O que são Cristais de Murano

Da lindíssima Itália, berço de obras de arte, incríveis artistas como Leonardo da Vinci e grandes histórias, surgiram também as peças de Cristais Murano. Até hoje, apenas as peças feitas e criadas na região da Ilha de Murano, na Itália, possuem essa denominação, mas sua beleza alcançou os quatros cantos do mundo.

Mas o que são? Onde vivem? E o que fazem?

Brincadeiras a parte, como referência em peças de cristais murano brasileiro, resolvemos explicar melhor para você o que são, como reconhecê-los e uma breve história de como surgiram.

Para começar, os Cristais Murano são peças de cristais produzidas através de uma técnica criada na idade média, por mestres artesãos italianos, moradores da Ilha de Murano.

É realmente incrível (e até mesmo perigoso) todo o processo, pois eles moldam cristal em estado líquido a mais de 400ºC, transformando-os em verdadeiras obras de arte.

Atualmente essa técnica alcançou habilidosas e profissionais fábricas de cristais pelo mundo (nem preciso de dizer que não são muitas). Aqui, na Cristais Labone, por exemplo,  buscamos preservar a essência dessa técnica para criar os cristais murano brasileiros, com carinho e muito trabalho dos nossos artistas.

Vamos falar mais um pouquinho sobre o que são os Cristais Murano, suas curiosidades e como reconhecer uma peça de qualidade.

Você sabia que Murano é um conjunto de ilhas na Itália?

 

Você sabia que Murano é um conjunto de ilhas na Itália?

Você precisa saber que o termo Murano que dá nome aos cristais vem de um lindo lugar na Itália, localizado a apenas 1km do centro de Veneza. É um local encantador, um arquipélago, formato por 7 ilhas conectadas entre si (2 delas são artificiais) em meio a Lagoa de Veneza, por isso conhecido como Ilha de Murano.

 

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https://www.cristaislabone.com.br/o-que-sao-cristais-de-murano/

Relatório da ONU aponta que Brasil registra mais patentes

O Brasil é o terceiro país com maior crescimento de registro de patentes, ficando atrás apenas da Índia e da França. É o que aponta relatório da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI), divulgado nesta semana em Genebra.

O documento Indicadores de Propriedade Intelectual Mundial registra ainda que o país também ocupa o terceiro lugar nas vendas online. A publicação analisa categorias como patentes, marcas, projetos industriais, indicações geográficas e indústria editorial.

O Brasil é o terceiro país com maior crescimento de registro de patentes, ficando atrás apenas da Índia e da França. É o que aponta relatório da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI), divulgado nesta semana em Genebra.

O documento Indicadores de Propriedade Intelectual Mundial registra ainda que o país também ocupa o terceiro lugar nas vendas online. A publicação analisa categorias como patentes, marcas, projetos industriais, indicações geográficas e indústria editorial.

O Brasil está ao lado de Portugal, China, Rússia e Reino Unido no grupo de cinco nações que a agência destaca pelo “grande aumento” no registro de proteção de marca em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) entre 2008 e 2018. No caso do registro de patentes, a Índia teve crescimento de 20,8%, enquanto França ficou com 10,5% e o Brasil com 9,8%.

De acordo com o relatório, a Ásia representa mais de dois terços de todas as solicitações de patentes, marcas comerciais e projetos industriais de 2018.

A China lidera o crescimento global na demanda por direitos de propriedade intelectual. O país registrou um recorde de 1,5 milhão de pedidos, que correspondem a 46,4% do total global.

Os Estados Unidos mantêm a liderança em termos de solicitações feitas nos mercados de exportação. O país teve 597.141 solicitações, seguido do Japão com 313.567 e Coreia do Sul com 209.992.

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https://nacoesunidas.org/relatorio-da-onu-aponta-que-brasil-registra-mais-patentes/

Bayer deposita R$286 mi relativos ao caso Intacta, diz Aprosoja-MT

Segundo a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado do Mato Grosso (Aprosoja), que teve acesso à informação dos autos nesta terça-feira, o depósito foi feito dia 13 de setembro e cumpre decisão judicial exarada no início do mês.

A Bayer já havia depositado 11,9 milhões de reais relacionados ao caso, correspondentes a 4% dos royalties cobrados pelo uso da tecnologia da semente geneticamente modificada Intacta RR2Pro, que oferece tolerância ao herbicida glifosato e resistência a insetos.

As quantias permanecerão em uma conta judicial até o julgamento do mérito da ação.

A obrigação de depositar os 286,3 milhões de reais adicionais marcou um novo revés para a Bayer após a compra da norte-americana Monsanto, que desenvolveu a semente de soja geneticamente modificada Intacta.

“Até agora, este foi o principal momento do processo pra nós,” disse à Reuters o diretor-executivo da Aprosoja, Wellington Andrade, por telefone.

Embora a ação não esteja ganha, esses depósitos representariam uma espécie de “garantia para futuros ressarcimentos a produtores caso a Aprosoja ganhe a causa,” disse ele.

A Bayer não comentou o depósito.

Em nota à Reuters, a empresa afirmou que cumpre rigorosamente todas as determinações da Justiça referentes ao processo e permanece segura quanto à validade de suas patentes e dos demais direitos relativos à tecnologia Intacta RR2 Pro.

A empresa reiterou que não existia soja com proteção contra lagartas antes do lançamento desta tecnologia, há apenas cinco safras, e que por isto ela foi adotada por milhares de produtores.

Segundo Andrade, a Aprosoja estima que por ano cerca de 850 milhões de reais sejam pagos à Bayer a título de royalties da Intacta, apenas por produtores de Mato Grosso.

No Brasil, este valor chegaria a 2,3 bilhões de reais, disse ele.

Na ação questionando a validade da Intacta, iniciada no final de 2017, os produtores afirmam que a patente da semente de soja Intacta deve ser cancelada por alegadamente não trazer inovações tecnológicas.

Em julho, agricultores brasileiros de dez Estados –além de Mato Grosso, onde a disputa começou– foram autorizados a participar da ação como reclamantes.

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https://www.terra.com.br/economia/bayer-deposita-r286-mi-relativos-ao-caso-intacta-diz-aprosoja-mt,1f67ee81920e55018ca4a4a3dd1bdf89lrkjb05c.html

DOIS BRASILEIROS FORAM OS INVENTORES DO CÂMBIO AUTOMÁTICO, QUE FAZ 80 ANOS

Com 80 anos recém-completos, o câmbio automático já representa 49% das vendas dos carros brasileiros, porém o número é de 2018 e será superado neste ano. Curiosamente, foram dois brasileiros os responsáveis pela invenção do automático: José Braz Araripe e Fernando Lemos. A informação foi verificada por várias fontes, incluindo a Associação Nacional dos Inventores (ANI), mas foi revelada pelo jornalista Fernando Morais. Foi ele que escreveu a biografia O mago, que conta a história de Paulo Coelho. Morais foi atrás da histórica de José Braz Araripe por um motivo: a figura era tio do escritor.

Ele foi um dos responsáveis pela invenção do câmbio automático. A tecnologia já havia sido esboçada em 1902 pelos irmãos Sturtevant, de Boston, mas o invento deles era mecânico e funcionava apenas em altas rotações. Outro inventor que avançou a ideia foi Munro Alfred Horner, que registrou um mecanismo com funcionamento pneumático, mas a solução também não funcionava tão bem na prática. Difrentemente da invenção dos brasileiros: a transmissão hidráulica de Araripe e Lemos era semelhante às atuais e dispensava o pé esquerdo.

Ambos se mudaram nos anos 20 para o Estados Unidos para trabalhar nas oficinas de reparos navais do Lóide, companhia de navegação brasileira e se debruçaram sobre o projeto por mais de uma década. O registro de patente ocorreu só em 1932 e logo foi foi comprado pela General Motors, que introduziu o câmbio na linha Oldsmobile 1940 — lançada no ano anterior, há exatos 80 anos. A Cadillac não demorou muito a adotar a novidade.

A ausência do pedal da embreagem era destacada nas propagandas (Foto: Divulgação)

Graças ao acionamento hidráulico da caixa, a transmissão recebeu o nome de Hydra-Matic. Era um opcional caro, custava 70 dólares, o equivalente a um décimo do preço do modelo. Não por acaso, a denominação virou sinônimo de automático. E foi até aportuguesada: virou hidramático.

A invenção é creditada aos brasileiros nos Estados Unidos. A única dúvida é como foi a remuneração. Em suas pesquisas, Morais afirmou que algumas fontes asseguram que eles ganharam uma bolada à vista, cerca de US$ 10 mil, uma fortuna na época. Outros dizem que eles receberam um percentual de cada câmbio comercializado. Seja como for, a invenção deles completa 80 anos de bons serviços prestados.

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https://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2019/08/dois-brasileiros-foram-os-inventores-do-cambio-automatico-que-faz-80-anos.html

Após acordo, novos produtores vão ter que mudar nome de parmesão, diz associação

O acordo entre Mercosul e União Europeia reconhece uma lista de produtos típicos dos dois blocos. Pelas regras, os sul-americanos se comprometem a respeitar 355 das chamadas indicações geográficas europeias.

Já a UE vai reconhecer 38 produtos brasileiros, segundo documento do Itamaraty. A cachaça, o queijo canastra e os vinhos e espumantes do Vale dos Vinhedos estão entre os produtos que não poderão ter seus nomes usados em mercadorias vindas da Europa. A lista completa ainda não foi divulgada.

A negociação desse ponto era um dos maiores entraves. “Atualmente, para ter o reconhecimento da indicação geográfica no Brasil, os produtores de uma região se associam e buscam o INPI [Instituto Nacional da Propriedade Industrial] para demonstrar que têm tradição”, diz Elton Minasse, sócio do escritório de advocacia Machado Meyer.

O INPI reconhece nove denominações de origem estrangeiras, incluindo o cognac, o champagne e o queijo roquefort, da França, além de vinhos do Porto e verde, de Portugal.

“Com o acordo, para usar nomes de produtos europeus, o empresário brasileiro terá de se adequar às regras da indicação, o que implica até fabricar na região de origem”, afirma Eduardo Augusto, sócio do Siqueira Castro.

No acordo, segundo a Abiq (Associação Brasileira das Indústrias de Queijo ), muçarela, gouda, edam, brie, camembert e provolone foram classificados como designações genéricas —podem ser produzidos e vendidos com esse nome no Mercosul. Queijos gruyère, grana, parmesão e gorgonzola foram reconhecidos como indicação geográfica.

Mesmo assim, segundo a Abiq, uma cláusula permite que produtores já registrados continuem usando o nome desses queijos.

“A grande dificuldade vai ser para quem quiser lançar daqui para frente um parmesão. Eles entenderam, apesar do meu protesto veemente, que parmesão é a mesma coisa que o Parmigiano”, diz o presidente da entidade, Fabio Scarcelli, que acompanhou as negociações.

Segundo ele, o Brasil produz 70 mil toneladas por ano de queijos especiais. Considerando que cerca de metade da cota de 30 mil poderia vir para o Brasil, o volume é visto como significativo.

As taxas de importação são de 28% e 16% hoje, dependendo do queijo, segundo a Abiq. “Temos dois anos para fazer a lição de casa”, diz Scarcelli.

Outro mercado sensível é o de vinhos. O presidente do Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), Oscar Ló, diz que o setor era contrário ao acordo, por temer concorrência desleal.

“Só no ano passado a comunidade europeia colocou mais de € 1,3 bilhão em subsídio no setor de vinho. Se tirar o imposto de importação, de 27%, com o subsídio que eles têm, os vinhos europeus vão ficar muito mais competitivos”, diz.

Ló se preocupa com a denominação do Prosecco. “O que nós temos de informações preliminares seria de que, em dez anos, teríamos de parar de usar essa expressão”, afirma.

Para ele, o Prosecco deveria ser considerado um tipo de uva. “Para o mundo todo o Prosecco é uma variedade de uva, agora a Itália cria uma denominação em 2009, e o Brasil aceita?”, questiona.

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https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/07/apos-acordo-novos-produtores-vao-ter-que-mudar-nome-de-parmesao-diz-associacao.shtml

Sylvester Stallone diz que não tem os direitos da franquia Rocky

Ao longo de sua longa carreira, Sylvester Stallone deu vida a diversos personagens icônicos, mas o maior deles é com certeza Rocky Balboa, lutador de boxe criado e interpretado pelo ator e diretor.

Porém, Stallone revelou em entrevista para a Variety que não tem o controle, e nem participação nos direitos da longa franquia de boxe.

“Eu disse isso algumas vezes depois que Rocky II estreou e fez muito dinheiro, e então Rocky III saiu e fez mais dinheiro do que todos eles. Aí eu disse que queria ter algum controle, há que eu inventei. E isso nunca aconteceu. Então eu tenho zero controle sobre Rocky”, revela Stallone.

“Eu acho que havia um certo código de conduta comercial, talvez não muito agora, mas lá na época, onde você não mexia nas penas da galinha de ouro. O estúdio é o poder, a agência depende muito deles e os advogados fazem a medição. Quando eu finalmente os confrontei, antes de Rocky IV em 1985, eu disse, ‘Não incomoda vocês que eu escrevi cada palavra, eu coreografei, eu fui leal a vocês, eu promovi, dirigi e não tenho nem 1% para deixar a meus filhos?’ E eles falam, ‘Você foi pago’. E esse foi o fim da conversa”, diz o ator.

O último filme da franquia lançado nos cinemas foi Creed II, derivado focado no personagem de Michael B. Jordan, que é treinado por Rocky Balboa.

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Sylvester Stallone diz que não tem os direitos da franquia Rocky

Xuxa não renovou os direitos e perdeu a marca Paquitas!

Uma empresária viu que a marca estava livre no INPI e a registrou. Agora vai lançar um grupo com meninas e já abriu seleção para escolher os novos rostos. O diferencial é que as garotas não serão somente loiras, mas também negras e asiáticas, aumentando a diversidade do grupo, para que outras pessoas possam se reconhecer entre as modelos, diferentemente das que fizeram parte dos programas de Xuxa Meneghel.

Receitas culinárias são patenteáveis?

Receita culinária é patenteável? Se eu fizer uma torta nova; se eu criar um novo sabor de pizza; se elaborar uma nova sobremesa; posso patentear? É possível patentar comidas? É possível patentear alimentos?

No tempo corrente, não existe uma resposta simples a essa pergunta. A reposta pode ser “sim”, ou “não”, a depender da receita culinária em questão. Se você não tiver tempo ou interesse em ler esse texto até o fim, fique com o “não”, pois raramente elas são patenteáveis; se tiver tempo sobrando, veja a seguir os casos em que as receitas culinárias são patenteáveis e os casos onde elas definitivamente não o são.

Há alguns anos atrás, mais precisamente entre os anos de 1971 e 1996 a resposta a essa pergunta — se receitas culinárias são patenteáveis — seria muito mais simples. Antes de 1996 não eram patenteáveis os gêneros alimentícios porque o artigo 9 alínea c do Código da Propriedade Industrial de 1971 taxava de forma bastante objetiva a proibição do patenteamento de receitas: “não são privilegiáveis misturas ou produtos alimentícios”.

Voltando ao tempo presente, no arcabouço legal vigente, não existe qualquer objeção à concessão de uma patente para gêneros alimentícios. O artigo 10 da Lei de Propriedade Industrial (a LPI, lei 9279 de 1996) proíbe o patenteamento de: descobertas, teorias, métodos matemáticos; concepções abstratas; planos de negócio; programas de computador em si; regras de jogo; métodos cirúrgicos, terapêuticos ou de diagnóstico. Por sua vez, o artigo 18 da mesma lei proíbe a concessão de patentes para: o que for contrário à moral, aos bons costumes e à segurança,  ordem e saúde públicas; as substâncias resultantes de transformação do núcleo atômico; e o todo ou parte dos seres vivos, com exceção dos transgênicos. Não há nada nessa lista que se confunda com: alimentos, sobremesas, salgados, massas, bolos e afins.

Ocorre que, a lei de propriedade industrial atual também traz em seu artigo 8º os três requisitos básicos de patenteabilidade: novidade; atividade inventiva e aplicação industrial.

Por novidade, entenda: para ser patenteável o objeto tem de ser novo em âmbito mundial. Por aplicação industrial, entenda: tem de ser possível a reprodução em escala do referido objeto, revelando uma produção que independa das habilidades particulares a um artesão. E por atividade inventiva – atenção a esse item! – entenda: não pode ser patenteável aquilo que é óbvio ao técnico no assunto.

Agora, pense em uma receita de culinária qualquer. Em homenagem a minha querida avó, que nunca perdeu um programa dessa simpática senhora, transcrevo aqui uma receita de Frango Rústico da cozinheira Palmirinha:

FRANGO RÚSTICO DA PALMIRINHA: Coloque em uma panela grande o açúcar e leve ao fogo, mexendo até caramelizar. Acomode as coxas de frango e deixe dourar de todos os lados. Adicione a cebola e o alho e mexa novamente. Bata uma cenoura com a água no liquidificador e adicione à panela com os tomates, o sal e a água. Tampe a panela, abaixe o fogo e deixe cozinhar por 30 minutos. Acrescente a outra cenoura em bastões, as vagens e os cogumelos e deixe acabar de cozinhar, adicionando água, se necessário. Salpique a salsa picada e sirva com macarrão integral. (Frango rústico, blog da Palmirinha)

O franco Rústico da Palmirinha parece muito bom, a foto do website que exibe a sua receita é de dar água na boca. Arrisco um palpite em dizer que essa receita é original, que foi elaborada pela própria Palmirinha e que não existe outra receita igual no mundo, atendendo, portanto, ao requisito de novidade definido no artigo oitavo da LPI.

Até esse ponto, a receita do frango rústico atende a todos os requisitos da LPI, com exceção de um: atividade inventiva.

Por melhor que seja a receita do dito frango rústico, não há nada nessa receita que fuja à definição de óbvio a um bom cozinheiro. Caramelizar açúcar, dourar coxa de frango, bater cenoura no liquidificador e adicionar todos os ingredientes a uma panela com água, nada disso foge ao convencional. Não há qualquer resultado inesperado proveniente dessas ações. Também não houve nessa receita solução a um problema técnico cuja solução era esperada há muito tempo. Por estes motivos, ainda que a receita descrita acima seja nova em relação a tudo o que já tenha sido elaborado em termos de receita, não há como justificar o atendimento ao requisito de atividade inventiva por essa receita.

Seguem dois precedentes do INPI que corroboram com essas afirmações: Precedente 1; Precedente 2.

Agora pense em uma receita criada por um engenheiro de alimentos para atender uma demanda específica de mercado, resolvendo um problema técnico que nenhum outro engenheiro de alimentos conseguiu resolver nos últimos anos.

Pense numa pasta de amendoim embalada na forma de finas fatias em vez de potes; para o público fitness; feita com ingredientes naturais; que compreende baixo teor de gordura; produzida a base de pó de amendoim; que não leva emulsificantes nem outros agentes configurados para atribuir viscosidade ao produto em sua formulação.

Uma patente para o objeto descrito acima foi concedida recentemente pelo escritório americano de patentes, o USPTO, com a seguinte número de referência US9913489.

Como diria Larry Tarazano, examinador do escritório americano de patentes, o USPTO, os pedidos de patente para gêneros alimentícios são concedidos apenas quando as soluções reivindicadas são técnicas e produzem resultados completamente inesperados. Segundo Larry, as invenções de gênero alimentício patenteáveis parecem muito mais ter saído de um laboratório do que de uma cozinha convencional.

Numerous patents on food products are issued each year. However, if you take a look at most of these patents, you’ll find that the recipe was more likely to have been created in a laboratory than on a kitchen counter.  (Larry Tarazano, -Examinador do USPTO)

A questão das patentes para gêneros alimentícios já foi levada à apreciação do TJSP, em um caso envolvendo a sobremesa Grand Gâteau Paris 6, comercializada pelo restaurante paulistano Paris 6. Na decisão do caso o Relator Francisco Loureiro afirma que a referida sobremesa jamais poderia ter sido patenteada pois lhe careceria novidade, atividade inventiva e aplicação industrial:

No caso em tela, a receita culinária desenvolvida pela ré não consiste em verdadeira invenção, pois não preenche qualquer dos requisitos acima especificados: não é nova ou original, pois mero desdobramento de receita mundialmente conhecida, decorre de maneira evidente do estado da técnica, pois consiste em ligeira variação de fórmula já sabida, além do que não é passível de aplicação industrial. (TJSP A. Civel n°1114716 – 29.2014.8.26.0100 S. Paulo)

Resumindo as linhas acima, o que o leitor deve entender é que conforme a lei vigente no Brasil, as receitas culinárias serão patenteáveis somente quando resolverem um problema técnico industrial, revelarem resultado inesperado na combinação e preparo de ingredientes e se assemelhem mais a uma criação desenvolvida em um laboratório por engenheiros de alimentos do que uma criação desenvolvida por um cozinheiro em uma cozinha convencional.

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https://www.oconsultorempatentes.com/post-unico/receitas-culinarias-sao-patenteaveis

Apple, Amazon, Google e MS são processadas por pirataria de música

Herdeiros de Harold Arlen estão processando a AppleAmazonGoogleMicrosoft e Pandora sob a acusação de venderem e transmitirem gravações piratas sem a devida indicação de direitos autorais. Na ação, advogados da família do compositor da canção “Over the Rainbow”, do filme “Mágico de Oz”, alegam que as companhias estão realizando “operações massivas de pirataria de música” em suas lojas virtuais e serviços de streaming.

No documento judicial é dito que há mais de 6 mil versões ilegais ofertadas nas plataformas das empresas citadas. No texto, há também a acusação de que as empresas envolvidas estão cientes das falsificações e estariam motivadas a oferecê-las em seus websites.

Cópia falsa ainda está no site da Amazon

Uma das gravações mencionadas ainda pode ser vista no e-commerce da Amazon, por exemplo. O MP3 completo da versão original do musical “Jamaica”, de autoria de Arlen, é ofertado no site por US$ 9,99, enquanto a versão falsificada é disponibilizada por apenas 3,99 dólares.

A diferença entre ambas as cópias pode ser também notada na imagem da capa de seus respectivos álbuns: a autêntica exibe o logotipo da RCA Victor, gravadora do disco; a falsa tem o detalhe claramente apagado. “Quanto mais gravações e álbuns os réus digitais disponibilizam em suas lojas e serviços, eles são mais capazes ainda de atrair compradores e assinantes,” apontam os advogados do espólio de Arlen.

Capa original do musical “Jamaica”, com composições de Arlen (Fonte: reprodução/Amazon).

Capa pirata do musical “Jamaica”, com composições de Arlen (Fonte: reprodução/Amazon).

Indenização milionária

O processo tem como objetivo a retirada das cópias não autorizadas dos sites, e reivindica indenização sob a lei federal de direitos autorais dos Estados Unidos. Esse saldo poderia chegar aos US$ 4,5 milhões para os cofres das gigantes de tecnologia.

“Qualquer coisa menor do que os prêmios máximos de danos estatutários encorajaria [esse tipo de] violação, […] e recompensaria empresas de bilhões e trilhões de dólares que dominam os mercados de música digital”, defendem os advogados.

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https://www.tecmundo.com.br/internet/141559-apple-amazon-google-ms-processadas-pirataria-musica.htm

 

Volkswagen vence processo sobre autoria de design do Fusca

A Volkswagen ganhou um processo sobre direito autoral, que estava sendo movido pela filha de Erwin Komenda. No processo, a requerente pedia indenização, alegando que seu pai havia ajudado na concepção do estilo do Fusca original.

A filha de Komenda pediu 5 milhões de euros, o que equivale a cerca de R$ 19 milhões. Ela argumentou que mesmo os novos modelos incorporavam elementos do Fusca original, o que feria o estatuto de limitações. Por isso, sua reclamação referia-se apenas aos modelos produzidos a partir de 2014.

A Corte de Brunswick, na Alemanha, examinou os desenhos de Komenda para o modelo original e concluiu que eles eram similares a outros automóveis daquele período.

Fusca original é assinado por Ferdinand Porsche

O julgamento também concluiu que a requerente não foi capaz de provar que seu pai teve participação no design do Volkswagen KdF, modelo no qual o Fusca original foi baseado. O KdF, produzido em 1938, foi projetado por Ferdinand Porsche.

O austríaco Erwin Komenda trabalhou com Ferdinand Porsche nos anos 30. Após a Segunda Guerra Mundial, ingressou na Porsche. Ele morreu em 1966.

A produção do Fusca de terceira geração (foto abaixo) deverá ser encerrada no mês que vem, no México. Somando todas as gerações, o Fusca já tem quase 80 anos de produção, período em que foram vendidos mais de 22 milhões de unidades.

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https://jornaldocarro.estadao.com.br/carros/volkswagen-vence-processo-sobre-autoria-de-design-do-fusca/