Amazon recebe patente de tecnologia para controlar veículos autônomos nas rodovias

 

A Amazon recebeu patente de uma tecnologia para malha rodoviária que controla carros e caminhões de auto-direção, mesmo em pistas que podem ir nos dois sentidos ou reversíveis.

As faixas reversíveis indicam uma mudança no sentido de tráfego devido a um problema de sobrecarga de trânsito, tornando-se uma zona de desastre potencial para carros autônomos, que ainda não foram programados para entender os sinais.

Na patente, a Amazon descreve uma rede que pode se comunicar com veículos autônomos e ajustar mudanças no fluxo de tráfego. Isso é particularmente importante para veículos autônomos viajando através estradas com as leis de trânsito não autorizadas para esse tipo de condução.

O objetivo da empresa, segundo analistas, é criar sua própria rede de logística e controlar ainda mais o processo de entrega.

Em dezembro, a varejista on-line comprou milhares caminhões para levar mercadoria de um centro de distribuição para outro. A Amazon provavelmente está planejando usar veículos autônomos de entrega para eliminar o custo de contratação de motoristas.

A patente também indica que o sistema de gestão da estrada vai ajudar “atribuir” pistas para veículos autônomos, dependendo para onde o veículo está indo ou se seria melhor evitar o tráfego.

É um sistema semelhante para as plataformas de nuvem que montadoras e empresas de tecnologia estão criando para que veículos possam se comunicar, com os padrões de tráfego, estatísticas de segurança e outras informações.

A principal diferença é que a rede proposta é que teria ser pertencente e operado pela Amazon, não por cada montadora individual, apesar de ter sido projetada para que veículos de qualquer montadora possa tirar proveito da

tecnologia.

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http://convergecom.com.br/tiinside/17/01/2017/amazon-recebe-patente-de-tecnologia-para-contralar-veiculos-autonomos-nas-rodovias/

 

A IBM e a Samsung são as duas empresas que mais registraram patentes em 2016

O sistema de registro de patentes estadunidense é considerado uma verdadeira bagunça devido às várias empresas que registram de tudo só para atrapalhar a vida das gigantes ou mesmo para tirar aquela vantagem no futuro. É por causa disso que o pessoal do IFI CLAIMS resolveu fazer uma filtragem do que é realmente sério para listar o TOP 10 das empresas que mais registraram novas patentes em 2016.

A campeã foi a IBM, registrando uma média de 22 patentes por dia, e a vice foi a Samsung, com uma média de 15 por dia. No ranking ainda vemos outras empresas de tecnologia como a fabricante de câmeras Canon, a fabricante de chipsets Qualcomm, a Google, LG, Microsoft, Intel, TSMC e a Sony.

Número de patentes registradas por empresa

  1. IBM – 8088
  2. Samsung – 5518
  3. Canon – 3665
  4. Qualcomm – 2897
  5. Google – 2835
  6. Intel – 2784
  7. LG Electronics – 2428
  8. Microsoft – 2398
  9. TSMC – 2288
  10. Sony – 2181

Curiosamente, a líder de lucros Apple não figura entre o ranking das dez primeiras colocadas. No entanto, vale ressaltar que essa enormidade de patentes não quer dizer que todos produtos e tecnologias inovadoras vão ver a luz do dia. Eles podem estar lá simplesmente para nenhum outro usar ou ter que pagar em royalties ou numa eventual disputa jurídica.

http://techroad.com.br/noticias/2017/01/ranking-top-10-registro-patentes-eua-usa.html

Empresa faz impressora 3D 100% nacional e fatura R$ 2,5 milhões

O empreendedor Rodrigo Krug já está acostumado a ser chamado de louco. Ainda na faculdade, ele decidiu iniciar uma empresa para fabricar itens complexos e de alta tecnologia – as impressoras 3D.

Na época, essa tecnologia ganhava espaço na indústria pelo mundo, mas era encontrada apenas em produtos importados. “As pessoas diziam: ‘Você é louco, é impossível produzir hardware no Brasil”, lembra.

Krug concorda que o ambiente de negócios nacional traz algumas dificuldades, mas procura focar sua atenção nos pontos positivos. “Temos muita burocracia, mas temos também um mercado interno gigantesco”, afirma.

A estratégia otimista tem dado certo. No mercado desde 2012, a empresa fundada por ele, batizada de Cliever, fechou 2016 com um faturamento de 2,5 milhões de reais. E, se no início da operação as impressoras tinham 70% das peças importadas, hoje o empreendedor se orgulha em dizer que seus produtos são 100% nacionais.

Marcenaria

O interesse de Krug pela automação vem de longe. Filho de empreendedores, ele conta que cresceu na marcenaria da família e, ainda na adolescência, buscava formas de automatizar processos extremamente artesanais.

“Eu via que a marcenaria exigia um talento pessoal absurdo, o que impedia que pessoas normais pudessem desempenhar o serviço. Comecei a criar formar de superar isso. Era uma questão totalmente relacionada com meu trabalho hoje”, lembra.

Depois, enquanto cursava faculdade de engenharia, o empreendedor decidiu cedo que seu caminho estava no empreendedorismo. “Me sentia infeliz no trabalho e decidi abrir uma empresa com amigos. O negócio não deu certo, mas eu vi que era aquilo que eu queria”, afirma.

Foi então que Krug procurou a incubadora da PUCRS e começou o projeto do que hoje é a Cliever. “As impressoras 3D estavam ficando mais conhecidas. Achei que seria um bom mercado”, conta.

Empréstimo

Para colocar o negócio de pé, porém, foram necessárias mais algumas “loucuras”. Ele pegou um empréstimo de 100 mil reais no banco – “Minha sorte é que eu não sabia calcular juros naquela época”, brinca – e, depois de um tempo, optou por trancar a faculdade para se dedicar integralmente ao negócio.

Felizmente, o resultado foi animador. “O plano de negócios inicial previa vender três máquinas por mês. Hoje vendemos entre 25 e 40 unidades. Entramos no mercado no momento certo, com o produto certo e no preço certo”, comemora.

A empresa também chamou a atenção de investidores e recebeu dois aportes desde sua fundação (além do empréstimo bancário): um de 250 mil reais e outro de 2 milhões de reais.

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Empresa faz impressora 3D 100% nacional e fatura R$ 2,5 milhões

7 startups promissoras que cometeram erros e acabaram morrendo

navioafundando

 

Ter uma startup não é nada fácil. Se você é empreendedor, sabe muito bem como é. Algumas prosperam e se tornam gigantes, enquanto outras, infelizmente, acabam fechando as portas algum tempo depois.

Separei aqui 7 histórias de startups. Há muitas outras. Todas elas cometeram erros, que variam do excesso do otimismo até casos de fraude. Todas elas apontam alguma lição muito importante para nosso leitor, que fará bem em fugir dos problemas que mataram todas elas.

Aqui no StartSe, tentamos evitar a mortalidade de startups através da educação dos empreendedores, para evitar que eles cometam os erros mais comuns. Além das matérias, temos uma enorme gama de cursos. Recomendamos nosso curso online chamado Startup de A à Z, que ajuda empreendedores a construírem negócios campeões. Ele te ajuda a colocar em funcionamento o seu negócio, te ajuda a evitar as principais dores que podem DESTRUIR startups em seus primeiros meses e anos de funcionamento. Bem completo.

Além dele, há também o Accelerator Day, um evento exclusivo em São Paulo para ajudar empreendedores que querem acelerar suas caminhadas. Grandes nomes do mercado passam sua experiência em uma maratona de conversas. Também é útil para quem ainda não tem uma startup, mas planeja ter.

Para essa matéria, resolvi escolher apenas startups de fora do Brasil. Teríamos uma enorme quantidade de startups nacionais para falar, sim, mas preferi focar nas estrangeiras para não ser deselegante com ninguém aqui do país. Esperamos que cada empreendedor nacional que faliu uma startup tenha uma segunda chance, aprenda com seus erros e prospere. O Brasil precisa de vocês.

Confira:

Theranos

Começando pelo caso mais trágico, talvez. A Theranos é um nome bem recente, com os problemas da empresa começando apenas no ano passado. Ela chegou a ser avaliada em US$ 9 bilhões – quase se tornando um decaunicórnio. A sua fundadora, Elizabeth Holmes, era comumente comparada com Steve Jobs e se tornou a mulher mais rica do mundo, entre as que tinham feito sua própria fortuna. Parecia ser uma das principais startups do mundo.

O problema é que tudo não passava de uma grandíssima mentira. A empresa, supostamente, tinha um método revolucionário de análise de sangue, que permitiria as pessoas terem um controle maior da saúde delas. Mas não funcionava e a empresa fazia questão de esconder o máximo os seus “segredos”.

A companhia tinha uma grande parceria com a rede de farmácias Walgreens, mas, nestes lugares, fazia testes convencionais de sangue. Um venture capitalist foi fazer um exame de sangue e acabou descobrindo. Foi um começo para desbaratar o “esquema Theranos”. Logo depois, descobriu-se que o teste revolucionário não era confiável e que a empresa tinha vários erros.

A temperatura do escritório era adequada ao tipo de vestimenta usada por Holmes (e não aos pedidos dos técnicos de uma empresa de biotecnologia). O conselho da companhia era formado basicamente por militares, e não por médicos. Resultado: a empresa teve que fechar seus dois laboratórios de pesquisa, Holmes perdeu tudo que tinha e a companhia tenta se salvar pivotando para um serviço de detecção de doenças, como Zika Vírus.

Pebble

A Pebble é outro nome recente desta lista. A companhia nasceu como uma campanha de Kickstarter, em 2012. O fundador, Eric Migicovsky, buscava US$ 100 mil para financiar sua companhia de smartwatches. A meta foi atingida em poucas horas e, eventualmente, superou a marca para mais de US$ 10 milhões. Foram 85 mil pedidos registrados. Parecia o começo de uma empresa promissora.

O sucesso da empreitada e as subsequentes campanhas do Kickstarter, junto com a atenção que a mídia deu em cima do fenômeno, sem dúvidas fizeram com que Migicovsky acreditasse em sua empresa e nos prospectos de crescimento, à ponto de ele rejeitar uma oferta de US$ 740 milhões da Citizen, uma companhia japonesa de 86 anos.

As coisas não deram certo, sobrou arrogância e o produto não foi bem aceito ao mercado. Hoje, Migicovsky está vendendo os softwares e a propriedade intelectual da Pebble ao concorrente Fitbit, por menos de US$ 40 milhões. E Migicovsky não está levando nada desta operação – já que as dívidas da Pebble vão continuar com ele.

Color

Quando aplicativo Color surgiu, as expectativas eram muito altas. Ele era um aplicativo de iPhone, surgido em 2010, que permitia as pessoas compartilharem fotos com seus amigos – juntando as fotos baseadas na localização em que elas foram tiradas ou na amizade que existia entre os usuários. Uma excelente ideia em um mundo cheio de cópias.

A companhia chegou a levantar US$ 41 milhões de investidores, que incluíam a Sequoia. “A Color vai mudar toda a forma que as pessoas se comunicam, assim como o iPhone mudou. Uma ou duas vezes por década aparece uma empresa no Vale do Silício que muda tudo. O Color é uma delas”, disse Doug Leone, um dos sócios da Sequoia na época.

O problema? O aplicativo era ruim, frustrando os usuários com uma interface ruim e a falta de privacidade. Além disso, um de seus co-fundadores saiu logo depois e a companhia entrou em um processo caótico de reconstrução. Acabou virando um aplicativo para as pessoas fazerem o streaming de vídeos ao vivo via Facebook. Isso também não deu certo e a empresa fechou as portas sem revolucionar o mundo.

Altavista

Esse era, talvez, o melhor buscador na virada do milênio. E ele ainda tinha um tradutor de línguas (que, diga-se de passagem, eu usava) e foi a primeira empresa do mundo a oferecer um servidor de e-mail totalmente gratuito, em 1998. Chame-o de Google antes do Google.

Com tanto potencial, o que faltou? Criatividade. Pode parecer óbvio agora, mas ninguém conseguiu pensar em uma forma de monetizar um serviço de buscas. A Compaq comprou o serviço em 1999, quando ele era o maior buscador da internet e trabalhou para fazê-lo um portal parecido com o do Yahoo!.

Não deu certo. Depois de mudar de mãos algumas vezes, a companhia foi adquirida pelo próprio Yahoo em 2003 e acabou sendo desativado em 2013, embora recebesse poucos resultados até então. Sua história é tristemente muito parecida com a empresa que a comprou.

Boo.com

Ninguém queimou dinheiro com tanta agressividade quanto a Boo.com. Sobrou ambição para a companhia britânica, mais uma das vítimas da bolha do fim dos anos 2000. A companhia nasceu com grandes expectativas sobre ela, recebendo investimentos de grandes bancos como JP Morgan e Goldman Sachs.

A expectativa era tão grande que a Fortune chamou a Boo de uma das empresas mais bacanas da Europa antes do próprio lançamento. Ela queria se tornar a loja fashion mais impressionante da internet, no mundo inteiro. De uma vez só.

Com tanta expectativa e dinheiro de investidores fácil, a empresa queimou inacreditáveis US$ 135 milhões em 3 anos. A empresa, no lançamento, tentou vender seus produtos em 18 países diferentes (e lembre-se: na virada do milênio o Euro estava começando a existir, era difícil operar na Europa). Ela queria ser uma gigante de e-commerce online, talvez 10 anos antes do devido. Até a Amazon sofreu com excesso de ambição nesta época.

Ao invés de milhões de consumidores, apenas alguns vieram. Apenas 20% do Reino Unido estava conectado à internet na época e o costume ainda não era de adquirir coisas pela internet. Com uma estrutura gigantesca logo no lançamento, a empresa continuou a torrar dinheiro, chegando ao valor total em 2000, quando fechou as portas. Uma coisa interessante do fechamento da Boo é que eles sempre foram acusados de privilegiar o marketing, mas não tentaram fazer a experiência do usuário ser boa.

Webvan

Mais uma da bolha do fim do século passado. É uma história de como você pode criar o negócio certo, no momento errado. A Webvan tinha a intenção de deixar as pessoas comprarem alimentos via internet, com a entrega sendo realizada 30 minutos depois da aquisição. Parece sensacional, certo?

George Shaheen, CEO da Webvan, acreditava que 35% dos consumidores estariam realizando compras online em 2003 ou 2004, então ele se preparou para a demanda destes consumidores imaginários, comprando vários caminhões e abrindo vários centros de distribuição ao redor dos Estados Unidos.

Cedo demais e a demanda não veio (no começo da internet, raramente as pessoas faziam compras nela), fazendo com que a empresa morresse em 2001. Se Shaheen tivesse validado sua ideia antes, teria evitado boa parte de seu prejuízo. Além disso, ele não estava errado: só estava radicalmente à frente de seu tempo.

Pay By Touch

A última história desta matéria é mais uma prova de que, para comandar uma startup de sucesso, é necessário ter caráter. A Pay By Touch, tinha uma bela tecnologia, financiamento e clientes – mas perdeu tudo por conta do fundador John Rogers.

A empresa permitia que as pessoas pagassem ou autorizassem transações via biometria, desde 2002, quando isso não era muito comum. Um sistema super seguro que deveria reduzir (e muito) as fraudes no comércio. Ela chegou a levantar US$ 340 milhões (inclusive celebridades apoiaram a companhia) e a ter 800 funcionários.

Mas a própria fraude era o CEO. Durante os melhores anos da companhia, ele foi acusado de abuso doméstico, posse de drogas e de tomar o dinheiro da companhia para uso pessoal. E sua vida caótica teve um efeito ainda pior na sua companhia, que carecia, efetivamente, de um comandante.

No dia 19 de março de 2008, a empresa desligou seus serviços sem nem notificar seus clientes – embora tenha vendido a maior parte de seus ativos posteriormente. Pior ainda: investidores processaram o banco de investimentos UBS, alegando que eles tinham ocultado o histórico criminoso de John Rogers ao recomendar o investimento. Uma bagunça.

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7 startups promissoras que cometeram erros e acabaram morrendo

Caso paixao.com.br mostra entendimento do STJ quanto a conflito de marcas

Afinal, o que deve prevalecer? Uma marca registrada ou um nome de domínio para o mesmo termo, em nome de terceiro? Os conflitos entre marcas, nomes de domínio e até mesmo nomes comerciais são comuns e chegam a atingir a nossa corte superior, ao contrário do que acontece com as disputas “clássicas” entre titulares de marcas.

No último dia 6 de dezembro o Superior Tribunal de Justiça julgou mais um destes conflitos envolvendo de um lado a marca registrada “paixão” e do outro lado o nome de domínio www.paixao.com.br.

Foi em 2005, após tomar conhecimento do site www.paixao.com.br que o titular de registros concedidos pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) para a marca “paixão” propôs uma ação judicial alegando a infração de sua marca.

Em sua defesa, a empresa titular do nome de domínio sustentou que “paixão” é palavra comum e vulgar na língua portuguesa, sendo inapropriável a título exclusivo e ressaltando que o Inpi já concedeu diversos outros registros para marcas “paixão” a diferentes titulares.

Após enfrentar as instâncias ordinárias, a ação foi recentemente analisada pelos Ministros do STJ que confirmaram as prévias decisões do processo, negando a existência de infração tendo em vista que a marca “paixão” se destina a designar produtos do mercado de cosméticos e o nome de domínio, à época, era de um site de relacionamento.

No julgamento, o ministro Luiz Felipe Salomão ressaltou que a mera existência de um registro de marca não basta para garantir o direito de utilização do nome em ambientes virtuais e que o direito de uso exclusivo de uma marca não é absoluto. O Ministro também citou a existência de uma exceção legal que é o caso das marcas reconhecidas pelo INPI como marcas de alto renome e que possuem uma proteção especial independente do ramo mercadológico que se insere.

Entretanto, aduziu que a marca registrada “paixão” não possui a proteção especial porque não teve seu alto renome declarado pelo Inpi, chegando a relativizar a abrangência do alto renome ao afirmar que a proteção especial deve ser analisada “a depender do caso concreto”.

O entendimento aplicado pelo STJ neste caso foi bastante restritivo e não deve ser considerado como um precedente para toda e qualquer disputa envolvendo marcas e nomes de domínio. Ainda que no caso em destaque a marca seja composta por um termo dicionarizado e comum, deve-se ter em mente que quanto mais famosa a marca é, maior deve ser a sua proteção, independentemente do segmento de mercado e da forma de utilização. Tal conceito é especialmente aplicado às marcas notórias, compreendidas aqui em sentido lato sensu.

Marcas notórias são, em termos gerais, aqueles sinais que extravasam o mero significado de seus signos e que são reconhecidos pelo público por seus valores. Tais sinais, evidentemente, podem sofrer, com mais constância, tentativas de captura de seu prestígio, alcançado como resultado de investimentos aplicados, no decorrer do tempo, em marketing, pesquisa e desenvolvimento.

Um conflito levado ao STJ em 2013, entre a denominação de origem do vinho BORDEAUX e marca nacional idêntica para assinalar serviços de buffet, leva importante observação do Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva:

“A ideia singela do Direito de Marcas é exatamente a certificação de origem ao consumidor, não se justificando o uso indiscriminado de designações conhecidas, em especial, notórias, como a região de Bordeaux, ainda que para designação de produtos ou serviços diversos, vez que aí evidente a intenção de aproveitamento do sucesso alheio (uma espécie de carona), ou seja, um aproveitamento parasitário, onde mesmo sem caracterizar uma concorrência (pois são produtos ou serviços diversos no caso), procura-se extrair vantagem de marca alheia” (REsp 1.165.655).

Nesse sentido, as mais altas cortes do país não podem olvidar desta bem colocada “ideia singela” do Direito Marcário.

Sem negar a importância do princípio da repressão à concorrência desleal ocasionada pela confusão de sinais de origens diversas, há que se aferir, nos conflitos entre sinais distintivos, se o suposto violador está imbuído de má-fé, na aberta tentativa de tomar carona no prestígio de marca alheia, ainda que para designar e proteger serviços e produtos diversos.

O uso e o registro de sinais distintivos em segmentos diversos é, claramente, permitido pela legislação marcária, se este uso ou registro não está permeado de intenções parasitárias. É nesta esteira que a legislação nacional vem impedir, acima de tudo, o abuso de direito, assim como o desvio de sua função na busca do enriquecimento sem causa e no dano gerado à reputação e unicidade (intrínseca ou adquirida) dos sinais notórios alheios.

Estas são as previsões dos artigos 187 e 884, ambos do Código Civil, os quais, naturalmente, se aplicam ao Direito Marcário.

É bom que se consigne que esta captura de prestígio de sinal notório alheio é normalmente detectável, justamente, nos casos de associação entre os sinais de segmentos diversos (diferentemente da confusão propriamente dita).

A associação entre marcas de segmentos diversos ganhou especial atenção nos últimos anos, diante da prevalência dos grandes conglomerados que passam a explorar áreas e segmentos diversos de seu core business inicial.

Esta forma de exploração econômica gerou ao público a facilidade de associar sinais idênticos em segmentos diversos, a exemplo da marca Virgin, à qual está ligada aos mais diversos setores econômicos, de produção musical à telecomunicação, aviação, alimentos e, mais recentemente, turismo espacial.

Esta dinamicidade que permeia o Direito Marcário clama, de nossos tribunais, maior cuidado na análise de casos concretos, sempre balizando os princípios que permeiam o Direito Marcário com aquele princípio geral da proporcionalidade, o qual se presta para equacionar os meios legais ao que é justo e razoável.

Se ficou consignado que o site de relacionamento www.paixao.com.br registrou seu domínio de boa-fé, não abusando de seu direito para capturar o prestígio da notória marca “paixão”, correto parece ter sido o STJ ao considerar, de forma restritiva, o princípio da especialidade como principal parâmetro para análise do conflito.

Ao contrário, na hipótese de ter sido evidenciada a intenção de associar o site à marca notória “paixão”, para captura de seu prestígio, então, estaria o STJ equivocado ao analisar o caso de forma simplista, com vistas apenas ao princípio da especialidade, sem passar pelo crivo do abuso do direito e desvio de sua função.

fonte

http://www.conjur.com.br/2017-jan-15/paixaocombr-mostra-entendimento-stj-conflito-marcas

Novos robôs da LG cortam grama, ajudam em casa e trabalham em aeroporto

A LG revelou três novos robôs nesta quarta-feira, 4/1, durante a sua coletiva de imprensa na CES 2017, evento de tecnologia que acontece  até o próximo dia 8 em Las Vegas, nos EUA.

O principal deles é o chamado LG Hub Robot, que funciona como um assistente pessoal para você ter em casa. Disponível em dois tamanhos, normal e mini, o Hub

Uma mistura de Wall-E com Homem Bicentenário, o Hub funciona como uma central para fazer a chamada casa inteligente funcionar de maneira mais inteligente. Para isso, conta com integração com a assistente pessoal controlada por voz Alexa, da Amazon, também presente na nova geladeira inteligente da LG.

O Hub pode ajudar em diversas tarefas do dia-a-dia em casa, como ligar o ar condicionado, tocar música, configurar alarmes e lembretes e fornecer atualizações sobre clima e trânsito. A tela interativa do Hub exibe imagens como o que tem dentro da sua geladeira ou até mesmo receitas culinárias para você preparar com a ajuda de instruções por voz.

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De acordo com a LG, o Hub Robot responde aos usuários não apenas com comandos de voz, mas também com movimentos, podendo abaixar a cabeça ao responder uma pergunta simples, por exemplo. A empresa sul-coreana destaca ainda que, por conseguir diferenciar os membros da família por meio da sua câmera, o robô pode ser programado para responder com diferentes acenos para cada pessoa.

Já a versão minúscula do Hub, o Hub Robot Mini, funciona como um complemento do seu “irmão maior”, podendo ficar em outro cômodo da casa para realizar basicamente as mesmas funções.

Cortar a grama

A LG também apresentou um robô que pode te ajudar em outra tarefa doméstica, mas fora de casa: cortar a grama. Chamado de Lawn Mowing Robot, esse gadget é ideal para vários tipos de grama, aponta a fabricante.

Para isso, conta com vários sensores avançados e para-choques, que permitem que reconheça a todo momento a sua própria localização e a de possíveis obstáculos, como árvores.

No aeroporto

Por fim, a LG também mostrou dois robôs voltados para o mercado corporativo, mais especificamente para aeroportos pelo mundo, o Airport Guide Robot e o Airport Cleaning Robot.

Como o nome sugere, o Airport Guide Robot funciona como um ajudante para os passageiros, podendo responder a diferentes perguntas, como as condições climáticas do seu destino, a localização do portão de embarque e outras informações sobre voos e coisas do tipo.

“Grandão”, o robô possui suporte para quatro idiomas, inglês, chinês, japonês e sul-coreano, e poderá ser visto em breve no aeroporto internacional de Incheon, na Coreia do Sul.

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Também com um nome bastante auto-explicativo, o Cleaning Robot é basicamente um aspirados robô com um tamanho industrial com uma grande capacidade para aspirar pó, além de várias escovas e motores.

fonte

http://idgnow.com.br/ti-pessoal/2017/01/04/novos-robos-da-lg-cortam-grama-ajudam-em-casa-e-trabalham-em-aeroporto/

Amazon quer construir centros de distribuição de produtos no céu

Depois de concretizar planos que envolvem drones como parte fundamental de sua logística, a Amazon agora prevê plataformas de distribuição aéreas, similares a dirigíveis, de onde drones partiriam para entregar produtos.
Um pedido de registro de patente detalha o que a companhia define como “centros de suprimento aéreos” (AFC, na sigla em inglês).
Na verdade, o pedido foi feito há dois anos, porém só percebido apenas na semana passada por Zoe Leavitt, um analista de dados de tecnologia da empresa de pesquisa de mercado CB Insights.
Segundo a descrição da patente, os drones lançados das plataformas economizaram em tempo e usariam menos energia que os lançados a partir do chão. Os AFCs planariam a uma altitude de 13,7 mil metros e seriam reabastecidos por aeronaves menores.
A Amazon não falou publicamente sobre a tecnologia e seus planos que envolvem os tais AFCs. A gigante do varejo online, entretanto, tem demonstrado avanços concretos quando revelou que um drone realizou a primeira entrega comercial de um pedido no Reino Unido.
De acordo com a empresa, todo o processo de entrega levou apenas 13 minutos para ser concluído. A Amazon ainda planeja mais entregas comerciais com drones neste ano.
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