INPI concede Denominação de Origem para mel do Planalto Sul Brasileiro

O INPI publicou nesta terça-feira, dia 20 de julho, a concessão da Denominação de Origem Planalto Sul Brasileiro para o mel de melato da bracatinga, produzido numa área que abrange total ou parcialmente 134 municípios (107 de Santa Catarina, 12 do Paraná e 15 do Rio Grande do Sul).

Com essa concessão, o número de Indicações Geográficas no INPI chega a 95, sendo 28 Denominações de Origem (19 nacionais e nove estrangeiras) e 67 Indicações de Procedência (todas nacionais).

Sobre a DO Planalto Sul Brasileiro

Com base na documentação apresentada ao INPI, o mel de melato é um produto natural das abelhas obtido a partir das excreções de insetos sugadores de partes vivas de plantas. Ele difere do mel floral ou extrafloral porque, além da presença das enzimas das abelhas produtoras, contém enzimas derivadas das secreções das glândulas salivares e do intestino das cochonilhas, que promovem características como coloração mais escura (âmbar); maior condutividade elétrica; maiores teores de açúcares, nitrogênio e minerais; maior pH e, principalmente, mais efeitos benéficos à saúde devido à presença de compostos bioativos e potencial antioxidante. Apesar da maior concentração de açúcares, o mel de melato apresenta menores quantidades de frutose e glicose e não cristaliza como o mel floral.

As cochonilhas (Tachardiella sp. ou Stigmacoccus paranaensis Foldi) envolvidas na produção do mel são insetos que vivem associados à árvore popularmente conhecida por bracatinga (Mimosa scabrella Bentham). Esta, por usa vez, é uma espécie arbórea nativa do Brasil, com distribuição predominante na região Sul.

Em períodos bianuais, os bracatingais são infestados por cochonilhas, que se fixam no tronco das árvores e se alimentam da seiva, excretando um líquido adocicado pelo canal alimentar em forma de gotas, o melato. Este mesmo líquido, que fica depositado nas partes externas da planta, é utilizado como matéria-prima pelas abelhas da espécie Apis mellifera e, a partir dessa associação, é elaborado o mel de melato de bracatinga.

Produção

A produção do mel de melato da bracatinga no Sul do Brasil ocorre normalmente entre os meses de dezembro e junho, o que corresponde aos períodos de maior escassez de néctar e pólen. Entretanto, ocorre apenas a cada dois anos, geralmente no primeiro semestre dos anos pares, o que se relaciona com o ciclo de vida da cochonilha. Nesse período, o inseto está no estágio de cisto, formando longos fios brancos por onde excreta o melato.

Nos anos ímpares, a excreção ocorre em menor quantidade. Apesar disso, às vezes é possível produzir pequenas quantidades de mel de melato. Para isso, devem-se migrar as colmeias para locais onde há bracatingas nas épocas em que elas estão associadas às cochonilhas, visando a aproveitar todo o potencial apícola.

Ainda de acordo com a documentação enviada ao INPI, vale destacar que estudos pioneiros com mel de melato da bracatinga da região demarcada demonstraram que o mesmo possui ainda características diferenciadas em relação aos méis florais e de melato de outras origens geográficas e/ou botânicas, com destaque para a maior concentração dos aminoácidos livres serina, prolina, asparagina, ácido aspártico e ácido glutâmico.

fonte

https://www.gov.br/inpi/pt-br/central-de-conteudo/noticias/inpi-concede-denominacao-de-origem-para-mel-do-planalto-sul-brasileiro

 

INPI reconhece a Denominação de Origem Mamirauá para o pirarucu manejado

O INPI publicou nesta terça-feira, dia 13 de julho, a concessão da Denominação de Origem Mamirauá para o pirarucu manejado de nove municípios do Amazonas (Alvarães, Fonte Boa, Japurá, Juruá, Jutaí, Maraã, Tefé, Tonantins e Uarini).

Com essa concessão, o número de Indicações Geográficas no INPI chega a 94, sendo 27 Denominações de Origem (18 nacionais e nove estrangeiras) e 67 Indicações de Procedência (todas nacionais).

Sobre a DO Mamirauá

De acordo com a documentação apresentada ao INPI, os fatores humanos, que envolvem boas práticas de pesca, abate, recepção e pré-beneficiamento do pirarucu, influenciam na qualidade final do produto, contribuindo para o aumento da durabilidade na prateleira. Além disso, o binômio tempo-temperatura no transporte do peixe entre o local da pesca e o flutuante para armazenagem contribui para o aroma agradável do produto.

Por sua vez, ainda segundo a documentação enviada ao INPI, também há relação entre os fatores naturais e as diversas características ou qualidades da carne do pirarucu. O alto índice de ácidos graxos (ômega 3) no pescado se deve à alimentação na área de várzea de Mamirauá. Além disso, o modo como o pirarucu vive na região, associado a uma alimentação rica em proteínas, propicia a formação de colágeno, contribuindo para a textura firme da carne.

Já o sabor suave se deve ao perfil lipídico do pirarucu, com altos índices de ômega 3, enquanto o aroma agradável decorre da ausência do óxido de trimetilamina (OTMA). Por fim, cabe ressaltar que a pigmentação vermelha diferenciada do peixe é adquirida pela ingestão de moluscos, principalmente da família Pomaceae, que obtêm tal pigmento ao se alimentarem de vegetais.

Dessa forma, segundo a documentação apresentada ao INPI, o resultado é um peixe com intensa coloração vermelha, alta concentração de proteínas e ômega 3, sabor suave, aroma agradável e leve, bem como textura boa, suculenta e firme.

fonte

https://www.gov.br/inpi/pt-br/central-de-conteudo/noticias/inpi-reconhece-a-denominacao-de-origem-mamiraua-para-o-pirarucu-manejado

 

INPI divulga estudo sobre patentes de vacinas para a COVID-19

O INPI, por meio do Observatório de Tecnologias Relacionadas à COVID-19, publicou em julho um estudo sobre o cenário das vacinas de vírus inativado para a prevenção da COVID-19, com base em documentos de patentes e outras fontes de informação científica.

No estudo “Vacinas baseadas em vírus inativado para prevenção da COVID-19”, foram destacadas as oito vacinas que estão em estágio clínico mais avançado (fases 3 e 4) até maio deste ano, de acordo com informações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

https://www.gov.br/servicos/patentes/tecnologias-para-covid-19/Estudos

fonte

https://www.gov.br/inpi/pt-br/central-de-conteudo/noticias/inpi-divulga-estudo-sobre-patentes-de-vacinas-para-a-covid-19