A Origem dos Inventos – Telégrafo sem fio

Como o telefone, a telegrafia sem fio era um instrumento de comunicação que passou por um intenso aprimoramento nos primeiros anos de criação. De fato, muitos cientistas questionaram se tal aparelho poderia ser um dia construído. Foi a telegrafia que, mais tarde, deu origem ao rádio. Enviar sinais elétricos por fios, como era feito pela técnica fazia sentido — afinal o fio era um meio físico real que podia levar a corrente. Mas o que dizer de algo imaterial, como o ar? E mesmo que as ondas eletromagnéticas pudessem se propagar pelo ar, não estariam elas à mercê de tempestades elétricas e outros distúrbios atmosféricos?

James Clerk Maxwell, professor de Física Experimental em Cambridge, na Inglaterra, provou matematicamente em 1864 que uma onda elétrica podia produzir um efeito a uma distância considerável do ponto no qual ocorria. Portanto, os sinais elétricos não estavam limitados a propagar-se ao longo de um fio. Maxwell também previu que tais sinais, ou ondas eletromagnéticas, deslocavam-se à velocidade da luz, o que significava que a comunicação terrestre seria essencialmente instantânea. Tudo isso ficou na teoria por 22 anos.

O físico alemão Heinrich Rudolf Hertz, demonstrou experimentalmente, em 1888, que as previsões de Maxwell eram verdadeiras, pelo menos em relação a curtas distâncias. No centro de um espelho de metal parabólico, ele colocou dois condutores separados por um pequeno vão. Um aro de arame, conectado a outra abertura, foi colocado a 1,5 metro de distância, no foco de outro coletor parabólico, alinhado com o primeiro. Hertz descobriu que a faísca, ao saltar pelo primeiro vão, fazia com que uma faísca menor saltasse pelo vão no outro aro. Ele provou, desse modo, que as ondas de rádio eletromagnéticas se propagavam em linha reta e podiam ser refletidas por uma folha metálica, como as ondas de luz são refletidas por um espelho, e que a telegrafia sem fio era um conceito possível.

Uma vez demonstrados os fundamentos, o físico italiano Guglielmo Marconi repetiu as experiências de Hertz na casa de campo de sua família, em Pontecchio, próximo a Bolonha. Ele aperfeiçoou os trabalhos de Hertz fazendo com que faíscas secundárias — aquelas em sintonia com as faíscas primárias — saltassem a uma distância de aproximadamente 9 metros. Apesar do avanço científico, 9 metros ainda era uma distância curta demais para transmitir uma mensagem. Modificando seu projeto várias vezes, Marconi aumentou gradativamente a distância de transmissão para 275 metros, depois para 3 quilômetros e, em 1889, para a extensão do canal da Mancha. Marconi demonstrou o potencial quase ilimitado das ondas de rádio em 1901, ao atravessar o Oceano Atlântico com um sinal com a letra “S” em código Morse. O sinal foi a uma distância de 3.200 quilômetros.

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