Electrolux compra marca de eletrodomésticos Continental por R$ 70 milhões

A Electrolux anunciou nesta segunda-feira (23) a compra da marca de eletrodomésticos Continental na América Latina. A marca, que pertencia ao grupo Mabe, vendia produtos de cozinha, refrigeração e lavanderia no Brasil. O valor da aquisição foi de R$ 70 milhões.

A empresa mexicana Mabe era dona da Continental na América Latina desde 2009, quando comprou a marca da alemã BSH Continental. Mas, no fim de 2013, a Mabe se afundou em uma grave crise financeira e entrou com um pedido de recuperação judicial. No ano passado, sem conseguir se recuperar, a empresa pediu falência e deixou o Brasil.

Todos os bens da massa falida da Mabe, incluindo a marca Continental, foram para leilão. Nesta segunda-feira (23), a Electrolux anunciou a compra da marca Continental na América Latina, o que inclui também a marca Dako. Os demais bens da Mabe, como unidades produtivas e blocos de bens, ainda estão disponíveis para leilão

Segundo comunicado da Electrolux, “a Continental será um ativo valioso para a Electrolux, apoiando o crescimento contínuo e lucrativo em nossa região”. A empresa também acrescenta que a aquisição vai “permitir a futura expansão de nossa cobertura do mercado para oferecer ótimas experiências para mais consumidores”.

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http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/electrolux-compra-marca-de-eletrodomesticos-continental-por-r-70-milhoes-6exkimgpg1rky6hw1dcn8zk1m

Obstáculos para a biotecnologia

 

Comunidade científica tem preocupação sobre como a sociedade receberá novas tecnologias usadas na produção de alimentos.

Vista com resistência no final dos anos 90, soja transgênica hoje representa 96% do total plantado

Desde quando a soja RR, da Monsanto, foi aprovada no País pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), em 1998, o cenário da atuação da biotecnologia e organismos geneticamente modificados no agronegócio passou por uma revolução. A desconfiança – que era marca em relação aos transgênicos naquela época – gradativamente foi dando espaço para o reconhecimento da importância deste tipo de tecnologia para a evolução da produtividade no campo. Hoje, é difícil pensar em em agricultura eficiente sem produtos que envolvam biotecnologia, desde sementes até a ação de defensivos.

A evolução deste trabalho – o próximo passo – é uma tecnologia chamada CRISPR (do inglês Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats), que significa basicamente a edição do próprio genoma da planta ou outro organismo, trocando uma base do nitrogenada na soja, por exemplo, sem precisar transferi-lo, como é o caso dos transgênicos.
A comunidade científica está preocupada sobre como a sociedade vai receber esta inovação. É bom lembrar que na época de surgimento dos transgênicos não havia redes sociais como hoje, em que informações de todo tipo são disseminadas, para o bem e para o mal.
Na última semana, foi realizado em São Paulo o I Seminário Internacional Scientific American Brasil – Ciência e Sociedade, com o objetivo de discutir a maior incidência de movimentos anticiência em todo o mundo na sociedade contemporânea, justamente devido a essa pluralidade de vozes. Um cenário que pode atrapalhar o desenvolvimento da biotecnologia no País, não apenas no agro, mas em outros setores, como a saúde, indústria, meio ambiente, etc.
A diretora-executiva do CIB (Conselho de Informações sobre Biotecnologia), Adriana Brondani, conversou com a FOLHA sobre a nova tendência mundial de refutar a ciência e como isso pode atrapalhar o agronegócio. “Temos uma dificuldade de entendimento do papel da ciência pela sociedade e essa descrença (na ciência) ficou ainda mais forte porque várias pessoas estão falando ao mesmo tempo. Houve uma mudança na forma de comunicação, as ferramentas digitais. E a ciência precisa acompanhar isso para que ela se faça entender. É um novo cenário e precisamos nos inserir nele.”
Brondani relembra dos transgênicos, saindo de um pessimismo, de rejeição, inclusive na agricultura, para uma “percepção mais favorável”. “Não acredito que demoramos para mudar esse cenário pois estávamos falando de uma tecnologia inovadora. É natural que as pessoas tenham dificuldade de entendimento, foi um tempo importante, inclusive para passar segurança a elas. Hoje temos uma número enorme de empresas ligadas à biotecnologia que mostram ao consumidor sua importância em todas as áreas.”
No caso da CRIPR, a diretora acredita que a sociedade, mesmo com essa pluralidade, pode absorvê-la de forma mais tranquila, até pelo histórico dos transgênicos. “É claro que a informação precisa ser contínua, mas como já existe um histórico de inovação oriunda da biotecnologia, isso fica mais fácil. Temos cases de sucesso ao longo desses 20 anos de evolução. Já se mostrou segurança e o que aconteceu com a produção agrícola faz com que as pessoas fiquem muito mais familiarizadas com tudo isso.”Manejo sustentável
A pesquisadora da área de biotecnologia da Embrapa Soja, Liliane Henning, relata que a biotecnologia veio como uma ferramenta para auxiliar o melhoramento genético. Vale dizer que 96% da soja nacional é transgênica. O milho e o algodão são respectivamente 90% e 80% transgênicos.
Além de ação direta na produtividade, a biotecnologia contribuiu muito para a implementação de práticas de manejo mais sustentáveis no agronegócio. “O sistema conservacionista do plantio direto, por exemplo, foi possibilitado em sua grande parte pela adoção da soja transgênica (RR). As principais características que temos hoje em termos de transgenia estão associadas a resistência a herbicidas e a insetos. Isso leva a facilidade de manejo e permite ao produtor reduzir o número de aplicações de defensivos”.
No caso da ferramenta CRISPR, de edição gênica, a pesquisadora relata que muitos países estão considerando esses produtos como não transgênicos, o que facilitaria a regulamentação. “A tendência é que o Brasil adote essa mesma estratégia, até porque importamos e exportamos muitos produtos. É uma tecnologia extremamente promissora”.

Responsabilidade do produtor
Na outra ponta da cadeia, dentro da porteira, a diretora-executiva do CIB (Conselho de Informações sobre Biotecnologia), Adriana Brondani, diz que os produtores precisam ter responsabilidade em relação à biotecnologia. O uso de fungicidas de forma indiscriminada para combater a ferrugem asiática da soja é um exemplo de aplicação equivocada de tecnologia que pode trazer perdas enormes no futuro.”O produtor precisa trabalhar pela sustentabilidade dessas tecnologias. Há um investimento de pesquisa e desenvolvimento para ter um novo produto e é importante uma conscientização de como faremos para preservá-lo ao máximo no campo”.
Outro ponto importante é vencer a burocracia para que essas tecnologias estejam no campo o mais rápido possível. No caso do CRIPR, o debate já dura dois anos. Por fim, os cortes feitos pelo governo na ciência brasileira também trazem preocupação. “É realmente uma lástima que tenhamos essa redução de investimentos. São várias instituições (que sofreram contingenciamento) importantes e isso sempre foi um gargalo. Reduzimos ainda mais o que já era ruim.” (V.L.)

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http://www.folhadelondrina.com.br/economia/obstaculos-para-a-biotecnologia-990308.html

Via rápida garante patente para micro e pequenas empresas em menos de um ano

A criação de uma via rápida para análise de pedidos de patentes de micro e pequenas empresas pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) vem acelerando as avaliações de ideias de empreendedores e permitindo obtenção de patentes em menos de um ano.

Essa modalidade de análise começou a funcionar em fevereiro de 2016. Foram feitos 127 pedidos usando o caminho mais ágil. Dessas solicitações, 30 originaram patentes e outras 14 foram indeferidas.

Segundo dados coletados pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), os pedidos de patentes vem sendo decididos em 279 dias, em média.

Também de acordo com a confederação, a avaliação nesses casos é mais ágil do que a feita no Japão, que leva em média 1,3 ano e é a mais rápida no mundo.

Na maior parte dos outros pedidos, a espera pela avaliação pode superar 10 anos. O INPI tem uma fila de cerca de 230 mil processos para análise.

Fabiano Barreto, especialista em propriedade intelectual da CNI, diz que a obtenção de uma patente pode acelerar o crescimento de uma companhia iniciante. Isso acontece por ela dar a investidores e financiadores uma garantia de que o produto desenvolvido foi avaliado e traz algo de novo ao mercado.

“Se o investidor está na dúvida se a ideia é realmente inovadora, a patente mostra um processo atestado pelo próprio Estado.”

Para Maria Cláudia Nunes, também da CNI, há espaço para que mais companhias menores solicitem patentes.

A principal barreira, segundo ela, é cultural, pois muitos empresários pensam que a proteção de ideias está reservada a grandes.

Entre janeiro e agosto, foram depositados 601 pedidos de patentes por microempreendedores individuais, microempresas e pequenas empresas, o que indica que boa parte das companhias ainda não usa o novo mecanismo .

No período, foi solicitado um total de 18,8 mil patentes no país.

Neste link, é possível acessar cartilha feita pela CNI que explica os principais conceitos associados a patentes e ajuda empresários em sua obtenção.

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http://www.correiodoestado.com.br/economia/via-rapida-garante-patente-para-micro-e-pequenas-empresas-em-menos-de/312940/

Denominações de Origem e Indicações de Procedência impulsionam a qualidade dos vinhos do Brasil!

As primeiras regiões vinícolas demarcadas do mundo, criadas para garantir a qualidade e origem de seus vinhos, surgiram na Hungria (Tokaji) e em Portugal (Douro – Vinho do Porto) ao longo do século XVIII. Porém, foram necessários quase dois séculos para que essa inciativa se tornasse realmente global.

A partir da criação do INAO (Institut National des Appellations d’Origine), instituído pelo governo francês em 1935, a prática de delimitar e qualificar regiões vinícolas se tornou mais efetiva e serviu de base para que diversos países europeus como a Itália, a Espanha e Portugal passassem a erigir mecanismos de controle semelhantes.

No Brasil, a tradição vitivinícola de qualidade é muito mais recente (tem menos de 50 anos) e apenas em 1996, com a criação da lei de propriedade industrial nº9.279, começou a ser viável traçar os planos para implementar as primeiras indicações geográficas brasileiras deste segmento, mais especificamente na Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul.

O primeiro passo, antes mesmo da promulgação da LPI nº9.279/96, foi a criação da Aprovale (Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos) em 1995. A partir dela, contando com o suporte dado por orgãos governamentais, sobretudo da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) de Bento Gonçalves (RS), os produtores da região puderam traçar os parâmetros qualitativos básicos para estabelecer a primeira IP (Indicação de Procedência) de vinhos do país.

Mapa das Indicações Geográficas da Serra Gaúcha (RS)

Após alguns anos de intensa pesquisa abrangendo a análise dos solos, a qualidade das vinhas e dos vinhos produzidos, a Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos conseguiu finalmente ser aprovada no ano de 2002. As normas estabelecidas para essa I.P. passaram a regulamentar a área geográfica dos vinhedos, os tipos de vinhos, as variedades (castas), sistemas de produção, maturação mínima das uvas, produtividade e uma série de outros aspectos. Somente aqueles vinhos que preencheram tais requisitos estavam aptos a receber o selo que os identificavam nas garrafas despachadas ao mercado consumidor.

Vinhedos da Almaúnica – Vale dos Vinhedos (Foto: Tatiana Cavagnolli)

Passados 10 anos dessa primeira conquista, a I.P. Vale dos Vinhedos continuou em evolução, reposicionando-se a partir de 2012 dentro da categoria D.O. (Denominação de Origem). Ainda que as D.O.’s não sejam legalmente consideradas superiores às I.P.’s, certamente elas são bem mais restritivas e exigentes, sugerindo que a qualidade final dos vinhos tende a ser mais elevada.

Atualmente estão aprovadas e registradas pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) seis Indicações Geográficas (I.G.) ligadas ao vinho no Brasil: a D.O. Vale dos Vinhedos e mais as I.P.’s de Altos Montes, Pinto Bandeira, Monte Belo, Farroupilha e Vale da Uva Goethe (situada no estado de Santa Catarina).

Em recente visita a Serra Gaúcha, tive oportunidade de ver bem de perto os esforços envidados pelos produtores de quatro das cinco I.G.’s registradas no Rio Grande do Sul. Na I.P. Farroupilha pude conhecer melhor os vinhos elaborados com as uvas moscatéis, com destaque evidente para suas versões espumantes.

Espumantes da I.P. Pinto Bandeira, um dos expoentes do vinho brasileiro (Foto: Luiz Cola)

Pinto Bandeira, cuja I.P. abriga vinhos tranquilos e espumantes, deverá migrar (ou subdividir-se) em breve para ser uma nova D.O., voltada especificamente para os espumantes finos elaborados pelo método tradicional (Champenoise). Pelas amostras que degustei nesta visita e em inúmeras ocasiões anteriores, ela segue firme na promessa de consolidar-se na produção dos melhores espumantes desse gênero no Brasil.

Na I.P. Altos Montes, que engloba os municípios de Flores da Cunha e Nova Pádua, há uma grande diversidade de castas e estilos de vinho em elaboração, mas tudo indica que os tintos mais estruturados baseados nas castas Merlot, Cabernet Franc e Marselan deverão prevalecer sobre as demais com o passar do tempo.

Para fechar o circuito das I.G.’s, retornei ao Vale dos Vinhedos, a única D.O. brasileira até o momento. Durante uma palestra sobre as normas vigentes para a elaboração de vinhos naquela região, ficou claro o estreito gargalo estabelecido pelos produtores em busca de atingir o máximo potencial de seu, já podemos dizer, terroir.

Na D.O. Vale dos Vinhedos a casta Merlot foi eleita a base para todos os tintos (seja em versões monocasta ou cortadas com pequenos lotes de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc ou Tannat). Entre as brancas, a Chardonnay é onipresente, ainda que possa ser associada com a Riesling Itálico. Para os espumantes, elaborados apenas pelo método tradicional, também só se admitem as castas Chardonnay, Pinot Noir e, em menor escala, a Riesling Itálico.

Até o presente momento (setembro de 2017), outras quatro áreas estão em fase final de pesquisa e estruturação de novas Indicações Geográficas: a D.O. Altos de Pinto Bandeira e as I.P.’s da Campanha Gaúcha, da Serra Catarinense (SC) e do Vale do São Francisco (BA).

Diante do empenho demonstrado pelos produtores e suas associações, dos vinhos que degustei em cada uma dessas regiões, me parece bastante seguro dizer que o “dever de casa” está sendo bem feito. Acredito que a qualidade dos vinhos brasileiros, sobretudo dos espumantes, vai continuar em trajetória qualitativa ascendente por muitos anos mais, ainda que hajam inúmeros desafios e algumas limitações, que somente o tempo e trabalho dedicado podem superar.

Agora só me cabe desejar a melhor evolução possível para cada uma dessas Indicações de Procedência e Denominações de Origem… Viva o vinho brasileiro!

Créditos dos mapas: Jorge Tonietto (Embrapa – Uva e Vinho – Bento Gonçalves)

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Denominações de Origem e Indicações de Procedência impulsionam a qualidade dos vinhos do Brasil!

Monsanto quer manter tecnologia Intacta após fusão com Bayer

Monsanto quer manter a sua tecnologia de soja geneticamente modificada Intacta RR2 IPRO após a conclusão da negociação com reguladores para aprovar sua compra pela alemã Bayer, disse um alto executivo da empresa nesta quinta-feira.

A transação de 66 bilhões de dólares, que foi anunciada em setembro de 2016, criaria a maior companhia integrada de pesticidas e sementes do mundo.

Grupos que se opõem ao acordo no Brasil pediram ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para bloquear a transação ou forçar desinvestimentos, incluindo a tecnologia de semente Intacta da Monsanto e do negócio de herbicidas que contenham o glufosinato de amônio da Bayer.

Agências reguladores do Brasil, Estados Unidos e Europa estão trabalhando juntas para assegurar que a combinação das duas empresas não ameace o equilíbrio do mercado.

“Estamos muito confiantes que vamos manter a tecnologia Intacta na nova organização”, disse Rodrigo Santos, o presidente para América do Sul da Monsanto, que falou ao concluir sua participação num evento em São Paulo.

“Embora estejam trabalhando em colaboração, cada autoridade anunciará uma decisão autônoma”, disse Santos.

A Bayer está à frente das negociações com reguladores, disse ele, refutando a possibilidade de haver concentração de mercado que justifique a imposição de condições severas para obter a aprovação do acordo entre as empresas.

A Bayer, que fabrica medicamentos e pesticidas, prometeu desinvestir negócios com até 1,6 bilhão de dólares em vendas anuais caso seja exigido por reguladores anti-truste. As empresas esperam concluir a transação até o fim de 2017.

Um representante para a imprensa da Bayer não tinha um comentário imediato.

Os comentários do executivo da Monsanto evidenciam as dificuldades para a aprovação do acordo no Brasil, o mercado mais importante da Monsanto depois dos Estados Unidos. Produtores de soja, algodão, e sementes apresentaram oposição formal à aprovação incondicional do acordo pelo Cade.

Produtores de soja pediram que o Brasil force a venda das marcas, patentes e registros da Monsanto associados com a tecnologia Intacta, segundo documentos do Cade. Eles também pediram a venda da Agroeste Sementes SA, uma empresa obtentora de sementes matrizes da Monsanto, e da Credenz, que pertence à Bayer.

O Cade não quis comentar.

O acordo também impactará produtores de algodão, que alegam que as duas companhias deterão 14 das 15 biotecnologias aprovadas para o uso no mercado brasileiro, disse Rachel Mendonça, sócia da Mendonça e Nogueira Advogados, escritório que está representando três grupos que se opõem ao acordo.

Santos não quis comentar sobre temas específicos, acrescentando que a Bayer se comprometeu com autoridades a resolver quaisquer questões de competição que possam surgir com a transação.

Fonte:

https://www.terra.com.br/economia/monsanto-quer-manter-tecnologia-intacta-apos-fusao-com-bayer,e3854c35472aa691027a957271b63965k6gyfvj4.html