Conheça 7 empresas gigantes que faliram nos últimos anos

Blockbuster

Esse é um dos casos mais famosos das últimas décadas. Quem não tem memórias de ir até uma “locadora” para alugar alguns filmes? Bom. Essa era já morreu e levou a maior franquia desse segmento junto com ela.

A Blockbuster era uma companhia gigante e com uma grande clientela fiel. E mesmo assim, morreu em pouquíssimos anos, quase de maneira surreal. As pessoas deixaram de alugar DVDs para assistir através de serviço de streaming em demanda, como Netflix e o Net Now. Para piorar: a companhia pode comprar a Netflix em 2000 e não comprou. Tudo bem, na época a Netflix era só um serviço de DELIVERY de DVD. A empresa faliu em 2013.

Kodak

Outra história famosíssima de marca super popular, reconhecida, praticamente sinônimo de seu setor e que faliu por falta de inovação. Na década de 1970, a Kodak chegou a ser dona de 80% da venda das câmeras e de 90% de filmes fotográficos. E na mesma década, ela mesmo inventou o que ia falir a empresa: a câmera digital.

Só que, prevendo que câmera digital iria prejudicar a venda de filmes, eles engavetaram a tecnologia. Duas décadas depois, as câmeras digitais apareceram com força e quebraram a Kodak. Ela até tentou sobreviver, lançou câmeras digitais, mas seu nome não era mais sinônimo de fotografia. Faliu em 2012 e acabou com uma marca famosíssima, que, embora tente voltar nos dias de hoje, não é mais a mesma.

Yahoo!

Em 2005 o Yahoo! era o maior portal de internet do mundo e chegou a valer US$ 125 bilhões. Pouco mais de 10 anos depois, a companhia acaba de ser vendida por um preço modestíssimo para a Verizon, apenas por US$ 4,8 bilhões. Uma fração dos US$ 44,6 bilhões oferecidos pela Microsoft em 2008, quando a empresa já estava em crise. Tudo isso para sacramentar a morte da empresa como companhia independente.

O que deu errado? O posicionamento da companhia e a falta de inovação. Ela poderia ser o maior portal de pesquisa da internet, mas decidiram ser um portal de mídia. Foi por isso que não compraram o Google e não conseguiram comprar o Facebook. Aliás, a primeira oportunidade de comprar o Google foi por US$ 1 milhão, quando a atual empresa mais valiosa do mundo era só uma startup.

Xerox

Se as outras histórias são mais famosas, essa é a mais espetacular. Ela não faliu (eu menti para você no título da matéria, desculpa!), mas vale muito menos do que duas décadas atrás, mesmo sendo uma das companhias que ajudaram a criar várias tecnologias que usamos atualmente – com um dos times mais inovadores de toda a história. E seu nome, que é sinônimo no Brasil de cópia, hoje é muito menos relevante.

O PARC (Palo Alto Research Center) da Xerox tinha objetivo de criar novas tecnologias inovadoras. E conseguiram: computadores, impressão à laser, Ethernet, peer-to-peer, desktop, interfaces gráficas, mouse e muito mais. Steve Jobs só criou a interface gráfica de seus computadores após uma visita ao centro da Xerox, no coração do Vale do Silício. E ele não foi o único a “copiar” uma tecnologia deles com o intuito de lucrar. Muitos outros o fizeram e ganharam bastante dinheiro com as tecnologias desenvolvidas pela Xerox.

Contudo, um player do mercado pouco aproveitou das tecnologias desenvolvidas pela companhia: a própria Xerox. Isso é uma prova de que não adianta ter um time de inovação dentro da sua empresa criando coisas sensacionais. Inovação também é gestão. Não adianta ter os melhores inovadores na companhia se seus gerentes não conseguem implementar essas inovações para o mercado – uma regra de ouro para Larry Page.

MySpace

A primeira grande rede social dos Estados Unidos, que teve o mesmo destino do Orkut. O MySpace começou a ganhar fôlego e tração baseada na ideia de que as pessoas queriam se conectar com outras ao redor do mundo, dividir fotos e outras mídias. Parecia bacana, mas a plataforma estagnou.

Pouco tempo depois, o Facebook surgiu do nada e tomou o espaço do MySpace facilmente, criando inúmeras novas funcionalidades. O Facebook se tornou muito popular em pouco tempo e roubou todo o espaço que o MySpace tinha. Foi vendido para um grupo gigante e depois sumiu. Seu irmão mais novo vale mais de US$ 400 bilhões e é uma das empresas mais promissoras do mundo.

Atari

Outra empresa do Vale do Silício que foi engolida pelos competidores por produzir produtos de qualidade questionáveis (alguém se lembra do jogo do ET?). Não bastou criar um mercado gigante de videogames praticamente sozinha, inovando com o Pong ou com o Atari 2600.

A companhia superaqueceu o mercado de videogames no início da década de 1980 e chegou a ter que enterrar milhares de fitas não vendidas e assumir o prejuízo. Quando o mercado se recuperou, outras empresas mais inovadoras haviam tomado a liderança, como a Nintendo. A Atari até tentou entrar novamente no mercado, mas nunca mais teve sucesso. Faliu, ressuscitou, faliu de novo e atual fase da empresa foi vendida em 2008 apenas para manter a valiosa marca viva.

Blackberry

Mais uma grande empresa que faliu recentemente e que você vai lembrar do que ocorreu. A real inventora do smartphone foi a RIM no começo dos anos 2000. A companhia chegou a ter mais de 50% do mercado de celulares nos Estados Unidos, em 2007. Contudo, naquele mesmo ano, começou a sua derrocada.

O primeiro iPhone foi lançado no dia 29 de junho de 2007. A Blackberry ignorou as tecnologias que o iPhone estava trazendo, como o touch-screen e julgou que a empresa nunca seria capaz de se tornar o standard corporativo por não conseguir lidar com a segurança a nível de e-mail empresarial.

Mas a Apple dominou o mercado de consumidores pessoas-físicas e promoveu o BYOD (Bring Your Own Device, traga seu próprio aparelho) dentro das empresas. Com isso, o mercado foi redefinido e a Blackberry perdeu quase todo seu marketshare. A empresa faliu (o que foi muito bom para o ecossistema de startups de Toronto) e atualmente tenta se redefinir lentamente, com aparelhos que usam o sistema operacional Android.

fonte

https://conteudo.startse.com.br/mundo/felipe/7-empresas-gigantes-que-morreram-nos-ultimos-anos-por-nao-inovar/

Museu do Fracasso reúne inovações “geniais”, mas que foram um fiasco de vendas

Viralizou em 2012 um vídeo da apresentadora Ellen DeGeneres ridicularizando a ideia de uma caneta “para mulheres” apresentada pela marca Bic naquele ano. Não só ela: diversos grupos, especialistas, marqueteiros e clientes fizeram questão de frisar os problemas da existência desse produto, tanto que ele virou uma peça exposta no Museum of Failure (algo como “Museu do Fracasso”, em português), aberto no dia 7 de junho em Helsinborg, na Suécia.

 

A ideia não é ridicularizar os itens expostos. Mas refletir, a partir dos mais de 60 objetos em exposição, sobre os riscos da inovação. Muitos insights trazem mudanças de paradigma no mundo dos negócios. Outros são grandes apostas (e viram grandes fracassos).

O curioso é que alguns dos objetos expostos entraram para o hall de fracassados. Mas, mesmo assim, foram a semente para inovações gigantescas que vieram na sequência. Um exemplo é o Apple Newton, que naufragou (mas abriu espaço para iPods e iPhones).

 

Gratuito, o museu tem curadoria de Samuel West, e oferece, além de visitas guiadas, workshops sobre aprendizagem a partir do fracasso e a necessidade de inovação.

Confira 9 dos fracassos expostos no museu:

Bic for her (2012)

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Basicamente, canetas em embalagens cor de rosa. Embora ainda exista a linha de canetas “for her”, esse produto trouxe repercussão extremamente negativa acompanhada de muito sarcasmo e acusações de machismo.

Apple Newton (1993 – 1998)

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Esse dispositivo da Apple era um “message pad”, quase um palm-top, e custava US$ 699 – valor que corresponderia, ajustando pela inflação, a US$ 1.178 atualmente. Fez pouco sucesso, mas pode ter servido como inspiração para a criação dos iPhones e iPads.

Google Glass (2013-2015)

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Talvez o Google ainda tenha planos para seus óculos inteligentes, mas, por enquanto, a curadoria do museu sueco acredita que o produto descontinuado em 2015 seja apenas mais uma má ideia – ou má execução. A página oficial do gadget atualmente dá o recado “obrigado por explorar conosco, a jornada não termina aqui”. Será?

Nokia N-Gage (2003-2005)

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Divulgação

Criado para desafiar o Game Boy, da Nintendo, as críticas a esse produto diziam respeito principalmente a seu design e disposição dos botões.

Perfume Harley Davidson (1996)

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Divulgação

Apelidado “Hot Road”, o perfume com notas amadeiradas e leve cheiro de tabaco não fez muito sucesso entre consumidores.

Kodak DC40 (1995)

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2017/04/17/Economia/Imagens/Futuro/fracasso-kodak-flickr-creative-commons.jpgReprodução/Flickr/Creative Commons

Não é segredo que a Kodak não soube se aproveitar da revolução digital no audiovisual. Em 2012, a empresa faliu, levando consigo um lançamento fraco de sua câmera digital, a DC40.

Sony Betamax (anos 1970)

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Divulgação

Melhor e mais rápido que o gravador de videocassete, esse aparelho prometia, mas não cumpriu. A Sony talvez não tenha sabido competir com o mercado de locação de vídeo.

Lego Fiber Optic (1996)

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Kits de Lego em meados dos anos 90 vinham com tubos transparentes que se iluminavam, conectados a uma bateria. Divertido, mas fabrica-los custava mais do que o preço pelo qual o brinquedo inteiro era vendido

fonte

http://www.gazetadopovo.com.br/economia/empreender-pme/museu-do-fracasso-reune-inovacoes-geniais-mas-que-foram-um-fiasco-de-vendas-2lk18i038rt78mdy2k7dfvsqb#comunidade

Google reúne fabricantes em acordo de licenciamento de patentes Android

Em maio do ano passado, a Google saiu vitoriosa em uma exaustiva batalha judicial contra a Oracle, que alega uso indevido de linhas de código do Java. Esse foi apenas um dos episódios de inúmeras “Guerras das Patentes” que envolvem diversas companhias de tecnologia no mundo todo. Para evitar processos desnecessários, a Gigante das Buscas anunciou um acordo de licenciamento entre fabricantes que utilizam o Android.

Batizado de “The Android Networked Cross-License”, ou PAX, o documento “cobre aplicações Android e Google pré-instaladas em dispositivos que sejam compatíveis com os requisitos Android”. Ou seja, a partir de agora todos os membros desse grupo garantem direitos uns aos outros, sem a cobrança de royalties pela propriedade intelectual de softwares.

O pacto está aberto para qualquer empresa e já fazem parte dessa convenção a Samsung, a HTC, a LG, a Foxconn, a Coolpad, a BQ, a HMD e a Allview que, juntas, detêm um total de 230 mil patentes ao redor do globo. “No mundo da propriedade intelectual, a paz na disputa por patentes muitas vezes coincide com a inovação e a concorrência saudável, que beneficiam os consumidores. É com a esperança de trazer tais benefícios que estamos anunciando a nossa mais recente iniciativa”, comenta Jamie Rosenberg, vice-presidente de negócios do sistema operacional do robô verde.

fonte

https://www.tecmundo.com.br/google/115534-google-reune-fabricantes-acordo-licenciamento-patentes-android.htm