Como surgiu a montanha-russa?

Foi mesmo na Rússia, como diz o nome. A diversão teria começado no século 15, em montanhas de verdade que formavam gigantescas rampas cobertas de neve. O pessoal subia até o alto para deslizar encosta abaixo sentado sobre blocos de gelo recobertos de palha. O sistema de freios era rudimentar: nos últimos metros, jogava-se areia na pista para reduzir a velocidade dos “carrinhos”.

Não demorou para que os blocos de gelo fossem substituídos por trenós, que atingiam velocidades maiores. Em 1784, em São Petersburgo, ainda na Rússia dos czares, foi construído o primeiro trenzinho específico para esse fim. Em 1827, foi a vez de os Estados Unidos abrirem a sua primeira montanha-russa, adaptando os trilhos de uma mina de carvão para um passeio que durava mais de duas horas. O sistema de freio era manual e podia ser acionado pelos passageiros. A partir daí, o século 19 viveu a febre da montanha-russa, com variadas adaptações.

Em vez de descidas radicais, os trenzinhos passeavam por túneis com cenários especialmente montados – nasciam atrações universais dos parques de diversões, como o túnel do amor e o trem fantasma. Em 1846, os franceses inauguraram o looping (trecho em que os trilhos fazem um círculo completo, deixando os passageiros de cabeça para baixo). Mas a montanha-russa como a conhecemos hoje só surgiu em 1884, nos Estados Unidos. Foi também nesse país, em 1959, que surgiu o modelo em tubos de aço, material que permitiu montanhas cada vez mais assustadoras. Há carrinhos que passam dos 160 km/h e algumas quedas superiores a 100 metros.

História vertiginosa
Origem da montanha-russa tem mais de cinco séculos

SÉCULO 15 – PASSEIO GELADO A diversão de descer encostas nevadas usando blocos de gelo como “trenós” surge na Rússia. Pouco depois, aparecem as rampas de madeira, também cobertas de neve, para imitar as montanhas. Alguns desses tobogãs chegam a 20 m de altura

1784 – RODAS E TRILHOS Surge a primeira montanha-russa com carrinho de rodas, também na Rússia. Em 1827, os americanos ganham a sua primeira versão, a Mauch Chunk Railroad, adaptando uma mina de carvão desativada. O passeio podia durar mais de duas horas

1846 – DE CABEÇA PARA BAIXO Os franceses fazem a primeira montanha-russa com looping. Antes de ser aberto ao público, o Chemin de Centrifuge (caminho centrífugo), como era chamado, tem sua segurança testada transportando sacos de areia e até macacos

1884 – ESTILO MODERNO É inaugurada a primeira montanha-russa com o formato atual, a Gravity Pleasure Switchback Railway, num parque de diversões de Coney Island, perto de Nova York. Mas o carrinho dificilmente ultrapassa os 10 km/h

1885 – PARTIDA INOVADORA É inventado o impulso mecânico: os carrinhos não precisam mais ser empurrados até a parte mais alta. Na virada do século, aparecem vagões que alcançam 60 km/h. Em 1927, é inaugurada a Cyclone, em Coney Island, com um mergulho de 30 metros

1959 – MONTANHAS DE AÇO Surge na Disneylândia a Matterhorn, primeira montanha-russa com estrutura tubular de aço. Em 1974, é a vez do primeiro percurso em forma de parafuso e, em 1992, a da primeira montanha invertida: o trilho fica acima dos carrinhos

 

Como surgiu a montanha-russa?

Quem inventou o registro de patentes?

Historicamente, o primeiro registro de patentes de que se tem conhecimento data de 500 anos antes de Cristo. Nessa ocasião, a cidade grega de Síbaris realizava um concurso de culinária e o dono da receita vencedora seria o único a ter permissão para preparar o prato no período de um ano.

Mas o conceito de patente, como o conhecemos nos dias de hoje, foi formalizado no século 15, protegendo e garantindo exclusividade de vinte anos a um artesão que havia desenvolvido um método para fazer vidros na Inglaterra. Essa patente foi dada em 1449, pelo rei Henrique VI a João de Utynam.

Já em 1474, a República de Veneza promulgou um decreto garantindo que os novos dispositivos e invenções deveriam ser comunicados ao governo para que seus inventores conseguissem o direito de impedir outras pessoas de usá-los.

Depois disso, o registro de patentes ainda demorou alguns séculos para ser considerado formal. O sistema de patentes foi se desenvolvendo em vários países, muitos dos quais se baseavam nas leis britânicas e no Estatudo dos Monopólios para conceder os direitos de posse intelectual.

O sistema moderno de patentes foi criado durante a Revolução de 1791, na França. Mas o Congresso americano foi o primeiro a aprovar uma Lei de Patentes, em 1790.

Hoje, as patentes concedem direito exclusivo ao titular de uma invenção ou ideia inovadora, impedindo que terceiros possam fabricar, usar, vender ou distribuir a invenção patenteada sem permissão.

No Brasil, o pedido de patente deve ser feito junto ao INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

fonte

QUEM INVENTOU O REGISTRO DE PATENTES?

Bicicletenário – os 200 anos da primeira patente de bicicleta

Com mais de um bilhão (1.000.000.000 ou 109) de unidades produzidas, as bicicletas são, sem dúvida, o veículo mais produzido e utilizado no mundo – e portanto pode ser considerada uma das mais relevantes invenções da humanidade. Esta estimativa foi elaborada por Tony Hadland e Hans-Erhard Lessing no interessante livro Bicycle Design: An Illustrated History (MIT Press), de 2014.

Os inventores celebram em 2017 o bicentenário da primeira patente de bicicleta, elaborada pelo alemão Karl Friedrich Christian Ludwig Drais (1785 – 1851), primeiro Barão Drais von Sauerbronn. Ele inovou ao propor a Draisiana (ou Laufmaschine, literalmente “máquina de corrida”) em sua primeira volta, de aproximadamente 8 km em uma hora, ocorrida em 12 de junho de 1817 em Mannheim, no estado de Baden-Württemberg, sudoeste da Alemanha.

“Großherzogliches Privileg”, literalmente “Privilégio Grão-ducal”, o equivalente a patente na época, obtido por Karl Drais em 12 de janeiro de 1818. Note as vistas lateral e superior da invenção. Documento em domínio público

Feita de madeira e ferro, a tração na Draisiana era fornecida pelos próprios pés, por meio de empurrões do condutor contra o solo, de modo similar ao que se faz num patinete, utilizando a alternância do movimento das pernas. Portanto, não tinha pedais. Seu controle era efetuado por meio de um guidão e apresentava alguns ajustes de altura para diferentes condutores. Era possível percorrer grandes extensões, atingindo incríveis velocidades de até 13 km/h. A intenção inicial era de substituir o uso de cavalos, e por isso a primeira bicicleta ainda foi chamada de “cavalo de madeira”. Sua patente tinha uma duração de 10 anos, e foi depositada em 12 de janeiro de 1818 (Großherzogliches Privileg, literalmente “Privilégio Grão-ducal”). Existe um belo e bem conservado modelo em exposição permanente no Deutsches Museum em Munique, na Alemanha.

laufmaschine apresentou algumas importantes inovações já em seus primeiros modelos. Por exemplo, podemos citar, além do guidão de madeira, um assento acolchoado confortável e apoio para braços e peitos. Rapidamente apresentou noutros modelos modificações admiráveis como a presença de garfos curvos na direção para absorver impactos – pois as rodas eram de madeira, além de ajuste no selim – que podia ser suspenso a partir de correias. Após esta invenção foi desenvolvido um modelo com pedal na roda dianteira, que se denominou velocípede, mas historicamente este termo já havia sido aplicado na segunda patente de Drais, depositada em 19 de fevereiro de 1818: “Máquina dita velocípede” – que, é importante notar, ainda não tinha pedais!

À esquerda patente francesa Brevet 1091, depositada por Karl Drais em 19 de fevereiro de 1818, denominada “Machine dite Vélocipède”. Fonte: www.INPI.fr. À direita, a patente inglesa GB 4321 de Denis Johnson, depositada em 22 de dezembro de 1818, ambas em domínio público

Poucos sabem, mas Drais estudou arquitetura, física e matemática na Universidade de Heidelberg, entre 1803 a 1805, e viveu no Brasil entre 1822 a 1827, acompanhando a expedição do médico, naturalista e explorador russo Georg Heinrich von Langsdorff (1774 – 1852). É sabido que Drais trouxe dois modelos de sua invenção ao Brasil, mas devido às condições das estradas tropicais à época, é possível que as tenha utilizado muito pouco. Seu anfitrião Langsdorff tinha uma grande fazenda, chamada Mandioca, no Rio de Janeiro, e viajava com frequência a Minas Gerais. Explorou em sua famosa expedição uma rota fluvial entre São Paulo e Pará atravessando boa parte da Amazônia através de longos 6.000 km, obtendo informações da flora, fauna e cartografia, além de observações astronômicas e etnográficas, levando Drais junto (detalhes da vida do ilustre inventor da primeira bicicleta podem ser obtidos no site: www.karl-drais.de).

Muito rapidamente a inovação proposta por Drais percorreu o mundo. A primeira patente inglesa, de número GB 4321, foi depositada pelo inventor e construtor de carroças inglês Denis Johnson (c. 1760 -1833) em 22 de dezembro de 1818. Esta inovação tinha como finalidade “diminuir o trabalho e a fadiga das pessoas em caminhar, permitindo-lhes ao mesmo tempo usar maior velocidade”. Enquanto inovações, Johnson propôs uma estrutura de madeira elegantemente curvada, permitindo o uso de rodas de madeira maiores. Elaborou várias peças metálicas, elaborando um veículo mais leve que a versão original.

A primeira patente americana, US 59,915 (“Aprimoramento em Velocípedes”), de 20 de novembro de 1866, já continha pedais – certamente uma inovação fundamental à história do ciclismo. Esta foi elaborada pelo inventor francês Pierre Lallement (1843 – 1891), que para alguns é considerado o verdadeiro inventor da bicicleta, sendo Drais um precursor.

Discussões à parte sobre a paternidade da invenção é importante destacar que o progresso continuou na forma de outras inovações. Vale destacar a inovação do metalurgista e inventor americano James Rankin (c. 1824 – c. 1890), o primeiro a introduzir rolamentos de esferas na montagem de velocípedes para auxiliar no movimento dos pedais, conforme patente US 89,431, de 27 de abril de 1869. Esta particular patente apresentou um dispositivo de embreagem e design de polia que ajudou a criar movimento rotativo contínuo para os eixos, proporcionando um percurso mais suave. De acordo com os diagramas desta patente, a aplicação considerou três rodas, mas a inovação foi aproveitada posteriormente para bicicletas.

Na primeira imagem, o inventor francês Pierre Lallement (1843 – 1891), na primeira bicicleta com pedal, em imagem de 1870. Na segunda, o modelo penny-farthing e na terceira, o modelo Rover, ambos produtos comerciais da família Starley. Fonte: “Lexikon der gesamten Technik” (Dicionário de Tecnologia) de 1904 por Otto Lueger (1843 – 1911). Em domínio público.

Destacam-se ainda o rolamento anti-fricção (US 351,001, de 19 de outubro de 1886), do inventor e empreendedor inglês John Kemp Starley (1854 – 1901) e a bicicleta de dois lugares (Tandem Bicycle, US 415,072, de 12 de novembro de 1889), proposta dos inventores William Starley (c. 1858 – 1937) e Herbert S. Owen. John e William eram respectivamente, sobrinho e filho do inventor e industrial inglês James Starley (1830 – 1881), grande empreendedor da indústria de bicicletas e triciclos. Os Starley criaram um tipo icônico de bicicleta do fim da Era Vitoriana, com roda dianteira grande e bem maior que a roda traseira, conhecida como penny-farthing. Tempos depois foi lançado o modelo Rover (ou ‘bicicleta segura’), que se assemelha ao design das bicicletas modernas mais comuns. Mas um pouco antes, outro empreendedor e inventor, o francês Pierre Michaux (1813 – 1883) havia criado uma indústria de bicicletas com pedais – a Michaux & Cie, com produção em larga escala e grande sucesso na cidade de Paris.

É digno de nota a proposta de John Boyd Dunlop (1840 – 1921), veterinário, inventor e empreendedor escocês. Ele inovou com a patente US 453,550, de 2 de junho de 1891, ao sugerir a aplicação de pneus infláveis, visando proporcionar uma experiência muito mais confortável para ciclistas do que o uso de rodas de metal ou madeira.

Pode-se imaginar que não há mais o que propor em termos de inovação para bicicletas. Ledo engano. Ainda hoje existem muitas patentes sendo depositadas. Destacam-se a “Iluminação traseira para bicicleta” (Bicycle tail light), US 8,770,808, de 8 de julho de 2014. Trata-se de uma fonte de luz ajustável usando LED (diodo emissor de luz) com uma montagem versátil que se acopla a diversos tipos de bicicleta. Patente da Light & Motion Industries, na descrição é apresentado como o dispositivo é projetado para criar maior saída de luz e sobre a facilidade de substituição das baterias. Já a patente US 8,770,243, depositada no mesmo dia que a anterior, trata de um método para fabricar pneus de bicicleta a partir de materiais diferentes da borracha vulcanizada, com por exemplo compostos de espuma de materiais de resina sintética. Este método de construção foi projetado para usar materiais eco-friendly, impedindo o pneu de se separar inesperadamente da borda durante o uso.

É possível ainda encontrar um grande número de discussões sobre um mito envolvendo o polímata italiano Leonardo di ser Piero da Vinci (1452 – 1519). Durante a restauração de um códice (Codex Atlanticus), há aproximadamente 40 anos, foi observado que em uma das mais de mil páginas, mais precisamente no verso da folha 133, havia um esboço de uma bicicleta!

Mais tarde verificou-se que tal esboço é na verdade uma fraude, pois foi utilizada uma tinta diferente, além de ser notada a presença de um decalque na elaboração do desenho. Tal material pertence à Biblioteca Ambrosiana, em Milão, Itália, e parte de seu conteúdo é acessível pela internet: www.ambrosiana.eu.

Finalizando, historicamente, não há diferenças entre os termos alemão laufmaschine e francês vélocipède, pois ambos foram aplicados à inovação de Drais numa questão de semanas. Por sinal, velocípede deriva do latim e significa “pés rápidos”. Portanto, nada melhor do que comemorar este bicentenário das bicicletas pedalando, não é mesmo?

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Bicicletenário – os 200 anos da primeira patente de bicicleta

Amazon recebe patente de tecnologia para controlar veículos autônomos nas rodovias

 

A Amazon recebeu patente de uma tecnologia para malha rodoviária que controla carros e caminhões de auto-direção, mesmo em pistas que podem ir nos dois sentidos ou reversíveis.

As faixas reversíveis indicam uma mudança no sentido de tráfego devido a um problema de sobrecarga de trânsito, tornando-se uma zona de desastre potencial para carros autônomos, que ainda não foram programados para entender os sinais.

Na patente, a Amazon descreve uma rede que pode se comunicar com veículos autônomos e ajustar mudanças no fluxo de tráfego. Isso é particularmente importante para veículos autônomos viajando através estradas com as leis de trânsito não autorizadas para esse tipo de condução.

O objetivo da empresa, segundo analistas, é criar sua própria rede de logística e controlar ainda mais o processo de entrega.

Em dezembro, a varejista on-line comprou milhares caminhões para levar mercadoria de um centro de distribuição para outro. A Amazon provavelmente está planejando usar veículos autônomos de entrega para eliminar o custo de contratação de motoristas.

A patente também indica que o sistema de gestão da estrada vai ajudar “atribuir” pistas para veículos autônomos, dependendo para onde o veículo está indo ou se seria melhor evitar o tráfego.

É um sistema semelhante para as plataformas de nuvem que montadoras e empresas de tecnologia estão criando para que veículos possam se comunicar, com os padrões de tráfego, estatísticas de segurança e outras informações.

A principal diferença é que a rede proposta é que teria ser pertencente e operado pela Amazon, não por cada montadora individual, apesar de ter sido projetada para que veículos de qualquer montadora possa tirar proveito da

tecnologia.

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http://convergecom.com.br/tiinside/17/01/2017/amazon-recebe-patente-de-tecnologia-para-contralar-veiculos-autonomos-nas-rodovias/

 

Empresa faz impressora 3D 100% nacional e fatura R$ 2,5 milhões

O empreendedor Rodrigo Krug já está acostumado a ser chamado de louco. Ainda na faculdade, ele decidiu iniciar uma empresa para fabricar itens complexos e de alta tecnologia – as impressoras 3D.

Na época, essa tecnologia ganhava espaço na indústria pelo mundo, mas era encontrada apenas em produtos importados. “As pessoas diziam: ‘Você é louco, é impossível produzir hardware no Brasil”, lembra.

Krug concorda que o ambiente de negócios nacional traz algumas dificuldades, mas procura focar sua atenção nos pontos positivos. “Temos muita burocracia, mas temos também um mercado interno gigantesco”, afirma.

A estratégia otimista tem dado certo. No mercado desde 2012, a empresa fundada por ele, batizada de Cliever, fechou 2016 com um faturamento de 2,5 milhões de reais. E, se no início da operação as impressoras tinham 70% das peças importadas, hoje o empreendedor se orgulha em dizer que seus produtos são 100% nacionais.

Marcenaria

O interesse de Krug pela automação vem de longe. Filho de empreendedores, ele conta que cresceu na marcenaria da família e, ainda na adolescência, buscava formas de automatizar processos extremamente artesanais.

“Eu via que a marcenaria exigia um talento pessoal absurdo, o que impedia que pessoas normais pudessem desempenhar o serviço. Comecei a criar formar de superar isso. Era uma questão totalmente relacionada com meu trabalho hoje”, lembra.

Depois, enquanto cursava faculdade de engenharia, o empreendedor decidiu cedo que seu caminho estava no empreendedorismo. “Me sentia infeliz no trabalho e decidi abrir uma empresa com amigos. O negócio não deu certo, mas eu vi que era aquilo que eu queria”, afirma.

Foi então que Krug procurou a incubadora da PUCRS e começou o projeto do que hoje é a Cliever. “As impressoras 3D estavam ficando mais conhecidas. Achei que seria um bom mercado”, conta.

Empréstimo

Para colocar o negócio de pé, porém, foram necessárias mais algumas “loucuras”. Ele pegou um empréstimo de 100 mil reais no banco – “Minha sorte é que eu não sabia calcular juros naquela época”, brinca – e, depois de um tempo, optou por trancar a faculdade para se dedicar integralmente ao negócio.

Felizmente, o resultado foi animador. “O plano de negócios inicial previa vender três máquinas por mês. Hoje vendemos entre 25 e 40 unidades. Entramos no mercado no momento certo, com o produto certo e no preço certo”, comemora.

A empresa também chamou a atenção de investidores e recebeu dois aportes desde sua fundação (além do empréstimo bancário): um de 250 mil reais e outro de 2 milhões de reais.

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Empresa faz impressora 3D 100% nacional e fatura R$ 2,5 milhões

Há 50 anos nascia o videogame

Há 50 anos, o engenheiro norte-americano de origem alemã Ralph Baer deparou-se com uma dúvida: o que dá para fazer com a televisão que não seja sintonizar emissoras que você não quer? Foi em agosto de 1966, enquanto Baer, considerado hoje um dos “pais dos videogames”, estava em um terminal de ônibus em Nova York para uma viagem de negócios. Foi assim que ele elaborou o conceito de produzir jogos que pudessem ser conectados à TV. Trabalhando na empresa Sanders Associates, o inventor começou a desenvolver naquele mesmo ano o primeiro console doméstico do planeta.

Com colaboração dos engenheiros William Harrison e William Rusch, ele desenhou um protótipo do que veio a ser o primeiro videogame da história. “Eles começaram o desenho do Brown Box por volta de 1966 e concluíram em 1968”, conta o autor do livro Jogos Eletrônicos – 50 Anos de Interação e Diversão, Daniel Gularte.

A invenção recebeu o apelido de Brown Box devido à sua aparência. “Um ano antes, porém, Baer já tinha desenvolvido um jogo de perseguição entre dois pontos em um labirinto e, mais tarde desenvolveu uma pistola de luz para acertar um ponto na tela”, conta o pesquisador que mantém um site sobre videogames ( www.bojoga.com.br).

Ao ficar pronta, a “caixa marrom” foi apresentada aos gestores da empresa Magnavox. Para decepção geral, ninguém mostrou entusiasmo com a apresentação. Com exceção de um homem: o gerente de marketing da divisão de televisão da empresa, Gerry Martin, que anunciou para espanto dos demais que iria investir no projeto.

Enquanto Martin era obrigado a convencer os outros gestores de que sua decisão seria a certa, o inventor Baer não perdeu tempo e fez a primeira patente mundial sobre os conceitos do videogame com o nome de “aparato de vídeo interativo com áudio expansível”. Dois meses depois, segundo Gularte, o contrato de licença com a Magnavox foi assinado.

Demorou ainda alguns anos para que o primeiro console doméstico fosse mundialmente reconhecido: em 1972, a invenção de Baer começou a ser vendida como Odyssey. O desenho do aparelho foi remodelado. “O desenvolvimento do protótipo da Magnavox foi concluído em 1971”, afirma Gularte, que é mestre em criação de jogos digitais. No primeiro ano de lançamento foram vendidas 130 mil unidades. O pontapé para o mundo dos games tinha sido dado.

Três anos depois, a Atari, que foi por décadas uma das gigantes do setor, lançou o Tele-Games Pong – presente de Natal mais vendido nos Estados Unidos naquele ano. De início, o arcade trazia só um jogo, para dois jogadores. Depois novas versões do aparelho foram lançadas e chegou a ter 16 jogos diferentes.

Mas é em 1977 que uma nova revolução no mundo dos games acontece. O lançamento do Atari 2600 foi o primeiro console baseado no sistema de cartucho a ser comercializado mundialmente. Ele é considerado um dos mais influentes videogames do mundo. “Criou a dimensão comercial dos videogames, diferenciando de brinquedo e criando a indústria que conhecemos hoje”, ressalta o pesquisador.

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http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/historia/ha-50-anos-nascia-o-videogame-54bw9hj3sqcaupbrkni6tnlfc

Airbag para celular? Confira 10 invenções bizarras que foram patenteadas

A ideia da Amazon é criar um sistema para proteger o celular nas quedas. No caso, um airbag | Reprodução (registro da patente)

A ideia da Amazon é criar um sistema para proteger o celular nas quedas. No caso, um airbag Reprodução (registro da patente)

Para inovar é preciso pensar “fora da caixinha”, certo? Bem, às vezes, os inventores parecem passar da conta na inventividade e bolam algumas ideias bem esquisitas — e inclusive registram, aparentemente com a ideia de realmente tirá-las do papel. Nesta lista não estão apenas inventores solitários, mas também gigantes da tecnologia, como Google, Apple e Amazon.

Se estas patentes vão funcionar no futuro, é difícil prever (ou acreditar, em alguns casos). Mas renderam esta curiosa lista:

Avião contêiner

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Quando se trata de ideias bizarras, a aviação civil é um campo fértil – sobretudo porque as companhias aéreas estão cada dia mais pressionadas para reduzir custos e tarifas. As boas ideias surgem na mesma medida das malucas.

A Airbus, por exemplo, já registrou patente de bancos de avião que parecem selim de bicicleta. O objetivo seria de triplicar o número de assentos em uma cabine (o que certamente também triplicaria o desgosto dos passageiros em relação ao o conforto).

 Mas nada se compara à ideia de criar cabines-contêineres para as aeronaves como uma forma de acelerar o procedimento de embarque. A sugestão também foi patenteada pela Airbus, em 2015. Os passageiros entrariam na cabine ainda no aeroporto. Esta cabine então seria inteiramente movida para a aeronave, que permaneceria bem menos tempo no pátio.

A ideia é até interessante, desde que não se leve em conta a necessidade de reestruturar toda a frota de aeronaves de todas as companhias, bem como os aeroportos envolvidos.

Airbag para celular

Não dá para acertar sempre. Se a Amazon criou um elogiadíssimo assistente pessoal, o Echo, algumas outras ideias soam mais como piada. Em 2011, por exemplo, a empresa registrou a patente de um airbag para equipamentos eletrônicos, principalmente smartphones. A ideia era que o equipamento fosse protegido por um sistema capaz de inflar pequenas bolsas de ar ao detectar a sua queda.

Claro, a Apple não quis ficar para trás e recentemente registrou uma patente em que o iPhone ganha um GPS capaz de detectar quedas. A partir daí, uma série de motores conseguem direcionar o movimento de forma a proteger tela e câmera, dois dos componentes mais sensíveis do aparelho.

Se você preferir, pode simplesmente comprar uma capinha reforçada.

Sensor de atropelamento

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Dois inventores norte-americanos registraram em 2001 a patente de um sensor de carro capaz de detectar se o veículo atropelou um pedestre. De acordo com o registro, o sistema analisaria informações como área da deformação na lataria e força do impacto. Curiosamente, o mecanismo não cita como evitar um atropelamento.

Mas os inventores se defendem afirmando, de forma vaga, que “o produto ajudaria a determinar a forma ideal de frenagem”.

Pedestres colados

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Se a invenção anterior não está disposta a evitar atropelamentos, o Google está. A gigante da tecnologia quer coibir acidentes causados pelos seus carros sem motorista. Mas, talvez a patente registrada nesta semana não seja lá a grande solução que o mundo esperava.

A empresa norte-americana cogita usar uma estrutura adesiva na parte frontal dos veículos autônomos, capaz de “grudar” uma pessoa no capô no caso de colisão. Para o Google, isso minimizaria lesões, já que o carro não arremessaria o atropelado.

Virou piada. “É o novo app de caronas do Google”, brincaram os usuários nas redes sociais.

Óculos (quase) inteligentes

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Muito antes do Google Glass, os inventores tinham outra ideia de como poderiam ser os óculos inteligentes. Tanto que um inventor chamado James Allen registrou, em 1992, a patente de óculos com espelho retrovisor – o que pouparia usuário de movimentar a cabeça para olhar para trás. Uma outra ideia, de 1998, queria trocar os braços dos óculos por imã, de forma a fixar com mais segurança o acessório no rosto.

High five solidário

Um inventor chamado Albert Cohen estava realmente preocupado com quem assiste a eventos esportivos sozinho (seja em casa ou em algum estádio). Tanto que ele registrou uma mãozinha mecânica capaz de fazer o “high five” (o nosso “toca aqui”) com o torcedor “avulso”. Esse movimento é comum na comemoração de gols, touchdowns, cestas e home-runs nos esportes americanos.

Lentes de contato com câmera

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A sul-coreana Samsung registrou neste ano uma lente de contato com câmera fotográfica, display e antena. Tudo isso? Sim, pelo menos no desenho. A ideia da fabricante é que, com uma piscada, possamos tirar foto e processar imagens. Se de fato isso vai sair do papel é difícil de prever, mas o Google já sinalizou que também quer entrar nesta onda do olho tecnológico.

Roncos e choques

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Talvez o criador desta patente dos anos 1960, Roberto Crossley, estivesse irritado um pouco além da conta com os roncos. Ele desenvolveu uma gargantilha eletrônica para usar na hora do sono. O diferencial seria o fato de o acessório dar um choque no usuário ao detectar qualquer sinal de ronco. Uma experiência, digamos, um pouco traumática…

Tatuagem eletrônica

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Em 2012, a Motorola registrou uma “tatuagem eletrônica”. A ideia da empresa era que as pessoas colassem no pescoço um aparato eletrônico que lembra uma tatuagem, mas que tem microfone acoplado e é capaz de se comunicar com smartphones, Google Glass ou outros players – via bluetooth, inclusive. Com isso, o usuário poderia controlar estes aparelhos sem precisar do toque.

Gadget desodorante

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Mais uma da categoria dos wearables. E mais uma do Google. A empresa registrou em 2015 a ideia de um aparelho que pode ser anexado ao corpo e borrifa desodorante quando percebe algum odor no usuário.

Mas não é só isso, ele também utilizaria GPS. A ideia, de acordo com o documento de registro, é que o usuário tivesse acesso a informações de localização de amigos usando aparelhos semelhantes. E, pasme, o gadget seria capaz de oferecer rotas para que você escapasse dos conhecidos que estivessem cheirando mal naquele dia.

Até hoje, nem sinal do aparelho — talvez fosse só um pouco de senso de humor dos gênios da empresa.

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http://www.gazetadopovo.com.br/economia/inteligencia-artificial/airbag-para-celular-confira-10-invencoes-bizarras-que-foram-patenteadas-c8bk9bl14to6i2tchlv4vyutg

Quem inventou o registro de patentes?

 

Historicamente, o primeiro registro de patentes de que se tem conhecimento data de 500 anos antes de Cristo. Nessa ocasião, a cidade grega de Síbaris realizava um concurso de culinária e o dono da receita vencedora seria o único a ter permissão para preparar o prato no período de um ano.
Mas o conceito de patente, como o conhecemos nos dias de hoje, foi formalizado no século 15, protegendo e garantindo exclusividade de vinte anos a um artesão que havia desenvolvido um método para fazer vidros na Inglaterra. Essa patente foi dada em 1449, pelo rei Henrique VI a João de Utynam.
Já em 1474, a República de Veneza promulgou um decreto garantindo que os novos dispositivos e invenções deveriam ser comunicados ao governo para que seus inventores conseguissem o direito de impedir outras pessoas de usá-los.
Depois disso, o registro de patentes ainda demorou alguns séculos para ser considerado formal. O sistema de patentes foi se desenvolvendo em vários países, muitos dos quais se baseavam nas leis britânicas e no Estatuto dos Monopólios para conceder os direitos de posse intelectual.
O sistema moderno de patentes foi criado durante a Revolução de 1791, na França. Mas o congresso americano foi o primeiro a aprovar uma Lei de Patentes, em 1790.
Hoje, as patentes concedem direito exclusivo ao titular de uma invenção ou ideia inovadora, impedindo que terceiros possam fabricar, usar, vender ou distribuir a invenção patenteada sem permissão.

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http://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/quem-inventou-o-registro-de-patentes.html

Primeira Patente no Brasil – Máquina de descascar café de 1822

Nos últimos anos, empresários, economistas, advogados, pesquisadores e autoridades do governo brasileiro começaram a valorizar o direito à propriedade industrial como nunca haviam feito antes. Os efeitos da globalização, as disputas pela redução dos preços de medicamentos importantes e a necessidade cada vez maior de apoiar as descobertas oriundas de estudos de universidades e institutos de pesquisa levam, hoje, todos a se empenhar para proteger um número maior de patentes brasileiras aqui e no exterior.

O esforço atual é indispensável, mas as mais antigas medidas para concessão de patentes são do início do século 19. A primeira resolução foi tomada em 1809, um ano depois de a família real portuguesa ter transferido a Corte para o Brasil. Até então, um alvará da rainha Dona Maria I, de 1785, proibia fábricas, manufaturas e indústrias na distante Colônia. Essa era, na verdade, uma forma de ter Monopólios comerciais que transferiam as riquezas das colônias para a metrópole.

Mas, a partir da instalação do governo português no Brasil, foi necessário criar meios para o desenvolvimento industrial – entre eles, a concessão de privilégios aos inventores e introdutores de novas máquinas, que teriam o direito exclusivo de explorar a invenção por 14 anos. Um outro alvará permitiu a liberação de recursos para incentivar invenções e dar prêmios. Essas e outras ações Culminaram com o pedido de privilégio industrial para uma máquina de descascar e brunir (polir) café, em julho de 1822.

Foi a primeira patente brasileira, pedida por Luiz Louvain e Simão Clothe, com base no alvará de 1809, de acordo com o livro Propriedade Industrial no Brasil – 50 Anos de História , da Associação Brasileira dos Agentes da Propriedade Industrial (Abapi). Louvain e Clothe pediram o privilégio de cinco anos para o invento, uma “máquina para descascar café, a qual, além de ser inteiramente própria da invenção dos suplicantes, produz todo o bom resultado (…) pela perfeição com que descasca o café sem lhe quebrar o grão, ou seja, pela brevidade, e economia, e simplicidade do trabalho”.

A Constituição de 1824 trazia o princípio da “propriedade do inventor” e já falava em remuneração, “em caso de vulgarização do invento”. A primeira lei de patentes surgiu em 1830 e, além de ter uma política mais ampla de fomento à indústria, protegia os inventores, assegurando-lhes o uso exclusivo da descoberta por períodos de cinco a 20 anos. A legislação mais antiga que se tem notícia sobre o tema foi criada em Veneza, Itália, em 1474, quando a cidade era um grande centro comercial.

No caso brasileiro, os avanços ocorreram unicamente em conseqüência da política de fomento à indústria. Hoje, o conceito é diferente: a patente trata do direito que qualquer cidadão, empresa ou instituição têm sobre tudo o que resulta da inteligência ou criatividade.

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http://revistapesquisa.fapesp.br/2002/02/01/a-primeira-patente/

Chuveiro portátil usa a mesma água por duas semanas

Encanamento interno e água limpa não estão disponíveis em qualquer lugar do mundo. É por isso que este chuveiro compacto que recicla a mesma água diversas vezes – purificando-a antes de cada uso! – parece bem útil.

Ele se chama Hotaru, e a empresa japonesa por trás dele diz ao TechCrunch que o chuveiro permite a uma família de três pessoas tomar banhos de cinco minutos todos os dias, durante duas semanas, com apenas 20 litros de água. São mais de 20 banhos com a mesma água.

Parece nojento? Bem, além do reservatório de água embutido, o chuveiro também tem um purificador integrado que limpa a água sempre que ela é usada, com reaproveitamento de 95%. Ele requer uma fonte de energia, e pode ser conectado a um carro para tanto. Também é possível aquecer a água, mas isso exige que o chuveiro seja ligado a uma fiação elétrica ou a um gerador.

Sensores permitem saber quando a água precisa ser substituída. Quando seu banho acabar, o chuveiro pode ser guardado em uma base e ser transportado para qualquer lugar.

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http://www.msn.com/pt-br/noticias/meio-ambiente/este-chuveiro-port%c3%a1til-usa-a-mesma-%c3%a1gua-por-duas-semanas/ar-BBqzysX?ocid=spartandhp