7 startups promissoras que cometeram erros e acabaram morrendo

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Ter uma startup não é nada fácil. Se você é empreendedor, sabe muito bem como é. Algumas prosperam e se tornam gigantes, enquanto outras, infelizmente, acabam fechando as portas algum tempo depois.

Separei aqui 7 histórias de startups. Há muitas outras. Todas elas cometeram erros, que variam do excesso do otimismo até casos de fraude. Todas elas apontam alguma lição muito importante para nosso leitor, que fará bem em fugir dos problemas que mataram todas elas.

Aqui no StartSe, tentamos evitar a mortalidade de startups através da educação dos empreendedores, para evitar que eles cometam os erros mais comuns. Além das matérias, temos uma enorme gama de cursos. Recomendamos nosso curso online chamado Startup de A à Z, que ajuda empreendedores a construírem negócios campeões. Ele te ajuda a colocar em funcionamento o seu negócio, te ajuda a evitar as principais dores que podem DESTRUIR startups em seus primeiros meses e anos de funcionamento. Bem completo.

Além dele, há também o Accelerator Day, um evento exclusivo em São Paulo para ajudar empreendedores que querem acelerar suas caminhadas. Grandes nomes do mercado passam sua experiência em uma maratona de conversas. Também é útil para quem ainda não tem uma startup, mas planeja ter.

Para essa matéria, resolvi escolher apenas startups de fora do Brasil. Teríamos uma enorme quantidade de startups nacionais para falar, sim, mas preferi focar nas estrangeiras para não ser deselegante com ninguém aqui do país. Esperamos que cada empreendedor nacional que faliu uma startup tenha uma segunda chance, aprenda com seus erros e prospere. O Brasil precisa de vocês.

Confira:

Theranos

Começando pelo caso mais trágico, talvez. A Theranos é um nome bem recente, com os problemas da empresa começando apenas no ano passado. Ela chegou a ser avaliada em US$ 9 bilhões – quase se tornando um decaunicórnio. A sua fundadora, Elizabeth Holmes, era comumente comparada com Steve Jobs e se tornou a mulher mais rica do mundo, entre as que tinham feito sua própria fortuna. Parecia ser uma das principais startups do mundo.

O problema é que tudo não passava de uma grandíssima mentira. A empresa, supostamente, tinha um método revolucionário de análise de sangue, que permitiria as pessoas terem um controle maior da saúde delas. Mas não funcionava e a empresa fazia questão de esconder o máximo os seus “segredos”.

A companhia tinha uma grande parceria com a rede de farmácias Walgreens, mas, nestes lugares, fazia testes convencionais de sangue. Um venture capitalist foi fazer um exame de sangue e acabou descobrindo. Foi um começo para desbaratar o “esquema Theranos”. Logo depois, descobriu-se que o teste revolucionário não era confiável e que a empresa tinha vários erros.

A temperatura do escritório era adequada ao tipo de vestimenta usada por Holmes (e não aos pedidos dos técnicos de uma empresa de biotecnologia). O conselho da companhia era formado basicamente por militares, e não por médicos. Resultado: a empresa teve que fechar seus dois laboratórios de pesquisa, Holmes perdeu tudo que tinha e a companhia tenta se salvar pivotando para um serviço de detecção de doenças, como Zika Vírus.

Pebble

A Pebble é outro nome recente desta lista. A companhia nasceu como uma campanha de Kickstarter, em 2012. O fundador, Eric Migicovsky, buscava US$ 100 mil para financiar sua companhia de smartwatches. A meta foi atingida em poucas horas e, eventualmente, superou a marca para mais de US$ 10 milhões. Foram 85 mil pedidos registrados. Parecia o começo de uma empresa promissora.

O sucesso da empreitada e as subsequentes campanhas do Kickstarter, junto com a atenção que a mídia deu em cima do fenômeno, sem dúvidas fizeram com que Migicovsky acreditasse em sua empresa e nos prospectos de crescimento, à ponto de ele rejeitar uma oferta de US$ 740 milhões da Citizen, uma companhia japonesa de 86 anos.

As coisas não deram certo, sobrou arrogância e o produto não foi bem aceito ao mercado. Hoje, Migicovsky está vendendo os softwares e a propriedade intelectual da Pebble ao concorrente Fitbit, por menos de US$ 40 milhões. E Migicovsky não está levando nada desta operação – já que as dívidas da Pebble vão continuar com ele.

Color

Quando aplicativo Color surgiu, as expectativas eram muito altas. Ele era um aplicativo de iPhone, surgido em 2010, que permitia as pessoas compartilharem fotos com seus amigos – juntando as fotos baseadas na localização em que elas foram tiradas ou na amizade que existia entre os usuários. Uma excelente ideia em um mundo cheio de cópias.

A companhia chegou a levantar US$ 41 milhões de investidores, que incluíam a Sequoia. “A Color vai mudar toda a forma que as pessoas se comunicam, assim como o iPhone mudou. Uma ou duas vezes por década aparece uma empresa no Vale do Silício que muda tudo. O Color é uma delas”, disse Doug Leone, um dos sócios da Sequoia na época.

O problema? O aplicativo era ruim, frustrando os usuários com uma interface ruim e a falta de privacidade. Além disso, um de seus co-fundadores saiu logo depois e a companhia entrou em um processo caótico de reconstrução. Acabou virando um aplicativo para as pessoas fazerem o streaming de vídeos ao vivo via Facebook. Isso também não deu certo e a empresa fechou as portas sem revolucionar o mundo.

Altavista

Esse era, talvez, o melhor buscador na virada do milênio. E ele ainda tinha um tradutor de línguas (que, diga-se de passagem, eu usava) e foi a primeira empresa do mundo a oferecer um servidor de e-mail totalmente gratuito, em 1998. Chame-o de Google antes do Google.

Com tanto potencial, o que faltou? Criatividade. Pode parecer óbvio agora, mas ninguém conseguiu pensar em uma forma de monetizar um serviço de buscas. A Compaq comprou o serviço em 1999, quando ele era o maior buscador da internet e trabalhou para fazê-lo um portal parecido com o do Yahoo!.

Não deu certo. Depois de mudar de mãos algumas vezes, a companhia foi adquirida pelo próprio Yahoo em 2003 e acabou sendo desativado em 2013, embora recebesse poucos resultados até então. Sua história é tristemente muito parecida com a empresa que a comprou.

Boo.com

Ninguém queimou dinheiro com tanta agressividade quanto a Boo.com. Sobrou ambição para a companhia britânica, mais uma das vítimas da bolha do fim dos anos 2000. A companhia nasceu com grandes expectativas sobre ela, recebendo investimentos de grandes bancos como JP Morgan e Goldman Sachs.

A expectativa era tão grande que a Fortune chamou a Boo de uma das empresas mais bacanas da Europa antes do próprio lançamento. Ela queria se tornar a loja fashion mais impressionante da internet, no mundo inteiro. De uma vez só.

Com tanta expectativa e dinheiro de investidores fácil, a empresa queimou inacreditáveis US$ 135 milhões em 3 anos. A empresa, no lançamento, tentou vender seus produtos em 18 países diferentes (e lembre-se: na virada do milênio o Euro estava começando a existir, era difícil operar na Europa). Ela queria ser uma gigante de e-commerce online, talvez 10 anos antes do devido. Até a Amazon sofreu com excesso de ambição nesta época.

Ao invés de milhões de consumidores, apenas alguns vieram. Apenas 20% do Reino Unido estava conectado à internet na época e o costume ainda não era de adquirir coisas pela internet. Com uma estrutura gigantesca logo no lançamento, a empresa continuou a torrar dinheiro, chegando ao valor total em 2000, quando fechou as portas. Uma coisa interessante do fechamento da Boo é que eles sempre foram acusados de privilegiar o marketing, mas não tentaram fazer a experiência do usuário ser boa.

Webvan

Mais uma da bolha do fim do século passado. É uma história de como você pode criar o negócio certo, no momento errado. A Webvan tinha a intenção de deixar as pessoas comprarem alimentos via internet, com a entrega sendo realizada 30 minutos depois da aquisição. Parece sensacional, certo?

George Shaheen, CEO da Webvan, acreditava que 35% dos consumidores estariam realizando compras online em 2003 ou 2004, então ele se preparou para a demanda destes consumidores imaginários, comprando vários caminhões e abrindo vários centros de distribuição ao redor dos Estados Unidos.

Cedo demais e a demanda não veio (no começo da internet, raramente as pessoas faziam compras nela), fazendo com que a empresa morresse em 2001. Se Shaheen tivesse validado sua ideia antes, teria evitado boa parte de seu prejuízo. Além disso, ele não estava errado: só estava radicalmente à frente de seu tempo.

Pay By Touch

A última história desta matéria é mais uma prova de que, para comandar uma startup de sucesso, é necessário ter caráter. A Pay By Touch, tinha uma bela tecnologia, financiamento e clientes – mas perdeu tudo por conta do fundador John Rogers.

A empresa permitia que as pessoas pagassem ou autorizassem transações via biometria, desde 2002, quando isso não era muito comum. Um sistema super seguro que deveria reduzir (e muito) as fraudes no comércio. Ela chegou a levantar US$ 340 milhões (inclusive celebridades apoiaram a companhia) e a ter 800 funcionários.

Mas a própria fraude era o CEO. Durante os melhores anos da companhia, ele foi acusado de abuso doméstico, posse de drogas e de tomar o dinheiro da companhia para uso pessoal. E sua vida caótica teve um efeito ainda pior na sua companhia, que carecia, efetivamente, de um comandante.

No dia 19 de março de 2008, a empresa desligou seus serviços sem nem notificar seus clientes – embora tenha vendido a maior parte de seus ativos posteriormente. Pior ainda: investidores processaram o banco de investimentos UBS, alegando que eles tinham ocultado o histórico criminoso de John Rogers ao recomendar o investimento. Uma bagunça.

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