Chef brasileiro cria nova marca de água tônica

A moda do gim tônica tomou conta da cidade e com ela vieram cartas exclusivas do drinque nos bares, com inúmeras opções de gim para escolher. Mas e a outra metade deste drinque de apenas dois ingredientes, a tônica, que diferença ela faz? Toda a diferença, dizem os especialistas, como o chef e dono do Bar., Marcos Lee, que criou e desenvolveu a nova marca de água tônica, a 202. O impulso para o negócio foi justamente a falta de variedade de marcas de águas tônicas disponíveis. Marcos resolveu ir atrás de ingredientes e fazer sua própria bebida que tem como base o quinino.

 

Foram três anos de testes e burocracias até conseguir colocar a 202 no mercado. A receita combina o quinino, com toques cítricos e o floral da flor de sabugueiro. O resultado é uma água tônica mais amarga que as comerciais que encontramos por aqui. E é assim que deve ser a tônica do drinque, afirma Marcos. “O amargor da tônica é o responsável pela refrescância do drinque, e as marcas nacionais mascaram este amargor, prejudicando o resultado final do coquetel”, diz. A partir da próxima semana a 202 já poderá ser encontrada no seu Bar., e em pouco tempo as latinhas de 269 ml também poderão ser encontradas nas mãos de outros bartenders e mercados da cidade, como promete o produtor.

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http://paladar.estadao.com.br/noticias/bebida,chef-brasileiro-cria-nova-marca-de-agua-tonica,70001675589

Volkswagen terá marca inédita de baixo custo em 2019

Não é de hoje que o Grupo Volkswagen planeja aumentar sua participação de mercado com uma inédita marca de baixo custo: em 2014, executivos do grupo apontaram a estreia para 2017.

Com a crise do mercado mundial e o escândalo do dieselgate, os planos foram adiados. No entanto, novas declarações marcam para 2019 a chegada da marca na China.

Segundo o chefe de desenvolvimento da Volkswagen, Frank Welsch, em uma entrevista ao site britânico Auto Express, a marca (ainda sem nome definido) está sendo preparada a todo vapor para suprir a necessidade do mercado chinês, hoje com 40% de seu mercado representado por carros de baixo custo.

Diferente do que ocorreu nos Estados Unidos e na Europa, a imagem do Grupo Volkswagen não foi atingida pelo dieselgate em mercados emergentes como a China, uma vez que o país tende a comprar menos veículos movidos a diesel. Por lá, os modelos serão produzidos em uma joint-venture com a FAW.

O executivo também deu detalhes sobre quais serão os primeiros modelos. Inicialmente, os planos incluíam apenas um sedã compacto.

Com a explosão do segmento dos SUVs, um utilitário médio também passou a fazer parte do planejamento. “Na pesquisa de mercado ficou claro que, quando precisamos de um carro barato, também precisamos de um SUV barato”, disse, acrescentando a possibilidade de uma versão alongada de três fileiras e sete lugares.

Tanto o sedã quanto o SUV terão tração dianteira e utilizarão variações das plataformas da família PQ, que serve como base para Gol, Fox e os antigos Polo e Golf nacionais.

A estratégia é a mesma da Renault com a subsidiária Dacia, que usa plataformas antigas, já com seus custos pagos. O chefe de desenvolvimento, porém, atenta para o uso de elementos da recente MQB.

Embora Welsch aponte a exclusividade da China, outros executivos da empresa dão como certa a chegada da nova marca a mercados emergentes como Índia, México e Brasil.

O mesmo ocorreu, novamente, com a Dacia – inicialmente destinada apenas à Romênia, ela se espalhou por outros países do mundo. Ainda resta a dúvida, porém, se os modelos chegarão por aqui com uma bandeira inédita ou como os Dacia no Brasil, vendidos como Renault.

Outras fontes não reveladas dão conta de que o padrão de qualidade dos modelos será próximo das montadoras chinesas Great Wall e Haval, que marcaram presença no Salão de São Paulo de 2012. Na conversão direta do Yuan, a moeda chinesa, a estimativa de preço seria abaixo de R$ 31,1 mil.

Os rumores de que os futuros produtos de baixo custo da VW cheguem ao Brasil, porém, vão na contramão do objetivo declarado pelo presidente da marca no Brasil, David Powels, de que o valor médio dos carros da Volks no país irá aumentar, assim como o perfil do comprador, caracterizando uma certa “elitização” da marca, que diz não ter mais como objetivo ser a nº1 em vendas no país.

Dentro desse planejamento está a próxima geração do Gol, baseada no VW Polo / Seat Ibiza europeu, com maior espaço e refinamento – e justamente aposentando a plataforma PQ, que deverá ser utilizada nos modelos da futura divisão popular.

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Volkswagen terá marca inédita de baixo custo em 2019

Apple pode lançar teclado com botões para abrir a Siri e buscar emojis

A Apple registrou mais uma patente recentemente. Desta vez, a empresa de Tim Cook quis garantir a proteção de um teclado inteligente que a fabricante pode desenvolver para o seu próximo iPad Pro. Entre os destaques do acessório estão botões que permitem usar a Siri e encontrar emojis com mais facilidade.

A patente traz alguns rascunhos que detalham como a novidade funcionaria. É possível ver uma tecla de compartilhamento chamada “Share” e outra para emojis, que deve abrir uma seleção de carinhas na tela do gadget.

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Para facilitar o uso da Siri, é preciso apertar e segurar o acionador representado por uma lupa. Ao apertar somente uma vez o botão, haverá a abertura de um buscador. Duas pressionadas consecutivas forçam o iPad a exibir atalhos para aplicativos próprios da Apple, como Mensagens, Fotos, Calendário, Câmera, Opções, entre outros.

Como a patente não se refere ao design do acessório, mas às funções em si, não é possível saber qual seria a real aparência do produto. Contudo, o site MacRumors tentou imaginar a aparência final do que está sendo chamado de “Smart Keyboard 2”. Ficou assim:

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A Apple está planejando o lançamento de três versões do iPad em 2017. Serão opções com 12.9, 10.5 e 9.7 polegadas. Enquanto a primeira e a segunda usarão um chip A10X, a terceira deve contar com o processador A9. Resta saber se o teclado poderá ser usado em todos os modelos.

Vale destacar que o registro de patentes pelas empresas de tecnologia nem sempre significa que elas vão lançar algum produto em um futuro próximo. Muitas vezes o registro é feito apenas para impedir que concorrentes tenham a mesma ideia.

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https://olhardigital.uol.com.br/noticia/apple-pode-lancar-teclado-com-botoes-para-abrir-a-siri-e-buscar-emojis/66133

Técnica brasileira transforma bagaço de cana em carvão ativo

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Transformado pela nanotecnologia, que manipula objetos na escala dos átomos, o bagaço que sobra da moagem da cana-de-açúcar pode dar origem ao carvão ativo, um dos principais componentes dos sistemas de purificação da água e do ar. O método, desenvolvido por brasileiros, também produz uma cobertura especial de partículas de prata no carvão ativo, com capacidade antimicrobiana (eliminando, por exemplo, bactérias nocivas da água).

“O trabalho surgiu a partir da demanda de uma usina de álcool, que tinha interesse em dar um destino mais adequado ao bagaço, de preferência produzindo algo com valor agregado”, explica o químico Mathias Strauss, do LNNano (Laboratório Nacional de Nanotecnologia), que fica em Campinas (SP).

Com efeito, das mais de 655 milhões de toneladas anuais da safra brasileira de cana, um terço corresponde ao bagaço da planta após a produção de álcool e açúcar. Já existem iniciativas para usar esse excedente de matéria orgânica como fonte de energia ou para a produção do chamado etanol de segunda geração (obtido a partir das partes quimicamente mais “duras” da planta), mas em escala relativamente modesta.

Por outro lado, o bagaço seria uma matéria-prima interessante para a obtenção do carvão ativo (ou ativado), material produzido fora do país, a partir de fontes como cascas de coco ou ossos.

 

O licenciamento compulsório da patente

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Por Fernanda Lazzarini e Caroline Mesquita Maciel

Primeiramente, licenciamento é uma forma de transferência de patente que se difere da cessão, uma vez que esta se trata da venda da patente, enquanto a primeira é a permissão que o titular da patente concede para que possam explorá-la. O licenciamento pode ser exclusivo ou não, sendo o exclusivo aquele que somente uma empresa pode explorá-la. Além disso, o licenciamento pode ter ocorrido voluntariamente por parte do titular ou de modo compulsório, enquanto o licenciamento é imposto ao titular.

“Em primeiro lugar, é necessário ter em conta que ela [a licença compulsória] não impede o exercício do direito pelo titular da patente. Esse continua a ser dela detentor (…) bem como pelo fato de ter seu direito de usar, importar e exportar mantido.” (BASSO et al., 2007)

A licença compulsória dá certas garantias, mesmo que temporárias, àqueles que, através do processo formal, requerem e obtêm a patente de sua invenção, permitindo a sua utilização com exclusividade ou sob o estabelecimento de contratos para a exploração do invento por terceiros, caso o titular da patente exerça os seus direitos de forma abusiva, ou por meio da patente pratique abuso do poder econômico, tendo que arcar com a penalidade de conceder a licença compulsória.

“Do ponto de vista do licenciante, o que se faz então é apenas garantir que o lucro não seja abusivo, apto a impedir a utilização do produto, garantindo-se por meio da remuneração paga pelo licenciamento lucro normal, não abusivo.” (BASSO et al., 2007)

Visto isso, o licenciamento compulsório é tratado pela Lei da Propriedade Intelectual (LPI – Lei nº 9279/1996) do artigo 68 ao 74, especificando suas hipóteses de cabimento. A principal causa da concessão de licença compulsória é a do titular da tecnologia perder os direitos exclusivos sobre a patente por motivos de exploração abusiva do exercício dos seus direitos e/ou, por meio dela, praticar abuso de poder econômico (art. 68, caput, LPI).

Outra forma da licença compulsória ser concedida ocorre na não exploração em território brasileiro por falta de fabricação ou fabricação incompleta, ou, ainda, na falta de uso integral do processo patenteado (art. 68, §1º, I e II, LPI). Se a patente foi conferida em nosso país, a comprovação terá, forçosamente, que ser feita dentro dos limites de nosso território e não em outro. Qualquer fabricação ou fabricação incompleta além desses limites estará sujeita às leis do país cuja proteção foi também dada. Como corolário dessas assertivas, toda e qualquer patente conferida em nosso país terá a obrigação de ser explorada integralmente. Vale ressaltar, ainda, que estas hipóteses podem ocorrer apenas três anos após a concessão da patente.

O artigo 70, LPI, em seus incisos, especifica outro motivo que pode levar ao licenciamento compulsório da patente, que se caracteriza pela alta dependência do desenvolvimento da respectiva em relação à outra patente e o titular da primeira não ter acordado a exploração da segunda com o seu titular.

Podemos citar, também, baseados no artigo 71, LPI, a existência de dois decretos que ampliam a licença compulsória no Brasil, em que se permite aos Ministérios emitir licenças compulsórias em casos de emergência nacional (Decreto 3.201/1999), e permite a importação de versões genéricas de produtos licenciados compulsoriamente sempre que a produção doméstica se mostrar inviável e obrigando o detentor da patente a revelar toda a informação necessária para tal produção (Decreto 4.830/2003).

Para exemplificar as hipóteses dos artigos que preveem o licenciamento compulsório na LPI e os decretos supramencionados, podemos utilizar a questão de remédios e vacinas que, em sua maioria, são patenteados, causando, anualmente, para o Brasil, gastos com importações que ultrapassam bilhões de dólares e menor eficiência do Sistema Único de Saúde (SUS). Com a junção da LPI e desses decretos aumentou-se o poder de barganha do governo perante as multinacionais farmacêuticas na negociação dos preços de medicamentos antirretrovirais patenteados, como os usados no tratamento da AIDS.

Portanto, a concessão da licença compulsória ocorre pelo motivo dos detentores das patentes não cumprirem com sua função social de manter o mercado abastecido e com preços concorrenciais e, assim, como consequência, na forma de punição, o seu monopólio é rompido por força da lei.

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Fonte: jus.com.br

Película ecológica para telhados pode substituir ar-condicionado

São Paulo — Diante das altas temperaturas do verão, são raras as pessoas que deixam de usar aparelhos de ar-condicionado, se contam com essa possibilidade. O problema é que, se o luxo é caro para os consumidores, seu preço é ainda mais alto para o meio ambiente.

É um paradoxo: enquanto refresca você, a máquina deixa a Terra mais quente. O motivo está na emissão de dois tipos de gases estufa, ligados ao aquecimento global — o dióxido de carbono, liberado pelas geradoras de energia elétrica, e os hidrofluorcarbonetos (HFC), usados na refrigeração em si.

Segundo artigo publicado nesta semana pela revista acadêmica “Science”, dois pesquisadores da Universidade do Colorado encontraram uma alternativa “verde” para refrigerar ambientes sem esquentar o resto do planeta.

A invenção de Ronggui Yang e Xiaobo Yin soa futurista: uma película capaz de refrescar prédios sem usar nenhum tipo de gás refrigerador — e, o mais impressionante, sem gastar energia.

De acordo com a revista “The Economist”, o filme pode ser produzido com métodos tradicionalmente empregados pela indústria e com custo em torno de 50 centavos de dólar por metro quadrado.

Como funciona?
O poder da película desenvolvida por Yang e Yin tem a ver com um processo chamado de refrigeração radiativa. O princípio parte de um dado natural: a atmosfera da Terra permite que certos comprimentos de onda infravermelha, que carregam calor, escapem para o espaço sem obstáculos. O que os cientistas fizeram foi converter o calor indesejado em radiação infravermelha no exato comprimento de onda que o planeta manda para fora.

O método não é novo. Em 2014, pesquisadores da Universidade de Stanford criaram um material à base de silício que cumpria a mesma função. O problema é que ele era muito mais caro e difícil de fabricar.

Já o filme inventado pelos pesquisadores da Universidade de Colorado é feito de polimetilpenteno, um plástico transparente e disponível comercialmente, com a adição de pequenas pedrinhas de vidro. O material é transformado em lâminas com espessura de 50 micrômetros ou milionésimos de metro, e revestido de prata em apenas um dos lados.

Ao colocar a película sobre o telhado de uma casa, o lado prateado deve ficar por baixo. A luz solar é refletida pela face prateada através do plástico, o que impede o aquecimento da casa. Além disso, o calor interno é liberado para a atmosfera graças a uma complexa relação entre o diâmetro das pedrinhas de vidro e o comprimento das ondas que escapam para o espaço.

Segundo a revista “The Economist”, o poder de refrigeração da película é de 93 watts por metro quadrado, em caso de incidência direta de luz solar. À noite, o efeito é mais potente. De acordo com os pesquisadores, cerca de 20 metros quadrados do filme são suficientes para manter a temperatura de uma casa comum em 20°C num dia em que os termômetros marcam 37°C.

O sistema não precisa de eletricidade, embora exija um complemento que não funciona sem força. Para regular os níveis de refrigeração, seria necessário incluir um encanamento para carregar o calor da casa para o filme e assim manter a temperatura interna estável. As bombas de água provavelmente exigiriam energia elétrica, mas em pequena quantidade.

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Película ecológica para telhados pode substituir ar-condicionado