A Origem dos Inventos – Kevlar

A vida das pessoas é repleta de objetos cobertos ou construídos com Kevlar: de coletes à prova de balas até pneus e cadarços, uma lista inesgotável de objetos é revestida ou fabricada com a fórmula [-CO-C6H4-CO-NH-C6H4-NH-]n. Mas quando foi inventado, há exatos 50 anos, o material não parecia ter um futuro tão promissor. Na verdade, ele quase foi para o lixo.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a equipe de pesquisa e desenvolvimento da DuPont começou a desenvolver materiais para novas versões de diferentes equipamentos antecipando uma possível crise mundial no fornecimento de materiais como metais e borracha.

Um desses objetos foi o capacete usado pelos soldados do Exército americano. As Forças Armadas queriam substituir o velho, pesado e desconfortável capacete de ferro por algo mais leve e, obviamente, seguro. A missão da equipe de pesquisa da DuPont era criar uma espécie de teia de aranha sintética: um material extremamente leve e muito resistente.

Em 1965, a cientista Stephanie Kwolek se deparou com uma fibra inédita enquanto testava algumas aplicações químicas para polímeros. A pesquisadora percebeu que havia encontrado cadeias de moléculas extremamente resistentes, chamadas de polímeros líquidos cristalinos. O problema era que eles se quebravam com muita facilidade. Mas Kwolek sabia que havia encontrado algo diferente ali.

Foto por: Divulgação

Depois de muita pesquisa, Kwolek desenvolveu um solvente capaz de estabilizar as longas cadeias de carbono. Mas o material final era uma solução opaca e sem viscosidade, com a consistência de um leite e que geralmente era jogada no lixo após as experiências.

Mas a cientista convenceu o técnico que a acompanhava a testar as propriedades daquela maçaroca: descobriu-se que o “erro” era uma fibra mais leve do que o aço, mas cinco vezes mais forte do que o metal.

Em 1971, um militar chamado Nick Montanarelli ouviu falar sobre a fibra ultrarresistente que o Exército estava testando em pneus, o Kevlar. Ele ligou para Lester Shubin, diretor do Instituto Nacional de Justiça e sugeriu usar esse novo material em coletes e roupas. Para testar sua teoria, revestiu uma lista telefônica em Kevlar e deu alguns disparos com um revólver. As balas ricochetearam.

O Instituto Nacional de Justiça decidiu saber se o impacto causava algum trauma no corpo, mesmo com as balas não atravessando o material. O teste foi feito com cabras, já que cadaveres e bonecos não serviam por não terem órgãos que pudessem ser impactados. Em 1978, os Exército dos Estados Unidos encomendou a DuPont jaquetas e capacetes revestidos por Kevlar.

Cinquenta anos depois de ser inventado, o material está presente desde solas de sapato até no robô Curiosity, que atualmente investiga o planeta Marte. Felizmente, Kwolek viveu para ver sua invenção dominar o mundo. A cientista morreu aos 90 anos, em junho do ano passado.

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http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/2015/05/nascido-a-partir-de-um-erro-kevlar-completa-50-anos.shtml

Decisões judiciais podem abrir caminho para genéricos

Três decisões judiciais sobre patentes, tomadas pela Justiça Federal do Rio de Janeiro, no dia 28 de abril, reforçam uma tese que pode abrir caminho para a produção de genéricos e levar à redução de custos de aquisição de medicamentos pelos cidadãos e pelo Ministério da Saúde (desde que, é claro, os remédios não estejam protegidos por outras patentes).

As três decisões, da 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, seguem o entendimento da Procuradoria Federal e do INPI, que defendem a redução do prazo de vigência de patentes depositadas pelo sistema mailbox.

No Brasil, a validade das patentes de invenção é de 20 anos a partir da data do depósito. Porém, o artigo 40, parágrafo único, da LPI, prevê um prazo mínimo de proteção de 10 anos após a concessão, aplicado nos casos em que o exame ocorre mais de 10 anos após a solicitação. As patentes mailbox foram concedidas a partir desta última regra. No entanto, o artigo 229, parágrafo único, da mesma Lei, afirma que as patentes mailbox têm o prazo de vigência limitado a 20 anos contados a partir do depósito, o que exigiu a revisão solicitada à Justiça.

Além do Rio de Janeiro, a questão das patentes mailbox está sendo discutida na Justiça Federal de São Paulo e Brasília. A confirmação de um entendimento sobre o caso será fundamental para a possível redução da validade de diversas patentes e a entrada em domínio público das inovações.

Boeing patenteia invento que cria campo de força defensivo

São Paulo – Famosos em filmes de ficção científica, os campos de força podem se tornar realidade. Recentemente, a Boeing registrou uma patente nos Estados Unidos que se assemelha muito ao conceito de campo de força.

O nome da patente não chega a usar o termo “campo de força”. Ela foi registrada com o nome de “método e sistema para atenuação de ondas de choque através de arco eletromagnético”. Sim, o nome é complicado.

Na prática, o sistema é capaz de proteger estruturas da onda de choque causada por uma explosão. O conceito é simples.

Um sensor é capaz de identificar explosões – seja na água ou no ar. Um sistema é capaz de deduzir o momento da explosão e a sua localização. Com isso, também deduz quando o impacto da explosão chegará até o veículo.

Em seguida, um sistema de lasers é ativado. Ele aquece uma região do ar próxima ao veículo, criando uma espécie de escudo de plasma entre o alvo e a explosão.

Com temperatura, densidade e composição diferentes, o impacto da explosão é desviado e absorvido. Com isso, os danos que seriam causados ao alvo são minimizados.

Para que o cálculo possa ser certeiro, um banco de dados teria informações de leitura de diferentes explosões. Graças a isso, seria possível escolher a estratégia correta para cada momento.

A patente foca no uso da tecnologia para proteção de veículos, mas ela poderia ser usada também para proteger aviões, navios, prédios e até soldados a pé.

Assim como em qualquer outro caso, o registro de uma patente não implica uso real da ideia. Seria preciso esperar por testes práticos para ver se a ideia da Boeing funciona de fato ou não.

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http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/boeing-registra-patente-de-desenvolvimento-de-campo-de-forca

Louis Vuitton perde exclusividade sobre uso do padrão clássico xadrez

 (Foto: Reprodução/Twitter)

A famosa identidade xadrez estampada nas peças da grife francesa Louis Vuitton deixou de ser exclusividade da marca, decidiu o Tribunal Geral da União Europeia, em resposta a um pedido da varejista alemã Nana-Nana.

Segundo a decisão, as clássicas estampas que lembram um tabuleiro de damas “não são distintas o suficiente para merecer um registro de marca”. O tribunal considerou o padrão quadriculado como “básico e banal” e com “componentes muitos simples”.

A grife perdeu dois registros de seu xadrez como marca, de uso exclusivo. Os registros da Luis Vuitton haviam sido concedidos em 1998 para o padrão xadrez marrom e preto, e em 2008 para a estampa xadrez cinza e preto. As duas identidades eram usadas em bolsas e artigos de couro da marca.

A marca ainda pode recorrer da decisão, segundo advogados disseram ao jornal britâncio “Daily Telegraph”. A decisão é válida para todos os países da UE.

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http://g1.globo.com/economia/midia-e-marketing/noticia/2015/04/luis-vuitton-perde-exclusividade-sobre-uso-do-padrao-classico-xadrez.html

10 avanços tecnológicos que serão rotina em 2025

1- Sem escassez de comida – O mundo terá plantas geneticamente modificadas para resistir a pragas. E a tecnologia LED vai emitir ondas específicas diretamente para receptores ligados ao DNA das plantas. Resultado: cultivo e crescimento mais rápidos.

 

 

2- Miniaviões elétricos – Avanços nas tecnologias de armazenamento de hidrogênio e das baterias de íon-lítio vão tornar acessíveis os meios de transporte elétricos, entre eles pequenos aviões para distâncias curtas, feitos de novos materiais bem leves.

 

 

3- Mapeamento genético – Por meio de microssondas, os recém-nascidos passarão por um “reconhecimento” genético que continuará pela vida afora, periodicamente, para detectar alterações e prevenir doenças.

 

 

4- Energia solar – Em 2025 o sol será a fonte de energia mais usada no mundo. Com células fotovoltaicas mais eficientes do que as atuais e a difusão dos coletores térmicos, a energia solar vai aquecer água e ambientes e fazer funcionar aparelhos em casa e no trabalho.

 

 

5- Combate ao diabetes – O estudo do genoma humano vai abrir caminho para a modificação dos genes que causam o diabetes tipo 1, que ataca na infância. Graças a essa capacidade de prevenção, será o fim das injeções diárias de insulina.

 

 

6- Tudo conectado – A combinação de semicondutores mais eficientes, supercapacitores de grafeno, redes de antenas de serviço e tecnologia 5G transformará a internet das coisas em realidade onipresente: a comunicação sem fio estará por toda parte, conectando tudo.

 

 

7- Prevenção da demência – Os casos da doença neurodegenerativa que atinge os idosos crescem atualmente, mas em 2025 o estudo das mutações genéticas e melhores métodos de prevenção vão resultar em diagnósticos precoces e menos pessoas sofrendo desse mal.

 

 

8- Fim do lixo plástico – As embalagens do futuro deverão vir das plantas. Serão feitas de celulose processada com nanotecnologia, resultando num material translúcido e resistente que fará do plástico, derivado de petróleo e não-biodegradável, coisa do passado.

 

 

9- Medicamentos precisos – O tratamento de saúde caminha para a personalização. Os remédios vão se aderir a proteínas específicas e agir com o auxílio de anticorpos. O conhecimento maior sobre mutações genéticas deverá trazer tratamento direcionado para vários tipos de câncer.

 

 

10- Teletransporte – Não teremos ainda o teletransporte da ficção científica. Mas teremos avançado no teletransporte quântico – uma técnica de transmitir informações entre dois átomos ou fótons instantaneamente.

 

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http://www.producaonobrasil.com/noticia/501-10-avancos-tecnologicos-que-serao-rotina-em-2025

A história do carro em 50 objetos

Cerca de cinco mil peças, em um modelo popular básico, até dez mil componentes, no caso de um mais sofisticado, são agrupados para formar o carro que você dirige no dia a dia, segundo Nilton Monteiro, diretor executivo da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA). Esses números já foram bem menores, apenas um dos indícios que revelam a evolução da carroça sem cavalos para os automóveis atuais. Uma história fascinante que contamos aqui por meio de 50 objetos.

Não há data exata na história do automóvel que se possa definir como sua invenção. Os primeiros carros surgiram de sucessivas aproximações e adaptações tecnológicas que foram se desenvolvendo em torno de um objetivo comum: viajar rápido, com comodidade, mínimo de esforço e o máximo de segurança.

 

A roda com eixo foi criada há 5.500 anos na Mesopotâmia, Oriente Médio, a partir de duas ideias: o torno de cerâmica que ajudou a acelerar o trabalho do oleiro e o trenó, barras de madeira ou trilhos paralelos usados para transportar cargas pesadas. Foi só unir um par de rodas, um eixo fixo e um pouco de criatividade para que a combinação começasse a carregar pessoas, objetos, carroça, carruagem e… o carro.

 

1. Carro (3500 A.C.)
As fontes mais antigas de objetos que remetem ao carro são tábuas da Mesopotâmia de 6 mil anos, mas as datas não são exatas. Há evidências de veículos com rodas na Europa e ilustrações de carroças em um jarro de Bronocice, na Polônia. Arqueólogos debatem se veículos com rodas teriam se desenvolvido em vários lugares ao mesmo tempo ou se a tecnologia difundiu-se rapidamente.


2. Veículo a vapor (Foto: Autoesporte)

2. Veículo a vapor (1789)
Não é certo que Nicolas-Joseph Cugnot tenha o primeiro na história a converter o movimento de um pistão em movimento rotativo, mas se atribui ao francês a criação do motor a vapor de veículos capazes de transportar humanos.


3. Carro Elétrico (Foto: Autoesporte)

3. Carro elétrico (1842)
O escocês Robert Anderson criou a primeira carruagem elétrica, possivelmente em 1834. Por volta de 1842, veículos elétricos mais práticos chegaram às estradas pelas mãos de Thomas Davenport, dos EUA, e do escocês Robert Davidson. Em 1900, carros eram movidos por motores de combustão interna, eletricidade e vapor. Táxis elétricos dominaram as grandes cidades dos EUA por muitos anos.


4. Motor de quatro tempos (Foto: Autoesporte)

4. Motor de quatro tempos (1876)
Um dos maiores avanços na motorização dos veículos foi o motor de combustão interna de quatro tempos. O alemão Nikolaus Otto partiu do motor dois tempos de Lenoir, então usado em pequenos aparelhos como cortadores de grama e serras.


5. Automóvel (1886)
Quando o engenheiro alemão Karls Benz dirigiu um triciclo motorizado em 1885 e seus colegas Gottlieb Daimler e Wilhelm Maybach transformaram uma carruagem puxada a cavalos em automóvel de quatro rodas em agosto de 1886, não tinham ideia dos efeitos da invenção. Os carros funcionais começaram a ser vendidos em 1889.


6. Vidro (Foto: Autoesporte)

6. Vidro (2500 A.C.)
A mistura de areia sílica, óxido de cálcio, óxido de sódio e magnésio, derretidos em fornalha a 1.500°C, resultou algo inovador no Oriente Médio. A maioria das fornalhas primitivas não produzia calor suficiente para derreter totalmente o vidro, que se tornou item de luxo para poucos. O cenário mudou um século depois, coma descoberta do soprador de vidro.


7. Embreagem (Foto: Autoesporte)

7. Embreagem (1889)
A maioria dos historiadores concorda que a embreagem surgiu na Alemanha na década de 1880, mas alguns atribuem a invenção a Gottlieb Daimler e Wilhelm Maybach. Sem ela, as rodas continuariam girando enquanto o motor estivesse ligado. Para que o carro possa parar sem “morrer”, rodas e motor devem estar separados pela embreagem. Ela ainda permite que a força seja transferida às rodas gradualmente, proporcionando partidas suaves e facilitando a troca de marchas.


8. O sistema de marchas (Foto: Autoesporte)

8. Sistema de marchas (1889)
Karl Benz foi o primeiro a adotar uma segunda marcha e ainda inventou a caixa de marchas para passar de uma para outra. Sua necessidade provém das especificidades do motor, que tem uma estreita faixa de rotações em que potência e torque atingem o máximo. As marchas permitem que o carro acelere ou desacelere como motor operando na faixa de giro ótima.


9. Acelerador (Foto: Autoesporte)

9. Acelerador (1890)
Outra criação de Karl Benz, o acelerador controla o fluxo da mistura ar/combustível para o motor, determinando a potência e, consequentemente, a performance do veículo.


10. Bateria (Foto: Autoesporte)

10. Bateria (1799)
Surgiu quando Alessandro Volta inventou uma pilha com discos que produziam corrente elétrica ao ser conectados por um fio. Há dois dispositivos básicos de conversão de energia química em elétrica. As baterias primárias, não recarregáveis, em que a eletricidade deixa de ser produzida quando os produtos químicos se esgotam, e as secundárias, que podem ser recarregadas.


11. Ignição (Foto: Autoesporte)

11. Ignição (1890)
Com a tensão multiplicada na passagem por uma bobina, a corrente elétrica da bateria chega à vela de ignição, que inflama a mistura ar-combustível nas câmaras de combustão do motor.
Mais uma inovação concebida pelo alemão Karl Benz.


12. Carburador (Foto: Autoesporte)

12. Carburador (1893)
Ao passar por uma florista soprando água sobre flores através de um tubo de vidro, em Budapeste, os engenheiros húngaros Donát Bánki e János Csonka conceberam um dispositivo similar para o carro. Nascia o carburador, que borrifa quantidade regulada de combustível no ar, que é então aspirado para dentro dos cilindros do motor, onde ocorre a combustão.


13. Pneu (Foto: Autoesporte)

13. Pneu (1845)
Aos 23 anos, o escocês Robert William Thomson patenteou a “roda aérea”, hoje conhecida como pneu: um cinturão oco de borracha indiana que podia ser inflado com um “recheio de ar” entre o veículo e o chão, ferrovia ou trilho. Mas na ocasião não havia carros (nem bicicletas) para usar pneus. A invenção só tinha uso em poucas carruagens tracionadas a cavalo ou vapor. Foram necessários 50 anos para que John Boyd Dunlop redescobrisse a ideia e criasse uma marca mundial de pneus.


14. Volante (Foto: Autoesporte)

14. Volante (1899)
Alexander Winton vinha tentando substituir a cana de direção, que tornava difícil e cansativa a condução, por um sistema inspirado na bicicleta. Projetou um guidão circular com barra que descia até uma caixa, ligada, por sua vez, às rodas. Às vésperas da corrida de Grosse Pointe (região de Detroit, EUA), em 1901, Henry Ford recebeu de Winton um conjunto completo do novo sistema, e derrotou o próprio inventor, favorito para vencer a prova.


15. Motor diesel (Foto: Autoesporte)

15. Motor diesel (1895)
Nascido em Paris, França, o alemão Rudolf Diesel criou um motor de combustão interna com ignição por compressão. Ou seja, um motor sem carburador ou velas, que injeta óleo combustível diretamente no cilindro, onde o pistão comprime a mistura até o aquecimento e combustão, dispensando a centelha da vela. Sua ideia era usar óleos vegetais, mas a disponibilidade de petróleo impôs o combustível que acabou levando seu nome, assim como o motor de mecânica simples e robusta.


16. Freio a tambor (Foto: Autoesporte)

16. Freio a tambor (1902)
Invenção do engenheiro francês Louis Renault. Trabalha de modo parecido com o da bicicleta: sapatas são pressionadas contra a superfície interna do tambor, e o atrito resulta em desaceleração e imobilização das rodas e, consequentemente, do veículo.


17. Freio a disco (Foto: Autoesporte)

17. Freio a disco (1902)
O moderno sistema de frenagem foi patenteado em 1902 pelo britânico Frederick William Lanchester, que partiu dos freios a disco então existentes para aperfeiçoar radicalmente o projeto.


18. Vela de Ignição (Foto: Autoesporte)

18. Vela de ignição (1902)
O sistema de ignição dos automóveis já estava disponível há algum tempo, mas não era eficiente. A criação de uma solução técnica confiável, pelo alemão Gottlob Honold, foi descrita por Karl Benz como “o problema dos problemas”.


19. Transmissão automática (Foto: Autoesporte)

19. Transmissão automática (1904)
O ousado sistema desenvolvido pelos irmãos Sturtvenat, dos EUA, abriu caminho para os modernos carros automáticos. As várias tentativas fracassadas, com altos custos, pouca confiabilidade e falta de demanda, retardaram a popularização do câmbio automático por décadas.


20. Correia dentada (Foto: Autoesporte)

20. Correia dentada (1094)
Já existiam outras correias de transmissão, mas nenhuma com tanta precisão como a do chinês Su Songa. Ela foi criada para fazer funcionar um relógio de torre, servindo como transmissor de uma roda de água. Dali a correia dentada foi para bicicletas e outros veículos.


21. Eixo de transmissão (Foto: Autoesporte)

21. Eixo de transmissão (1206)
O islâmico Al-Jazari queria construir um dispositivo que transformaria o movimento giratório em linear, e criou o eixo de transmissão. Consiste em um cabo com lóbulos circulares presos às extremidades, que giram com o próprio cabo. Muito utilizado na Idade Média em moinhos de vento, atualmente o equipamento é mais conhecido como parte fundamental dos carros de tração traseira.


22. Motor a ar comprimido (Foto: Autoesporte)

22. Motor a ar comprimido (1712)
Os ingleses Thomas Newcomen e John Cally partiram da máquina de Thomas Savery para fazer o que passou para a história como o primeiro motor atmosférico. O engenho permitia que o vapor se condensasse dentro de um cilindro resfriado a água, e o vácuo produzido pela condensação servia para pressionar o pistão. Décadas depois, o escocês James Watt aperfeiçoou o invento.


23. Semáfaro (Foto: Autoesporte)

23. Semáforo (1794)
O engenheiro francês Claude Chappe inventou um sistema de sinalização visual rápido e de longo alcance. Na época, o equipamento era usado para estratégia de comunicação durante as batalhas, transmitindo informações por meio ótico, como avisar que o exército inimigo se aproximava. Setenta e dois anos depois, o semáforo estreou no trânsito, em Londres, por iniciativa do engenheiro ferroviário J.P. Knight.


24. Velocímetro (Foto: Autoesporte)

24. Velocímetro (1888)
O professor croata Josip Belusic inventou o equipamento elétrico que permite medir a velocidade de veículos. Atualmente, o velocímetro está presente em todos os automóveis. Por muito tempo, o instrumento foi exclusivamente analógico, mas hoje há modelos digitais de alta precisão.


25. Suspensão (Foto: Autoesporte)

25. Suspensão
O conceito de feixe de molas já era usado pelos romanos, na Antiguidade, no Pilentum,um veículo de duas rodas. No século 18, carruagens na França começaram a usar uma lâmina de aço, evoluída para o feixe pelo inglês Obadiah Elliotem1804. A meta de oferecer estabilidade ao veículo e conforto aos ocupantes avançouem1930, quando o engenheiro Earle Steele MacPherson (EUA) desenvolveu o conjunto leve e compacto de mola e amortecedor. Com uso da eletrônica, as suspensões estão cada vez mais sofisticadas.


26. Bateria de carro elétrico (Foto: Autoesporte)

26. Bateria de carro elétrico (1891)
O escocês William Morrison construiu um veículo para demonstrar sua nova bateria, que tinha 24 células, metade do peso do carro e autonomia de 13 horas. Em meados de 1930, a eletricidade foi substituída pela gasolina. A bateria é necessária para a partida e o sistema elétrico, mas volta a ser considerada como alternativa de mobilidade.


27. Limpador (Foto: Autoesporte)

27. Limpador (1903)
Mary Anderson resolveu um problema dos bondinhos do início do século 20: em Nova York (EUA), era impossível conduzir sob neve. A norte-americana pensou em um braço móvel com uma lâmina de borracha que poderia ser acionado de dentro do veículo. Quando tentou vender sua invenção, em1905, ninguém se interessou.


28. Sinalização (Foto: Autoesporte)

28. Sinalização (1914)
Para acabar com os acidentes entre carros e carroças, Garret Morgan, dos EUA, projetou um sistema de controle de tráfego em “T” com três braços e sinais “STOP” e “GO” acionados à mão. A invenção foi um sucesso.


29. Turbocompressor (Foto: Autoesporte)

29. Turbocompressor (1905)
O engenheiro suíço Alfred Buchi percebeu que uma turbina que reutilizasse os gases do escapamento poderia recuperar a energia perdida, tornando o ciclo da combustão mais eficiente. O conceito tem sido de grande apoio na redução do tamanho dos motores, o downsizing.


30. Setas de direção (Foto: Autoesporte)

30. Setas de direção (1907)
Hoje os indicadores elétricos de mudança de direção, ou seta, são indispensáveis e padrão nos automóveis. Antes de sua invenção os motoristas tinham de pôr o braço para fora da janela para indicar as manobras.


31. Injeção de combustível (Foto: Autoesporte)

31. Injeção de combustível (1910)
Adams-Farwell, fabricante dos EUA, investiu no sistema que décadas mais tarde praticamente aposentou o carburador. A evolução da eletrônica, as exigências de baixo consumo e redução de emissões resultam no aperfeiçoamento constante da maneira de o combustível chegar ao motor.


32. Motor de arranque (Foto: Autoesporte)

32. Motor de arranque (1911)
Antes de sua invenção, as pessoas tinham de fazer muita força para mover a manivela de ignição até o motor pegar. Na operação, não raro o motor provocava um “coice” da manivela, ferindo ou até matando a pessoa. A solução chegou por encomenda da Cadillac à Dayton Engineering Laboratories (Delco).


33. Retrovisor  (Foto: Autoesporte)

33. Retrovisor (1911)
Nas primeiras corridas de Indianápolis (EUA), quem fazia o papel dos retrovisores eram os mecânicos que andavam ao lado do piloto. Foi então que o norte-americano Ray Harroun entrou para a história ao vencer a primeira edição da Indy 500,em1911. A técnica que Harroun usou foi simples: substituiu o pesado copiloto por espelhos retrovisores. Hoje, o retrovisor é item indispensável em qualquer carro.


34. Direção hidráulica  (Foto: Autoesporte)

34. Direção hidráulica (1923)
Desenvolvida para reduzir o esforço necessário para dirigir o carro e virar suas rodas, estreou no mercado no modelo Imperial, da Chrysler, em 1951, com nome “Hydraguide”.’


35. Amortecedor (Foto: Autoesporte)

35. Amortecedor (1926)
Quando o carro surgiu, a fixação dos eixos diretamente na carroceria tornava o rodar muito desconfortável. O amortecedor foi criado com a função de juntar as estruturas do automóvel e trazer mais conforto e estabilidade, controlando a suspensão. Hoje ele pode ser convencional, pressurizado ou eletrônico.


36. Freios ABS (Foto: Autoesporte)

36. Freios ABS (1929)
O sistema de antibloqueio foi projetado pelo francês Gabriel Voisin para evitar que aviões guinassem durante o pouso, e foi instalado pela primeira vez em 1920. Após décadas de uso limitado em veículos, estreou com sucesso crescente no Mercedes S em 1978.


37. Câmbio sincronizado (Foto: Autoesporte)

37. Câmbio sincronizado (1929)
Trocar de marcha hoje parece natural, mas no começo do automóvel, era uma operação delicada e de muita técnica e prática. O câmbio sincronizado introduzido pela Cadillac foi uma revolução para os motoristas, que sofriam para engatar uma marcha mais alta e mais ainda para reduzir.


38. Radar anticolisão (Foto: Autoesporte)

38. Radar anticolisão (1935)
O físico escocês Watson-Watt, a pedido do governo britânico, desenvolveu o radar, muito usado na Segunda Guerra para detectar inimigos próximos e monitorar a movimentação de objetos. Com a evolução, surgiu o radar anticolisão, próprio para veículos a motor, como aviões e navios. Hoje, alguns carros contam com o equipamento como grande aliado contra acidentes.


39. Controlador de velocidade (Foto: Autoesporte)

39. Controlador de velocidade (1945)
O engenheiro Ralph Teetor, dos EUA, inspirou-se a criar o controle automático de velocidade ao pegar carona com seu advogado. O motorista tinha o hábito de reduzir a velocidade enquanto falava, e acelerar quando ouvia. Os trancos incomodaram tanto Teetor que ele se determinou a inventar o novo recurso. Em tempo: Teetor era cego desde os 5 anos de idade.


40. Pneu Radial (Foto: Autoesporte)

40. Pneu Radial (1946)
Os primeiros fabricantes recorreram à borracha pela durabilidade e amortecimento. Inicialmente de material sólido, eram duros e adotaram ar nas bicicletas no início do século XX. O pneu radial sem câmara só veio nos anos 40 pela Michelin.


41. Hodômetro (Foto: Autoesporte)

41. Hodômetro (27 a.C.)
Para contar as milhas rodadas, o engenheiro romano Vitrúvio criou um dispositivo semelhante a um carrinho de mão, que deixava cair um seixo em um recipiente a cada volta da roda. Era importante na estrada para medir distâncias. Nos primeiros carros, os hodômetros foram acoplados a uma das rodas. Hoje, equipamentos digitais podem registrar até 999.999 quilômetros rodados.


42. Feixe de molas (Foto: Autoesporte)

42. Feixe de molas (1804)
O londrino Obadiah Elliot inventou o feixe de molas depois de empilhar placas de aço, uma sobre as outras, prendê-las e colocá-las na extremidade de uma carruagem. Componente essencial no suporte de veículos pesados até dos dias de hoje, o projeto é composto por várias camadas de aço sobrepostas em forma de um arco, com um eixo central e as extremidades presas ao veículo.


43. Boneco de teste (Foto: Autoesporte)

43. Boneco de teste (1949)
Também conhecido como crash test dummy, o boneco de teste foi criado pelo norte-americano Samuel Alderson, a pedido da Força Aérea dos EUA. Antes os testes eram feitos com cadáveres humanos, porém, era impossível usar um corpo mais de uma vez e obter um resultado preciso. Hoje, o dummy é importantíssimo na indústria automobilística para testar a segurança.


44. Cinto de segurança de três pontas (Foto: Autoesporte)

44. Cinto de segurança de três pontas (1959)
Nils Bohlin, sueco que trabalhava para a Volvo, foi responsável pela invenção do recurso mais eficiente de retenção em caso de acidente, de uso obrigatório na maioria dos países. Ele buscava uma alternativa simples e confortável, capaz de proteger a parte superior e inferior do corpo. A solução de três pontas permitiu aos ocupantes afivelar os cintos com uma das mãos, usando-o sobre o peito e o colo, coma fivela próxima ao quadril.


45. Airbag (Foto: Autoesporte)

45. Airbag (1952)
Ex-engenheiro da Marinha dos EUA, John Hetrick dirigia com a esposa e a filha no banco da frente quando teve de, bruscamente, desviar de um obstáculo e frear. Instintivamente, o casal elevou o braço para proteger a criança. Dali ele teve a ideia de criar uma bolsa inflável.


46. Bafômetro (Foto: Autoesporte)

46. Bafômetro (1954)
Robert Borkenstein, policial do estado de Indiana, nos EUA, inventou o bafômetro, aparelho portátil que fornece provas científicas de embriaguez e utilizado com alta frequência no Brasil. Se a pessoa bebeu, um pouco do álcool evapora, o que é indicado pelo dispositivo. Em nosso país, por causa da lei seca, a multa para quem não passa no teste do bafômetro é de elevados R$ 1.915.


47. Radar fotográfico de velocidade (Foto: Autoesporte)

47. Radar fotográfico de velocidade (1955)
Ironicamente foi um piloto holandês de rali, Maurits Gatsonides, quem inventou o radar fotográfico. O competidor fez sucesso na década de 1950, quando desenvolveu o aparelho para medir a velocidade enquanto tentava melhorar sua marca.


48. Veículo híbrido (Foto: Autoesporte)

48. Veículo híbrido (1974)
As principais vantagens de um carro híbrido são a redução na emissão de dióxido de carbono e a economia de combustível. Os níveis atuais de poluição do ar e a perspectiva futura de escassez de petróleo são dois estímulos para o desenvolvimento de veículos que combinem motores a gasolina, etanol ou diesel com eletricidade. No fim da década de 1990, Toyota e Honda produziam veículos híbridos, que combinavam motores de combustão interna e baterias.


49. Carro autônomo (Foto: Autoesporte)

49. Carro autônomo (1986)
O primeiro veículo sem motorista foi criado pelo professor alemão Ernst Dieter Dickmanns e sua equipe. O projeto envolveu uma van com várias câmeras e sensores que captavam e transmitiam as imagens obtidas a um computador que controlava volante, acelerador e freio. Hoje em dia, um carro pode rodar até 160 km sem nenhuma assistência humana, além de alcançar altas velocidades.


50. GPS (Foto: Autoesporte)

50. GPS (1993)
O sistema de posicionamento global foi desenvolvido nos EUA para rastrear alvos, localizar posições em territórios desconhecidos e planejar mísseis. O sistema foi aprimorado e atualmente até os telefones celulares são equipados com navegadores GPS. No mundo civil, o equipamento é utilizado para navegação de automóveis e embarcações, equipamento quase indispensável nos novos carros, mesmo nos chamados populares.

fonte

http://www.producaonobrasil.com/noticia/528-a-historia-do-carro-em-50-objetos