A Origem dos Inventos – Panela de Pressão

Foi a partir de um desporto radical, o alpinismo, que se iniciou a história desse útil utensílio culinário que melhora substancialmente a vida das donas de casa, em tempo e em economia, agilizando todo um processo de confecção de algumas refeições que até aí demorava horas.

Mas porquê a relação com o alpinismo?

A baixa pressão atmosférica verificada no cimo das montanhas comparada com o nível do mar tinha como consequência imediata baixar o ponto de ebulição da água, o que, como se depreende, criava uma extrema dificuldade na confecção dos alimentos e uma enorme morosidade no processo, a que não ajudavam as severas condições climatéricas.

Foi assim que se surgiu a necessidade de se criar uma forma de se conseguir igualar em altas altitudes a mesma pressão atmosférica existente nas terras baixas. Concluiu-se que para se atingir esse objectivo era necessário criar nas panelas condições para que a água fervesse a 100 graus ou mais, condições essas que só seriam conseguidas se a panela fosse completamente vedada. Com uma panela hermética o vapor da água iria aumentar a pressão no seu interior, aumentando simultaneamente o ponto de ebulição.

Chegado o ano de 1679 o físico francês Denis Papin, apoiado neste princípio, criou um utensílio que segundo ele próprio referiu, “amolecia os ossos e cozia rapidamente as carnes mais duras”. Desta definição original, adveio o nome de “digestor” ou “marmita de Papin”. Consistia num recipiente em ferro fundido, com uma tampa provida duma válvula de segurança, que o fechava duma forma hermética. Esta concepção resultava em pleno pois a pressão criada pelo vapor de água aumentava o grau de ebulição e a válvula permitia a saída de vapor em excesso mantendo nivelada a pressão. Desta forma os alimentos, sobretudo os mais difíceis de cozer como carne, feijão ou batatas eram confeccionados muito mais rapidamente.


A Marmita de Papin

 Até 1905 foi sempre utilizado o ferro fundido, até que a empresa americana Presto Company criou o primeiro modelo de panelas em alumínio, logo seguido pelas opções hoje comuns em aço inoxidável.

Pelos seus resultados práticos, esta invenção não serviu só a culinária, sendo também usada em hospitais para esterilização de instrumentos cirúrgicos, na indústria do papel onde facilita a cozedura da polpa da madeira e até no sector das conservas.

Nos tempos de frenesim em que hoje muitos de nós vivemos, numa luta constante contra o tempo, a panela de pressão é sem dúvida uma excelente ajuda na cozinha pela confecção mais rápida e até saborosa das nossas refeições.

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A Origem dos Inventos – Forno de Microondas

Pode-nos parecer estranho mas as microondas começaram a ser utilizadas não com uma intenção culinária mas com o objectivo de detectar aviões inimigos, durante a Segunda Guerra Mundial. As microondas electromagnéticas produzidas por um magnetron eram reflectidas pela fuselagem dos aviões, indicando a sua aproximação.

Mas a sua utilização iria mudar para sempre num dia de 1945, quando o engenheiro electrotécnico Percy LeBaron Spencer trabalhava na Raytheon, uma empresa de fabrico de magnetrons para radares.

Nesse dia Spencer meteu uma barra de chocolate no bolso e foi trabalhar. Quando estava a testar um aparelho de radar notou que o chocolate tinha derretido. Embora sabendo que as microondas geravam calor, ficou bastante surpreendido por não ter sentido quando o chocolate derreteu.

Curioso, decidiu experimentar com outros alimentos. Começou por colocar um pacote de pipocas no tubo de megatron e reparou que elas começaram a estourar de imediato. Resolveu ainda usar um ovo que passados instantes estourou devido à pressão, o que demonstrava que tinha sido cozido de dentro para fora. Rapidamente concluiu que o processo seria similar com outros alimentos.

Após diversos testes experimentais, Spencer obteve em 1946 a primeira patente para uso das microondas para efeitos culinários.

Em 1947 a Raytheon produziu e comercializou o primeiro forno micro-ondas da história. Este media 1,8 metros de altura, pesava 340 kg e custava cerca de 5000 dólares (o equivalente hoje a 41.500 euros).

Era um equipamento muito fiável e seguro pelo que apesar das suas dimensões e do preço exorbitante, foi logo requerido por empresas de restauração, tornando-se o pioneiro dos actuais microondas domésticos.

Em 1967 começaram a ser vendidas as primeiras versões domésticas que custavam cerca de 450 dólares. Eram ainda mais seguros e fiáveis que as versões industriais.

Mas foi só a partir do ano de 1975 que esta original invenção começou a “invadir” os ambientes domésticos, chegando mesmo a ultrapassar o forno a gás em popularidade e adesão.

Os micro-ondas revolucionaram o nosso modo de cozinhar essencialmente em termos de rapidez e poupança de energia dando um grande contributo para a sociedade actual

Curiosidades:

– O microondas de Spencer produzia 3000 watts, aproximadamente três vezes a quantidade de radiação produzida por fornos de microondas actuais.

– O magnetron do primeiro microondas tinha de ser arrefecido através de água o que o obrigava a ter ligação a sistema de água canalizada.

– A segurança é garantida porque as micro-ondas nada têm de nuclear, pertencendo ao mesmo tipo de ondas do rádio ou mesmo da luz só que de menor tamanho.

­- O forno microondas emite uma onda electromagnética provocando a agitação das moléculas de água dos alimentos resultando no seu aquecimento. Como esta agitação não é uniforme em toda a estrutura do alimento, os actuais fornos de microondas utilizam um prato giratório

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Invenções absurdas

Inventores foram responsáveis por grandes avanços da humanidade. A lâmpada, o telefone, o computador e o celular mudaram a forma como nos comportamos, nos relacionamos e nos comunicamos. Mas para cada invenção útil há pelo menos três um tanto absurdas que não decolaram apesar do propósito nobre de algumas. O site Tottaly Absurd reúne uma galeria desses inventos. Confira:

EXTRATOR DE VERDADES

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Patenteado em 1930, esse sistema foi criado para combater o crime. O “Extrator de Verdades” tem como objetivo fazer o suspeito confessar ao assustá-lo com a aparição de um esqueleto sombrio. No quarto ao lado, o investigador faz as perguntas. Câmeras gravam as sua reações para uma análise posterior.

GARFO-ALARME

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O número de pessoas obesas só aumenta no mundo. Uma saída para esse problema? Fazer as pessoas comerem mais devagar com o garfo-alarme, uma invenção patenteada em 1995. Um sensor no garfo sabe quando você levou comida à boca. Isso gera um sinal vermelho. Após um período, a luz fica verde e libera você para mais uma garfada. Bom apetite!

JAULA DO BEBÊ

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Patenteado em 1998, esse invento é para pais que não abrem mão de dormir com os seus filhos de vez em quando, mas morrem de medo de rolarem para cima da criança. A estrutira curva da jaula do bebê é resistente ao ponto de aguentar o peso de um adulto.

BOTAS PARA A PRAIA

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Há botas para fazer trilhas, para escalar, para esquiar, então, por que não para ir à praia? Afinal, caminhar na areia com sapatos é difícil e cansativo. Patenteadas em 1998, essas botas querem tornar a sua vida mais fácil ao aplicar um sistema de rolamento na sola acionado por um mini-motor. Um movimento é acionado pelo apertar de um botão no dedão.

BICICLETA VOADORA

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Que bicicletas elétricas que nada! A solução para a locomoção em grandes centros urbanos é a bicicleta voadora. As asas infladas por gás a lavantam do chão e o ventilador movido por pedaladas dá a direção. O inventor ainda sugere que, quando você cansar, dá para acoplar um pequeno foguete. O mais impressionante é que a invenção não foi patenteada no início do século passado, mas em 2003.

LAVA-RÁPIDO HUMANO

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As pessoas precisam tomar banhos. Por que não acelerar o processo e permitir duchas em massa com o lava-rápido humano, criando em 1969a após a Guerra Fria para ajudar a higienizar multidões após uma bomba atômica. Para não cair ou escorregar, as pessoas fica presa a cordas e só precisa ficar de pé enquanto o cinto a move de estação em estação.

CASQUINHA MOTORIZADA

motorized_ice_cream_cone_pix_1Até mesmo o ato de tomar sorvete pode ser modernizado segundo esse inventor. A casquinha motorizada é acionada por um botão e começa a rotacionar. Basta botar a língua para fora para se refrescar. Mas o criador desse invento, que data de 1999, quer mais. Ele diz que você pode aproveitar para esculpir o sorvete com a língua. Pura arte!

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http://colunas.revistaepocanegocios.globo.com/tecneira/2010/03/23/as-invencoes-mais-absurdas-de-todos-os-tempos/

Dupla de brasileiros desenvolve um carregador portátil abastecido pelo joelho

Ainda são raros – se não inexistentes – os smartphones com baterias que aguentam um dia inteiro de uso intenso. Por isso, não é tão incomum ver alguém “preso” à tomada, usando o celular enquanto o dispositivo recupera a carga. Para fugir dessa “prisão”, alguns usuários já recorrem aos carregadores portáteis. Outros, por sua vez, preferem pensar em métodos diferentes para solucionar esse problema, como foi o caso dos primos Rodrigo Sampaio e Carlos Eduardo Dias.

Os dois cariocas são responsáveis por criar o que batizaram de Projeto Ônix, um carregador de celulares movido a joelho. Ou melhor, abastecido pela energia cinética gerada pelo movimento de “ida e volta” que a articulação faz quando se dobra, durante uma caminhada ou uma corrida, como explicou Sampaio em conversa com INFO.

“A ideia surgiu justamente desse pensamento de não ficar preso à tomada”, disse o jovem de 20 anos, técnico em mecatrônica e futuro estudante de engenharia. Seu primo Dias, por sua vez, é quatro anos mais novo e estuda em um curso técnico de eletrônica.

Hoje em seu quarto protótipo, o projeto consiste de uma espécie de armadura, de um gerador e de um power bank, um nome um pouco mais moderno para as baterias externas. E o funcionamento é simples: o suporte ajustável mantém a usina portátil presa ao joelho, de forma que ela consegue aproveitar o movimento da articulação para gerar energia cinética e abastecer a bateria. Em resumo, o gadget transforma a parte do corpo em fonte e tomada.

Foto por: Divulgação / Rodrigo Sampaio

A articulação do meio da perna não é a única que pode ser usada para gerar energia. Ela é a mais eficiente nisso por se dobrar com mais frequência, mas Sampaio ressalta que, se o usuário quiser, pode acoplar o Ônix no cotovelo, por exemplo. Assim, é possível recarregar o celular durante um exercício de levantamento de peso ou algo semelhante.

A bateria que faz parte do projeto é capaz de armazenar até 9 000 mAh, o que, em teoria e desconsiderando a tradicional perda de energia, é suficiente para recarregar a maioria dos smartphones atuais três vezes. Essa carga toda é alcançada com duas horas e meia a três horas de caminhada, mas quinze minutos de um passeio já são suficientes para ao menos trazer o aparelho de volta à vida. Bem útil em emergências.

Sampaio explicou que o Ônix ainda precisa de alguns ajustes, e a ideia é buscar investidores para levar o projeto adiante e colocá-lo no mercado. Se a dupla receber algum dinheiro já neste ano, o plano é lançar o dispositivo em 2016.

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http://info.abril.com.br/noticias/tecnologia-pessoal/2015/07/dupla-de-brasileiros-desenvolve-um-carregador-abastecido-pelo-joelho.shtml

As invenções mais peculiares que nunca ganharam vida

Uma coleção de patentes históricas que nunca viram a luz do dia foi agora disponibilizada online. Os aspirantes a inventores do século XX previram, por exemplo, que as galinhas usariam proteção nos olhos contra as bicadas de outras galinhas.

Várias patentes elaboradas e criativas entregues ao Gabinete de Patentes e Marcas dos EUA entre 1871 e 1933 foram agora disponibilizadas publicamente pela Science Photo Library.

As propriedades intelectuais em causa atingem todas as áreas da sociedade do século XX, desde um dispositivo desenhado para lavar a jato os seios das mulheres, a um fato de banho de cortiça que permitira flutuar na água.

Os criadores mais cautelosos projetaram muitas estruturas para enganar a morte, incluindo uma máscara de fumo que permitiria às pessoas sobreviverem dentro de um edifício cheio de fumo. Na lista também está um paraquedas preso à cabeça do utilizador e sapatos de borracha para amortecer a aterragem em caso de emergência.

E em caso de a pessoa ter sido enterrada viva, foi registada uma ideia para um dispositivo que servia para alertar caso uma pessoa fosse enterrada.

Mas muitas outras patentes peculiares foram agora disponibilizadas, como um garfo desenhado para agarrar os alimentos mais difíceis e um submarino desenhado para se conseguir mover sobre rodas no fundo do mar.

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A Origem dos Inventos – Kevlar

A vida das pessoas é repleta de objetos cobertos ou construídos com Kevlar: de coletes à prova de balas até pneus e cadarços, uma lista inesgotável de objetos é revestida ou fabricada com a fórmula [-CO-C6H4-CO-NH-C6H4-NH-]n. Mas quando foi inventado, há exatos 50 anos, o material não parecia ter um futuro tão promissor. Na verdade, ele quase foi para o lixo.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a equipe de pesquisa e desenvolvimento da DuPont começou a desenvolver materiais para novas versões de diferentes equipamentos antecipando uma possível crise mundial no fornecimento de materiais como metais e borracha.

Um desses objetos foi o capacete usado pelos soldados do Exército americano. As Forças Armadas queriam substituir o velho, pesado e desconfortável capacete de ferro por algo mais leve e, obviamente, seguro. A missão da equipe de pesquisa da DuPont era criar uma espécie de teia de aranha sintética: um material extremamente leve e muito resistente.

Em 1965, a cientista Stephanie Kwolek se deparou com uma fibra inédita enquanto testava algumas aplicações químicas para polímeros. A pesquisadora percebeu que havia encontrado cadeias de moléculas extremamente resistentes, chamadas de polímeros líquidos cristalinos. O problema era que eles se quebravam com muita facilidade. Mas Kwolek sabia que havia encontrado algo diferente ali.

Foto por: Divulgação

Depois de muita pesquisa, Kwolek desenvolveu um solvente capaz de estabilizar as longas cadeias de carbono. Mas o material final era uma solução opaca e sem viscosidade, com a consistência de um leite e que geralmente era jogada no lixo após as experiências.

Mas a cientista convenceu o técnico que a acompanhava a testar as propriedades daquela maçaroca: descobriu-se que o “erro” era uma fibra mais leve do que o aço, mas cinco vezes mais forte do que o metal.

Em 1971, um militar chamado Nick Montanarelli ouviu falar sobre a fibra ultrarresistente que o Exército estava testando em pneus, o Kevlar. Ele ligou para Lester Shubin, diretor do Instituto Nacional de Justiça e sugeriu usar esse novo material em coletes e roupas. Para testar sua teoria, revestiu uma lista telefônica em Kevlar e deu alguns disparos com um revólver. As balas ricochetearam.

O Instituto Nacional de Justiça decidiu saber se o impacto causava algum trauma no corpo, mesmo com as balas não atravessando o material. O teste foi feito com cabras, já que cadaveres e bonecos não serviam por não terem órgãos que pudessem ser impactados. Em 1978, os Exército dos Estados Unidos encomendou a DuPont jaquetas e capacetes revestidos por Kevlar.

Cinquenta anos depois de ser inventado, o material está presente desde solas de sapato até no robô Curiosity, que atualmente investiga o planeta Marte. Felizmente, Kwolek viveu para ver sua invenção dominar o mundo. A cientista morreu aos 90 anos, em junho do ano passado.

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http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/2015/05/nascido-a-partir-de-um-erro-kevlar-completa-50-anos.shtml

10 avanços tecnológicos que serão rotina em 2025

1- Sem escassez de comida – O mundo terá plantas geneticamente modificadas para resistir a pragas. E a tecnologia LED vai emitir ondas específicas diretamente para receptores ligados ao DNA das plantas. Resultado: cultivo e crescimento mais rápidos.

 

 

2- Miniaviões elétricos – Avanços nas tecnologias de armazenamento de hidrogênio e das baterias de íon-lítio vão tornar acessíveis os meios de transporte elétricos, entre eles pequenos aviões para distâncias curtas, feitos de novos materiais bem leves.

 

 

3- Mapeamento genético – Por meio de microssondas, os recém-nascidos passarão por um “reconhecimento” genético que continuará pela vida afora, periodicamente, para detectar alterações e prevenir doenças.

 

 

4- Energia solar – Em 2025 o sol será a fonte de energia mais usada no mundo. Com células fotovoltaicas mais eficientes do que as atuais e a difusão dos coletores térmicos, a energia solar vai aquecer água e ambientes e fazer funcionar aparelhos em casa e no trabalho.

 

 

5- Combate ao diabetes – O estudo do genoma humano vai abrir caminho para a modificação dos genes que causam o diabetes tipo 1, que ataca na infância. Graças a essa capacidade de prevenção, será o fim das injeções diárias de insulina.

 

 

6- Tudo conectado – A combinação de semicondutores mais eficientes, supercapacitores de grafeno, redes de antenas de serviço e tecnologia 5G transformará a internet das coisas em realidade onipresente: a comunicação sem fio estará por toda parte, conectando tudo.

 

 

7- Prevenção da demência – Os casos da doença neurodegenerativa que atinge os idosos crescem atualmente, mas em 2025 o estudo das mutações genéticas e melhores métodos de prevenção vão resultar em diagnósticos precoces e menos pessoas sofrendo desse mal.

 

 

8- Fim do lixo plástico – As embalagens do futuro deverão vir das plantas. Serão feitas de celulose processada com nanotecnologia, resultando num material translúcido e resistente que fará do plástico, derivado de petróleo e não-biodegradável, coisa do passado.

 

 

9- Medicamentos precisos – O tratamento de saúde caminha para a personalização. Os remédios vão se aderir a proteínas específicas e agir com o auxílio de anticorpos. O conhecimento maior sobre mutações genéticas deverá trazer tratamento direcionado para vários tipos de câncer.

 

 

10- Teletransporte – Não teremos ainda o teletransporte da ficção científica. Mas teremos avançado no teletransporte quântico – uma técnica de transmitir informações entre dois átomos ou fótons instantaneamente.

 

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http://www.producaonobrasil.com/noticia/501-10-avancos-tecnologicos-que-serao-rotina-em-2025

A história do carro em 50 objetos

Cerca de cinco mil peças, em um modelo popular básico, até dez mil componentes, no caso de um mais sofisticado, são agrupados para formar o carro que você dirige no dia a dia, segundo Nilton Monteiro, diretor executivo da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA). Esses números já foram bem menores, apenas um dos indícios que revelam a evolução da carroça sem cavalos para os automóveis atuais. Uma história fascinante que contamos aqui por meio de 50 objetos.

Não há data exata na história do automóvel que se possa definir como sua invenção. Os primeiros carros surgiram de sucessivas aproximações e adaptações tecnológicas que foram se desenvolvendo em torno de um objetivo comum: viajar rápido, com comodidade, mínimo de esforço e o máximo de segurança.

 

A roda com eixo foi criada há 5.500 anos na Mesopotâmia, Oriente Médio, a partir de duas ideias: o torno de cerâmica que ajudou a acelerar o trabalho do oleiro e o trenó, barras de madeira ou trilhos paralelos usados para transportar cargas pesadas. Foi só unir um par de rodas, um eixo fixo e um pouco de criatividade para que a combinação começasse a carregar pessoas, objetos, carroça, carruagem e… o carro.

 

1. Carro (3500 A.C.)
As fontes mais antigas de objetos que remetem ao carro são tábuas da Mesopotâmia de 6 mil anos, mas as datas não são exatas. Há evidências de veículos com rodas na Europa e ilustrações de carroças em um jarro de Bronocice, na Polônia. Arqueólogos debatem se veículos com rodas teriam se desenvolvido em vários lugares ao mesmo tempo ou se a tecnologia difundiu-se rapidamente.


2. Veículo a vapor (Foto: Autoesporte)

2. Veículo a vapor (1789)
Não é certo que Nicolas-Joseph Cugnot tenha o primeiro na história a converter o movimento de um pistão em movimento rotativo, mas se atribui ao francês a criação do motor a vapor de veículos capazes de transportar humanos.


3. Carro Elétrico (Foto: Autoesporte)

3. Carro elétrico (1842)
O escocês Robert Anderson criou a primeira carruagem elétrica, possivelmente em 1834. Por volta de 1842, veículos elétricos mais práticos chegaram às estradas pelas mãos de Thomas Davenport, dos EUA, e do escocês Robert Davidson. Em 1900, carros eram movidos por motores de combustão interna, eletricidade e vapor. Táxis elétricos dominaram as grandes cidades dos EUA por muitos anos.


4. Motor de quatro tempos (Foto: Autoesporte)

4. Motor de quatro tempos (1876)
Um dos maiores avanços na motorização dos veículos foi o motor de combustão interna de quatro tempos. O alemão Nikolaus Otto partiu do motor dois tempos de Lenoir, então usado em pequenos aparelhos como cortadores de grama e serras.


5. Automóvel (1886)
Quando o engenheiro alemão Karls Benz dirigiu um triciclo motorizado em 1885 e seus colegas Gottlieb Daimler e Wilhelm Maybach transformaram uma carruagem puxada a cavalos em automóvel de quatro rodas em agosto de 1886, não tinham ideia dos efeitos da invenção. Os carros funcionais começaram a ser vendidos em 1889.


6. Vidro (Foto: Autoesporte)

6. Vidro (2500 A.C.)
A mistura de areia sílica, óxido de cálcio, óxido de sódio e magnésio, derretidos em fornalha a 1.500°C, resultou algo inovador no Oriente Médio. A maioria das fornalhas primitivas não produzia calor suficiente para derreter totalmente o vidro, que se tornou item de luxo para poucos. O cenário mudou um século depois, coma descoberta do soprador de vidro.


7. Embreagem (Foto: Autoesporte)

7. Embreagem (1889)
A maioria dos historiadores concorda que a embreagem surgiu na Alemanha na década de 1880, mas alguns atribuem a invenção a Gottlieb Daimler e Wilhelm Maybach. Sem ela, as rodas continuariam girando enquanto o motor estivesse ligado. Para que o carro possa parar sem “morrer”, rodas e motor devem estar separados pela embreagem. Ela ainda permite que a força seja transferida às rodas gradualmente, proporcionando partidas suaves e facilitando a troca de marchas.


8. O sistema de marchas (Foto: Autoesporte)

8. Sistema de marchas (1889)
Karl Benz foi o primeiro a adotar uma segunda marcha e ainda inventou a caixa de marchas para passar de uma para outra. Sua necessidade provém das especificidades do motor, que tem uma estreita faixa de rotações em que potência e torque atingem o máximo. As marchas permitem que o carro acelere ou desacelere como motor operando na faixa de giro ótima.


9. Acelerador (Foto: Autoesporte)

9. Acelerador (1890)
Outra criação de Karl Benz, o acelerador controla o fluxo da mistura ar/combustível para o motor, determinando a potência e, consequentemente, a performance do veículo.


10. Bateria (Foto: Autoesporte)

10. Bateria (1799)
Surgiu quando Alessandro Volta inventou uma pilha com discos que produziam corrente elétrica ao ser conectados por um fio. Há dois dispositivos básicos de conversão de energia química em elétrica. As baterias primárias, não recarregáveis, em que a eletricidade deixa de ser produzida quando os produtos químicos se esgotam, e as secundárias, que podem ser recarregadas.


11. Ignição (Foto: Autoesporte)

11. Ignição (1890)
Com a tensão multiplicada na passagem por uma bobina, a corrente elétrica da bateria chega à vela de ignição, que inflama a mistura ar-combustível nas câmaras de combustão do motor.
Mais uma inovação concebida pelo alemão Karl Benz.


12. Carburador (Foto: Autoesporte)

12. Carburador (1893)
Ao passar por uma florista soprando água sobre flores através de um tubo de vidro, em Budapeste, os engenheiros húngaros Donát Bánki e János Csonka conceberam um dispositivo similar para o carro. Nascia o carburador, que borrifa quantidade regulada de combustível no ar, que é então aspirado para dentro dos cilindros do motor, onde ocorre a combustão.


13. Pneu (Foto: Autoesporte)

13. Pneu (1845)
Aos 23 anos, o escocês Robert William Thomson patenteou a “roda aérea”, hoje conhecida como pneu: um cinturão oco de borracha indiana que podia ser inflado com um “recheio de ar” entre o veículo e o chão, ferrovia ou trilho. Mas na ocasião não havia carros (nem bicicletas) para usar pneus. A invenção só tinha uso em poucas carruagens tracionadas a cavalo ou vapor. Foram necessários 50 anos para que John Boyd Dunlop redescobrisse a ideia e criasse uma marca mundial de pneus.


14. Volante (Foto: Autoesporte)

14. Volante (1899)
Alexander Winton vinha tentando substituir a cana de direção, que tornava difícil e cansativa a condução, por um sistema inspirado na bicicleta. Projetou um guidão circular com barra que descia até uma caixa, ligada, por sua vez, às rodas. Às vésperas da corrida de Grosse Pointe (região de Detroit, EUA), em 1901, Henry Ford recebeu de Winton um conjunto completo do novo sistema, e derrotou o próprio inventor, favorito para vencer a prova.


15. Motor diesel (Foto: Autoesporte)

15. Motor diesel (1895)
Nascido em Paris, França, o alemão Rudolf Diesel criou um motor de combustão interna com ignição por compressão. Ou seja, um motor sem carburador ou velas, que injeta óleo combustível diretamente no cilindro, onde o pistão comprime a mistura até o aquecimento e combustão, dispensando a centelha da vela. Sua ideia era usar óleos vegetais, mas a disponibilidade de petróleo impôs o combustível que acabou levando seu nome, assim como o motor de mecânica simples e robusta.


16. Freio a tambor (Foto: Autoesporte)

16. Freio a tambor (1902)
Invenção do engenheiro francês Louis Renault. Trabalha de modo parecido com o da bicicleta: sapatas são pressionadas contra a superfície interna do tambor, e o atrito resulta em desaceleração e imobilização das rodas e, consequentemente, do veículo.


17. Freio a disco (Foto: Autoesporte)

17. Freio a disco (1902)
O moderno sistema de frenagem foi patenteado em 1902 pelo britânico Frederick William Lanchester, que partiu dos freios a disco então existentes para aperfeiçoar radicalmente o projeto.


18. Vela de Ignição (Foto: Autoesporte)

18. Vela de ignição (1902)
O sistema de ignição dos automóveis já estava disponível há algum tempo, mas não era eficiente. A criação de uma solução técnica confiável, pelo alemão Gottlob Honold, foi descrita por Karl Benz como “o problema dos problemas”.


19. Transmissão automática (Foto: Autoesporte)

19. Transmissão automática (1904)
O ousado sistema desenvolvido pelos irmãos Sturtvenat, dos EUA, abriu caminho para os modernos carros automáticos. As várias tentativas fracassadas, com altos custos, pouca confiabilidade e falta de demanda, retardaram a popularização do câmbio automático por décadas.


20. Correia dentada (Foto: Autoesporte)

20. Correia dentada (1094)
Já existiam outras correias de transmissão, mas nenhuma com tanta precisão como a do chinês Su Songa. Ela foi criada para fazer funcionar um relógio de torre, servindo como transmissor de uma roda de água. Dali a correia dentada foi para bicicletas e outros veículos.


21. Eixo de transmissão (Foto: Autoesporte)

21. Eixo de transmissão (1206)
O islâmico Al-Jazari queria construir um dispositivo que transformaria o movimento giratório em linear, e criou o eixo de transmissão. Consiste em um cabo com lóbulos circulares presos às extremidades, que giram com o próprio cabo. Muito utilizado na Idade Média em moinhos de vento, atualmente o equipamento é mais conhecido como parte fundamental dos carros de tração traseira.


22. Motor a ar comprimido (Foto: Autoesporte)

22. Motor a ar comprimido (1712)
Os ingleses Thomas Newcomen e John Cally partiram da máquina de Thomas Savery para fazer o que passou para a história como o primeiro motor atmosférico. O engenho permitia que o vapor se condensasse dentro de um cilindro resfriado a água, e o vácuo produzido pela condensação servia para pressionar o pistão. Décadas depois, o escocês James Watt aperfeiçoou o invento.


23. Semáfaro (Foto: Autoesporte)

23. Semáforo (1794)
O engenheiro francês Claude Chappe inventou um sistema de sinalização visual rápido e de longo alcance. Na época, o equipamento era usado para estratégia de comunicação durante as batalhas, transmitindo informações por meio ótico, como avisar que o exército inimigo se aproximava. Setenta e dois anos depois, o semáforo estreou no trânsito, em Londres, por iniciativa do engenheiro ferroviário J.P. Knight.


24. Velocímetro (Foto: Autoesporte)

24. Velocímetro (1888)
O professor croata Josip Belusic inventou o equipamento elétrico que permite medir a velocidade de veículos. Atualmente, o velocímetro está presente em todos os automóveis. Por muito tempo, o instrumento foi exclusivamente analógico, mas hoje há modelos digitais de alta precisão.


25. Suspensão (Foto: Autoesporte)

25. Suspensão
O conceito de feixe de molas já era usado pelos romanos, na Antiguidade, no Pilentum,um veículo de duas rodas. No século 18, carruagens na França começaram a usar uma lâmina de aço, evoluída para o feixe pelo inglês Obadiah Elliotem1804. A meta de oferecer estabilidade ao veículo e conforto aos ocupantes avançouem1930, quando o engenheiro Earle Steele MacPherson (EUA) desenvolveu o conjunto leve e compacto de mola e amortecedor. Com uso da eletrônica, as suspensões estão cada vez mais sofisticadas.


26. Bateria de carro elétrico (Foto: Autoesporte)

26. Bateria de carro elétrico (1891)
O escocês William Morrison construiu um veículo para demonstrar sua nova bateria, que tinha 24 células, metade do peso do carro e autonomia de 13 horas. Em meados de 1930, a eletricidade foi substituída pela gasolina. A bateria é necessária para a partida e o sistema elétrico, mas volta a ser considerada como alternativa de mobilidade.


27. Limpador (Foto: Autoesporte)

27. Limpador (1903)
Mary Anderson resolveu um problema dos bondinhos do início do século 20: em Nova York (EUA), era impossível conduzir sob neve. A norte-americana pensou em um braço móvel com uma lâmina de borracha que poderia ser acionado de dentro do veículo. Quando tentou vender sua invenção, em1905, ninguém se interessou.


28. Sinalização (Foto: Autoesporte)

28. Sinalização (1914)
Para acabar com os acidentes entre carros e carroças, Garret Morgan, dos EUA, projetou um sistema de controle de tráfego em “T” com três braços e sinais “STOP” e “GO” acionados à mão. A invenção foi um sucesso.


29. Turbocompressor (Foto: Autoesporte)

29. Turbocompressor (1905)
O engenheiro suíço Alfred Buchi percebeu que uma turbina que reutilizasse os gases do escapamento poderia recuperar a energia perdida, tornando o ciclo da combustão mais eficiente. O conceito tem sido de grande apoio na redução do tamanho dos motores, o downsizing.


30. Setas de direção (Foto: Autoesporte)

30. Setas de direção (1907)
Hoje os indicadores elétricos de mudança de direção, ou seta, são indispensáveis e padrão nos automóveis. Antes de sua invenção os motoristas tinham de pôr o braço para fora da janela para indicar as manobras.


31. Injeção de combustível (Foto: Autoesporte)

31. Injeção de combustível (1910)
Adams-Farwell, fabricante dos EUA, investiu no sistema que décadas mais tarde praticamente aposentou o carburador. A evolução da eletrônica, as exigências de baixo consumo e redução de emissões resultam no aperfeiçoamento constante da maneira de o combustível chegar ao motor.


32. Motor de arranque (Foto: Autoesporte)

32. Motor de arranque (1911)
Antes de sua invenção, as pessoas tinham de fazer muita força para mover a manivela de ignição até o motor pegar. Na operação, não raro o motor provocava um “coice” da manivela, ferindo ou até matando a pessoa. A solução chegou por encomenda da Cadillac à Dayton Engineering Laboratories (Delco).


33. Retrovisor  (Foto: Autoesporte)

33. Retrovisor (1911)
Nas primeiras corridas de Indianápolis (EUA), quem fazia o papel dos retrovisores eram os mecânicos que andavam ao lado do piloto. Foi então que o norte-americano Ray Harroun entrou para a história ao vencer a primeira edição da Indy 500,em1911. A técnica que Harroun usou foi simples: substituiu o pesado copiloto por espelhos retrovisores. Hoje, o retrovisor é item indispensável em qualquer carro.


34. Direção hidráulica  (Foto: Autoesporte)

34. Direção hidráulica (1923)
Desenvolvida para reduzir o esforço necessário para dirigir o carro e virar suas rodas, estreou no mercado no modelo Imperial, da Chrysler, em 1951, com nome “Hydraguide”.’


35. Amortecedor (Foto: Autoesporte)

35. Amortecedor (1926)
Quando o carro surgiu, a fixação dos eixos diretamente na carroceria tornava o rodar muito desconfortável. O amortecedor foi criado com a função de juntar as estruturas do automóvel e trazer mais conforto e estabilidade, controlando a suspensão. Hoje ele pode ser convencional, pressurizado ou eletrônico.


36. Freios ABS (Foto: Autoesporte)

36. Freios ABS (1929)
O sistema de antibloqueio foi projetado pelo francês Gabriel Voisin para evitar que aviões guinassem durante o pouso, e foi instalado pela primeira vez em 1920. Após décadas de uso limitado em veículos, estreou com sucesso crescente no Mercedes S em 1978.


37. Câmbio sincronizado (Foto: Autoesporte)

37. Câmbio sincronizado (1929)
Trocar de marcha hoje parece natural, mas no começo do automóvel, era uma operação delicada e de muita técnica e prática. O câmbio sincronizado introduzido pela Cadillac foi uma revolução para os motoristas, que sofriam para engatar uma marcha mais alta e mais ainda para reduzir.


38. Radar anticolisão (Foto: Autoesporte)

38. Radar anticolisão (1935)
O físico escocês Watson-Watt, a pedido do governo britânico, desenvolveu o radar, muito usado na Segunda Guerra para detectar inimigos próximos e monitorar a movimentação de objetos. Com a evolução, surgiu o radar anticolisão, próprio para veículos a motor, como aviões e navios. Hoje, alguns carros contam com o equipamento como grande aliado contra acidentes.


39. Controlador de velocidade (Foto: Autoesporte)

39. Controlador de velocidade (1945)
O engenheiro Ralph Teetor, dos EUA, inspirou-se a criar o controle automático de velocidade ao pegar carona com seu advogado. O motorista tinha o hábito de reduzir a velocidade enquanto falava, e acelerar quando ouvia. Os trancos incomodaram tanto Teetor que ele se determinou a inventar o novo recurso. Em tempo: Teetor era cego desde os 5 anos de idade.


40. Pneu Radial (Foto: Autoesporte)

40. Pneu Radial (1946)
Os primeiros fabricantes recorreram à borracha pela durabilidade e amortecimento. Inicialmente de material sólido, eram duros e adotaram ar nas bicicletas no início do século XX. O pneu radial sem câmara só veio nos anos 40 pela Michelin.


41. Hodômetro (Foto: Autoesporte)

41. Hodômetro (27 a.C.)
Para contar as milhas rodadas, o engenheiro romano Vitrúvio criou um dispositivo semelhante a um carrinho de mão, que deixava cair um seixo em um recipiente a cada volta da roda. Era importante na estrada para medir distâncias. Nos primeiros carros, os hodômetros foram acoplados a uma das rodas. Hoje, equipamentos digitais podem registrar até 999.999 quilômetros rodados.


42. Feixe de molas (Foto: Autoesporte)

42. Feixe de molas (1804)
O londrino Obadiah Elliot inventou o feixe de molas depois de empilhar placas de aço, uma sobre as outras, prendê-las e colocá-las na extremidade de uma carruagem. Componente essencial no suporte de veículos pesados até dos dias de hoje, o projeto é composto por várias camadas de aço sobrepostas em forma de um arco, com um eixo central e as extremidades presas ao veículo.


43. Boneco de teste (Foto: Autoesporte)

43. Boneco de teste (1949)
Também conhecido como crash test dummy, o boneco de teste foi criado pelo norte-americano Samuel Alderson, a pedido da Força Aérea dos EUA. Antes os testes eram feitos com cadáveres humanos, porém, era impossível usar um corpo mais de uma vez e obter um resultado preciso. Hoje, o dummy é importantíssimo na indústria automobilística para testar a segurança.


44. Cinto de segurança de três pontas (Foto: Autoesporte)

44. Cinto de segurança de três pontas (1959)
Nils Bohlin, sueco que trabalhava para a Volvo, foi responsável pela invenção do recurso mais eficiente de retenção em caso de acidente, de uso obrigatório na maioria dos países. Ele buscava uma alternativa simples e confortável, capaz de proteger a parte superior e inferior do corpo. A solução de três pontas permitiu aos ocupantes afivelar os cintos com uma das mãos, usando-o sobre o peito e o colo, coma fivela próxima ao quadril.


45. Airbag (Foto: Autoesporte)

45. Airbag (1952)
Ex-engenheiro da Marinha dos EUA, John Hetrick dirigia com a esposa e a filha no banco da frente quando teve de, bruscamente, desviar de um obstáculo e frear. Instintivamente, o casal elevou o braço para proteger a criança. Dali ele teve a ideia de criar uma bolsa inflável.


46. Bafômetro (Foto: Autoesporte)

46. Bafômetro (1954)
Robert Borkenstein, policial do estado de Indiana, nos EUA, inventou o bafômetro, aparelho portátil que fornece provas científicas de embriaguez e utilizado com alta frequência no Brasil. Se a pessoa bebeu, um pouco do álcool evapora, o que é indicado pelo dispositivo. Em nosso país, por causa da lei seca, a multa para quem não passa no teste do bafômetro é de elevados R$ 1.915.


47. Radar fotográfico de velocidade (Foto: Autoesporte)

47. Radar fotográfico de velocidade (1955)
Ironicamente foi um piloto holandês de rali, Maurits Gatsonides, quem inventou o radar fotográfico. O competidor fez sucesso na década de 1950, quando desenvolveu o aparelho para medir a velocidade enquanto tentava melhorar sua marca.


48. Veículo híbrido (Foto: Autoesporte)

48. Veículo híbrido (1974)
As principais vantagens de um carro híbrido são a redução na emissão de dióxido de carbono e a economia de combustível. Os níveis atuais de poluição do ar e a perspectiva futura de escassez de petróleo são dois estímulos para o desenvolvimento de veículos que combinem motores a gasolina, etanol ou diesel com eletricidade. No fim da década de 1990, Toyota e Honda produziam veículos híbridos, que combinavam motores de combustão interna e baterias.


49. Carro autônomo (Foto: Autoesporte)

49. Carro autônomo (1986)
O primeiro veículo sem motorista foi criado pelo professor alemão Ernst Dieter Dickmanns e sua equipe. O projeto envolveu uma van com várias câmeras e sensores que captavam e transmitiam as imagens obtidas a um computador que controlava volante, acelerador e freio. Hoje em dia, um carro pode rodar até 160 km sem nenhuma assistência humana, além de alcançar altas velocidades.


50. GPS (Foto: Autoesporte)

50. GPS (1993)
O sistema de posicionamento global foi desenvolvido nos EUA para rastrear alvos, localizar posições em territórios desconhecidos e planejar mísseis. O sistema foi aprimorado e atualmente até os telefones celulares são equipados com navegadores GPS. No mundo civil, o equipamento é utilizado para navegação de automóveis e embarcações, equipamento quase indispensável nos novos carros, mesmo nos chamados populares.

fonte

http://www.producaonobrasil.com/noticia/528-a-historia-do-carro-em-50-objetos

Com novo investimento, maior aeronave do mundo está próxima de ser concluída

hybrid

Inflada com hélio, a Airlander 10 pode flutuar por dias sem gastar combustível

O Airlander 10, considerada a maior aeronave do mundo, recebeu nesta semana um novo investimento, que aproxima o projeto de sua conclusão.

Os fabricantes do balão, a Hybrid Air Vehicles, ganhou uma bolsa de 2,5 milhões de euros de um fundo da União Europeia que apoia iniciativas de transporte verde.

A quantia se soma aos 3,4 milhões de libras recebidos do governo do Reino Unido no começo do ano. Nos próximos meses, a empresa espera receber outros 2 milhões de libras por meio da plataforma de financiamento coletivo Crowdcube.

A Airlander 10 tem 92 metros de comprimento, quase o tamanho de um campo de futebol oficial. Uma espécie de híbrido de dirigível, avião e helicóptero, os primeiros voos testes da aeronave devem ser feitos até o final do ano.

A principal vantagem da Airlander 10 em relação a um avião convencional é o fato de ela ser inflada com hélio. Com isso, pode ficar flutuando durante dias, sem gastar muito combustível. O problema é a velocidade. O máximo atingido pelo Airlander 10 é 160 km/h.

Quando ela se move, utiliza apenas um terço do combustível de aeronaves comuns e sua capacidade de planador permite que pouse em qualquer lugar, até mesmo na água.

A Airlander 10 também possui uma das mais baixas emissões de carbono de qualquer aeronave do planeta e é capaz de carregar 50 toneladas de carga por até 2 500 quilômetros.

A aeronave foi desenvolvida originalmente para missões de vigilância das forças armadas dos Estados Unidos. Mas, quando cortes no orçamento ameaçaram a conclusão do projeto, a Hybrid Air Vehicles comprou o protótipo de volta.

Agora, a Airlander 10 tem objetivos meramente comerciais, incluindo entrega de cargas, distribuição de mantimentos em lugares remotos, propaganda, vigilância, comunicações e transporte de luxo de passageiros.

fonte

http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/2015/04/com-novo-investimento-maior-aeronave-do-mundo-esta-proxima-de-ser-concluida.shtml

Audi cria diesel utilizando apenas água e ar

A montadora alemã Audi afirma ter criado o “combustível do futuro”, feito a partir de água, dióxido de carbono e fontes renováveis de energia. Ao contrário do diesel convencional, o chamado “e-diesel” não contém enxofre ou outros poluentes, além de ter uma eficiência energética de cerca de 70%. O combustível foi criado pela startup alemã Sunfire, parceira da Audi na criação de tecnologias limpas para os carros da marca, em uma fábrica em Dresden.

A criação do combustível, chamado de “azul cru” pela Audi, exige o aquecimento de uma quantidade de água até 800 ºC, gerando um processo de eletrólise (conversão de energia elétrica em energia química) que separa o hidrogênio do oxigênio.

O hidrogênio que resulta do processo de eletrólise reage com o CO2 em reatores criados espeficicamente para síntese de produtos químicos, em processos que mais uma vez acontecem em alta pressão e temperatura. O produto da reação é um líquido composto de hidrocarbonetos de cadeias longas, conhecido como “azul cru”.

Foto por: Divulgação/Audi

O combustível sintético possui eficiência energética de 70%, quase o dobro do diesel convencional

Até mesmo o processo para gerar o combustível é ecologicamente correto. A eletricidade usada para aquecer a água é gerada por turbinas eólicas e o CO2 é capturado diretamente do ambiente, retirando o gás causador do efeito estufa da atmosfera.

O combustível sintético criado, livre de enxofre e hidrocarbonetos aromáticos (como benzeno, por exemplo), pode ser misturado com o diesel convencional ou até mesmo ser usado como combustível, de forma independente. A Sunfire estima que o preço de mercado do diesel sintético custe entre 1 e 1,5 euro por litro (4,7 reais), um pouco mais caro do que o diesel comum na Europa, mas com eficiência muito maior do que a gasolina (20%) e o diesel (45%).

fonte

http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/2015/04/audi-cria-diesel-ecologico-utilizando-apenas-agua-e-co2.shtml