Walmart patenteia carrinhos de compras inteligentes

Na última semana, o Walmart, maior empresa varejista dos Estados Unidos, entrou com o pedido de diversas patentes que sugerem que a companhia esteja incorporando tecnologia de maneira que mudaria a perspectiva de como os consumidores fazem suas compras. Entre as solicitações, havia uma relacionada à gestão do nível de estoque da empresa e outra para facilitar a vida dos clientes na hora das compras.

Enquanto uma patente almeja melhorar a experiência dos clientes quando vão fazer compras na loja, a empresa também propõe um dispositivo de detecção para comunicar um dispositivo móvel a um carrinho de compras inteligente. Na prática, o dispositivo móvel vai ajudar o cliente a procurar os itens que deseja comprar. Ou seja, a patente apresenta uma tecnologia em que um drone pode ser convocado por meio de um dispositivo móvel – pessoal ou temporariamente fornecido – e, em seguida, fornecer assistência ao usuário na forma de verificação de preços ou assistência de navegação.

Há ainda um registro que pretende rastrear os usuários por meio de wearables também conhecidos como “tecnologias vestíveis” – e uma patente que descreve um método para detectar itens adicionados a um contêiner. Além disso, um sistema de sensores, um processador e uma interface de comunicação para coletar informações sobre o transporte de mercadorias – como peso, tamanho e temperatura.

Se vamos mesmo ter Walmarts tão modernos assim, ainda não sabemos, já que um pedido de patente não garante nada – muitas vezes, as empresas desistem dos projetos. Porém, é inegável que os avanços tecnológicos estejam se expandindo para o cotidiano das pessoas. Um exemplo disso é que, há alguns dias, a própria Walmart adicionou uma patente para abelhas-drone, um sistema de polinização por via artificial.

Entrando na disputa

O Walmart está aumentando seus esforços para competir com seu principal rival, a Amazon. A companhia impulsionou, no final do ano passado, os preços dos itens online em relação à loja física, começou a produzir e vender seus próprios kits de refeição e fechou um acordo com a Rakuten, empresa japonesa de comércio eletrônico, para ser a fornecedora exclusiva da Kobo eReaders, leitor de eBooks concorrente do Kindle.

Fonte: TECHMUNDO

EUA iniciam demanda contra China na OMC sobre direito de patentes

Estados Unidos e China, as maiores economias do mundo, envolveram-se em uma disputa comercial, após a imposição de tarifas aduaneiras recíprocas às importações e a apresentação, nesta sexta-feira (23), de uma demanda de Washington contra Pequim na Organização Mundial do Comércio (OMC) por direitos de patentes.

Em nota, o representante americano do Comércio (USTR), Robert Lihthizer, indicou ter apresentado uma “demanda de consulta” contra a China na OMC, em relação a “certas medidas chinesas relativas à proteção dos direitos de propriedade intelectual”.

Em represália, a China tarifou, nesta sexta, mais de 100 produtos americanos, horas depois de Donald Trump anunciar sua ofensiva comercial contra Pequim.

A OMC pediu “moderação e diálogo urgentes”.

“Perturbar o fluxo comercial pode ameaçar a economia mundial”, alertou o diretor-geral do organismo, o brasileiro Roberto Azevêdo.

O medo deste espectro de guerra comercial abalou as bolsas de valores no mundo todo.

A Bolsa de Xangai caiu 3,39% nesta sexta, e a de Hong Kong, 2,45%. Na Europa, as bolsas operavam em baixa, mas Wall Street abriu em alta.

“A China não tem, em absoluto, medo de uma guerra comercial”, advertiu o ministro chinês do Comércio.

“Se uma guerra comercial começar, a China lutará até o fim para defender seus interesses legítimos com todas as medidas necessárias”, afirmou a embaixada chinesa em Washington na quinta-feira.

Também na quinta, o presidente Donald Trump assinou, na Casa Branca, uma resolução que orienta o USTR a elaborar em 15 dias uma lista de produtos chineses, cuja importação para os Estados Unidos passará a ser alvo de tarifas pesadas.

Trump denunciou “a agressão econômica da China” e anunciou medidas punitivas contra a importação de produtos chineses no valor de 60 bilhões de dólares para impedir uma suposta concorrência desleal de Pequim e o roubo de propriedade intelectual. Antes, seus assessores econômicos tinham sugerido que seria de “cerca de 50 bilhões” de dólares.

Washington alega que as empresas norte-americanas são forçadas a repassar tecnologias, patentes e propriedade intelectual para operar na China, e isso caracteriza uma “concorrência desleal” que motiva a adoção de medidas comerciais.

A China respondeu nesta sexta com uma lista de 128 produtos, ou linhas tarifárias, sobre os quais aplicará taxas de 15%, ou 25%, se as negociações com Washington não forem satisfatórias.

As represálias chinesas parecem moderadas: os produtos afetados seriam equivalentes a 3 bilhões de dólares em exportações à China no ano passado, isto é, apenas 2% do total das exportações dos Estados Unidos para este país em 2017.

Produtos como frutas, vinho, etanol, ginseng e tubos de aço sem soldadura poderiam ser taxados em 15%, enquanto carne suína e alumínio reciclado chegariam a 25%.

A lista não inclui, contudo, a soja. Os Estados Unidos exportaram 14 bilhões de dólares da leguminosa para a China no ano passado.

– Moderação com a UE –

Washington optou pela moderação com vários de seus principais aliados neste caso, inclusive União Europeia, Brasil, Austrália e Coreia do Sul, ao anunciar nesta quinta-feira a suspensão, até 1º de maio de 2018, das tarifas sobre aço e alumínio.

O secretário americano do Comércio, Wilbur Ross, explicou que as sanções a Pequim são o “prelúdio de uma série de negociações”.

Já Lighthizer destacou que as medidas buscam, principalmente, preservar o setor de alta tecnologia, a “parte mais essencial” da economia americana.

Pequim obrigada empresas estrangeiras que querem operar em seu mercado a compartilharem tecnologia com seus sócios chineses, explicou Everett Eissenstat, assessor de Trump. Para Washington, isso constitui roubo de propriedade intelectual americana e uma “concorrência desleal”.

Além disso, os Estados Unidos alegam também o enorme déficit comercial com a China – de 375,2 bilhões de dólares em 2017, segundo as aduanas chinesas.

Os Estados Unidos tentam obter o respaldo de seus outros parceiros comerciais.

“É um problema que envolve todo o mundo. Todos que comercializam com a China passam por isso”, avaliou Peter Navarro, assessor comercial de Trump.

fonte

http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2018/03/23/eua-iniciam-demanda-contra-china-na-omc-sobre-direito-de-patentes/