A Origem das Marcas – Guinnes

Quem já tomou GUINNESS conhece o mistério que intriga milhões de apreciadores de cerveja no mundo inteiro. GUINNESS é mais que uma cerveja. É uma lenda, venerada quase como um símbolo nacional da Irlanda. Beber uma é mais do que tomar uma simples cerveja gelada para se refrescar, é se libertar, desfrutar de um momento prazeroso acompanhado de uma cerveja escura com um colarinho surpreendente cremoso. O gosto pela cerveja GUINNESS é uma das poucas coisas em que as comunidades católica e protestante da Irlanda do Norte estão de acordo. Só mesmo essa marca para ser uma unanimidade quando o assunto é uma boa cerveja.
A história 
A cerveja irlandesa começou sua história exatamente no dia 31 de dezembro de 1759 no coração da cidade de Dublin – em St. Jame’s Gate – onde o protestante Arthur Guinness alugou uma fábrica e os terrenos que a circundavam por míseros £45 ao ano (incluindo o fornecimento de água), em um contrato de arrendamento de 9 mil anos (a maior barganha imobiliária desde que o explorador holandês Peter Minuit adquiriu Manhattan por meros US$ 24), de uma família inglesa, que não acreditava no sucesso da empresa, iniciando assim a produção de suas próprias cervejas, lançadas inicialmente no mercado com os nomes de GUINNESS PORTER e GUINNESS ALE. Uma década mais tarde o primeiro carregamento da cerveja era enviado à Inglaterra através de uma caravela. Apesar disso, somente em 1794 a cerveja começaria a ser consumida regularmente na cidade de Londres. Pouco depois, em 1799, Arthur resolveu encerrar a produção da cerveja tipo Ale para se concentrar na fabricação da Porter. Em 1802, o primeiro carregamento da cerveja foi exportado para as Índias Ocidentais. No ano seguinte, com a morte de Arthur aos 78 anos, seu filho, Arthur Guinness II, assumiu o comando da cervejaria e expandiu as exportações para Barbados e Trinidad e Tobago no Caribe.
Já em 1815 a marca GUINNESS se tornou conhecida em boa parte do continente europeu. Segundo uma lenda a cerveja ajudou na recuperação de oficiais da cavalaria feridos durante a batalha de Waterloo, aumentado assim a mística em volta da marca. Em 1827 GUINNESS foi exportada para o pequeno país de Serra Leoa, então colônia britânica, sendo a primeira vez que a cerveja ingressava no continente africano. Pouco depois, em 1833, a empresa se tornou a maior cervejaria da Irlanda. No ano seguinte, a cerveja começou a ser engarrafada em embalagens de vidro, que substituiu a porcelana. Em 1840, o primeiro carregamento da cerveja foi enviado para Nova York. Quando adotou a Harpa Gaélica como símbolo em 1862, e a registrou como marca em 1876, GUINNESS já fazia parte da vida e da cultura dos irlandeses. O tradicional símbolo foi inspirado na Harpa O’Neill (também conhecida como Harpa de Brian Boru, um importante rei na história da Irlanda), que data aproximadamente do século 17 ou 18, mas voltada para a esquerda para não confundir com o brasão de armas da Irlanda. No final desta década, em 1868, o tamanho da cervejaria dobrou para mais de 50 hectares e se espalhou para o norte do rio Liffey, onde foram construídos novos prédios que eram ligados por uma malha ferroviária. Quase 20 anos depois a St. Jame’s Gate foi considerada a maior cervejaria do mundo com produção anual de 1.2 milhões de barris.
Por manter sempre um rigoroso foco na qualidade de sua produção, mesmo durante todo o período de expansão, a GUINNESS tornou-se em 1908 a cerveja mais consumida do mundo. Dois anos mais tarde, aproximadamente 50% do volume de GUINNESS vendido nos Estados Unidos já era engarrafado localmente. Em 1936 se tornou a primeira cervejaria com filial fora da Irlanda, construída no Park Royal, em Londres. Pouco depois, em 1939, em plena Segunda Guerra Mundial, a GUINNESS enviou uma garrafa de cerveja para cada soldado britânico em combate na França para comemorar o Natal. Em 1962 foi inaugurada na Nigéria, localizada na cidade de Lagos, a primeira cervejaria da marca fora da Grã Bretanha. No ano seguinte a cerveja começou a ser produzida na Austrália e, em 1965, na Malásia, seguida por Jamaica, Gana e Canadá. Finalmente em 1967 a cerveja GUINNESS DRAUGHT foi introduzida oficialmente no mercado americano. O sucesso da marca na Nigéria levou a marca a inaugurar mais uma cervejaria no continente africano, desta vez na República dos Camarões em 1970. Nos anos seguintes a marca continuou sua expansão internacional, e, já em 1985, a cerveja era vendida em 120 países ao redor do mundo. Em 1997 a cervejaria realizou uma fusão com a Grand Metropolitan, resultando na formação da Diageo, atual proprietária da marca GUINNESS. Ainda nesse ano, o O’Malley’s Shanghai foi o primeiro pub a servir GUINNESS na China.
Em 2009, quando a marca completou 250 anos, a empresa criou uma grande jogada de marketing: o dia 24 de setembro se tornou “Arthur’s Day” e exatamente as 17h:59s (referência ao ano de fundação da cervejaria, que coincidiu também com o famoso “happy hour”), todos os bares/pubs das cidades de Dublin, Kuala Lumpur, Lagos, Nova York e Yaoundé (na república dos Camarões), fizeram uma homenagem ao fundador da tradicional cervejaria quando os frequentadores levantaram um pint de GUINNESS. Essa celebração fez tanto sucesso que tem sido realizada desde então, sendo difundida ao redor do mundo. Na Europa, algumas datas comemorativas se tornaram sinônimo de GUINNESS e uma tradição para a marca, como por exemplo, o St. Patrick’s Day (dia de São Patrício), o Dia Mundial do Rock e o Halloween (Dia das Bruxas), que também tem origem celta e foi levado para os Estados Unidos pelos irlandeses. Somente no Dia de São Patrício (santo padroeiro da Irlanda), comemorado em 17 de março no mundo inteiro, são consumidos 13 milhões de pints de GUINNESS.
Mundialmente conhecida por cervejas escuras, a marca irlandesa lançou no mês de setembro de 2014, nos Estados Unidos, a GUINNESS BLONDE AMERICAN LAGER, uma cerveja clara tipo lager. O novo rótulo é uma clara tentativa de evitar o declínio da cervejaria que tem como carro-chefe a cerveja Irish Stout (escura). De acordo com dados da própria Diageo, fabricante da GUINNESS, as vendas da cerveja escura em solo americano recuaram 6% em 2013. A produção é resultado de uma parceria entre a Diageo e a City Brewing Company, cervejaria de Latrobe, na Pensilvânia. A produção dessa nova cerveja é parte de um programa batizado Discovery Series, que contará com uma variedade de estilos, alguns em edições limitadas, comercializados sob a marca GUINNESS. Esta não foi a primeira tentativa da marca em lançar no mercado uma cerveja clara. Em 1988 foi lançada a GUINNESS GOLD, mas que não atingiu o sucesso desejado e teve a produção encerrada em 1993.
Ainda em 2014, a tradicional cervejaria irlandesa lançou em edição especial e limitada a GUINNESS THE 1759, uma cerveja ale âmbar com 9% de teor alcoólico, inspirada em uma receita de 200 anos e fabricada a partir do mesmo malte utilizado na produção dos melhores uísques e da adição do fermento Guinness, ganhando assim notas de caramelo e manteiga. Cada uma das 90.000 garrafas — de pouco mais de 750 ml e com rolha de cortiça — era embalada em uma elegante caixa preta de veludo. Para se ter uma ideia da escala, este volume equivale à apenas uma hora da produção da GUINNESS tradicional. Este foi o primeiro lançamento da nova série Guinness Signature Series, que contará com uma variedade de cervejas de edição de luxo limitadas feitas de raros e muito bem pensados ingredientes.
Em breve, os vegetarianos mais convictos poderão degustar uma GUINNESS sem medo depois que a cervejaria irlandesa decidiu parar de usar gelatina de peixe na filtragem do produto. A empresa afirmou que vai parar de usar a ictiocola, uma gelatina feita da bexiga de peixes, utilizada no processo de elaboração da cerveja. O novo sistema de fabricação, no entanto, não estará pronto antes de 2017. Com mais de 250 anos de história, a cerveja é produzida com a mesma composição que a consagrou: malte irlandês, a mais pura água de Dublin, lúpulo e levedura. O malte é torrado, o que lhe confere a coloração rubi-avermelhada e o paladar tostado. Esta mistura única proporciona uma cerveja tipo stout, de alta fermentação, cujo balanço entre o amargor do lúpulo e a doçura do malte é facilmente perceptível. E há mais de 15 anos a cervejaria desenvolveu o sistema de chope em lata, alcançando tecnologia jamais vista no mercado cervejeiro.
A linha do tempo 
1802 
● Lançamento da GUINNESS FOREIGN EXTRA STOUT, cerveja produzida primeiramente em Dublin e destinada ao mercado exterior na época. A África, especialmente Nigéria, Gana, Quênia e Camarões, é seu maior mercado atualmente.
1820 
● Lançamento da GUINNESS EXTRA STOUT, cerveja mais próxima da original produzida pela primeira vez em 1759. Esta cerveja foi praticamente absorvida com o lançamento da GUINNESS DRAUGHT, respondendo por apenas 5% das vendas da cervejaria nos dias de hoje.
1958 
● Lançamento da GUINNESS DRAUGHT – cerveja preta ou escura – introduzida primeiramente na Inglaterra, e somente dois anos depois na Irlanda, se tornando a cerveja escura mais consumida do Reino Unido. Foi a primeira cerveja nitrogenada do mundo. Esta cerveja representa aproximadamente 55% das vendas de toda a cervejaria.
● Introdução da GUINNESS BICENTENARY, em comemoração aos 200 anos de fundação da cervejaria.
1979 
● Lançamento da GUINNESS LIGHT, versão da cerveja original com teor alcoólico reduzido. Não durou nem dois anos no mercado.
1988 
● Lançamento da GUINNESS DRAUGHT em lata, que possuía uma cápsula propulsora de nitrogênio, responsável pela liberação do gás quando o lacre era rompido, misturando-o ao líquido no momento em que este era derramado em outro recipiente. Por este motivo, a GUINNESS em lata deve ser consumida no pint, e não diretamente na lata. Atualmente a cerveja em lata pode ser encontrada em mais de 90 países.
1998
● Lançamento da GUINNESS DRAUGHT EXTRA COLD, uma cerveja preta para ser consumida em temperaturas mais geladas que as outras, que foi introduzida no mercado com a campanha “Good Things Come To Those Who Wait” (Coisas boas vêm para quem espera).
● Lançamento da GUINNESS BREO, uma cerveja de trigo levemente cítrica que consumiu milhões de dólares em desenvolvimento e se tornou um verdadeiro fracasso.
1999 
● Introdução da GUINNESS DRAUGHT em garrafa long neck. Para não perder seu sabor único a empresa desenvolveu o widget – reservatório de nitrogênio – que libera o gás pouco a pouco, a cada gole. Desta forma, a espuma cremosa é preservada e a cerveja pode ser apreciada diretamente da garrafa.
2003 
● Lançamento da GUINNESS EXTRA SMOOTH, uma cerveja tipo stout, mais fraca e cremosa, lançada primeiramente em Gana. É uma cerveja voltada para o mercado africano.
2007 
● Lançamento da GUINNESS RED, uma versão avermelhada da cerveja original, que além de ser mais clara, tem sabor mais suave e adocicado. Na verdade, é uma cerveja mais leve para ser consumida nos meses de verão. Lançada primeiramente na Inglaterra, a empresa investiu US$ 6 milhões em seu desenvolvimento.
2010
● Lançamento da GUINNESS BLACK LAGER, que apesar de conter a palavra preta no nome (uma alusão à cor da garrafa) é uma cerveja tipo lager. Com esta lager, os mestres cervejeiros da GUINNESS beberam de 250 anos de rica herança para levar o prazer de desfrutar da cerveja clara a um novo nível. Introduzida inicialmente na Irlanda do Norte, essa nova cerveja foi criada para atrair um público jovem e já está disponível no mercado americano.
2012 
● Lançamento da GUINNESS GENEROUS ALE, uma cerveja vermelha com leve toque de baunilha em edição limitada para as festas de final de ano.
2013 
● Lançamento da GUINNESS RED HARVEST (“colheita vermelha”, em inglês), uma cerveja tipo stout vermelha para celebrar a chegada do outono no hemisfério norte. Com um tom vermelho escuro e aromas de caramelo e malte, a cerveja tinha um gosto mais doce que a tradicional. Com edição limitada, esta cerveja foi inspirada nas tradições celtas do Samhain, festival que acontece no começo de novembro marcando o fim da época das colheitas, uma das inspirações para o Dia das Bruxas.
2014
● Lançamento da GUINNESS BLONDE AMERICAN LAGER, uma cerveja american lager de coloração dourada, leve e feita no estado da Pensilvânia. A cerveja é produzida com os lúpulos Willamette e Mosaic na fábrica da City Brewing Company, mas as leveduras são importadas da Irlanda.
● Lançamento na Indonésia da GUINNESS ZERO ABV, a cerveja original sem álcool em resposta a proibição da venda de cervejas e bebidas alcoólicas em lojas de conveniência no país.
Regras de consumo 
Os apreciadores de cerveja sabem que a GUINNESS DRAUGHT em lata é surpreendente. Quando o anel da lata de alumínio é puxado, sobe uma espuma cremosa que faz inveja a muito chope tirado na hora. Mas pouca gente sabe como é feita essa espuma. A cerveja GUINNESS possui um grande diferencial que é uso do nitrogênio. Tanto na versão em barril, como na versão lata ou garrafa long neck, utiliza além do gás carbônico (CO2) também o nitrogênio (N2). A mistura correta destes dois gases, além de manter o sabor, compacta e diminui as “bolhinhas” da cerveja, levando o gás totalmente para o colarinho, grande diferencial da GUINNESS. Um colarinho com espuma densa e inconfundível. O típico consumidor de GUINNESS é um profundo conhecedor de cervejas, sempre em busca da melhor qualidade. Como a principal característica da cerveja é destacar a sua aparência, com um grande contraste entre a sua espuma cremosa e inconfundível, graças à mistura com nitrogênio (N2), e a sua cor negra, é necessário, e essencial, uma série de etapas para servi-la adequadamente. Ao se obter a mistura exata do nitrogênio com o líquido, tem-se o diferencial da cremosidade da espuma e um efeito visual único do gás subindo quando parece estar descendo para o fundo do Irish Imperial Pint (o tradicional copo de 568 ml da marca, que possui a boca mais larga que a base).
Existem seis etapas, um verdadeiro ritual com duração de exatos 119.53 segundos, que garantem a perfeita extração e apresentação do chope GUINNESS em seu tradicional copo (pint):
1. O Copo: usar um copo limpo, seco e nunca quente. De preferência, o próprio pint (copo de 568 ml) da GUINNESS.
2. O ângulo: segure o pint sobre o bico da chopeira, num angulo de 45°. A torneira da chopeira não deve tocar a tulipa de cerveja.
3. O primeiro enchimento: puxar a torneira da chopeira para frente, até que o pint esteja ¾ cheio.
4. O repouso: deixar a cerveja descansar no pint por 1 minuto, até a espuma assentar.
5. O segundo enchimento: terminar de encher o pint, empurrando a torneira da chopeira para trás, parando quando a espuma alcançar a borda.
6. Apresentação: colocar o pint na mesa com o logotipo da marca voltado para o consumidor, mostrando que você está servindo um pint perfeito de GUINNESS.
Obs: a espuma deve estar cremosa, suave, branca e na altura certa (de 14 a 21 mm), ligeiramente elevada sobre a borda do pint.
Passeie pela história da Guinness 
Em sua sede no centro da cidade de Dublin, conhecida como St. Jame’s Gate, a cervejaria mantém desde 2000 o GUINNESS STOREHOUSE, um enorme museu com sete andares em um prédio em formato de cilindro que conta a história da cerveja e vende as dezenas de produtos licenciados com a marca GUINNESS, como por exemplo, roupas, copos, chaveiros, imãs e objetos de decoração. Na parte central do saguão de entrada é possível ver o documento original da hipoteca de 9.000 anos assinado pelo próprio Arthur Guinness. Seguindo em frente o visitante começa conhecer um pouco mais sobre os ingredientes e como os diferentes tipos de GUINNESS são criados em diversos países do mundo de acordo com os mercados locais. Vários vídeos contam um pouco mais sobre o processo de produção, com direito às amostras da cevada pura e torrada e da água das montanhas Wicklow, usada na produção. A levedura, o grande segredo da cerveja GUINNESS, não é apresentada durante esta etapa. O ambiente todo é envolvido pelo som de uma grande cascata, que além de ser uma sensação muito agradável, dá uma espetacular ideia do volume de GUINNESS produzido por segundo. Saindo da sala dos recipientes, são mostrados os processos que combinam estas matérias primas para formar a GUINNESS. Estão expostos equipamentos antigos de moagem do malte, fervura e fermentação. A melhor parte? O visitante terá uma chance de prová-la. Ao olhar o copo contra a luz é possível confirmar que GUINNESS não é uma cerveja preta: tem um tom vermelho rubi escuro. Há uma seção muito interessante sobre como eram feitos os barris de madeira usados para armazenar a cerveja.
Em seguida são apresentadas as diversas formas de transporte, desde os tempos em que cavalos e charretes e depois barcos eram usados para transportar a cerveja. Há também uma réplica do navio da GUINNESS que foi afundado durante a Primeira Guerra Mundial. As famosas e criativas propagandas da marca são mostradas no andar seguinte. Siga pelos demais andares (incluindo um reservado ao ato de beber com responsabilidade) e veja, entre outras coisas, os países onde a GUINNESS é consumida; ou aprenda a colocar a cerveja da forma correta no pint para poder bebê-la sem perder um toque se quer de seu sabor. Caso isto aconteça o visitante recebe o certificado “Perfect Pint Pour”. A peregrinação será premiada: no sétimo e último andar, um bar envidraçado e minimalista, conhecido como GRAVITY BAR, oferece uma maravilhosa vista de 360º de Dublin e das montanhas Wicklow, e um pint de GUINNESS espera pelo visitante. A fábrica da GUINNESS em Dublin é a principal atração turística da Irlanda, recebendo quatro milhões de visitantes por ano.
A evolução visual 
O conhecido logotipo da marca surgiu em 1862, era um rótulo oval com a tradicional harpa irlandesa e a assinatura de Arthur Guinness. O tradicional logotipo da marca passou em 2005 por sua mais recente atualização, quando perdeu a palavra “Draught”, os traços e teve a harpa modernizada. A nova identidade visual da marca ficou mais “clean” e extremamente moderna, adotando também uma nova tipografia de letra.
Um dos principais símbolos da marca GUINNESS é a harpa irlandesa (gaélica), que evoluiu muito ao longo dos anos (imagem abaixo).
Recentemente, em 2013, a tradicional lata preta de GUINNESS passou por modernização, ganhando um novo visual, muito mais simples e limpo, com grande destaque para a harpa irlandesa.
Os slogans e as campanhas geniais 
As propagandas foram responsáveis por tornar a marca um ícone mundial. Há décadas a cerveja é famosa por suas criativas e distintas campanhas, que acumulam diversos prêmios nos mais importantes festivais de publicidade. Ao longo de sua história a cerveja irlandesa construiu uma imagem que muitas marcas gostariam de possuir, posicionando a cerveja como uma lenda. É um verdadeiro culto a marca. Desde 6 de fevereiro de 1929 quando a primeira campanha publicitária impressa da cerveja foi ar com o slogan “Guinness is good for you” e imortalizada por simpáticos tucanos; passando por slogans como “My Goodness, My Guinness!”, introduzido em 1931; a genial campanha “The Pure Genius” lançada em 1985; até o slogan “Not everything in black and white makes sense”, introduzido em 1996, a marca irlandesa se tornou um verdadeiro objeto de desejo dos publicitários no mundo inteiro. Suas campanhas e slogans criativos e ousados fizeram da marca uma das mais reconhecidas do mundo em seu segmento.
Outros slogans famosos e inesquecíveis da marca GUINNESS são:
It strikes one it’s Guinness time. (1932)
Famous for its perfect head. (1949)
There is nothing like a Guinness. (1956)
Guinness gives you strength. (1961)
No beer comes near. (1985)
It’s not beer. It’s stout. (1995)
Surely Guinness. (1998)
Good things come to those who wait. (1998)
Refreshes your spirit. (2000)
Live life to the power of Guinness. (2001)
With trust, everything is easy. Believe. (2003)
Bring It To Life. (2009)
Pure beauty. Pure Guinness. 
Made of more. (2012)
A cerveja irlandesa também se notabilizou por suas ousadas ações de marketing. Quando completou 200 anos de existência, em 1959, a cerveja GUINNESS, adotou uma criativa ação de marketing para marcar a data: 150.000 garrafas foram jogadas em diversos pontos do Oceano Atlântico. A ação durou seis semanas e envolveu 38 embarcações. Dentro das garrafas havia um rótulo dourado comemorativo, um livreto contando a história da cerveja, instruções de como transformar a garrafa em uma luminária e um vale para trocar por uma caixa de GUINNESS, além de informações sobre o navio que lançou a garrafa. Batizadas de garrafas-gota, as embalagens não eram rotuladas. Em alto relevo havia a inscrição: “1759-1959. Garrafa-gota especial (Oceano Atlântico) para celebrar e comemorar o bicentenário da Guinness”. A empresa garante que ainda há vasilhames à deriva.
Um dos comerciais mais geniais, como muito outros clássicos criados para a marca, foi ao ar em 2006. É uma verdadeira superprodução que promove uma aventura visual fantástica e surreal. Intitulado de NoitulovE (a palavra evolution ao contrário), revive o lendário slogan “Good things come to those who wait” (Coisas boas vêm para quem espera). Criado pela agência AMV BBDO de Londres foi dirigido pelo competente Daniel Kleinman, custando aproximadamente US$ 1.8 milhões, porém a GUINNESS destinou verba de US$ 26.4 milhões apenas para veiculação em TV e cinema. É um comercial com a assinatura e a alma da comunicação da GUINNESS. Clique no ícone abaixo para assistir ao comercial.
 
Dados corporativos 
● Origem: Irlanda 
● Fundação: 31 de dezembro de 1759 
● Fundador: Arthur Guinness 
● Sede mundial: Dublin, Irlanda 
● Proprietário da marca: Guinness & Co. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Diageo plc.) 
● CEO: Ivan Menezes (Diageo) 
● Faturamento: €2 bilhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 150 países 
● Presença no Brasil: Sim
● Maiores mercados: Inglaterra, Nigéria, Irlanda e Camarões 
● Segmento: Cervejarias 
● Principais produtos: Cervejas tipo stout 
● Concorrentes diretos: Murphy’s e Beamish 
● Ícones: A harpa gaélica e o tradicional Pint 
● Slogan: Made of more. 
● Website: www.guinness.com
A marca no mundo 
A cerveja irlandesa GUINNESS é engarrafada em aproximadamente 60 países e vendida em outros 90, tendo 80% do mercado mundial no segmento de cerveja escura do tipo stout. A Inglaterra é o maior mercado consumidor da marca, seguido da Nigéria, Irlanda (onde a marca tem 19% de participação de mercado), Camarões e Estados Unidos. A África é extremamente importante para a marca irlandesa: são treze cervejarias engarrafando GUINNESS, que é vendida em 40 países do continente. Mais de 10 milhões de pints (copos de 568 ml) da cerveja são consumidos diariamente em 180 mil pubs no mundo todo, o que resulta em 120 pints por segundo ou 1.8 bilhões de pints por ano, vendendo anualmente 2.7 bilhões de litros. Em seu país de origem, aproximadamente a cada duas cervejas consumidas, uma é GUINNESS. A marca chegou ao Brasil em 2001 e é importada diretamente da fábrica de St. Jame’s Gate. Presente em pubs de diferentes estados e em mais de 150 supermercados e lojas especializadas, a marca registrou, nos últimos anos, um crescimento forte em suas vendas. GUINNESS é a sexta maior cervejaria do mundo, proprietária de marcas como Harp (criada em 1960) e Kilkenny (criada em 1710). A GUINNESS ocupa a posição de número 38 no ranking das marcas mais influentes do mundo.
Você sabia? 
● Como muitos podem pensar GUINNESS não é feita com a água do rio Liffey, que corta a cidade de Dublin. Ela vem de fontes nas montanhas próximas a capital irlandesa. Além disso, embora a cerveja possa parecer ser preta, é oficialmente um tom muito escuro de rubi.
● Há aproximadamente 198 calorias em um pint de GUINNESS. Menos que em um suco de laranja.
● Por ser uma cerveja premium, seu preço é diferenciado em relação as demais marcas. Os melhores pubs de Dublin cobram entre €4 e €5.50 por um pint de GUINNESS.
● Até o final dos anos de 1950 GUINNESS ainda era armazenada em tonéis de madeira. Foi no final dos anos de 1950 e início de 1960 que barris de alumínio passaram a substituir os tonéis de madeira, que foram apelidados de pulmões de aço.
● O famoso trevo verde é símbolo da Irlanda, sendo costume também desenhá-lo na espuma do chope GUINNESS.
● A marca coleciona diversas histórias. Uma delas conta que foi ao redor de uma mesa de bar, em um encontro regado a cerveja irlandesa, que surgiu o Guinness Book of Records, o mais famoso livro de recordes do mundo lançado em 1955, A ideia teria sido do diretor administrativo da cervejaria, Sir Hugh Beaver. O famoso livro surgiu, inicialmente, como um folheto promocional da já então lendária cerveja irlandesa. Era apenas um guia para tema de conversa em pubs britânicos. Atualmente, o livro “Guinness” não pertence mais a cervejaria.
fonte

A Origem das Marcas – Groupon

Veja sua cidade pelo ponto de vista do GROUPON. Ofertas novas e diversificadas todos os dias em restaurantes, entretenimento, SPA, moda, e viagens incríveis com até 80% de desconto. Imagine os prazeres de um Day-SPA ou um jantar completo em um restaurante descolado pela metade do preço. Um verdadeiro incentivo para as pessoas levantarem do sofá e experimentarem algo excitante em suas cidades. Tudo por um preço imbatível.

A história
A história começou em 2008 quando um jovem empreendedor da cidade de Chicago, chamado Andrew Mason, que havia lançado uma plataforma online para fazer petições e angariar apoio para todos os tipos de causas, aproveitando a “onda” do comércio eletrônico social nos Estados Unidos, e com a ajuda de seu ex-patrão, Eric Lefkofsky, que lhe emprestou US$ 1 milhão, criou um modelo de negócio pioneiro no mundo: um clube de compras coletivas on-line, uma evolução do conceito de cupom de desconto. Batizado de GROUPON (uma junção das palavras Group e Coupon), o site foi ao ar em novembro deste mesmo ano oferecendo descontos diários de até 80% em estabelecimentos nas áreas de gastronomia, bem-estar e entretenimento para os residentes da cidade de Chicago. A primeira promoção oferecida pelo GROUPON foi 50% de desconto em pizzas de um restaurante da cidade.


A operação funcionava assim: o GROUPON credenciava empresas que apresentavam seus serviços ou produtos no site por 24 horas e informava aos consumidores cadastrados sobre a promoção, que se comprada por um número determinado de pessoas estaria disponível a todos que adquiriram. O GROUPON dividia o valor cobrado pela compra com a empresa parceira (cinemas, academias e restaurantes, entre outros), e o cliente ganhava o desconto.


Rapidamente o novo negócio se tornou o lugar ideal para quem procurava boas experiências com descontos incríveis, e foi ampliado para outras cidades americanas como Boston, Nova York, Atlanta, Miami e Oklahoma, além de Toronto no Canadá. Depois do enorme sucesso no mercado americano, a empresa resolveu colocar em ação um plano de expansão internacional em abril de 2010, que começou com a aquisição da concorrente MyCityDeal, a maior do gênero na Europa. Dois meses depois partiu para a América Latina, abrindo operações no Chile, na Argentina, na Colômbia, no México e no Brasil (inicialmente com o nome de Clube Urbano), além de ingressar no Japão, Rússia, China e recentemente na Índia. O resultado: o GROUPON se espalhou por dezenas de cidades do planeta, oferecendo descontos incríveis para milhões de usuários cadastrados. Em números, o crescimento da empresa em 2010 foi fantástico: de 3 milhões de usuários passou para mais de 50 milhões, e o faturamento cresceu 600% em relação ao ano anterior.


Com isso, o GROUPON se tornou a empresa de crescimento mais rápido da história, à frente de Google, Amazon e Facebook. Já em valor de mercado estimado, já que não possui capital aberto na Bolsa de Valores, a única empresa a superar a marca de US$ 1 bilhão mais rápido que o GROUPON foi o YouTube. Recentemente a empresa anunciou que completou sua campanha junto a investidores para obtenção de fundos. O site de compras coletivas usará os US$ 950 milhões obtidos para aprimorar sua estrutura, expandir seus negócios e remunerar empregados e investidores. O novo modelo de negócios criado pelo GROUPON a cada dia conquista espaço no mundo por trazer praticidade aos consumidores, preços convidativos e a oportunidade de experimentar novos serviços e produtos.


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Fundação: 2008
● Fundador: Andrew Mason
● Sede mundial: Chicago, Illinois
● Proprietário da marca: Groupon, Inc.
● Capital aberto: Não
● Chairman & CEO: Andrew Mason
● Presidente: Rob Solomon
● Faturamento: US$ 500 milhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado
● Usuários: + 50 milhões
● Presença global: 35 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 3.100
● Segmento: Comércio eletrônico
● Principais produtos: Clube de compras coletivas
● Principais concorrentes: Living Social, BuyWithMe e Peixe Urbano (Brasil)
● Slogan: Get your group on.
● Website: www.groupon.com

A marca no mundo
Atualmente o GROUPON, maior site de compras coletivas do mundo, está presente em 35 países do mundo, englobando 500 cidades com mais de 50 milhões de usuários cadastrados. No Brasil são ofertas diárias em mais de 50 cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Recife, Natal, Belo Horizonte, Campinas e muitas outras, disponíveis para aproximadamente 1 milhão de usuários cadastrados. São Paulo já é o terceiro mercado para a empresa, ficando atrás de Paris e Londres. Alguns números comprovam o sucesso do GROUPON: mais de 20 milhões de vouchers vendidos no mundo; faturamento global superior a US$ 500 milhões; mais de US$ 1.1 bilhões de dólares economizados pelos clientes desde sua criação; e 98% das ofertas atingem o número mínimo de pessoas necessário.

Você sabia?
● O recorde de vendas do GROUPON é de 19.850 ingressos para um passeio de barco em Chicago vendido com 52% de desconto. No Brasil um dos maiores sucessos foi a venda em apenas um dia de 2 mil pacotes para um fim de semana em uma pousada de Ilha Bela, no litoral Norte de São Paulo, cuja diária incluía hospedagem e jantar para um casal por R$ 110.
● A operação brasileira só perde para a dos Estados Unidos em número de recomendações espontâneas diárias do site, uma das ferramentas mais eficientes para a divulgação desse tipo de negócio.
● O fundador da empresa foi apontado como uma das 100 pessoas mais criativas do mundo pela revista americana Fast Company.
fonte

A Origem das Marcas – Greenpeace

Pessoas dispostas a se colocar entre as baleias e os arpões de navios criminosos, navegar rumo a terras geladas para impedir a matança de bebês-foca, enfrentar grandes navios com pequenos botes infláveis para evitar o despejo de lixo tóxico e atômico nos oceanos, escalar chaminés industriais como alerta sobre os perigos da poluição atmosférica, ocupar plataformas petrolíferas para denunciar o aquecimento global, invadir madeireiras nos confins da Amazônia para questionar o desmatamento predatório. Esse é o espírito dos ativistas do GREENPEACE, uma das organizações mais importantes em defesa do meio ambiente. Suas ações, freqüentemente teatrais e arriscadas, são irresistíveis para a mídia, um dos objetivos centrais do grupo.
A história
A história do GREENPEACE começou em 1969, quando um teste nuclear americano em Amchitka havia gerado enorme controvérsia. A região – com uma das estruturas geológicas mais instáveis do planeta – é palco de freqüentes terremotos. No dia do teste – 2 de outubro de 1969 – dez mil pessoas, em protesto, bloquearam o maior posto de fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos, carregando faixas que diziam: “Não faça onda”, referência aos maremotos que poderiam ser causados pelo teste. O governo americano desprezou os protestos e realizou o teste programado. Não houve terremotos ou maremotos, o único abalo foi provocado pelo anúncio de um novo teste no mesmo local, dois anos depois. O teste seria cinco vezes mais potente. Era preciso fazer algo mais, além de colocar faixas na fronteira, pensavam dois dos envolvidos nos protestos, Jim Bohlen e Irving Stowe.


O nova-iorquino Jim Bohlen era um ex-mergulhador e operador de radar da Marinha Americana durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1966, quando percebeu que o envolvimento norte-americano no Vietnã era irreversível, deixou a Marinha e mudou-se para Vancouver com a mulher, Maria. Lá, durante uma passeata contra a guerra, o casal conheceu Irving e Dorothy Stowe, que também havia abandonado os Estados Unidos por convicção religiosa, eram Quakers e profundamente antiviolência. Juntos com um jovem estudante de direito da Universidade da Colúmbia Britânica, Paul Cote, eles fundariam um movimento pacifista e ecologista – o “Comitê Não Faça Onda” – para lutar contra os testes nucleares americanos. Rapidamente descobriram que o nome não tinha grande apelo.
O nome da nova organização é fruto do acaso: isoladas, as palavras “green” e “peace”, que expressavam a idéia de pacifismo e defesa do meio ambiente que animava seus fundadores, não cabiam em um botton vendido para ajudar a arrecadar fundos para a viagem. Foi necessário juntá-las. Nascia o GREENPEACE. Os Quakers acreditam em uma forma de resistência pacífica – “bearing witness”, em inglês (a tradução mais próxima para isso seria “testemunha envolvida”). Foi inspirado nisso que os membros da organização decidiram alugar um barco para ir ao local previsto para o teste nuclear de 1971. Surgia assim a “ação direta”, que viria a ser a forma mais conhecida de atuação do GREENPEACE. Em 15 de setembro de 1971, este pequeno grupo de ecologistas e jornalistas, levantou âncora no porto da cidade de Vancouver, no Canadá, a bordo do “Phyllis Cormack”, um pequeno barco de pesca alugado, com apenas 24 metros de comprimento, que rumava para Amchitka, nas Ilhas Aleutas, no Pacífico Norte, local de mais um teste nuclear dos Estados Unidos. No mastro da embarcação tremulavam duas bandeiras: a da ONU – para marcar o internacionalismo da tripulação – e outra que unia as palavras “green” e “peace” em uma única idéia: a da defesa do meio ambiente e da paz a qualquer preço.


Ao zarpar, a tripulação do barco incluía alguns jornalistas, entre eles Robert Hunter, do jornal canadense The Vancouver Sun; Ben Metcalfe, da Canadian Broadcasting Corporation (CBC); Bob Cummings, repórter do Georgia Straight; Dave Birmingham, engenheiro; Richard Fineberg, cientista político; Terry Simmons, geógrafo; Dr. Lyle Thurston, médico; além do Capitão John Cormack; o fotógrafo Bob Keziere e os integrantes do GREENPEACE Jim Bohlen, Bill Darnell e Patrick Moore. Robert Hunter enfrentou a viagem lendo um livro sobre mitos e lendas indígenas. Um trecho do livro impressionou a tripulação. Narrava a previsão, feita 200 anos antes por uma velha índia Cree, chamada Olhos de Fogo, sobre o futuro do planeta: “Um dia, a Terra vai adoecer. Os pássaros cairão do céu, os mares vão escurecer e os peixes aparecerão mortos na correnteza dos rios. Quando esse dia chegar, os índios perderão o seu espírito. Mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência pela sagrada terra. Aí, então, todas as raças vão se unir sob o símbolo do arco-íris para terminar com a destruição. Será o tempo dos Guerreiros do Arco-Íris”. Foi deste trecho que saiu a expressão Guerreiros do Arco-Íris. Alguns anos depois, o nome “Guerreiro do Arco-Íris” (Rainbow Warrior) estaria orgulhosamente pintado no casco do mais famoso navio do GREENPEACE e terminaria por virar sinônimo de ativismo ambiental. O pequeno barco, porém não chegou a seu destino: em 20 de outubro, a tripulação foi presa pela Guarda Costeira dos Estados Unidos, e expulsa da região.


Ao voltar para Vancouver, os pioneiros do GREENPEACE estavam nas manchetes de jornais em toda a América do Norte. O teste nuclear havia sido adiado em mais de um mês. Mas seria o último. Em 1979, sete países já tinham escritórios O GREENPEACE – e foi necessário criar uma instância internacional de decisão e supervisão. Nascia o GREENPEACE Internacional (GPI), sediado em Amsterdã na Holanda. Não demorou muito para se tornar à ONG mais conhecida e polêmica do planeta, lutando para a conservação do planeta, seu meio ambiente e por uma vida muito mais saudável. Além de combater os destruidores do meio ambiente, o GREENPEACE produz soluções: os pesquisadores da organização desenvolveram, por exemplo, geladeiras que não destroem a camada de ozônio (conhecido como “Greenfreeze”) e convenceram empresas a produzi-las; criaram um modelo de carro altamente econômico (conhecido como Smile); e promoveram fontes de energia limpa como a solar. O GREENPEACE utiliza um slogan que reflete sua verdadeira luta: “GREENPEACE existe porque esta frágil Terra merece uma voz. Precisa de soluções. Precisa de mudança. Precisa de ação”. –


Por décadas, o GREENPEACE foi visto como uma entidade que fazia muito barulho com pouca eficiência, se limitando a manifestações de rua e protestos em portas de fábricas. Mas essa situação mudou no momento em que a sustentabilidade passou a ser decisiva para as empresas. Antes vista como xiita e causadora de problemas, a entidade passou a ajudar empresas a se tornar sustentáveis. Essa preocupação fez com que a rede de restaurantes McDonald’s e a varejista Walmart procurarassem o Greenpeace, em 2007, em momentos diferentes, para que pudessem detectar os produtores que são capazes de provar, sem sombra de dúvida, a origem de sua soja e carnes. As recentes conquistas do GREENPEACE em parceria com as empresas são satisfatórias: em julho de 2008, a italiana Ferrero se tornou uma das grandes consumidoras de óleo de palma a cortar produtores da Indonésia de sua lista de fornecedores; em agosto de 2009, a fabricante de papéis Kimberly-Clark anunciou uma política de sustentabilidade considerada pelo GREENPEACE muito abrangente; em maio de 2010, a Nestlé concordou em parar de comprar óleo de palma de fonecedores que destroem florestas na Indonésia.


As ações
As campanhas, protestos e ações do GREENPEACE procuram atrair a atenção da mídia para assuntos urgentes e assim confrontar e constranger os que promovem agressões ao meio ambiente. Dessa forma o grupo conseguiu ao longo de sua história algumas importantes vitórias como o fim dos testes nucleares no Alasca e no Oceano Pacífico, o fechamento de um centro de testes nucleares americano, a proibição da importação de pele de morsa pela União Européia, a moratória à caça de baleias e a proteção da Antártida contra a mineração. No Brasil conseguiu vitórias principalmente na Amazônia, denunciando a extração ilegal de madeira da região.


Rainbow Warrior
No início de 1977, o GREENPEACE procurava um barco que pudesse ser usado contra navios baleeiros islandeses no Atlântico Norte e encontrou uma velha traineira encostada na Ilha dos Cães, em Londres. O “Sir William Hardy” foi o primeiro navio diesel-elétrico construído no Reino Unido, em 1955, e havia sido usado como barco de pesquisa pelo Ministério da Agricultura e Pesca da Inglaterra. Estava em péssimo estado, mas serviria. O único problema era o preço de 44 mil libras, muito dinheiro para a organização na época. Em oito meses de campanha de arrecadação de fundos, o GREENPEACE conseguiu juntar apenas 10% para a entrada. Faltava o resto, e o World Wildlife Fund (WWF) veio em socorro, com uma doação de 40 mil libras. Totalmente remodelado em três meses graças ao trabalho duro de dezenas de voluntários vindos de várias partes da Europa, o navio ganhou o nome de “Rainbow Warrior”. Era uma referência à profecia da índia Cree Olhos de Fogo, que havia impressionado os fundadores da organização ao prever a destruição do meio ambiente pela ação dos homens e o surgimento de uma raça de guerreiros defensores do planeta – os guerreiros do arco-íris (rainbow warriors, em inglês). No dia 29 de abril de 1978, pintado de verde, com um arco-íris na proa e ostentando orgulhosamente as bandeiras do GREENPEACE e das Nações Unidas – para caracterizar o internacionalismo de sua tripulação de 24 pessoas, o barco levantou âncora nas docas de Londres rumo à glória. Com seus 43,92 metros de comprimento e 8,42 de largura, defendeu o meio ambiente em campanhas memoráveis por sete anos – até ser bombardeado e afundado pelo serviço secreto francês em 1985, matando o fotógrafo português Fernando Pereira. As imagens do atentado podem ser vistas na figuras abaixo.



Em 1987, o GREENPEACE comprou uma nova embarcação, o “Grampian Fame”, e trocou seu nome para “Rainbow Warrior”. O novo “Rainbow Warrior” foi ao mar em Hamburgo em 10 de julho de 1989, após dois anos de reparos que o transformaram em uma embarcação própria para ações.


A frota
O GREENPEACE possui uma frota completamente equipada para atender as necessidades da organização, tanto para fazer protestos como pesquisas e projetos em qualquer região do planeta. Confira abaixo as fichas técnicas da frota verde.


RAINBOW WARRIOR
Porto de registro: Amsterdã, Holanda
Data de chegada: 1987

Construção: 1957 (Cochrane & Sons, Selby, UK)
Call sign: PC 8024
Peso: 555 toneladas
Velocidade máxima: 12 nós


ESPERANZA
Porto de registro: Amsterdã, Holanda
Data de chegada: 2000
Construção: 1984 (Poland Gdansk)
Call sign: PD 6464
Tipo de embarcação: expedição/pesquisa
Capacidade para Helicóptero: Sim
Peso: 2.076 toneladas
Velocidade máxima: 14 nós


ARTIC SUNRISE
Porto de registro: Amsterdã, Holanda
Data de chegada: 1995
Construção: 1975 (AS Vaagen Verft)
Call sign: PCTK
Peso: 949 toneladas
Velocidade máxima: 13 nós


ARGUS
Porto de registro: Roterdã, Holanda
Data de chegada: 2000

Construção: 1977 (Lunde, Suécia)
Call sign: PD 6464
Tipo de embarcação: patrulha
Velocidade máxima: 20.5 nós


BOTES
Nome técnico: RIBs (Rigid Inflatable Boats)
Data de chegada: utilizados desde 1975
Utilização: apoio
Casco: fibra de vidro ou alumínio
Motores: 1 ou 2
Obs: Responsáveis pelas ações mais famosas e espetaculares da organização


BALÃO
Capacidade: 3 pessoas (piloto + 2 passageiros)
Utilização: desde 1983

Autonomia: cerca de 2 horas (condições normais)
Utilização: imagens e documentação da poluição ambiental
Ações famosas: sobrevôo do muro de Berlin em 1983, sobre o Taj Mahal em 1998, para protestar contra os testes nucleares realizados pela Índia, e sobre as instalações do governo dos Estados Unidos de testes nucelares em Nevada no ano de 1987.



Recursos
O GREENPEACE não aceita doações de empresas, governos e partidos políticos para financiar suas atividades. Os recursos financeiros que sustentam suas atividades são provenientes da doação voluntária de pessoas físicas e de parte das vendas em suas lojas. Essas lojas, chamadas Espaço Greenpeace (Green Shop), divulga e comercializa a linha de produtos licenciados pela entidade, cuja produção não traz riscos ao meio ambiente ou tem baixo impacto ambiental. A estratégia é oferecer alternativas não poluentes aos consumidores. O licenciamento tem sido feito pelo GREENPEACE em alguns países – como o Brasil e a Alemanha – com o principal objetivo de promover a produção limpa, sinalizando para os consumidores a existência de produtos e serviços ecologicamente sustentáveis. Entre os mais de 200 produtos ecologicamente corretos à venda nas lojas, encontram-se materiais de papelaria (produzidos com papel 100% reciclado), linha têxtil completa, bolsas e acessórios, fabricados com tecido 100% algodão cru e tinto com corantes orgânicos, além de artesanatos, bijuterias, etc.


Dados corporativos
● Origem: Canadá
● Fundação: 1971
● Fundador: D. McTaggart, P. Watson, P.Morre & Cia.
● Sede mundial: Amsterdã
● Proprietário da marca: ONG (organização não governamental)
● Capital aberto: Não
● Chairman honorário: David McTaggart
● Diretor executivo: Dr. Gerd Leipold
● Arrecadação: US$ 600 milhões (estimado)
● Associados: 3.9 milhões
● Presença global: 43 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 175
● Segmento: ONG
● Principais produtos: Pesquisa, consultoria, tecnologia sustentável, defesa de interesses
● Ícones: Suas ações ousadas e o navio Rainbow Warrior
● Website: www.greenpeace.org
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A marca no Brasil
Às vésperas do início da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92, ativistas do GREENPEACE chegaram ao Rio de Janeiro a bordo do navio Rainbow Warrior para participar do encontro. A embarcação e suas velas azuis fizeram sucesso no litoral carioca e, no dia 26 de abril de 1992 (aniversário da explosão da usina nuclear de Chernobyl), rumou para Angra dos Reis, onde 800 cruzes foram afixadas no pátio da usina nuclear local, simbolizando o número de mortes ocorrido no trágico acidente na Ucrânia. O evento marcou oficialmente a inauguração do GREENPEACE no Brasil. A participação no Brasil não se resume, no entanto, à preocupação com a escalada nuclear. A dilapidação dos recursos naturais da Amazônia, as mudanças climáticas, bem como a entrada dos transgênicos nos campos brasileiros e suas duvidosas conseqüências para o meio ambiente e saúde humana são temas com os quais a organização trabalha atualmente no Brasil. A organização tem mais de 70 pessoas trabalhando nos escritórios de São Paulo, Manaus e Brasília, 250 voluntários, 48 mil colaboradores e 300 mil ciberativistas.

A marca no mundo
O GREENPEACE, que tem sua sede principal em Amsterdã, possui escritórios em 43 regiões do planeta: Argentina, Australia-Pacific (Austrália, Fiji, Papua Nova-Guiné, Ilhas Salomões), Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, China, república Checa, França, Alemanha, Greenpeace Nordic (Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia), Grécia, Greenpeace Central and Eastern Europe (Áustria, Hungria, Eslováquia, Polônia, Romênia, Bulgária, Eslovênia, Sérvia, Montenegro e Bósnia, India, Itália, Japão, Luxemburgo), Greenpeace Mediterranean (Israel, Chipre, Líbano, Malta, Tunísia, Turquia), México, Holanda, Greenpeace Aotearoa New Zealand (Nova Zelândia), Rússia, Greenpeace South-East Asia (Filipinas, Indonésia, Thailândia), Espanha, Suíça, Inglaterra e Estados Unidos. O gráfico abaixo mostra a presença global da organização. A organização conta com aproximadamente 3.9 milhões de membros e 4.3 milhões de ciberativistas. O GREENPEACE atua internacionalmente em questões relacionadas à preservação do meio ambiente e desenvolvimento sustentável, com campanhas dedicadas às áreas de florestas (Amazônia no Brasil), clima, nuclear, oceanos, engenharia genética, substâncias tóxicas e energia renovável.


Você Sabia?
● Em 1987, se tornou a primeira, e até agora, a única organização não-governamental a estabelecer uma base na Antártica.

– fonte

20 coisas da cozinha do futuro

Cada vez mais a tecnologia vem facilitando nossa vida, desde coisas difíceis a coisas do cotidiano como assar uma carne.

Exatamente, hoje em dia existem fornos onde você programa o tempo, a temperatura correta e só espera. E é sobre alguns dessas tecnologias que vamos falar aqui.

Temos aqui 20 invenções que facilitariam nosso dia, e que em breve poderão estar em nossas cozinhas, curioso para conhecer? Só continuar a ler.

1. A “Spice Pen”

40

Essa caneta te permite fazer desenhos, ou até mesmo escrever, usando especiarias como tinta. Aliás, é perfeita para dar aquele “bom dia”, ou “eu te amo”, de forma diferente.

Mais informações: cinnibird.com

2. O quão fresco está a carne?

41

Já parou para se perguntar se aquela carne que ficou um tempo na geladeira está mesmo fresca? Pois então, esse dispositivo te diz o quanto a carne está fresca, e boa para o consumo.

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3. Uma forma nova de fazer café

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43

Parece uma simples haste, mas ela pode aquecer qualquer tipo de líquido, chá, café, água, tudo.

Mais informações: miito.de

4. Chega de torrada queimada

45

Esta torradeira permite que você veja como vai o andamento da sua torrada, ou seja, não vai ter mais torrada queimada. Pelo contrário, você pode acompanhar e tirá-la quando alcançar o ponto desejado.

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5. Um barman pessoal

46

Acredite se quiser, mas essa máquina pode fazer o seu drink preferido, e o melhor, em 5 segundos.

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6. Xícaras espelhadas

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Todo mundo já passou pela terrível experiência de perder um pires, ou melhor, quebrar, e aquela xícara ficar sem o parzinho. Pois bem, isso não acontece com essas daqui, elas são espelhadas e se “adaptam”, bom não?

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7. Embalagens para alimentos

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Essas embalagens garantem a conservação daquele outro pedaço de legume ou fruta que você não usou, eu, particularmente, adorei.

Mais informações: shop.adme.ru

8. Uma tábua de carne incomum

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Este equipamento se conecta ao seu iPad e te permite medir as calorias dos alimentos, e mais, a quantidade de gordura, proteína, carboidrato e outros nutrientes.

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9. Máquina de chá

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Esqueça a forma delicada de se fazer chá. Essa máquina faz de uma forma diferente, ela bombeia para fora o ar do recipiente com a água e as ervas, alterando a pressão interior. E olha, andam dizendo que tem um gosto totalmente diferente do mesmo sendo feito da forma convencional.

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10. Frigideira inteligente

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54

Já pensou em uma frigideira que te informa a temperatura correta que deve ficar e quantas vezes um alimento deve ser virado ou mexido? Essa frigideira faz.

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11. Máquina de café portátil

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O que é melhor que aquele café quentinho, e o melhor, em qualquer lugar?

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12. Facas que precisam se amolar a cada 25 anos

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Essas facas só precisam ser amoladas a cada 25 anos, incrível não?

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13. Esterilizador de mão

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Vai preparar a bancada para cozinhar? Esse esterilizador te ajuda, ela mata bactérias com uma luz ultravioleta, fim dos germes.

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14. Lixeira com sensor de movimento

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É simples, a tampa se abre quando você aproxima sua mão, e quando afasta ela se fecha sozinha.

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15. Jantar feito a distância

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Já imaginou preparar o seu jantar do trabalho? Com ajuda de um aplicativo e um fogão você pode cozinhar de longe, e quando chegar em casa, ter uma refeição quentinha.

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16. Pote flexível

60

Sem espaço na bolsa? Que tal esses potes flexíveis? Ele ocupa bem menos espaço, e manter o alimento bem protegido.

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17. Mantenha seus legumes unidos

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Esse espécie de rede, mantém seus alimentos unidos enquanto você cozinha, e o melhor é que facilita muito na hora de tirar da água quente.

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18. O cozimento vertical

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Esse aparelho te dá a forma mais rápida e prática de fazer um omelete ou outra coisa.

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19. Para manter congelado

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Agora você não precisa mais se preocupar com o sorvete derreter enquanto leva para o trabalho.

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20. Um copo e um display

64

Esse copo tem um visor com tinta eletrônica. ele é alimentado pela temperatura do líquido presente no copo, ou seja, toda vez que você colocar algo quente a imagem aparecerá. É ótimo para escrever recado ou coisa do tipo.

Mais informações: paulig.fi

Fonte: brightside.me.

fonte

http://awebic.com/ciencia-e-tecnologia/invencoes-cozinha-futuro/

Notícias Inventor da bucha de parafuso, Fischer morre aos 96 anos

O inventor e empresário alemão Artur Fischer morreu na quarta-feira passada aos 96 anos. A notícia foi divulgada pelo grupo Fischer dois dias depois, nesta sexta-feira (29).

Ele registrou mais de 1.100 patentes, se tornando mais conhecido como o criador da bucha de plástico para fixação de parafusos. Sua empresa, batizada com seu nome, tem hoje mais de 4 mil funcionários em 23 países.

Artur Fischer nasceu em 31 de dezembro de 1919, em Tumlingen, no sul da Alemanha. Fez curso técnico de serralheiro e fundou em 1948 sua companhia, dirigida desde 1980 por seu filho Klaus Fischer.

A primeira patente dele foi um flash para câmeras fotográficas com disparador sincronizado, registrada em 1949. A partir de 1957, o inventor começou a desenvolver buchas para parafusos e nos anos 1960 criou um brinquedo com peças plásticas para montar chamado Fischertechnik, muito popular na Alemanha e em outros países europeus.

fonte

http://noticias.terra.com.br/morre-aos-96-anos-o-inventor-alemao-artur-fischer,a435a88d61b12cc7baba255ea052b0fersztcxva.html