A inconfundível caixa amarela – Maizena

maizena

No século 19, o amido de milho era usado basicamente para engomar tecidos. Os resultados com o pó grosseiro, no entanto, não eram muito bons. Dois ingleses, William Brown e John Polson, fundaram uma refinaria e chegaram a um processo que resultava num ótimo amido para as tecelagens e lavanderias domésticas. Em 1842, nos Estados Unidos, Thomas Kingsford passava por situação semelhante. Funcionário de uma refinaria de milho, ele desenvolveu uma forma para tornar o processo de extração de amido mais simples, e abriu uma fábrica para produzir farinha do seu jeito. O amido de milho Kingsford servia, a princípio, às indústrias que precisavam de goma, mas também começou a ter uso culinário, em receitas de mingau. Em 1855, um dos funcionários de Kingsford, Wright Duryea, também resolveu empreender. Ele criou a Duryea Starch Works, cujo carro-chefe era o amido de milho Maizena (o nome vem de maiz, milho em espanhol). O produto era acondicionado em uma caixa amarela de papel cartão, e logo se tornou um sucesso. A inconfundível embalagem é praticamente a mesma até hoje, e traz o desenho de índios norte-americanos da tribo Sioux colhendo o milho, extraindo o amido e fazendo mingau. O amarelo da caixa faz referência ao milho.

Em 1906, as empresas de Duryea e Kingsford passaram a integrar o grupo norte-americano Corn Products Refining Company, mais tarde apenas Corn Products Company (CPC), que foi adquirida pela Unilever.

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