Agipi/UEPG supera marca de 50 patentes depositadas

No encerramento das atividades de 2014, a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) supera a marca de 50 patentes depositadas. De acordo com dados da Agência de Inovação e Propriedade Intelectual (Agipi), órgão responsável pela política de inovação e dos processos relativos à proteção de direitos da propriedade intelectual da instituição, com a previsão de depósito de uma patente internacional nos próximos dias, o número chegará a 52.

O diretor da Agipi comemora a marca de 52 patentes, porém, diz que o número poderia ser mais expressivo, chegando a 80 depósitos. “Esse montante poderia ser atingido, caso os pesquisadores fossem mais ágeis na redação dos seus relatórios descritivos”, diz. Sobre essa questão enfatiza o valor do registro de patentes na vida acadêmica do pesquisador. “A obtenção de um depósito é bem mais rápida do que a publicação de um artigo em revista qualis A”, exemplifica.

“Apenas nos últimos dois dias foram depositadas três patentes”, revela o diretor da Agipi, professor João Irineu de Resende Miranda, citando duas pesquisas desenvolvidas em co-titularidade com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e outro projeto resultado de trabalho de pesquisadores da UEPG vinculados à pós-graduação. A perspectiva para 2015 é de aumento de 50% nos acordos de cooperação para o desenvolvimento tecnológico, renovando o ciclo da transferência de tecnologia. “Podemos ter um ‘boom’ na área da propriedade industrial dentro da agência”, afirma.

A Agipi ainda planeja a divulgação do catálogo de serviços da UEPG, regulados pela nova resolução 252/2014, junto a entidades empresariais, e o desenvolvimento dos projetos das quatro empresas incubadas. “O destaque para o próximo ano é a busca pela implantação do Centro Empresarial Júnior da UEPG, estrutura que dará uma sede para as empresas júnior da UEPG, possibilitando-lhes a infraestrutura e o apoio necessário para o desenvolvimento de suas atividades”.

Nesse trabalho, ele ressalta o empenho da equipe da Agipi, formada pelo estagiário de Direito João Guilherme Pereira Chaves, que trabalha com a propriedade industrial; a bolsista de Residência Técnica, Marcelle Moraes Mulinari, no atendimento a empresários, empresa-júnior e pesquisadores na transferência de tecnologia; e a bolsista Andressa Dattola Werzel, no desenvolvimento de projetos inovadores.

A equipe ainda conta com o professor Rodrigo Simionato (Departamento de Direito Processual), chefe do Escritório de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia, que, segundo João Irineu, tem se desdobrado para atender todas as atividades da Agipi. “Trata-se de um grupo valoroso na superação de limitações e dedicação ao trabalho institucional”, reforça o diretor da Agipi.

PATENTES

Conheça as patentes depositadas pela Agipi nos últimos dias.

Patente desenvolvida por pesquisadores da UEPG: “Desenvolvimento de sensores e biossensores eletroquímicos utilizando-se de eletrodos de carbono extraídos de pilhas exauridas”.

Inventores: Cleverson Siqueira Santos – doutorando; Christiana Andrade Pessoa – docente; Carolina Maria Fioramonti Calixto – bolsista de apoio técnico; Rosana Mossanha – doutoranda; Sérgio Toshio Fujiwara – docente; Vagner dos Santos – docente.

Além dessa patente de propriedade de inventores apenas da UEPG, tivemos duas co-titularidades com inventores da UFPR:

Patentes: “Método de extração e uso de óleo essencial, extrato e frações com atividade antitumoral, antioxidante e antimicrobiana das partes aéreas e raiz de baccharis milleflora (LESS.) DC., asteracae” e “Método de extração e atividades antitumoral e antimicrobiana dos extratos, frações e produtos originários das partes aéreas e raiz da espécie Lobelia exaltata POHL, campanulacae”.

Inventores: Além de pesquisadores da UFPR, são inventores da UEPG nessas duas patentes os professores Paulo Vitor Farago e Luís Antônio Esmerino.

fonte

http://portal.uepg.br/noticias.php?id=7046