris chegou ao MS-DOS, Apple II, Macintosh, Atari ST, Amiga e ZX Spectrum. Paralelamente, um desenvolvedor chamado Robert Stein da Andromeda Software descobriu o game no Instituto de Tecnologia da Hungria em 1986. Estes o mandaram entrar em contato com a Academia Soviética, que enviou Pajitnov para negociar. De acordo com ele, ao propor “um adiantamento de cem mil libras” e o Centro de Computação se mostrar interessado, Stein entendeu que isso lhe garantia o direito irrestrito ao game. Ainda que isso fosse um mal entendido (ou uma bela mentira), a versão da Andromeda para o Commodore 64 foi bem elogiada.

A partir daí as coisas só pioraram. Stein negociou os direitos com uma terceira chamada Mirrosoft, que também lançou versões para Amiga e Atari ST, ao passo que a Sega lançou um arcade de Tetris no Japão. O caos era generalizado e foi então que em 1988, o governo soviético resolveu pôr ordem na casa: como Tetris foi desenvolvido por Pajitnov num laboratório de P&D soviético, os direitos do game pertenciam em primeiro lugar obviamente à boa e velha Mãe Rússia, sendo reservado a ela o direito de negociação por dez anos; passado esse tempo os direitos voltaram para as mãos de Pajitnov. O órgão estatal ELORG (de Elektronorgtechnica), responsável por negociar importação e exportação de software e controlado pelo Minstério das Relações Exteriores era o encarregado por regular o licenciamento de Tetris.

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Nesse ponto você pode imaginar o que ocorreu: as diversas empresas que alegavam deter os direitos de Tetris na verdade estavam apoiadas em nada, e isso proporcionou à Nintendo conseguir não só a primeira licença legal como esmagar seus rivais.

From Russia With Love

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Quando o Game Boy estava em fase de desenvolvimento, o pensamento normal da empresa era que o game viesse com uma versão de Mario no pacote. Aconteceu que a empresa foi abordada por Henk Rogers, um designer e desenvolvedor que havia visto Tetris na CES de 1988, ficando literalmente maluco com o game. Isso o fez procurar o então presidente da Nintendo of America Minoru Arakawa, dizendo que a empresa deveria assegurar uma licença para o game ser distribuído com o portátil a todo custo. Arakawa, assim como toda a cúpula da Nintendo (lembrando, ele era genro de Hiroshi Yamaguchi) acreditava que Super Mario Land era uma opção melhor, mas Rogers tinha um argumento bem convincente:

Mario é um produto que vende bem para garotos; já Tetris atrai todo mundo.

Rogers conseguiu garantir os direitos junto à Spectrum HoloByte e a Tengen, uma empresa-satélite da Atari responsável pelo clone TETЯIS: The Soviet Mind Game, além de entrar em contato com Robert Stein, o mesmo da Andromeda Software. Só que meses se passaram e nada de Stein conseguir uma licença, o que levou Rogers a tomar uma decisão inusitada: pedir mais tempo à Nintendo e ir à Moscou sem convite em fevereiro de 1989.

A missão era simples: tratar do licenciamento de Tetris diretamente com o ELORG. Entretanto, um movimento errado da Nintendo a fez entrar em contato com a Mirrorsoft em busca de uma licença, o que levou a companhia a mandar um representante chamado Kevin Maxwell a Moscou. Como o ELORG estava negociando ao mesmo tempo com Rogers e Maxwell e o governo soviético sequer conhecia o conceito de propriedade intelectual, o órgão tentou arrancar o máximo de dinheiro possível da Nintendo, acima do que ela estava disposta a pagar. No fim Rogers desfiou a trama toda: Stein nunca havia pago pela licença, tendo negociado com a Mirrorsoft algo que não existia. Ao mesmo tempo a ELORG já havia designado o oficial do Partido Comunista Nikolai Belikov para reexaminar o acordo com a Andromeda Software, e descobriu que o pagamento deveria ser feito no ato do fechamento da negociação em 10 de maio de 1988.

Em outubro, Stein foi pressionado por Belikov a honrar o contrato, enquanto o mesmo estava enrolando para pagar. Portanto, quando Rogers chegou em Moscou quatro meses depois, NINGUÉM possuía uma licença oficial do game. Posteriormente Belikov alterou o contrato de Stein, adicionando uma penalidade que o impediria de comercializar versões caseiras de Tetris (algo que representantes como a Tengen já haviam feito; Belikov chegou a confrontar Maxwell com um cartucho de Famicom, que para a ELORG era um software pirata) e para distraí-lo, adicionou despesas por atrasos de pagamento. Ludibriado, Stein não percebeu a alteração no contrato até ser tarde demais.

Passadas as pendengas iniciais um pré-acordo foi firmado com a Nintendo, mas Moscou fez uma contra-proposta à Maxwell para que a Mirrosoft tivesse a oportunidade de cobrir a oferta. Infelizmente para ele, o ELORG enviou o documento via fax para Londres, e ele estava em Moscou. Com a Mirrorsoft fora da jogada Rogers fechou uma licença exclusiva para a Nintendo em consoles, o que permitiu que o Game Boy saísse de fábrica com Tetris incluso na América em julho de 1989 e Europa em setembro de 1990. Entretanto houveram complicações legais no Japão: de posse da licença a Nintendo contactou a Tengen por roubo de IP e a resposta foi um processo. Como ela já havia lançado o game para o NES, lá ele foi de fato lançado com Super Mario Land em 21 de abril de 1989, e Tetris chegou dois meses depois.

A Nintendo pôde com a licença bater de frente com as desenvolvedoras concorrentes, dessa vez sem questionamentos. A Tengen foi obrigada a retirar TETЯIS do mercado, assim como a Sega foi impedida de produzir uma versão para o Mega Drive. A questão dos computadores só foi decidida em 1996, quando os direitos do game voltaram para as mãos de Pajitnov. Ele então fundou junto com Rogers a The Tetris Company (vulgo TTC), a hoje detentora de todos os direitos relativos ao game. A partir daí ela processou inúmeras empresas por copiar o nome, visual e o “look and feel” do puzzle, enquanto licencia a marca legalmente. Foi só através da TTC que Pajitnov passou a receber royalties.

De lá para cá Tetris já foi pivô de diversas histórias, inclusive uma envolvendo o guru Steve Wozniak: por muitos anos ele foi o melhor jogador do game, mandando seus scores para a revista Nintendo Power mês após mês. Como ele era quase uma muralha intransponível, a fim de dar uma chance aos outros leitores Woz foi banido da publicação, já que ela não mais publicaria seus scores. A solução foi genial: ele escreveu seu nome ao contrário, mudou o endereço de Los Gatos para Saratoga e enviou o score. O resultado:

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Ao todo Tetris foi portado para cerca de 65 plataformas diferentes, o que lhe garantiu uma vaga no Guinness Book. A versão de Game Boy é a mais vendida dentre as mídias físicas, respondendo por 35 das 70 milhões de cópias comercializadas em todo o mundo. Já nas plataformas mobile esse número aumenta ainda mais: excluindo games free-to-play, Tetris e suas variações já venderam 425 milhões de unidades. Nada mal para um game que começou como um projeto despretensioso em um laboratório de informática, e que foi pivô de uma verdadeira Guerra Fria dos videogames, onde só faltou um agente secreto. Algo que só a Mãe Rússia faz por você.

 fonte

http://meiobit.com/289280/tetris-30-anos-uma-historia-de-roubos-trapacas-e-muito-mais