INPI concede patente a tecnologia pós-colheita desenvolvida pela Embrapa

A carta-patente foi concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) no final de 2017 e, com isso, a nova tecnologia com a marca Embrapa recebeu sinal verde para ganhar espaço entre os produtores de hortaliças, de frutas e de plantas ornamentais. Trata-se da carriola – expressão usada para designar carrinho de mão – idealizada por pesquisadores da Embrapa Hortaliças (Brasília-DF) com o objetivo de melhorar o processo pós-colheita como forma de preservar a qualidade do produto.
Como principal vantagem comparativa a outros carrinhos já existentes no mercado, a carriola patenteada apresenta uma plataforma regulável em largura, o que permite o uso de embalagens com diferentes dimensões para acomodar distintos produtos. A pesquisadora Rita Luengo, que idealizou a ferramenta juntamente com o pesquisador Adonai Calbo, aponta outros diferenciais do carrinho de mão, além dessa sua adequação ao gênero de embalagem.
“Por possuir engate, a carriola pode ser movimentada através de áreas pavimentadas e pequenos corredores, como os existentes em galpões de embalagens de supermercados e de centrais de abastecimento”, explica Rita, para quem também pode-se destacar como outro ganho utilitário a aplicação do conceito de manuseio mínimo: uso de uma única ferramenta para colheita, transporte e comercialização.
Com relação a essa questão ela chama a atenção para o que denomina “um casamento perfeito” envolvendo a carriola e o Grupo de Caixas Embrapa, desenvolvido para acondicionamento e transporte de hortaliças e frutas, e apresentado em 2015. Segundo a pesquisadora, a caixa de colheita em cima do carrinho evita o contato com o solo, e suas possíveis consequências, como contaminação por bactérias e fungos que acabam afetando o produto. “Se a caixa não encosta no solo, evita a sujidade e os riscos da contaminação”.
REGISTRO
A história da carriola vem de longe. Tudo começou com o projeto de pesquisa “Validação de embalagens para comercialização de hortaliças e frutas no Brasil e transportador de embalagens e acessórios para colheita de hortaliças e frutas”, iniciado em 2007.
Do trabalho de observação nas áreas produtoras de hortaliças, nasceu o protótipo – produzido na Embrapa Hortaliças – da carriola recentemente patenteada pelo INPI. Antes do pedido para obtenção da patente, o protótipo foi objeto de validação em condições reais de campo, em um trabalho desenvolvido em parceria com a Emater-DF em vários núcleos rurais do Distrito Federal e no cinturão verde de São Paulo.
A próxima fase envolverá a participação de empresas interessadas em produzir industrialmente o carrinho, de acordo com o que prevê o Contrato de Financiamento de Tecnologias da Embrapa.

Fonte: Embrapa

Amazon patenteia espelho que usa realidade aumentada para te vestir

O espelho será capaz de te sugerir roupas e fazer combinações – e você poderá ver como ficará usando cada uma delas

Amazon]

Na sua infância, você provavelmente brincou ou já viu aquelas silhuetas de papel no qual roupas – também de papel – poderiam ser colocadas dobrando as extremidades, vestindo a silhueta – como essa.  Agora, com base na patente realizada recentemente, a Amazon poderá desenvolver uma evolução das bonecas de papel: um espelho de realidade aumentada. O espelho possui uma câmera que projeta sua imagem na tela e te veste com roupas selecionadas. Assim, ao olhar no espelho, é possível fazer combinações e visualizar como a roupa ficará.

Vai viajar para a praia e está com dúvidas de qual roupa usar? O espelho poderá te projetar em praias virtuais, colocando as roupas adequadas. As roupas seguirão os movimentos – semelhante aos filtros para rostos utilizados pelo Snapchat e Instagram.

Na patente, há a afirmação que a empresa utilizará “tecnologias mais avançadas” e críveis, utilizando um jogo de luzes e projetores para tornar a experiência realística.

Esse produto parece ser um complemento ao que o Amazon Echo Look oferece. O Amazon Echo Look é o dispositivo da empresa que utiliza a Alexa para auxiliar os usuários na hora de se vestirem. Para isso, o dispositivo tira fotos e vídeos das roupas do usuário para aconselhá-lo na hora de se vestir, utilizando informações como clima e características da região. Atualmente, o Amazon Echo Look está disponível apenas por convites.

A Amazon poderá lucrar com essas tecnologias oferecendo novos produtos a serem utilizados pelos usuários, trazendo uma nova forma de oferta. A Amazon é uma empresa competitiva que está dentro da Nova Economia, pois utiliza as novas tecnologias – como a inteligência artificial e realidade aumentada – para mudar a rotina de seus usuários. Para saber outros usos para a inteligência artificial e realidade aumentada em nossas vidas, participe da A Revolução da Nova Economia – um evento preparado por nós, da StartSe, para te colocar por dentro de tudo o que está por vir.

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https://conteudo.startse.com.br/tecnologia-inovacao/taina/amazon-espelho-realidade-aumentada-2018/

Pizza Hut e Toyota lançam veículo autônomo que entrega e poderá fazer pizza

O e-Palette, veículo conceito apresentado pela Toyota, fará o delivery de pizzas e posteriormente poderá até cozinhá-las

A Toyota e a Pizza Hut realizaram uma parceria que pode mudar completamente o setor de delivery. A Toyota revelou que as empresas estão trabalhando em um veículo autônomo, o e-Palette. O veículo autônomo poderá um dia não apenas entregar pizzas do Pizza Hut, mas cozinhá-las durante o trajeto.

“Nós estamos focados em soluções baseadas em tecnologia que permitirão que os membros do nosso time e motoristas entreguem experiências ainda melhores para os consumidores”, disse Artie Starrs, presidente do Pizza Hut US. “Com a Toyota, estamos excitados de sermos parceiros de uma empresa líder em mobilidade humana com reputação para inovação, confiabilidade e eficiência, ao definirmos a experiência do delivery de pizza do futuro”.

De fato, a iniciativa da Toyota e Pizza Hut contribui para uma Nova Economia, pois é uma inovação com potencial de mudar o sistema vigente. Para saber como as novas tecnologias – como os carros autônomos – impactarão nas nossas vidas ainda em 2018, participe do evento A Revolução da Nova Economia.

O Pizza Hut planeja utilizar seus motoristas atuais como cobaias nesse ano, coletando dados do seu time de entrega estável para aumentar a segurança e eficiência dos algoritmos.

Para a Toyota, o e-Pallete é, atualmente, apenas um conceito. Além da Pizza Hut, a montadora de carros releva planos de fazer parceiras durante o ano com a Amazon, Uber e Didi, empresa de transporte privado.

A Toyota afirma que é possível vermos o veículo autônomo em 2020, nas Olimpíadas de Tóquio. O teste nos Estados Unidos poderá começar um pouco depois disso.

E o veículo autônomo terá diversas utilidades, pois seu tamanho varia. A Toyota revelou que cada veículo é customizável e as reconfigurações podem ser feitas em menos de 24 horas. Eles medirão de 396 a 700 cm. No maior tamanho, é possível abrigar desde uma pequena casa à uma loja pequena ou pop-up.

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https://conteudo.startse.com.br/tecnologia-inovacao/taina/pizza-hut-toyota-veiculo-autonomo-entrega-podera-fazer-pizza-2018/

Hotel não pode usar marca de outro mesmo localizado em estado diferente

 

O titular de uma marca registrada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) pode impedir terceiros de utilizá-la sem o seu consentimento em todo o território nacional, pois o uso indevido no mesmo nicho mercadológico ofende a imagem, a identidade e a credibilidade do titular da marca.

Assim entendeu a 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul ao condenar um hotel do interior de Minas Gerais a pagar R$ 40 mil por usar a marca de um estabelecimento de Porto Alegre. Além do desembolso pela reparação moral, o réu foi proibido de alardear a marca em qualquer veículo de comunicação.

O Hotel Embaixador, com sede na capital gaúcha, moveu ação contra o Hotel Embaixador Inn Itajubá, sediado no município mineiro de Itajubá. O autor disse que opera há mais de 50 anos no mercado hoteleiro e que registrou a marca ‘‘Hotel Embaixador’’ no Inpi. Por isso, acusou a empresa mineira de concorrência desleal pelo desvio de clientela, já que o uso de nome idêntico ao do seu estabelecimento causaria confusão no mercado.

O réu respondeu que as marcas têm nomes diferentes e que está a mais de 4 mil km de distância do hotel gaúcho, atendendo a um público completamente diferente. Além disso, alegou que ‘‘embaixador’’ é expressão usual que consta em 58 registros do Inpi e que vem sendo utilizada por outros hotéis noutras cidades do Brasil.

Em primeiro grau, o juiz Paulo César Filippon disse que o autor provou ser detentor da marca ‘‘Embaixador’’ no ramo de serviços de hotelaria em todo o país junto ao Inpi e demonstrou que o seu direito foi violado. Afinal, o artigo 129 da Lei de Propriedade Industrial (9.279/96) diz que a propriedade da marca se dá pelo registro na autarquia, o que garante ao registrante o uso exclusivo em todo o território nacional.

‘‘É incontroverso que a ré atua no mesmo segmento da autora, tratando-se de empreendimento no ramo de hotéis, o que, além de configurar irregularidade, por evidente, leva o consumidor a acreditar que tratam-se de empresas do mesmo conglomerado econômico, o que, sabe-se, não é verdade’’, ponderou na sentença.

Segundo o julgador, não interessa se a ré vem tentando obter o registro para a sua marca perante o Inpi se, na outra ponta, já existe um hotel – com marca devidamente registrada – que poderia ser prejudicado. Isso porque o sistema de proteção à propriedade industrial dá precedência àquele que requer por primeiro o registro da marca, como sinaliza o artigo 127 da lei.

O relator da apelação no TJ-RS, desembargador Ney Wiedemann Neto, destacou que a ‘‘ausência de identidade territorial’’ não impede confusão ao consumidor, tendo em vista o fato de que grande parte de empresas do ramo atua com redes de hotéis distribuídos por todo o país.

Mesmo que isso não ocorra, afirmou, o simples uso de marca registrada já caracteriza contrafação, pois o titular do registro tem direito a uso exclusivo de sua marca em todo o território nacional.

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Chesf conquista sua primeira patente internacional

A Chesf, subsidiária da Eletrobras, obteve a primeira patente a nível internacional sobre nova tecnologia utilizada em subestações. O “Aplicativo para Regulação e Paralelismo de Transformadores de Potência” teve o processo de proteção iniciado em nível nacional, em outubro de 2011, com pedido junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). O sistema foi criado e desenvolvido, dentro do Programa de P&D+I da Empresa, pelo empregado Luciano Antonio Calmon Lisboa, engenheiro lotado na Diretoria de Engenharia e Construção.

A primeira concessão da patente ocorreu nos Estados Unidos e China, com a emissão da carta patente. A nível Internacional, a tramitação iniciou em outubro de 2012. Na Índia e na Organização Européia de Patentes, o processo já está em fase de exame técnico. Aqui, no Brasil, no INPI, o pedido também está na fase de exame técnico.

Segundo a empresa, o aplicativo executa função de extrema importância para o sistema elétrico, pois regula o nível de tensão que é entregue pela Chesf às concessionárias de energia, que por sua vez chega ao consumidor final. “A tecnologia consegue, automaticamente, aumentar ou diminuir a tensão onde o sistema está aplicado, mantendo sempre a tensão entre valores desejados às concessionárias de energia”, explica o criador da tecnologia.

Até 2010, o método em uso na companhia era composto de painéis, cabos de conexão no pátio e equipamentos diversos, demandando tempo para aquisição de equipamentos, testes em fábrica e implantação em campo. Hoje, a tecnologia é uma opção inovadora no mercado.

Luciano Calmon, percebendo o tempo e custo alocado no sistema de regulação da empresa, empenhou-se em buscar uma forma de diminuir o tempo e promover economia no processo da regulação e paralelismo.

Hoje, está em funcionamento em mais de 25 subestações de 500/230/138/69kV, utilizando equipamentos e software já disponíveis na subestação, trazendo uma economia/mês em torno de R$120 mil por subestação. A proteção foi estendida para o âmbito internacional por ser estratégica e ter elevada aplicação direta, visando a futuros licenciamentos para sua industrialização e comercialização por fornecedores do setor elétrico internacional.