Michael Jackson inventou, patenteou e usou sapatos antigravidade!

Em 1987, na preparação para o clipe de “Smooth Criminal”, o cantor Michael Jackson criou uma coreografia que virou uma de suas marcas registradas.

Aparentemente desafiando a gravidade, o rei do pop aparecia em cena se inclinando 45 graus para frente. Embora o efeito tenha sido obtido usando fios que o seguravam, Michael queria repetir a cena ao vivo em seus shows.

Segundo o site Mashable, ele se reuniu com dois outros co-inventores para desenvolver um sapato especial que pudesse ser usado em suas performances.

O sapato desenhado (veja nas imagens ao final) tinha um salto com corte triangular que se prendia a um pino que surgia no palco na hora do movimento. Assim, Michael e dançarinos eram ancorados na hora da inclinação.

Em 1993, Jackson e seus parceiros de invenção conseguiram a patente do sapato nos Estados Unidos. Em 1996, no entanto, uma falha fez com que o calçado precisasse ser redesenhado: durante uma apresentação em Moscou, um dos calcanhares de Michael se soltou do pino e o cantor saiu voando.

Depois do show, o par de sapatos usados pelo cantor ficou com a sucursal de Moscou do Hard Rock Cafe até a morte de Michael, quando foram leiloados por cerca de 600 mil dólares.

Veja abaixo os desenhos do sapato apresentados no pedido de patente:

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http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/como-michael-jackson-inventou-sapatos-antigravidade#1

Patente da Apple indica super bateria com duração de semanas

Segundo matéria do Business Insider, a Apple está trabalhando em uma nova bateria capaz de resolver um dos principais motivos de reclamação de usuários de produtos eletrônicos em todo o mundo: a baixa duração das baterias de computadores portáteis.
Para isso, a Apple estaria investindo em um sistema que pode carregar energia o suficiente para não só alguns dias, mas semanas de uso.

Segundo o site, os novos macbooks receberiam um sistema com células a combustível, responsáveis por converter a reação de moléculas de hidrogênio com oxigênio em eletricidade, algo parecido com o que é feito em grandes usinas em todo o mundo. Para isso, o registro de patente aponta que um sistema híbrido de baterias de íon de lítio e células a combustível removíveis seriam instalados no mesmo aparelho.

Apesar de sabermos que patentes não representam a realidade, torcemos para que o projeto saia do papel e se torne um produto real, não só nos macbooks, mas sim em todos os produtos da empresa e, porque não, em aparelhos de outras companhias.

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http://www.administradores.com.br/noticias/tecnologia/patente-da-apple-indica-super-bateria-com-duracao-de-semanas/105045/

Empresa compra patente de remédio contra HIV e sobe preço em 5.000%

A pirimetamina existe no mercado farmacêutico a cerca de 62 anos. Ela é utilizada como tratamento padrão para recém-nascidos que sofrem de toxoplasmose, uma doença que, quando contraída durante a gestação da mãe é extremamente perigosa ao bebê. Além disso, é bastante importante para pessoas que tem qualquer tipo de doença que ataca fortemente o sistema imunológico, como o HIV, por exemplo.

Nos últimos dias, Martin Shkreli tem ganhado notoriedade nos jornais norte-americanos após registrar um aumento de 5000% no valor do medicamento, recentemente adquirido pela empresa em que ele é CEO, a Turning Pharmaceuticals.

A empresa obteve o direito de comercializar o Daraprim (remédio que possui a pirimetamina como princípio ativo), nos EUA e, a partir do momento que monopolizou a venda, aumentou o valor de US$ 13 para US$ 750 por cada pílula É definitivamente um aumento bastante absurdo, não?

A candidata democrata à presidência, Hillary Clinton, classificou a ação como algo “revoltante” e, junto à Associação Médica de HIV e à IDSA (Sociedade de Doenças Infecciosas da América) fez pressão para que houvesse reajuste de valores.

“Nós concordamos em diminuir o valor do Daraprim a um ponto que seja mais acessível às pessoas e também permita a companhia a lucrar, apesar de ser um lucro bem pequeno”, disse Shkreli à ABC News.

Apesar disso, ele reconheceu que o custo de produção do medicamento é baixo, mas mesmo assim disse que o aumento leva em conta “o controle de qualidade, os custos regulatórios e todas as outras coisas que uma empresa farmacêutica possui”.

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https://br.noticias.yahoo.com/ceo-de-farmac%C3%AAutica-aumenta-em-5000–pre%C3%A7o-de-medicamento-que-auxilia-rec%C3%A9m-nascidos-e-soros-positivos-191212568.html

Startup brasileira cria tecnologia para ‘imprimir’ casas baratas

 

construção_civil_indústria (Foto: Thinkstock)

Com apenas 22 anos, a brasileira Anielle Guedes impressiona não só pelo conhecimento a respeito do que fala, mas também pela experiência. Já foi tradutora da Anistia Internacional, filmou um documentário apresentado na Unesco, discursou duas vezes na ONU e participou de um curso na Agência Espacial Americana (Nasa).

Hoje, ela é dona de uma startup que quer reduzir os custos da construção civil utilizando a impressão 3D. Nascida em São Paulo, Anielle começou cedo a chamar a atenção dos pais.

Com 6 anos, lia tudo que via pela frente: de bulas de remédio a enciclopédias. Não se conformou quando escutou a música “My Heart Will Go On”, de Céline Dion, por não aceitar que havia pessoas que se comunicavam em outro idioma. Resolveu aprender inglês.

Aos 13, já fluente na língua, passou a colaborar como voluntária na Anistia Internacional, traduzindo textos. Mais velha, entrou nas faculdades de Economia e Física. Trancou as duas, por não encontrar o que queria.

Ano passado achou o caminho: durante um curso realizado na Singularity University, na Nasa, a jovem entrou em contato com empresas que realizavam impressão 3D de materiais de construção, o que diminui gastos e corta prazos.

Encantada com a tecnologia, resolveu criar a sua própria startup: a Urban3D. Por meio da empresa, Anielle quer alterar a lógica do mercado da construção civil. O custo de materiais e o tempo da construção de edifícios seriam extremamente reduzidos.

A ideia seria imprimir as moradias em poucas semanas e por um custo até 80% menor do que é praticado pelas empresas tradicionais, graças a um maquinário mais barato e um material mais sustentável e acessível. Tudo isso, aliás, está cada vez mais viável.

Com material já em fase de otimização, a Urban3D está se firmando estruturalmente. Contando com a ajuda de apenas cinco pessoas – entre engenheiros e desenvolvedores de negócios -, a ideia de Anielle é utilizar impressoras para criar módulos pré-formatados digitalmente. Essas máquinas, que possuem uma estrutura imensa, utilizariam um concreto especial para imprimir vigas, pavimentos, paredes e detalhes da arquitetura das residências.

Para isso, a impressora faria extrusão do concreto, colocando-o camada por camada para fazer paredes e outras estruturas. Este robô, que já está com o protótipo pronto, só precisa de financiamento para desenvolver o primeiro produto funcional.

Apesar dos poucos funcionários, a Urban3D conta com importantes parceiros para desenvolver materiais e a impressora em questão. Uma empresa alemã na área de química, por exemplo, está criando um novo produto feito a base de recicláveis para substituir o concreto.

Enquanto isso, empresas na área de maquinário pesado e de robótica estão desenvolvendo máquinas e tecnologias para viabilizar a impressão como planejada e realizada em outros locais do globo. Berço da empresa, a Nasa também já procurou Anielle para desenvolver um projeto ainda não divulgado.

Além disso, a ONU – que a convidou para discursar sobre a Urban3D em Genebra – também é uma de suas parceiras, divulgando o projeto em escala global. Tecnologia social A impressão 3D de materiais de construção não é inteiramente nova. Alguns fatores, porém, diferenciam a Urban3D de outras companhias, segundo Anielle. “O primeiro é que as outras empresas tem um enfoque muito grande no desenvolvimento de maquinários. Mas nós também pensamos nos materiais”, conta ela.

“E estamos olhando para a impressão in loco, não de peças. Além disso, eles falam em imprimir casinhas de um andar. O nosso produto final será um prédio de, no mínimo, quatro andares.” No Brasil, ela tem o objetivo de construir moradias sociais. “Já contatamos a prefeitura e o Ministério do Planejamento”, conta. “Tentaremos, também, fechar parceria com o CDHU.”

O objetivo de Anielle, porém, vai além. “O mundo tem um déficit habitacional de dois bilhões de pessoas. Em 15 anos, esse número vai subir para 4 bilhões. E nós não temos dinheiro para acompanhar esse crescimento”, comenta. “Como posso fazer algo útil para isso?”

A resposta? Para Anielle, a tecnologia. “Não adianta achar materiais de construção 5% mais baratos. Tem de ser dez vezes mais acessível”, comenta. “A tecnologia tem um papel central nisso: como a gente altera os processos e as cadeias produtivas para que elas sejam mais eficientes?” Ela mesma responde: “a tecnologia é determinante para atingir objetivos de fazer cidades melhores, mais inclusivas, mais sustentáveis, além de, principalmente, promover a qualidade de vida das pessoas”.

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http://revistapegn.globo.com/Startups/noticia/2015/09/startup-brasileira-cria-tecnologia-para-imprimir-casas-baratas.html

Empresa registra patente de elevador espacial de 20 km

Uma empresa canadense patenteou um elevador de 20 quilômetros de altura que no futuro pode servir para levar veículos e satélites ao espaço de maneira mais econômica.

A companhia Thoth Technology, da cidade de Pembroke, cerca de 150 quilômetros ao noroeste de Ottawa, patenteou em julho nos Estados Unidos o projeto de elevador que visa permitir o lançamento de “um avião espacial de uma só vez diretamente em uma órbita terrestre baixa”.

De acordo com o site da empresa, a base do elevador é “uma torre pressurizada de forma pneumática e guiada de forma ativa sobre sua base” com giroscópios para compensar a pressão do vento.

O plano é fazer a torre com materiais compostos como polietileno, um dos polímeros mais utilizados hoje em dia, e Kevlar. Essa estrutura seria pressurizada com gás, de modo a ser rígida a ponto de suportar objetos de grande peso.

Brendan Quine, diretor técnico da Thoth Technology e professor de engenharia espacial da Universidade de York (Canadá), disse ao jornal “Toronto Star” que a empresa busca uma parceria com o magnata imobiliário de Dubai, Mohammed Alabbar, para construir a torre.

Quine afirmou que o custo do projeto gira por volta de US$ 5 bilhões e que levará de três a cinco anos para ficar pronta uma torre de demonstração, além de outros três para construir a torre em tamanho real.

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http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/empresa-registra-patente-de-elevador-espacial-de-20-km

Microsoft lucra mais com o Android do que com o Windows!

A Microsoft entrou em um acordo na Coreia do Sul com a Samsung e LG por meio da Comissão de Troca Justa da Coreia (FTC), reduzindo o preço cobrado das patentes obrigatórias para compor o software Android. A gigante de Redmond está cedendo este alívio no valor após enfrentar duras acusações de antitruste, vindo à tona depois da aquisição da Nokia através de uma negociação bilionária, resultando na demissão de milhares de funcionários da empresa finlandesa ao redor do mundo. Portanto, apesar da criadora do Windows ter aceitado o contrato, está passando por tal situação puramente pelas violações de competição justa apresentadas pela corte responsável.

É de conhecimento público que a Microsoft detém a maior parte das patentes necessárias para a utilização do Android, embora o Google seja dono do sistema operacional. De fato, o governo sul-coreano já afirmou que das 310 documentações requisitadas na implementação da plataforma do robô, 200 são pertencentes à companhia antigamente liderada por Bill Gates. Em decorrência disto, a mesma gera uma receita maior com essas licenças do que com seus próprios produtos, algo alarmante ao levar em conta a massiva dimensão da Microsoft. Eis a nota oficial publicada após o acordo na Comissão de Troca Justa da Coreia:

“Em troca de aprovar a aquisição planejada por US$ 7 bilhões da companhia de telefonia móvel, Nokia, pela Microsoft, MS concordou em reduzir os valores de suas patentes para a Samsung e demais firmas locais de celulares [LG, por exemplo], que anteriormente pagavam para a empresa que foi comprada, [Nokia] por um período de sete anos. Microsoft aceitou cortar taxas que recolhe anualmente de fabricantes coreanas de smartphones em até mesmo patentes que não são convencionais, e as comerciais. A imposição de vendas ou proibição de importação por companhias locais também é impossível, de acordo com o entendimento mútuo. O FTC ordenou que a Microsoft não compartilhe informações com suas parceiras a fim de manter a concorrência justa.”

Note que a Microsoft foi obrigada a seguir com os pedidos da Comissão de Troca Justa da Coreia do Sul para seguir em frente com a aquisição da Nokia por US$ 7 bilhões, evitando o desenvolvimento de um monopólio por parte da gigante de Redmont e forçando-a a buscar uma situação mais amigável entre si e as demais produtoras de dispositivos portáteis. A regulamentação foi posta em prática na Coreia, pois a ação anti-truste também engloba a terra natal da Samsung e LG. Ambas, a partir de agora, devem gastar valores notavelmente inferiores para utilizarem o Android como ambiente virtual.

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http://www.tudocelular.com/android/noticias/n59856/microsoft-lg-e-samsung-entram-em-acordo-de-patente.html

INPI não dará patentes para software no Brasil, diz diretor do instituto


O INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) abriu uma consulta pública sobre patentes que envolvem programas de computador. A medida atraiu diversas críticas, por supostamente abrir espaço para criar patentes de software no Brasil. Veremos por aqui disputas de patente de software, como nos EUA? Não, segundo Julio Castelo Branco, diretor de patentes do INPI.

Já argumentamos que software não deveria ser patenteado, e lembramos como isto é basicamente restrito aos EUA. A União Europeia, assim como o Brasil, proíbe a concessão de patentes de software.

Contra a consulta pública do INPI, se manifestaram entidades como a Software Livre Brasil, o CCSL-USP (Centro de Competência em Software Livre da Universidade de São Paulo) e até mesmo o PT (Partido dos Trabalhadores). Uma análise recente da USP e FGV/RJ condena a consulta pública e entende que as diretrizes do INPI pretendem introduzir a patente de software no Brasil.

Nesta entrevista, Julio Castelo Branco deixa claro que o INPI não vai criar patentes de software no Brasil: “Nem passa por discussão hoje esse tipo de problema no INPI”. A reação inicial negativa foi, segundo ele, “de forma precipitada e desinformada”. A consulta pública se trata apenas de inovações implementadas por programas de computador, onde o equipamento com software inovador recebe a patente – o software, não. O objetivo, diz Julio, “é legitimar uma ação que antes era de conhecimento exclusivo do INPI”, e é a primeira de várias: até mesmo as diretrizes gerais do INPI serão colocadas para discussão.

Leia para saber por que o INPI pode guardar código-fonte de software, qual o impacto da consulta pública e como serão os próximos passos da análise de patentes no Brasil.

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http://curitibait.com.br/index.php/2012/05/gizmodo-inpi-nao-dara-patentes-para-software-no-brasil-diz-diretor-do-instituto/

Confira as marcas que mais registraram patentes entre 2009 e 2013

Geralmente o que vemos são os desenhos dos futuros (ou não) lançamentos das montadoras nos serviços de patentes existentes no mundo. No entanto, as novas tecnologias e ideias dos fabricantes vão muito além disso nesses registros.

O número de registro é enorme, tendo sido feitos 18 mil em 2009 e 40 mil em 2013. Uma pesquisa revelou a quantidade por marca nesse período, sendo divididos por volume patenteado, tipos de registro, economia, telemática, condução autônoma e assistência à condução.

No geral, Toyota e Bosch lideram entre as empresas do setor. A maioria das patentes é referente a motor, enquanto a Hyundai lidera em economia, a GM em telemática, a Toyota em condução autônoma e a Bosch em sistema de auxílio ao motorista.

Confira abaixo as marcas que mais registraram patentes entre 2009 e 2013:

Marcas

1) Toyota – 6.308
2) Bosch – 4.889
3) Hyundai – 3.777
4) Honda – 3.001
5) Denso – 2.650
6) Seiko Epson – 2.571
7) Daimler – 2.557
8) GM – 2.469
9) Mitsubishi – 1.905
10) Continental – 1.785

Patentes automotivas

1) Propulsão – 36.029
2) Navegação – 23.212
3) Condução – 21.546
4) Segurança – 10.853
5) Entretenimento – 5.649

Economia de combustível

1) Hyundai – 436
2) GM – 429
3) Ford – 323
4) Toyota – 313
5) Honda – 152

Telemática

1) GM – 228
2) Hyundai – 78
3) Marvell – 48
4) LG – 44
5) Denso – 41

Condução autônoma

1) Toyota – 73
2) GM – 45
3) Hitachi – 31
4) Daimler – 27
5) Hyundai – 23

Assistência à condução

1) Bosch – 262
2) Daimler – 148
3) Continental – 100
4) Valeo – 90
5) Audi – 83

 

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http://www.noticiasautomotivas.com.br/confira-as-marcas-que-mais-registraram-patentes-entre-2009-e-2013/

Samsung registra patente de smartphone dobrável

Em julho, a Samsung registrou a patente de uma tecnologia que permite flexionar telas OLED e LCD de tablets. Agora, uma nova ideia da empresa surgiu na web, propondo o desenvolvimento de um smartphone dobrável. E não se trata do aparelho com flip revelado este mês.

A nova patente mostra como a tela OLED flexionável registrada em julho poderia sem usada em um smartphone munido de um simples par de dobradiças, uma em cada lateral do aparelho.

Embora o registro de uma patente não confirme, de fato, a produção do dispositivo, as duas ideias indicam que esse é um caminho que a Samsung pode seguir nos próximos anos. Contudo, não espere por um smartphone dobrável chegando ao mercado ainda este ano.

http://olhardigital.uol.com.br/noticia/samsung-registra-patente-de-smartphone-dobravel/51251

O rei das patentes

brasileiro é o segundo maior consumidor de medicamentos do mundo, em número de doses, atrás apenas dos chineses. A venda de medicamentos no País movimentou R$ 69 bilhões nos 12 meses encerrados em abril deste ano, o que faz do Brasil um dos seis maiores mercados farmacêuticos do mundo, em faturamento. A força econômica das vendas de remédios, no entanto, não se reflete na área de pesquisa e desenvolvimento dos laboratórios nacionais, negligenciada pela maior parte dos fabricantes ao longo de décadas. Mais de 90% das patentes requisitadas pelo setor farmacêutico junto ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), no ano passado, vieram de companhias estrangeiras. “A indústria nacional se especializou apenas em copiar medicamentos”, afirma o médico psiquiatra Ogari Pacheco, presidente e fundador do laboratório paulista Cristália. “Esse é um dos efeitos dos genéricos.” Reverter essa lógica desfavorável à indústria nacional é o principal objetivo do Dr. Pacheco, como é chamado o empresário por seus funcionários. Com 76 patentes obtidas nos últimos dez anos, e mais de uma centena de projetos em curso, o Cristália é, atualmente, o maior registrador nacional de patentes farmacêuticas.

Dono de um faturamento de R$ 1,6 bilhão, no ano passado, o laboratório coleciona alguns casos de sucesso no âmbito da propriedade intelectual. O mais recente envolve uma enzima, a colagenase, utilizada na produção de pomadas para o tratamento de ferimentos e no pós-operatório. Com um número restrito de fornecedores internacionais, o Cristália vinha tendo dificuldade para obter a matéria-prima. “Descobrimos que era possível produzir a mesma enzima a partir de bactérias que encontramos aqui no interior de São Paulo”, afirma Pacheco, se referindo à bactéria Clostridium Histolyticum descoberta em uma amostra de terra colhida na cidade de Espirito Santo do Pinhal, a poucos quilômetros da sede da companhia, localizada em Itapira, na região de Campinas. A bactéria brasileira possui, ainda, uma vantagem em relação às estrangeiras: ela é vegetariana. Tradicionalmente, a colagenase é produzida a partir de insumos vindo do gado, o que traz o risco de transmissão de doenças, como a da vaca louca. O método desenvolvido e patenteado pelo laboratório, que consumiu investimentos de R$ 100 milhões, elimina esse risco. A empresa aguarda a liberação da Anvisa para começar a exportar o produto. “Será um grande sucesso”, afirma Pacheco.

A falta de uma cultura voltada para a pesquisa e o desenvolvimento é, segundo Pacheco, a grande barreira para a criação e a descoberta de novos medicamentos no Brasil. “A indústria se acostumou a copiar, porque é mais fácil”, diz. “A questão é que, dessa forma, a fabricante fica muito dependente da capacidade de vender barato, o que é insustentável.”  Atualmente, o Cristália produz 50% das matérias-primas utilizadas na fabricação de medicamentos, em seu complexo farmoquímico, que inclui, além das fábricas de remédios e insumos, uma unidade de biotecnologia. Trata-se de um número fora da curva da indústria farmacêutica brasileira, cuja balança comercial registrou um déficit de cerca de US$ 6 bilhões, no ano passado. Suas primeiras aventuras no mundo da propriedade intelectual vieram da área de embalagens. O Cristália possui tecnologias exclusivas para o acondicionamento de substâncias anestésicas, como uma embalagem que garante a assepsia do produto até sua abertura na sala cirúrgica. Essas iniciativas ajudaram o laboratório a se tornar o maior fabricante de anestésicos da América latina.

O tempo necessário para registrar uma patente no Brasil dificulta ainda mais o desenvolvimento do setor, acrescenta o empresário. Atualmente, é preciso esperar uma década para obter uma resposta do INPI. Isso cria um cenário favorável aos laboratórios estrangeiros. Uma patente médica tem prazo de validade mínimo de dez anos. Mas, como a proteção à propriedade intelectual passa a valer a partir do momento em que o pedido é registrado, na prática, esse prazo é de 20 anos no Brasil. Segundo Luiz Otávio Pimentel, presidente do INPI, a falta de profissionais dificulta o aumento da produtividade e a diminuição da fila de pedidos. Atualmente, a entidade conta com 211 técnicos. Outros 140 já passaram em concurso e poderiam começar a trabalhar, mas, em virtude do ajuste fiscal, o governo suspendeu as contratações. Enquanto isso, a indústria se vira do jeito que dá. Para acelerar o processo, o Cristália passou a registrar suas patentes no exterior. Das 76 que possui, apenas quatro foram, originariamente, solicitadas às autoridades brasileiras.

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http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/negocios/20150827/rei-das-patentes/291783