Brasil é o único país do mundo que transforma eletrônico usado em peça nova

A Sincronics tem cerca de 30 clientes, entre eles gigantes como a HP. “É uma empresa que sempre lidera essa questão ambiental e chegou para a gente com o desafio: ‘Criem um plástico reciclado branco’. Uma coisa inédita. Ela nos incentivou, e a gente foi atrás pra desenvolver um processo. E no final, virou nossa cliente”, explica Carlos Ohde, diretor-geral da empresa, que é uma unidade de negócios da norte-americana Flextronics no Brasil.

A empresa hoje é a única que usa plásticos de uma impressora usada para fazer uma nova ou o plástico de um cartucho de toner para fazer notebook. “Isso é único aqui do Brasil”, diz.

O diretor da Sinctronics relata ter recebido visitas de vice-presidentes de sustentabilidade de duas grande fabricantes globais. “Eles falaram que aqui é a operação mais completa que viram no mundo. Não é uma operação grande, já que emprega cem pessoas, mas é única quando consideramos de ponta a ponta, já que a gente transforma o eletrônico usado em peça nova. Isso não existe em lugar nenhum no mundo.”

Este ano, a empresa brasileira recebeu um reconhecimento do Fórum Econômico Mundial, pela contribuição na economia circular.

“Também recebemos um convite para apresentar nosso caso em Helsinque, na Finlândia, num congresso de economia circular. Apesar da teoria lá na Europa fazer muito sentido –e a teoria de economia circular é fantástica–, do ponto de vista prático quem conseguiu montar alguma coisa nessa área de eletroeletrônicos fomos nós. Outros países não têm ainda as condições necessárias.”