Após acordo, novos produtores vão ter que mudar nome de parmesão, diz associação

O acordo entre Mercosul e União Europeia reconhece uma lista de produtos típicos dos dois blocos. Pelas regras, os sul-americanos se comprometem a respeitar 355 das chamadas indicações geográficas europeias.

Já a UE vai reconhecer 38 produtos brasileiros, segundo documento do Itamaraty. A cachaça, o queijo canastra e os vinhos e espumantes do Vale dos Vinhedos estão entre os produtos que não poderão ter seus nomes usados em mercadorias vindas da Europa. A lista completa ainda não foi divulgada.

A negociação desse ponto era um dos maiores entraves. “Atualmente, para ter o reconhecimento da indicação geográfica no Brasil, os produtores de uma região se associam e buscam o INPI [Instituto Nacional da Propriedade Industrial] para demonstrar que têm tradição”, diz Elton Minasse, sócio do escritório de advocacia Machado Meyer.

O INPI reconhece nove denominações de origem estrangeiras, incluindo o cognac, o champagne e o queijo roquefort, da França, além de vinhos do Porto e verde, de Portugal.

“Com o acordo, para usar nomes de produtos europeus, o empresário brasileiro terá de se adequar às regras da indicação, o que implica até fabricar na região de origem”, afirma Eduardo Augusto, sócio do Siqueira Castro.

No acordo, segundo a Abiq (Associação Brasileira das Indústrias de Queijo ), muçarela, gouda, edam, brie, camembert e provolone foram classificados como designações genéricas —podem ser produzidos e vendidos com esse nome no Mercosul. Queijos gruyère, grana, parmesão e gorgonzola foram reconhecidos como indicação geográfica.

Mesmo assim, segundo a Abiq, uma cláusula permite que produtores já registrados continuem usando o nome desses queijos.

“A grande dificuldade vai ser para quem quiser lançar daqui para frente um parmesão. Eles entenderam, apesar do meu protesto veemente, que parmesão é a mesma coisa que o Parmigiano”, diz o presidente da entidade, Fabio Scarcelli, que acompanhou as negociações.

Segundo ele, o Brasil produz 70 mil toneladas por ano de queijos especiais. Considerando que cerca de metade da cota de 30 mil poderia vir para o Brasil, o volume é visto como significativo.

As taxas de importação são de 28% e 16% hoje, dependendo do queijo, segundo a Abiq. “Temos dois anos para fazer a lição de casa”, diz Scarcelli.

Outro mercado sensível é o de vinhos. O presidente do Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), Oscar Ló, diz que o setor era contrário ao acordo, por temer concorrência desleal.

“Só no ano passado a comunidade europeia colocou mais de € 1,3 bilhão em subsídio no setor de vinho. Se tirar o imposto de importação, de 27%, com o subsídio que eles têm, os vinhos europeus vão ficar muito mais competitivos”, diz.

Ló se preocupa com a denominação do Prosecco. “O que nós temos de informações preliminares seria de que, em dez anos, teríamos de parar de usar essa expressão”, afirma.

Para ele, o Prosecco deveria ser considerado um tipo de uva. “Para o mundo todo o Prosecco é uma variedade de uva, agora a Itália cria uma denominação em 2009, e o Brasil aceita?”, questiona.

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Sylvester Stallone diz que não tem os direitos da franquia Rocky

Ao longo de sua longa carreira, Sylvester Stallone deu vida a diversos personagens icônicos, mas o maior deles é com certeza Rocky Balboa, lutador de boxe criado e interpretado pelo ator e diretor.

Porém, Stallone revelou em entrevista para a Variety que não tem o controle, e nem participação nos direitos da longa franquia de boxe.

“Eu disse isso algumas vezes depois que Rocky II estreou e fez muito dinheiro, e então Rocky III saiu e fez mais dinheiro do que todos eles. Aí eu disse que queria ter algum controle, há que eu inventei. E isso nunca aconteceu. Então eu tenho zero controle sobre Rocky”, revela Stallone.

“Eu acho que havia um certo código de conduta comercial, talvez não muito agora, mas lá na época, onde você não mexia nas penas da galinha de ouro. O estúdio é o poder, a agência depende muito deles e os advogados fazem a medição. Quando eu finalmente os confrontei, antes de Rocky IV em 1985, eu disse, ‘Não incomoda vocês que eu escrevi cada palavra, eu coreografei, eu fui leal a vocês, eu promovi, dirigi e não tenho nem 1% para deixar a meus filhos?’ E eles falam, ‘Você foi pago’. E esse foi o fim da conversa”, diz o ator.

O último filme da franquia lançado nos cinemas foi Creed II, derivado focado no personagem de Michael B. Jordan, que é treinado por Rocky Balboa.

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Sylvester Stallone diz que não tem os direitos da franquia Rocky