‘Luz engarrafada’ criada por brasileiro já ilumina 15 países

Uma garrafa, água e um pouco de cloro. Foram esses os ingredientes usados por Alfredo Moser em sua mundialmente renomada invenção. O mecânico da cidade mineira de Uberaba, que fica a 475 km da capital de Belo Horizonte, já fez com quase 1 milhão de casas de 15 países globo afora fossem iluminadas com seu modesto, mas eficiente projeto.

A “luz engarrafada” nasceu do ventre da “mãe necessidade”: inspirado pela série de apagões de 2002, o brasileiro discutiu com seus amigos como um sinal de alarme soaria quando apenas as grandes fábricas possuíam eletricidade. Na época, Alfredo pensou em concentrar os raios solares em uma garrafa d’água, apontá-los para um monte de feno e fazê-los, assim, acender.

Foi então que a despretensiosa discussão deu origem à “lâmpada de Moser”: “adicione duas tampas de cloro à água da garrafa para evitar que ela se torne verde (por causa da proliferação de algas). Quanto mais limpa a garrafa, melhor”, explica o mecânico, segundo informa a BBC. As lâmpadas são então presas de cima para baixo no telhado. “Você deve prender as garrafas com cola de resina para evitar vazamentos”, recomenda.

E uma dica: se a boca da garrafa for tampada com fita preta, a lâmpada vai funcionar melhor. “Essa é uma luz divina. Deus deu o sol para todos e luz para todos. Qualquer pessoa que usa essa luz economiza dinheiro. Você não leva choque e essa luz custa nem um centavo”, observa ainda o “Thomas Edison do Brasil”.

Alfredo mundo afora!

Alfredo já fez instalações nas casas de vizinhos e também em um mercado de seu bairro. Mas os reais embolsados pelo criativo inventor não foram suficientes para fazê-lo “mudar de vida” – ele ainda mora em uma casa simples e tem, em sua garagem, um carro modelo 1974.

Fato é que o brasileiro parece estar mais interessado em ajudar quem precisa de auxílio a conseguir zeros a mais em seu holerite. “Uma pessoa que eu conheço instalou as lâmpadas em casa e, em um mês, economizou dinheiro suficiente para comprar itens essenciais para o filho que tinha acabado de nascer. Dá pra imaginar?”, diz, emocionado, Moser.

As garrafas criadas pelo mecânico já foram instaladas em 140 mil residências das Filipinas, onde um quarto da população vive com menos de US$ 1 por dia, segundo a ONU. Em junho de 2011, a instituição especializada na construção de casas sustentáveis e baratas MyShelter começou a implantar as lâmpadas Moser em seus projetos; 15 países, tais como Fiji, índia e Argentina, também emprestam a ideia de Alfredo.

“Ganhando ou não o prêmio Nobel, nós queremos que ele saiba que um grande número de pessoas admira o que ele está fazendo”, comenta Angelo Diaz, diretor executivo da MyShelter. “Eu nunca imaginei isso, não. Me dá um calafrio no estômago só de pensar nisso”, confessa Alfredo ao revelar sua surpresa com o sucesso de sua “luz engarrafada”.

fonte

http://www.tecmundo.com.br/invencao/75359-invencao-luz-engarrafada-criada-brasileiro-ilumina-15-paises.htm

Samsung e Microsoft anunciam fim de disputa sobre patentes

Samsung e Microsoft anunciaram nesta terça-feira o fim de uma disputa sobre patentes que levou as duas empresas aos tribunais.

Em agosto do ano passado, a Microsoft processou a Samsung em um tribunal federal dos Estados Unidos pelo não pagamento pelo uso de patentes de telefones celulares e tablets de propriedade do grupo americano. Dois meses depois, a Samsung solicitou uma arbitragem da Câmara de Comércio Internacional (ICC).

Em um comunicado conjunto, as duas empresas anunciaram um acordo, mas sem revelar detalhes.

“Samsung e Microsoft têm a satisfação de anunciara que encerraram sua disputa contratual em um tribunal dos Estados Unidos, assim como a arbitragem na ICC”, afirma a nota, assinada por Jaewan Chi, vice-presidente executivo da Samsung, e David Howard, vice-presidente corporativo da Microsoft.

A Samsung se viu envolvida em várias disputas de patentes nos últimos anos, em particular com a Apple.

fonte

https://br.noticias.yahoo.com/samsung-microsoft-anunciam-fim-disputa-patentes-091253312.html

Começaram os problemas de patentes entre as indústrias chinesas

(Da agência Reuters) – No último verão chinês, advogados da fabricante de equipamentos de telecomunicações ZTE começaram a enviar cartas para uma dúzia de fabricantes locais de celulares que a empresa acreditava que estavam usando suas patentes. A mensagem era simples: chegou a hora de pagar.

Os esforços da ZTE para coletar royalties de patentes – meses antes do acordo antitruste da Qualcomm na China nesta semana, segundo fontes a par do assunto – mostra como o acordo mudou a forma de operar da crescente indústria de smartphones da China.

Como antecipado pela ZTE, um termo importante do acerto da Qualcomm dissolveu os acordos de licenciamentos cruzados da empresa na China, que garantia a clientes menores da Qualcomm acesso gratuito a portfólios de patentes de clientes mais estabelecidos da companhia.

O acerto permite que detentores de patentes de tecnologias sem fio como a ZTE e a Huawei Technologies [HWT.UL] busquem royalties, ao mesmo tempo em que apresenta um novo risco de litígios na indústria chinesa de celulares mais nova num momento em que a lei doméstica de patentes está ganhando tração.

“Pela primeira vez, o acordo está forçando fabricantes domésticas a reconhecer o valor de propriedade intelectual e como usá-la estrategicamente, como fazem empresas no Ocidente”, disse o secretário-geral do consórcio do setor Mobile China Alliance, Wang Yanhui. “Esse é o significado real do acordo”.

fonte

http//noticias.r7.com/economia/acordo-da-qualcomm-da-inicio-a-disputas-de-patentes-na-china-13022015

A Origem das Marcas – FNAC

Suas lojas utilizam modernas tecnologias para exibição, demonstração e experimentação de produtos. Nelas, tudo está ao alcance dos clientes, utilizando o modelo totalmente baseado na “compra pela experiência” – aquele em que o cliente entra para tomar um cafezinho e, envolvido pelo ambiente, testa todos os produtos possíveis e acaba levando uma televisão de 50 polegadas para casa. Em um espaço agradável, é possível folhear revistas, ler livros, ouvir discos e mexer nos equipamentos sem o compromisso de comprar nada. O conceito das lojas FNAC proporciona ao cliente uma experiência cultural enriquecedora.

A história
Tudo começou exatamente no dia 31 de julho de 1954, quando dois amigos e militantes de extrema esquerda, André Essel e Max Théret, apaixonados por fotografia e cultura, fundaram uma cooperativa de compradores no segundo andar de um apartamento alugado da Rue de Sebastopol em Paris, com o nome de Féderation Nationale d’Achat des Cadres (cuja abreviação seria conhecida como FNAC), onde os sócios conseguiram acordos com o comércio especializado que se comprometeu a oferecer preços de 10 a 20% inferiores aos valores de mercado na França. Mais de 50 lojas aderiram ao novo conceito de negócio. Porém os sócios reivindicaram uma seção dedicada a produtos para fotografia. Devido ao grande interesse foi inaugurado departamento de material fotográfico e cinema chamado de Clube Foto-Cine. O elo de ligação dos associados com a FNAC era uma revista de informação denominada “Contact”. Somente três anos mais tarde foi inaugurada a primeira loja em Paris (localizada na Boulevard Sebastopol), vendendo produtos de fotografia e som apenas para membros. Pouco depois a loja passou a vender discos também. A empresa festejou o seu décimo aniversário em 1964, com um volume de negócios de 50 milhões de francos, empregando 95 pessoas e contando com mais de 100 mil associados. Dois anos depois, em 1966, a FNAC passou a vender seus produtos também para o público em geral, sem a necessidade de se tornar associado. Em 1969 foi inaugurada a segunda loja em Paris, próxima ao famoso Arco do Triunfo.


No ano de 1972 ocorreu a abertura da primeira loja fora de Paris, localizada na cidade de Lyon. Dois anos mais tarde foi inaugurada a terceira loja parisiense: a Fnac Montparnasse na Rua de Rennes. O ano de 1974 foi marcado por um acontecimento muito importante: livros começam a aparecer nas prateleiras das lojas e deram início àquela que viria a ser, juntamente com a venda de discos, a mais forte vertente de negócio da empresa naquela década. Ainda nos anos 70, a FNAC passou a vender dentro de suas lojas equipamentos de vídeo e eletrodomésticos. A década seguinte começou com a inauguração do departamento de informática. Logo depois, em 1981, ocorreu a abertura da primeira loja no exterior, localizada em Bruxelas na Bélgica. No final desta década, a FNAC já era a maior vendedora de discos da França, alcançando aproximadamente 20% de participação de mercado.


Em 1991, a FNAC Etoile se mudou da Avenue Wagram para Avenue des Ternes, tornando-se a maior loja da rede com mais de 20.000 m². Nesta década a empresa experimentou um forte período de expansão internacional com inauguração de lojas em Berlim, no ano de 1991; na cidade de Madri em 1993; em Wijnegem na Bélgica; Saint-Lazare em Paris; nas cidades espanholas de Barcelona e Valência; em Villeneuve d’Ascq perto de Lille; e a enorme loja na luxuosa Champs-Elysées em Paris, especializada em discos, vídeo, Cd-Rom e telefonia; todas em 1997. Nos anos seguintes foram inauguradas lojas em Portugal (1998), duas unidades no Brasil em 1999 e uma unidade na Ásia, localizada em Taiwan. Além disso, a empresa foi adquirida pelo conglomerado de luxo Pinault-Printemps-Redoute (conhecido como PPR) em 1994. Com a chegada do novo milênio a FNAC continuou sua expansão inaugurando novas unidades, aumentando sua oferta de produtos, lançado marcas próprias (como periféricos, acessórios e mochilas para notebook) e seguindo sua filosofia de espalhar cultura onde quer que esteja.


A linha do tempo
1957
● Início da venda de televisões, rádios, gravadores e equipamentos hi-fi em sua loja.
1961
● Criação do departamento de discos.
1972
● Criação do laboratório de ensaios, que testava e selecionava o material para venda.
1975
● Início da venda de equipamentos de vídeo.
● Lançamento da FNAC Auto-Rádio, filial do grupo que vendia e instalava rádios, alarmes e telefones em automóveis.
1977
● Criação do departamento de eletrodoméstico.
1978
● Lançamento da FNAC SERVICE, encarregada da exploração de pequenas lojas de serviços fotográficos.
1980
● Criação do departamento de informática.
1990
● Inauguração da primeira FNAC MUSIQUE, na Place de la Bastille em Paris, unidade especializada na vende de produtos relacionados a música.
1992
● Inauguração da primeira FNAC MICRO em Paris, loja especializada em produtos de informática, entre os quais computadores, impressoras e monitores.
1997
● Lançamento da FNAC TELECOM, pequenas lojas especializadas em telefonia.
● Lançamento da FNAC JUNIOR, oferecendo uma seleção de produtos e serviços destinados a crianças de até 12 anos de idade.
1999
● Lançamento do comércio on-line.


O conceito
A FNAC acredita que consultar, experimentar, comparar e avaliar produtos de perto são condições fundamentais para que o cliente faça a escolha certa. E para auxiliar nessa escolha, a empresa conta com consultores, que são grandes conhecedores da área em que atuam, e que, para manter a imparcialidade e sinalizar ao consumidor as melhores opções para suas necessidades, não recebem nenhuma comissão sobre as vendas. Além de ser uma loja de varejo, a FNAC também se destaca pelos aproximadamente 250 eventos culturais gratuitos que promove anualmente em cada uma de suas lojas ao redor do mundo. Shows, palestras, sessões de autógrafos e bate-papos movimentam o dia-a-dia das lojas. Estes eventos permitem o contato dos clientes com personalidades da vida cultural, política e econômica. Além disso, possibilitam o lançamento de novos talentos da literatura, música e demais tipos de arte.


Dados corporativos
● Origem: França
● Fundação: 31 de julho de 1954
● Fundador: André Essel e Max Théret
● Sede mundial: Ivry-sur-Seine, França
● Proprietário da marca: PPR Group
● Capital aberto: Não (subsidiária)
● Chairman & CEO: Alexandre Bompard
● Faturamento: €4.47 bilhões (2010)
● Lucro: €188 milhões (2010)
● Lojas: 148
● Presença global: 9 países
● Presença no Brasil: Sim (10 lojas)
● Maiores mercados: França, Espanha, Portugal e Brasil
● Funcionários: 14.370
● Segmento: Livrarias
● Principais produtos: Livros, DVDs, CDs, revistas, jornais e eletrônicos
● Ícones: O ambiente cultural de suas lojas
● Slogan: Agitateur de curiosites.
● Website: www.fnac.com

A marca no Brasil
Em 1999 a FNAC ingressou no Brasil através da aquisição do Atica Shopping Cultural em São Paulo, abrindo simultaneamente as duas primeiras lojas do continente americano: uma no Shopping Metrô Tatuapé (que fecharia anos depois) e outra em Pinheiros (com mais de 4.5 mil m²). Atualmente, são dez lojas no Brasil, três em São Paulo (FNAC Paulista, FNAC Pinheiros e FNAC Morumbi, dentro do Morumbi Shopping), uma em Campinas (Shopping Parque Dom Pedro), uma no Rio de Janeiro (Barra Shopping), uma em Curitiba (Park Shopping Barigui), uma em Brasília (Park Shopping), uma em Porto Alegre, uma em Belo Horizonte e outra na cidade de Ribeirão Preto. As vendas no Brasil correspondem a 5% do faturamento total da empresa, alcançando a maior taxa de crescimento do grupo no mundo, com o site vendendo mais do que todas as outras subsidiárias virtuais da rede, perdendo apenas para a França.


A marca no mundo
A FNAC é o primeiro distribuidor europeu de produtos culturais e de lazer, oferecendo aos seus milhões de clientes a mais vasta seleção em literatura, música e novas tecnologias como televisões, som e vídeo, equipamentos fotográficos, acessórios para telefonia e produtos de papelaria. A empresa possui 148 lojas espalhadas por 8 países como França (com mais de 80 unidades), Bélgica, Espanha (+ de 20 lojas), Brasil, Grécia, Itália, Portugal (17 unidades) e Suíça, além de Taiwan (onde atua com o nome de Fayaque). Os produtos de informática respondem por 32% do faturamento total da empresa, seguido por CDs, DVDs e jogos de computadores (22%), livros (19%) e produtos fotográficos (9%). Somente na França, a FNAC é maior livraria, oferecendo 774 mil títulos de livros; a maior loja de música, com 335 mil opções, além de possuir 2.3 milhões de membros, 18 milhões de clientes e receber mais de 150 milhões de pessoas em suas lojas anualmente.

Você sabia?
● A FNAC é a maior revendedora no Brasil da marca Apple.

fonte

http://www.mundodasmarcas.blogspot.com.br/2006/06/fnac-o-mundo-da-cultura.html

A Origem das Marcas – Ferrari

A FERRARI não é apenas uma máquina, ou um automóvel, é um mito, que encanta a todos, esteja onde estiver. É o objeto de desejo da maioria dos mortais que vivem neste planeta. A comparação das máquinas construídas em Maranello com raras e exclusivas jóias não é exagero, tamanha sua exclusividade.
A história
É impossível falar na criatura sem falar no seu grande criador: Comendattori Enzo Anselmo Ferrari. Nascido no dia 18 de fevereiro de 1898, na Itália, Enzo Ferrari queria ser cantor de ópera ou piloto de competição. Logo desistiu de ser cantor de ópera, por falta de voz e ouvido. Sobrou apenas a segunda opção. Em 1919 decidiu ser piloto e participou de uma prova (pela primeira vez) em Parma Bercetto, na qual obteve a quarta colocação (a prova foi vencida por Antonio Ascari, pai de Alberto Ascari, que futuramente iria morrer ao volante de uma FERRARI). Nos anos seguintes trabalhou para a Alfa Romeo como piloto de competição, ficando mais tarde responsável pela divisão de competição de automóvel. Em 1929 fez o que a história consagrou como seu grande golpe de mestre: criou a Scuderia Ferrari, a primeira equipe de automobilismo independente das fábricas, mas vinculada à Alfa Romeo. Em 1939, Enzo Ferrari deixou essa montadora italiana e passou a 2ª Guerra Mundial fabricando equipamentos agrícolas e até carros. O primeiro automóvel inteiramente construído por ele, feito durante o conflito, foi chamado de Modelo 815, isto porque, não podia colocar seu nome em nenhum carro, em decorrência do contrato que assinara com a Alfa Romeo.
Somente em 1946, após o fim do conflito e a queda do regime de Mussolini, ele construiu o primeiro carro com seu nome: a Ferrari 125S. E espantou o mundo por desenvolver em instalações precárias, mas com uma equipe competente e entusiasmada, um motor tão poderoso como o V12 que a equipava, algo muito avançado para a época. O modelo estreou com vitória no Grande Prêmio de Roma, disputado ao redor das Termas de Caracalla, em 25 de maio de 1947, pilotado por Franco Cortese. Desde então, a FERRARI obteve mais de cinco mil vitórias em provas automobilísticas. Em 1951 conseguia sua primeira vitória na Formula 1, no circuito de Silverstone com o piloto José Froilán González. E em 1956 a história da marca mudaria radicalmente. O piloto argentino Juan Manuel Fangio conquistaria o título mundial pilotando uma FERRARI. Em 1961 os tempos começaram a ficar difíceis para a FERRARI, depois de conflitos internos que levaram à saída de vários membros da direção. A montadora, mesmo assim, conseguiu alcançar um grande número de vitórias em competição e elevar o seu nome no cenário automobilístico.


Em 1969, com a empresa enfrentando diversos problemas econômicos, a FIAT comprou 50% de suas ações, garantindo assim que a FERRARI não se tornasse uma marca vulgarizada. O dia 14 de agosto de 1988 foi um dia negro para a marca, quando aos 90 anos, o Comendador Enzo deixava o mundo e a FERRARI, que fabricava e vendia automóveis esportivos apenas para cobrir os custos da equipe de Formula 1. Com o falecimento do comendador e a indicação de um antigo funcionário, o Sr. Luca Cordero di Montezemolo para assumir a responsabilidade de tornar a FERRARI uma empresa moderna e rentável, o que se viu foi uma verdadeira revolução na década de 90. Uma de suas primeiras ações foi contratar o francês Jean Todt para reestruturar a equipe de Formula 1, fazendo-a voltar aos tempos gloriosos. O resultado: a escuderia ressurgiu das cinzas em 1997, quando o piloto alemão Michael Schumacher conquistou o vice-campeonato pilotando o carro vermelho; e as vendas de automóveis cresceram como nunca visto antes. Daí para frente a história todo mundo sabe.


Evolução de alguns mitos
Desde os anos 40, a transferência de tecnologia dos carros de competição para os esportivos de rua é uma realidade. Ao longo da história da FERRARI, pouco mais de 70 modelos foram lançados no mercado internacional. Na década de 40, Enzo Ferrari ficou literalmente dividido entre competição e carros comerciais. Por isso, o primeiro carro de rua foi lançado somente em 1948: a cupê 166 Inter.


1984
FERRARI TESTAROSSA. Um clássico da marca, que possuía este nome pelo fato da cabeça do motor ser pintada de vermelho. Possuía o célebre motor 12-cilindros com 390cv, sendo o primeiro modelo da marca a possuir ar-condicionado e bancos de couro. Ganhou fama internacional depois de ser utilizada no seriado americano Miami Vice.
1987
FERRARI F-40. Foi apresentada em 21 de junho na fábrica de Maranello em comemoração aos 40 anos da marca. Para comemorar esta data histórica a montadora decidiu construir o mais rápido carro do mundo produzido em série, que os italianos apelidaram de “um automóvel de corrida para estrada”.
1992
FERRARI 456. Fazia alguns anos que a montadora não tinha um modelo com motor V12. Este modelo foi lançado para que esta perda fosse esquecida. A maior crítica no seu lançamento foi no que diz respeito ao estilo. Para os italianos, o desenho dessa FERRARI não estava muito tradicional e o carro estava muito “japonês” para o gosto deles. Era o único automóvel com quatro lugares da marca (duas pessoas na frente e duas crianças pequenas atrás). Mesmo assim acelerava de 0 a 100 km/h em 5,2 segundos.
1994
FERRARI F355. Lançada na versão cupê para substituir a 348. Essa FERRARI tem motor entre eixos e a sua carroceria é toda confeccionada em alumínio e aço. Atualmente a F355 é oferecida em três modelos: Berlinetta, GTS ou Spider.
1996
FERRARI F-50. Lançada para comemorar os 50 anos de vida da marca, sua carroceria era confeccionada em fibra de carbono e kevlar, para que o carro ficasse mais leve e resistente, podendo chegar a 325 km/h. Sua produção tem tiragem limitada.
FERRARI 550 MARANELLO. Este modelo causou furor ao conciliar conforto a bordo com o motor 12 cilindros, que pela primeira vez em 27 anos estava situado na dianteira. A aceleração de 0 a 100 km/h era feita em apenas 4,4 segundos.
1998
FERRARI 360 MODENA. Foi o modelo de número 163 projetado pelo Studio Pininfarina para a marca. No ano seguinte seria lançada a versão Spider (conversível com capota).
2002
FERRARI ENZO. O carro foi construído com tecnologias usadas na Fórmula 1 e um sistema de aerodinâmica que levanta um pequeno spoiler e flaps quando em alta velocidade, criando sustentação para não deixá-lo decolar, já que o modelo atinge de 0-100km em 3.65 segundos, chegando a 350km por hora. O modelo foi lançado ao preço de US$ 643.330 e 349 unidades disponíveis. A montadora conseguiu vender todos os carros antes mesmo de que a produção fosse iniciada. Mais tarde, depois de muitos pedidos, a montadora decidiu produzir mais 50 unidades subindo o total para 399. Em 8 de novembro de 2005 anunciou que iria produzir outra unidade do carro, doada ao Papa João Paulo II e que angariou US$ 1.274.299 para os sobreviventes do terrível Tsunami ocorrido na Ásia em 2004.
2004
FERRARI 612 SCAGLIETTI. O novo cupê 2+2, que acomoda confortavelmente quatro adultos, tinha carroceria em alumínio, motor V12 de 5.75 litros e 540 cv de potência, e alcançava 315 km/h. Lançado como sucessor da longeva FERRARI 456M, o bólid vermelho fazia de 0-100 km/h em apenas 4,2 segundos.
2006
FERRARI F599 GTB FIORANO. A mais nova preciosidade da FERRARI é considerada o melhor automóvel já construído em Maranello. Equipado com o motor V12, o mais potente já desenvolvido (620 cavalos), dispara da inércia até 100 km/h em 3,7 segundos, alcançando 330 km/h. A sigla GTB representa Gran Turismo Berlinetta em homenagem aos cupês já produzidos pela FERRARI e Fiorano é o nome do circuito onde a marca testa seus bólidos.
2007
FERRARI 612 ACAGLIETTI SESSANTA. Apresentada no dia 21 de junho, a edição especial “Sessanta” do cupê 612 Scaglietti, era comemorativa ao 60º aniversário de fundação FERRARI. Baseada na FERRARI 612 Scaglietti, o novo modelo conta com um pacote de equipamentos mais completo: um teto-solar panorâmico eletrocrômico (que muda de cor conforme a incidência de raios solares), rodas de 19 polegadas especiais, equipamento de som da marca Bose, monitor de navegação com sintonizador de TV e câmera traseira para auxiliar manobras de estacionamento. Serão fabricadas apenas 60 unidades, que terão duas opções de cores exteriores (cinza escuro e vermelho perolizado) e duas internas (marrom e cinza escuro).
FERRARI 430 SCUDERIA. Lançada durante o Salão do Automóvel de Frankfurt como modelo de uma série especial com uso de tecnologia derivada de sua equipe de Fórmula 1 e ajuda do heptacampeão Michael Schumacher. O nome Scuderia se refere exatamente à divisão de corridas da empresa. Equipada com um motor de 510cv, o bólido atinge velocidade máxima de 230 km/h. O novo automóvel vem equipado com o f1 superfast, um software de última geração que reduz o tempo de troca de marchas para apenas 60 milésimos de segundo, além de um novo controle de tração.
2008
FERRARI CALIFORNIA. Apresentada no Salão do Automóvel de Paris, este novo modelo é um cupê conversível equipado com motor 4.3 V8 de 460 cavalos de potência na parte dianteira, que acelera de 0 a 100 km/h em quatro segundos. Outra novidade é a capota rígida, utilizada pela primeira vez em um modelo conversível da montadora italiana. Outra novidade é o câmbio automático de sete velocidades com sistema dupla embreagem. Este tipo de embreagem, cada vez mais comum nos carros esportivos mais modernos, é capaz de engatar uma marcha e deixar a outra já preparada, possibilitando troca de marchas mais rápidas e aumentando o desempenho.
2009
FERRARI 458 ITALIA. Sucessora da mítica F430, o novo modelo, considerado uma síntese de estilo, criatividade, paixão e tecnologia de ponta. O modelo é equipado com um agressivo motor V8 de 4.5 litros, que produz aproximadamente 570 cv de potência. Além disso, o câmbio é de dupla embreagem e sete marchas, feito especialmente para lidar com o torque e a potência deste modelo. A aceleração de 0-100 deste modelo é feita em apenas 3,4 segundos, com velocidade máxima de 325 km/h.
2010
FERRARI 599 GTO (Gran Turismo Omologato). Visualmente agressiva, este modelo foi afinado, incluindo a frente, as laterais, o assoalho plano e as tomadas de ar. O cuidado é tanto que o modelo conta com uma ventilação aprimorada dos discos de freio e a adoção de calotas para eles – que seguram o ar quente que sai dos pára-lamas junto ao carro para reduzir o arrasto aerodinâmico. Debaixo do chassi há um motor V12 de 6 litros que gera 670 cv de potência. Tudo isso significa uma aceleração de 0 a 100 km/h em somente 3,35 segundos, com velocidade máxima de 333 km/h. E tão importante quanto esses números é o tempo de volta em Fiorano, apenas um minuto e 24 segundos, o que faz desta FERRARI o modelo de rua mais rápido da história da marca italiana.


Segundo fortes rumores, está em fase avançada o estudo e desenvolvimento da fabricação da FERRARI FS 599 (nome provisório), uma SUV, abreviatura para “Sport Utility Vehicle” ou Utilitário Esportivo em português, nome cunhado pelos norte-americanos designando veículos fabricados a partir de chassis de caminhonetes.


A escuderia
A Formula 1 não seria a mesma se não fosse pelos bólidos vermelhos da FERRARI. A história da mais tradicional e antiga escuderia da Fórmula 1 teve início no GP de Mônaco, em 21 de maio de 1950, a segunda prova do primeiro campeonato de F1. Alberto Ascari tornou-se, então, o primeiro piloto a marcar pontos para a equipe ao terminar em segundo lugar nas ruas do Principado. De lá para cá, muita coisa aconteceu. A primeira vitória em uma prova aconteceu pelas mãos de José Foilán Gonzáles, no circuito de Silverstone na Inglaterra em 1951. Durante a década de 50, a equipe fez três campeões do mundo: Ascari (1952 e 1953), Juan Manuel Fangio (1956) e Mike Hawthorn (1958). O mundial de construtores surgiu apenas em 1958 e a FERRARI foi vice-campeã no primeiro e no segundo ano do campeonato.


Nos anos 60, conquistou dois títulos de construtores, em 1961 e 1964, temporadas nas quais seus pilotos, Phil Hill e John Surtees, foram respectivamente os campeões. Em virtude de problemas com as autoridades esportivas italianas, a FERRARI adicionou ao seu tradicional vermelho às cores azul e branca nas duas últimas provas de 1964, quando competiu na América do Norte, um protesto do comendador em resposta aos cartolas. Nos outros anos, a escuderia foi 2ª (1966), 3ª (1960), 4ª (1963, 1965 e 1968), 5ª (1967 e 1969) e 6ª em 1962, quando teve seu pior desempenho desde a criação do mundial. Na década de 70, a FERRARI só não esteve entre as duas primeiras equipes do campeonato em três temporadas: 1971 (foi 3ª), 1972 (4ª) e 1973 (6ª). Em todas as demais oportunidades ou foi vice-campeã (1970, 1974 e 1978) ou conquistou o título, incluindo o tricampeonato 1975, 1976 e 1977 e o troféu em 1979. Foram campeões pela equipe neste período os pilotos Jody Scheckter, em 1979, e Niki Lauda, em 1975 e 1977. Lauda lutava também pelo título em 1976, mas sofreu um grave acidente na Alemanha, onde seu carro pegou fogo.


Os seguidos títulos na segunda metade da década de 70 não se repetiram nos anos 80. Muito pelo contrário. Apesar de ainda ter obtido o 1º lugar nos campeonatos de 1982 e 1983 e de ter sido vice-campeã em 1984, 1985 e 1988, a escuderia se ressentia por não ter tido nenhum piloto campeão do mundo. Além disso, a equipe ainda chorou a morte de dois grandes personagens de sua história, uma no início da década e a outra, no final. Em 1982, durante os treinos de classificação para o GP da Bélgica, em Zolder, o piloto canadense Gilles Villeneuve morreu após ter o corpo arremessado e colidido contra o muro do circuito. Em 14 de agosto de 1988, aos 90 anos, o comendador Enzo Ferrari faleceu. Uma semana depois, a escuderia venceu o Grande Prêmio da Itália com uma dobradinha Berger-Alboreto. O jejum de campeões do mundo guiando pela FERRARI continuou durante toda a década de 90. Entretanto, a escuderia tentou resolver o problema já nas primeiras temporadas. Em 1990, contratou o tricampeão Alain Prost. O francês venceu cinco corridas e levou a disputa do título para a penúltima prova, no Japão. Lá, depois do choque com Ayrton Senna, abandonou a corrida com problemas no carro e perdeu o título. A FERRARI ficou em 2º lugar. O que se viu depois foi algo até certo ponto inimaginável na Fórmula 1. A FERRARI não venceu um GP sequer em 1991, 1992 e 1993. Em 1994 e 1995, Gerhard Berger e Jean Alesi venceram uma prova cada. Com o fundo do poço muito próximo, mas com bastante dinheiro para investir, deu início a uma nova fase de sua história ao contratar, em 1996, o até então bicampeão do mundo Michael Schumacher. Ele ganhava US$ 30 milhões por ano na equipe e ainda contava com boa parte do time de especialistas de sua época na Benetton, como Ross Brawn (diretor técnico) e Rory Byrne (projetista). Unidos a eles estava Jean Todt, diretor da escuderia. Juntos, revolucionaram a FERRARI e resgataram os anos de glória, e, com eles, milhares de tifosis (como são conhecidos os fanáticos fãs italianos). Nos três primeiros anos da parceria, a FERRARI foi vice-campeã de construtores.

Em 1999, depois de 16 anos, a equipe voltou a conquistar o título. Por pouco a escuderia não levava também o mundial de pilotos. Todavia, um acidente em Silverstone deixou o alemão de fora por sete corridas e da briga pelo título daquele ano. O resultado foi uma situação até inusitada: a FERRARI trabalhando para que outro piloto (Eddie Irvine) conquistasse o título e não para aquele que ela havia contratado para realizar o feito. Mika Hakkinen, da McLaren, evitou durante dois anos que os pilotos da FERRARI vencessem. De 2000 a 2004, ninguém mais conseguiu bater o alemão e a equipe italiana. No ano 2000, Schumacher venceu nove das 17 corridas e tornou-se o primeiro piloto a conquistar o título pela FERRARI, 21 anos depois da Scheckter. Em 2001, o alemão repetiu o número de vitórias e consagrou-se tetracampeão da categoria. Porém, a temporada de resultados impecáveis também viu a primeira ação do jogo de equipe envolvendo Schumacher, os dirigentes da escuderia e o segundo piloto da equipe, Rubens Barrichello. Ele, o segundo brasileiro a pilotar um dos carros da escuderia (o outro foi Chico Landi em uma prova de 1950), recebeu ordens para ceder sua posição (2º lugar) para Schumacher no GP da Áustria e obedeceu.


Em 2002, a FERRARI voltou a passear na pista. Quinze das 17 provas foram vencidas por seus pilotos, sendo 11 ganhas por Schumacher e quatro por Barrichello. Apesar disso, ainda no início da temporada, a escuderia voltou a protagonizar mais um episódio lamentável devido ao jogo de equipe. Novamente na Áustria, Barrichello, desta vez liderando a prova, foi obrigado a dar passagem para Schumacher. O brasileiro só acatou a ordem dos dirigentes na última curva, já prestes a receber a bandeirada. Schumacher passou. Em seguida, as vaias começaram. A condenação do público e da mídia deixou o alemão constrangido. No pódio, Schumacher puxou o brasileiro para o degrau mais alto, como que reconhecendo o erro em ter ultrapassado o companheiro. A FIA o multou em US$ 1 milhão por ter interferido nos procedimentos do pódio e o episódio entrou para a história como um dos mais deprimentes da FERRARI. Ao final do ano, contudo, Schumacher igualou o número de títulos de Fangio (5) e a equipe venceu mais um campeonato. Em 2003, o alemão e a FERRARI voltaram a conquistar o troféu. Desta vez, com mais dificuldades. Schumacher obteve o título com apenas dois pontos de vantagem em relação a Kimi Raikkonen, tornando-se hexacampeão. A equipe só passou a liderar o mundial de construtores depois do GP do Canadá. No ano seguinte, o domínio foi tranqüilo novamente. O alemão venceu 13 das 18 provas, sendo 12 nas primeiras 13 etapas do mundial. Com duas vitórias de Barrichello, a FERRARI fez campeão, vice e consagrou-se com mais um título. Schumacher conquistava, então, seu último troféu, somando sete ao todo.


Nos próximos dois campeonatos, o domínio da escuderia italiana não se repetiu. Em 2005, sequer chegou à vice-liderança entre os construtores, Renault (1º) e McLaren (2º) ficaram na sua frente. Em 2006, seu desempenho foi melhor. Com a disputa entre Schumacher e o espanhol Fernando Alonso pelo título de pilotos ponto a ponto e o alemão em busca de um impensável octacampeonato, a FERRARI tentou, mas não conseguiu voltar ao 1º lugar do mundial, sendo vencida pela Renault outra vez. Em Monza, a equipe viu seu grande astro anunciar a aposentadoria. No Brasil, chegava ao fim uma das parcerias de maior sucesso na história da Fórmula 1, com Schumacher vendo o título ser entregue novamente a Alonso e a FERRARI amargando o consolo do 2º lugar no mundial de construtores. Porém, em 2007, a equipe deu a volta por cima e num campeonato emocionante conquistou o título com o piloto finlandês Kimmi Raikkonen, contratado pela FERRARI neste mesmo ano para ser companheiro do brasileiro Felipe Massa. No ano seguinte a escuderia perdeu o título na última volta da última corrida, realizada no Brasil, para a McLaren. O brasileiro Felipe Massa foi vice-campeão. A atual dupla de pilotos da escuderia italiana é formada pelo brasileiro e pelo espanhol Fernando Alonso, que por muito pouco não conquistou o título em 2010.

Números de uma paixão: Responsável pela paixão de todo um país e de fãs ao redor de todo o mundo, a FERRARI acumula uma série de recordes impressionantes. São 216 vitórias, 205 pole positions, 224 voltas mais rápidas, 643 pódios conquistados e 16 títulos de construtores. A equipe acumula um total de 4.489,5 pontos. Nos 813 GPs disputados, a escuderia já liderou mais de 12.200 voltas, o que significa dizer mais de 64.000 quilômetros na liderança. Em apenas uma corrida, a escuderia não correu com motores FERRARI. Em um GP de 1950, quando a equipe utilizou um motor Jaguar. A equipe já apresentou 64 modelos e 100 pilotos guiaram os carros que têm como símbolo o cavalinho rampante. Dentre eles, nomes que marcaram a história da Fórmula 1, como os já citados anteriormente, além de Clay Regazzoni, Nigel Mansell, Carlos Reutemann, Wolfgang von Trips e Giuseppe Farina.

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A cor
Uma das imagens de marca da Ferrari é a sua cor “rosso corsa” (vermelho de corrida), oficialmente sua cor é o amarelo, mas devido ao sucesso nas corridas o vermelho ficou como uma tradição. A utilização dessa cor teve início nos anos 20, altura em que a entidade que viria a ser chamada de FIA, impunha que as escuderias italianas teriam de apresentar cor vermelha, as francesas azul, as alemãs branca e as inglesas verde.


A mística Maranello
A história começou quando acontecimentos ligados à Segunda Guerra Mundial forçaram a FERRARI a transferir sua fábrica para a cidade de Maranello, localizada a 18 km de Módena, em 1943. A partir deste momento a pequena cidade viveria em função da marca. Além do museu, a cidade italiana também hospeda a fábrica (uma mini-cidade composta por 45 edifícios) e a pista de testes. Andar em Maranello é sentir-se no coração da marca do cavalo rampante. A marca vende em média pouco mais de 6.000 preciosidades anualmente, construídos por aproximadamente 3.000 funcionários.

Segundo a montadora, não haverá aumento de produção porque uma FERRARI tem de ser objeto de desejo e os clientes estão dispostos a esperar mais de um ano pela entrega do carro. A demora se explica pelo método de produção. Apesar das inovações tecnológicas que garantem a manutenção da supremacia da marca italiana no automobilismo, a fábrica funciona à moda antiga, fugindo totalmente dos padrões da indústria automobilística mundial. Motores e funilaria são acabados a mão. No setor de estofamento, um grupo de mulheres sentadas atrás de máquinas de costura trabalha sobre os couros Conolly, provenientes do norte da Europa. A especificação geográfica tem uma razão. Naquela região, as peles das vacas são mais finas e a ausência de mosquitos impede o surgimento de marcas. Para estofar cada FERRARI são necessárias três vacas. A empresa segue fielmente a filosofia de Enzo Ferrari de manter o controle sobre toda a produção. O Comendador também queria perpetuar a aura de exclusividade em torno da marca. Seu desejo ainda é uma ordem. A FERRARI não tem um sistema de encomendas como a Mercedes-Benz e a BMW, nem visitas abertas ao público. É um circuito para poucos. Você precisa ter uma longa e sólida ligação com a prestigiada marca ou com um de seus concessionários para visitar a unidade fabril de Maranello. Um dos locais mais secretos de Maranello é o túnel de vento, onde um ventilador, com cinco metros de diâmetro, produz turbulências enquanto o carro é monitorado por mais de 300 sensores.
O museu
Relembrar os tempos gloriosos que transformaram carros em ícones. É isto que pretende a Galleria Ferrari, museu da marca italiana de carros e escuderia mais famosa da Fórmula 1. Criado em 1990, ao lado da fábrica em Maranello, o museu, que possui três andares, recebe anualmente cerca de 180 mil visitantes ávidos por reviver a história desta lendária marca do automobilismo. Ao passar pela porta de entrada, marcada pelo imponente cavalo rampante, símbolo máximo da FERRARI, as pessoas se deparam com o F2005, carro utilizado pelo heptacampeão de Fórmula 1 Michael Schumacher, quando correu sua última temporada. No piso térreo estão instalados uma lanchonete e a loja de produtos oficiais da marca.
Ainda no primeiro andar, ao lado dos bólidos pilotados por Niki Lauda, Gilles Villeneuve e Gerhard Berger, estão fotografias, bilhetes de Enzo Ferrari e uma réplica de seu escritório em Trento Trieste. Um boxe com equipamentos originais – incluindo o “muro” de monitoramento idêntico ao visto nos circuitos. Há também uma réplica da pista de Fiorano, com as casas em que já moraram o próprio Enzo, Michael Schumacher e, hoje, Felipe Massa se hospeda. Para os fãs interessados em sentir de forma mais real a emoção de pilotar uma FERRARI, um simulador de corridas de Fórmula 1 está à disposição. No segundo andar, a evolução da tecnologia FERRARI é apresentada também nos carros de rua, dos mais antigos e tradicionais, como o F50 e o 550 Barchetta Pininfarina, às novas máquinas, como o F430. Este andar ainda abriga um pequeno cinema, uma sala de exibição e um auditório. No último andar estão localizados os escritórios de administração do museu e outra sala de exibição. Filmes e exposições itinerantes recontam a história dos homens, máquinas e momentos que fazem da FERRARI um sonho de consumo de incontáveis fãs.


O parque temático
Uma parceria entre a FERRARI e os bilionários exóticos de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) só poderia resultar em algo grandioso: Ferrari World. Trata-se do primeiro parque temático coberto da marca italiana, uma espécie de Disneylândia para alucinados por carros e especialmente para quem é apaixonado pela lendária marca italiana, que foi inaugurado no dia 27 de outubro de 2010. O parque abriga um circuito, simuladores de corrida, montanhas-russas (incluindo a Formula Roosa, a mais rápida do mundo, que atinge velocidades acima de 200 km/h, emulando completamente a sensação de se estar dentro de uma FERRARI F1), atrações (incluindo passeios para crianças de todas as idades, como o Junior GT, uma divertida corrida de carrinhos, e um brinquedo chamado G Force, que arremessa os passageiros até uma altura de 62 metros para simular as forças G vividas pelos pilotos de carros de F1), lojas (incluindo uma com produtos licenciados e para colecionadores da marca italiana, com 852 metros quadrados) e restaurantes (com deliciosas comidas tipicamente italianas). Uma enorme icônica e vermelha estrutura inspirada nas curvas da FERRARI GT, cobre uma superfície de mais de 200.000 metros quadrados, onde é possível avistar um logotipo de 66 metros de altura da marca italiana. O parque está localizado em Yas Island no lado nordeste do continente de Abu Dhabi, cerca de 10 minutos de carro do Aeroporto Internacional de Abu Dhabi e 50 minutos do Circuito Yas Marina, onde ocorre o GP de Abu Dhabi.


O símbolo
O cavalo símbolo da FERRARI é chamado de Cavallino Rampante, ou cavalinho empinado. A história conta que o cavalo preto empinado sobre o fundo amarelo era usado no avião do Conde Francesco Barraca, piloto de caça italiano morto na Primeira Guerra Mundial. Ele queria o cavalo empinado em seus aviões porque o seu esquadrão, conhecido como “Battaglione Aviatori”, foi inscrito em um regimento da Cavalaria (as forças aéreas estavam nos seus primeiros anos e não tinham administração separada), e também porque ele mesmo tinha a reputação de melhor Cavaliere (cavaleiro) de sua equipe. Em 17 de junho de 1923, Enzo Ferrari ganhou uma corrida no circuito de Savio em Ravenna e lá conheceu a Condessa Paolina, mãe de Baracca. A Condessa pediu que ele usasse o cavalo em seus carros, sugerindo que isso lhe daria boa sorte, mas a primeira corrida na qual a Alfa Romeo permitiu o uso do cavalo nos carros da escuderia ocorreriam somente 11 anos depois, nas 24 Horas de Spa em 1932. A FERRARI ganhou. Continuou a utilizar o cavalo negro, contudo adicionou um fundo amarelo por ser a cor símbolo de sua terra natal Modena. O cavalo empinado é hoje uma marca registrada da FERRARI.


Dados corporativos
● Origem: Itália
● Fundação: 1947
● Fundador: Enzo Ferrari
● Sede mundial: Maranello
● Proprietário da marca: Fiat S.p.A.
● Capital aberto: Não (subsidiária)
● Chairman & Presidente: Luca di Montezemolo
● CEO: Amedeo Felisa
● Faturamento: €1.77 bilhões (2009)
● Lucro: €245 milhões (2009)
● Valor da marca: US$ 3.562 bilhões (2010)
● Produção: 6.250 automóveis (2009)
● Lojas: 30
● Presença global: 100 países
● Presença no Brasil: Sim (através de revendedora autorizada)
● Funcionários: 4.000 (incluindo a escuderia)
● Segmento: Automotivo
● Principais produtos: Automóveis esportivos, escuderia F1 e licenciamento de produtos
● Ícones: O “Cavallino Rampante” e a cor vermelha de seus carros
● Website: www.ferrariworld.com


O valor
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca FERRARI está avaliada em US$ 3.562 bilhões, ocupando a posição de número 91 no ranking das marcas mais valiosas do mundo.

A marca no mundo
Atualmente, a FERRARI, além de fabricar os carros mais cobiçados do mundo, participa da Fórmula 1 (F1); promove na Europa, Estados Unidos e América Latina o campeonato Ferrari Challenger, disputado por modelos 355 e participa do World Sportscar Championship nos Estados Unidos, com protótipos Ferrari 333. A marca conta ainda com aproximadamente 30 lojas exclusivas (espalhadas por nove países), onde é possível encontrar uma infinidade de produtos que levam a tradicional cor vermelha e o cavalinho, como relógios, óculos escuros, chaveiros, bonés, camisetas, jaquetas, sapatilhas, jogo de lápis, bicicletas, perfumes, notebooks, capacetes e bolsas. Atualmente no Brasil, a Via Italia oferece sete modelos da FERRARI: California, 430 Scuderia, 430 Scuderia, Scuderia Spider 16M, 599 GTB Fiorano, F612 Scaglietti e a novíssima 458 Italia. Depois de bater recordes de venda em 2008, ano em que registrou 6.587 unidades comercializadas, a marca italiana, afetada pela crise mundial, vendeu 6.250 unidade em 2009. Os maiores mercados da marca no ano foram Estados Unidos (1.467 unidades), Itália (655 unidades) e Alemanha (644 unidades).

Você sabia?
● Luca di Montezemollo, sucessor de Enzo Ferrari no comando da Fórmula 1 nos anos 70, hoje é o presidente da FERRARI e da Maserati.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

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http://www.mundodasmarcas.blogspot.com.br/2006/05/ferrari-o-mito.html

Gadget brasileiro movido a pilhas deixa sua cerveja gelada em 2 minutos

Lembra que falamos aqui sobre o gadget inovador que promete gelar sua cerveja em apenas dois minutos? Pois é, agora o aparelho tem também uma versão brasileira. É o Super Cooler.

Movido a pilhas, o dispositivo promete fazer a alegria de qualquer festa, deixando sua cerveja gelada em 60 segundos. A engenhoca obteve financiamento coletivo pelo Catarse, o que garantiu a sua produção.

O funcionamento do Super Cooler é bem simples: ele gira sua lata ou garrafa de cerveja forçando a troca de calor entre o recipiente e o ambiente em que ele se encontra. Para gelar, é só colocar a embalagem em contato com o gelo e acionar o dispositivo – que, obviamente, é à prova d’água.

Os criadores garantem que a cerveja não fica com espuma após o processo, já que o líquido não é agitado, apenas girado, o que permite que ele se misture de maneira uniforme. Os interessados podem passar a gelar as suas cervejas em apenas 2 minutos por R$ 99 aqui.

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http://www.hypeness.com.br/2015/02/gadget-brasileiro-movido-a-pilhas-deixa-sua-cerveja-gelada-em-2-minutos/

 

Apple registra patente de óculos de realidade virtual

A Apple ganhou a patente de uma tecnologia de realidade aumentada, um indício de que a empresa possa estar desenvolvendo um produto para o cada vez mais disputado mercado da realidade virtual.

A patente, publicada nesta terça-feira (17), mostra imagens de óculos de realidade virtual, que seriam sincronizados a um iPhone ou iPod.

Os óculos usariam a tela do dispositivo iOS como tela principal, permitindo aos usuários colocar o smartphone no campo de visão quando desejarem usá-lo para funcionalidades de realidade virtual ou aumentada.

A patente, que foi protocolada ainda em 2008, também inclui imagens de um controle remoto que poderia ser usado para interagir com o aparelho, considerando que a tela do iPhone não estaria acessível a partir dos óculos.

A ideia dos óculos da patente vencida pela Apple é parecida com a do Gear VR da Samsung. Os óculos da marca sul-coreana requerem um Galaxy Note 4 como principal tela, encaixado no visor do aparelho de realidade virtual.

Os óculos da Samsung utilizam tecnologia da Oculus, empresa comprada pelo Facebook em 2014 que deve lançar seu próprio modelo de capacete de realidade virtual nos próximos anos. A Microsoft também planeja lançar até 2016 o HoloLens, um aparelho de realidade aumentada.

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http://info.abril.com.br/noticias/tecnologia-pessoal/2015/02/apple-registra-patente-de-oculos-de-realidade-virtual.shtml

Câmara aprova projeto sobre a biodiversidade

Brasília (AE) – A Câmara dos Deputados aprovou ontem o texto principal de uma proposta que diminui a burocracia para a realização de pesquisas científicas com recursos genéticos brasileiros ou que usem conhecimento de povos tradicionais. A chamada “lei da biodiversidade” beneficia principalmente as indústrias farmacêutica e de cosméticos, que respondem pela quase totalidade desse tipo de investigação. Os deputados fizeram um acordo para aprovar o texto-base da matéria e as emendas serão analisadas nesta terça-feira. Há pontos polêmicos que devem gerar disputas, como a concessão de uma anistia a empresas que haviam sido multadas por levar adiante pesquisas sem autorização do órgão competente.

O principal objetivo do projeto é “desafogar” o Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente que concentra os pedidos para que pesquisadores façam estudos com material genético nacional. É o caso de uma pesquisa que necessite de uma determinada planta nativa do Brasil. O problema é que, pela estrutura atual, o trâmite para essa autorização pode levar anos.

A “lei da biodiversidade” cria um banco nacional de registros para pesquisas que dependam de extração de recursos genéticos. Mas, para agilizar o processo, os estudos sem fins comerciais deixam de depender do aval do CGen, sendo necessário apenas um cadastro no Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Outra inovação da proposta é um dispositivo que prevê o pagamento de royalties pelo uso do material genético depois que o produto acabado estiver em comercialização. Nas regras atuais, as empresas e as instituições de pesquisa precisam realizar esse pagamento assim que for identificada viabilidade comercial.

“Como uma empresa, instituto ou universidade que não tem a mínima noção do resultado que (sua pesquisa) vai dar do ponto de vista comercial paga antes? Isso é inibir pesquisa”, questiona o deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), relator da matéria.

Encaminhado ao Congresso pela presidente Dilma Rousseff em junho de 2014, o projeto tem sido usado pelo governo para trancar a pauta da Câmara desde agosto de 2014. O objetivo era bloquear a análise de temas que desagradam o Palácio do Planalto. Mas o novo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), manobra para liberar a pauta e para colocar em discussão nos próximos dias a criação de uma “quarentena” para impedir a fusão de novos partidos.

A proposta também cria um mecanismo para repartir os benefícios obtidos pelas pesquisas. O texto prevê a instituição de um Fundo Nacional de Repartição de Benefícios que deverá receber aporte das empresas sempre quando a pesquisa envolver patrimônio genético ou conhecimento tradicional difuso – que não diga respeito a uma comunidade indígena específica, por exemplo. O objetivo será distribuir recursos entre as diferentes comunidades tradicionais do País e para a preservação de áreas protegidas.

Para constituir o fundo, a indústria terá que desembolsar 1% das receitas da mercadoria oriunda da pesquisa com material genético O aporte pode ser reduzido a até um décimo desse valor, mediante negociação com o governo.

Quando uma companhia conseguir benefícios de uma mercadoria desenvolvida a partir do conhecimento de uma comunidade específica – indígena ou quilombola, por exemplo -, a repartição de benefícios ocorrerá diretamente com os membro do grupo tradicional. Ela pode ser monetária ou mediante negociação com o órgão responsável do governo (no caso de índios, a Funai), ser transformada em serviços ou paga em mercadorias.

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) argumentou que o projeto foi pouco discutido com a sociedade e que os mais interessados – indígenas e quilombolas – não foram ouvidos. “Não somos a favor do liberou geral”, disse Valente. Para ele, os valores propostos para a repartição de benefícios com as comunidades tradicionais são insuficientes. “É um número cabalístico e merecia um debate melhor”, afirmou o deputado.

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http://tribunadonorte.com.br/noticia/ca-mara-aprova-projeto-sobre-a-biodiversidade/305666

Patente da Apple quer substituir as chaves do seu carro pelo iPhone

Patente da Apple quer substituir as chaves do seu carro pelo iPhone

Uma nova patente da Apple, sinalizada pelo site Cult of Mac, parece querer deixar de lado as chaves do seu carro e fazer com que o iPhone seja mais uma vez o “herói”. Dando continuidade no seu plano de “iPhonizar” a vidas pessoas como já tem feito com o Apple Pay (que substitui as tradicionais carteiras), a patente sugere que o smartphone da empresa possa abrir e fechar os carros.

A patente de número 8.947.292 refere-se a “um dispositivo portátil primário que pode abrir um veículo através da transmissão de uma mensagem de ativação, incluindo uma credencial de acesso ao veículo.” Sendo mais específico, isso significa que o iPhone será capaz de desbloquear o seu carro, o que pode ser bastante cômodo para aqueles que sempre perdem as chaves (seria até bom na hora de ligar o motor, por exemplo).

A conexão entre o dispositivo e o carro seria feita por Bluetooth, como descreve a patente.

Mesmo que a maioria das patentes da Apple sejam registradas apenas para preservar a tecnologia, este parece ser o rumo para o qual a indústria está se movendo. A BMW, por exemplo, já conta com uma tecnologia capaz de fazer o mesmo, mas ainda parece que o método utilizado pela empresa não é tão seguro e pode ser hackeado.

São diversos problemas básicos que podem ser enfrentados pela tecnologia. É promissora, mas ainda precisa ser polida até que chegue em seu resultado final.

As perguntas dos usuários são sempre as mesmas: e se a bateria morre? E se o celular for roubado ou perdido? E se algo acontece com o celular e você não tem chaves reservas no bolso? As variáveis são muitas, por isso, se a Apple quiser entrar de cabeça também neste mercado, precisará “ralar” um pouco para não decepcionar os usuários.

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http://www.tudocelular.com/apple/noticias/n49256/patente-apple-abrir-carros-com-iphone.html

Por que uma Lei Carolina Ferraz não daria certo

recente caso envolvendo a atriz Carolina Ferraz e uma empresa mineira que usava o nome dela para atrair visitas a um site pornô pode gerar uma nova lei que, na minha opinião, seria prejudicial aos empreendedores, especialmente para as startups.

Não é de hoje que espertinhos usam nomes de personalidades para divulgar pornografia e vírus, em domínios fake que também servem para atrair cliques (quase) inocentes para todo tipo de anúncio.

Eu mesmo já escrevi sobre isso em 2005 quando a também atriz Deborah Secco passou pelo mesmo problema, quando protagonizava a novela “América”. Ao querer registrar o domínio com seu nome para aproveitar o sucesso da novela se deparou com vários registros fake, a maioria relacionando seu nome à pornografia. Ou seja, não é novidade mesmo.

Mais recentemente houve outro tipo de “escândalo” envolvendo outra Carolina, desta vez a Dieckmann, repercutiu tanto que virou lei.

Agora, um novo “escândalo” pode criar um problema enorme para os empreendedores, em especial para as startups, se for tratado em tempo “recorde” e superficialmente, no calor das discussões.

Hoje o sistema de registro de domínios é ruim. Quando falo sistema não estou me referindo apenas à forma de registrar o domínio (especialmente injusta para empresas e pessoas do exterior), mas tudo o que ocorre depois.

Como, neste caso, a dificuldade de anular ou bloquear um domínio fake (cibersquatting), ou casos de typosquatting (quando o domínio explora um erro de digitação, como googel.com.br) ou o inexplicável “Processo de Liberação”.

Pode piorar

Pelo que foi comentado na imprensa até agora, a ideia é criar um novo tipo de regulamentação sobre o registro de domínios. Com experiência de quase 20 anos atuando com marcas, me parece que querem transformar o sistema de registro de domínios em um clone do sistema de registro de marcas, o que seria uma catástrofe.

Atualmente o INPI não consegue analisar um processo (primeira análise) com menos de dois anos, mas, segundo números oficiais do próprio INPI, na média, esse prazo é de 43 meses!

O backlog (processos atrasados) continua por volta dos 600 mil processos.

Agora, você já imaginou uma startup tendo que esperar 43 meses para saber se o domínio será ou não registrado? Faz algum sentido?

A parte mais absurda de tudo isso é que querem criar uma lei quando o mais correto e o mais fácil seria criar um sistema eficiente de mediação, sairia muito mais barato e seria mais eficiente. Hoje o sistema de mediação do Registro.br é complexo, engessado e caro.

Eu não vou me aprofundar no absurdo que é o “processo de liberação” que só existe no Brasil e não tem sentido nenhum; ele é tão ruim que deveria simplesmente ser extinto. Se um domínio não foi renovado, deveria ficar livre para o primeiro que quiser registrar, como é no resto do mundo.

Caso esse registro seja feito por um pirata, bastaria ter um sistema de mediação eficiente, rápido e barato para que fosse uma ferramenta útil para os usuários legítimos recuperarem o direito ao uso de sua marca/nome como domínio.

Veja bem, no caso da Carolina Ferraz, seguindo as regras do Registro.br, em 2008, quando ela tomou a iniciativa de registrar seu nome artístico (seu nome de batismo é Maria Carolina Alvares Ferraz) como domínio, ela não teria esse direito, nem teria direito a anular o registro da K1. Sabe por que?

Porque naquela época ela não tinha registro do seu nome artístico como marca no INPI. Foi só quando descobriu o problema que ela entrou com um pedido de registro da sua “marca” através de sua empresa, chamada Teatro Básico Produções Artísticas. Como já mencionei, esse registro demora para ser analisado; no caso dela, o protocolo foi feito em 01/07/2008 e o registro só foi concedido em 21/12/2010, ou seja, 2 anos, 5 meses e 20 dias depois.

O que mais preocupa é o rumo que as coisas podem tomar – vejam o que diz o advogado da atriz:

“O órgão não pode permitir que uma empresa, como a K1, registre mais de 200 endereços para, depois, vendê-los a preços abusivos ou destiná-los a um uso inadequado”, diz Ricardo Brajterman, advogado da atriz. (Proc. nº 0316405-55.2008.8.19.0001).

Que rumo isso pode tomar?

Vão limitar a quantidade de domínios que uma pessoa/empresa pode registrar?

Vão submeter o registro de domínios a uma série de comprovações de legitimidade?

Quanto tempo isso vai demorar? E mais: vender domínios pode virar crime? Por que? Se eu registrar o domínio “salsicha.com.br” e vender para a Sadia, Seara, etc… isso será crime? Por que?

Os empreendedores devem acompanhar esses desdobramentos com muita atenção pois, dependendo da condução, o sistema de registro de domínios poderá sofrer uma intervenção contrária à liberdade econômica.

Mesmo que existam centenas ou até milhares de picaretas registrando domínios de terceiros com a intenção de chantageá-los ou explorar sua imagem de forma irregular, isso não justifica penalizar milhões* de empreendedores que só querem exercer o direito de empreender.

O mais correto, justo e efetivo seria investir em melhorias no sistema de mediação, começando pela melhoria nas regras e pela redução significativa nos valores para uma mediação, que atualmente a tornam inacessível para pequenos empresários.

* Hoje o Brasil tem exatos 3.205.793 domínios .com.br registrados, segundo o
Registro.br.

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 http://webinsider.com.br/2015/02/10/depois-da-lei-carolina-dieckmann-teremos-agora-a-lei-carolina-ferraz