Adobe processa Forever 21 por uso de software pirata

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Eu ministro aula para fotógrafos iniciantes desde 2008. Comecei nas Oficinas Culturais do Estado de São Paulo em cursos oferecidos gratuitamente. Umas das constantes, com o crescimento da fotografia digital, foi a questão da edição das imagens. Todos os melhores softwares são pagos e, mesmo oferecendo opões gratuitas, os alunos não abriam mão de ter um Photoshop pirata instalado em seus computadores. A maior parte dos fotógrafos reclama muito quando alguém utiliza uma foto sua de modo indevido, mas não acha errado trabalhar com software pirata. A desculpa é sempre a mesma: “o software é muito caro”. Hoje a questão do preço mudou. Ter uma licença do Photoshop CC e do Lightroom CC custa a bagatela de R$ 22,00 (preço da mensalidade no Brasil). Embora manter os melhores softwares de edição de imagem de forma legal custe o mesmo que um lanche e um refrigerante, ainda tem gente que se aventura pelos domínios do lado negro.

Agora vem uma notícia bacana lá da terra do Tio Sam. Embora esse seja um caso corporativo, não deixa de ser interessante. Se grandes empresas tentam resolver sua situação com o típico jeitinho brasileiro, imagine o usuário doméstico.

No dia 29 de janeiro, a Adobe entrou com um processo no Tribunal Distrital da Califórnia contra a rede de lojas de roupas Forever 21. A acusação é muito simples: a Adobe garante que a Forever 21 levou a cabo 63 casos diferentes de utilização de software pirata com diversas cópias do Photoshop, Acrobat e Illustrator. E, para piorar a situação, a Autodesk e Corel se juntaram ao processo alegando utilização de cópias piratas do Autodesk, Winzip e PaintShop Pro. Ainda segundo o processo, a Forever 21 continuou a se utilizar das versões piratas dos softwares mesmo depois de ter sido contactada pela Adobe.

A Adobe acusa a Forever 21 de violação de direitos autorais dolosa, intencional e de forma maliciosa. As empresas de software pedem agora na justiça que seja decretado uma injunção para compensação por perdas financeiras, custos judiciais e danos adicionais. Ninguém sabe como, mas a Adobe juntou ao processo documentos detalhados de todas as 63 violações de direitos autorais com números de inscrição e datas de instalação dos softwares. Isso nos faz pensar se a Adobe realmente não tem acesso a cada versão pirata do Photoshop instalada pelo mundo. Segundo o The Verge, muitas empresas começaram a utilizar a versão pirata do software quando a Adobe moveu suas operações para a Nuvem em 2013 e passou a vender pacotes de utilização com pagamento mensal. Por outro lado, a Adobe possui um intensa campanha incentivando empregados a denunciarem seus empregadores por utilização de software pirata.

Por mais que alguns tenham torcido o nariz para a versão Creative Cloud do Photoshop e Lightroom, eu fiquei muito feliz. Pela primeira vez tive a oportunidade de utilizar a última versão do software e ter acesso a todos os seus benefícios.

fonte

http://meiobit.com/308787/adobe-processa-forever-21-por-uso-de-software-pirata/