Samsung lança colar fone de ouvido

Um fone de ouvido com microfone que se transforma em um colar quando você não o está usando é o mais novo produto da Samsung, o Gear Circle.

1409239749 Samsung Gear Circle Samsung lança colar fone de ouvido
O dispositivo foi um dos lançamentos da marca ao lado do novo smartwatch Samsung Gear S, segundo destaca o Business Insider. O Circle pode ser pareado via bluetooth com smartphones Android, assim como o relógio inteligente.

Pelo “colar-fone”, que não teve preço divulgado e deve chegar às lojas em outubro, é possível receber ligações, ouvir música, de forma semelhante à maioria dos headsets no mercado.

Entretanto, quando não está em uso, ele tem um sistema de trava magnética, pelo qual as extremidades dos fones podem ser ligadas, formando um colar. E quando o usuário recebe uma ligação, o colar vibra.

Segundo analistas, o novo produto é mais uma aposta da fabricante sul-coreana para emplacar seus dispositivos vestíveis (wearables). No caso do Circle, o híbrido de colar e headset pode ser um atrativo.

No caso dos relógios inteligente, a empresa asiática ainda não teve sorte. O primeiro Samsung Gear foi lançado no ano passado, com resultados desanimadores. Um documento oficial da Samsung no final de 2013 mostra que o primeiro Galaxy Gear registrou uma alta taxa de rejeição. Na rede de lojas Best Buy, por exemplo, o produto teve um índice de devolução por cerca de 30% dos compradores.

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http://www.baguete.com.br/noticias/28/08/2014/samsung-inventa-e-lanca-colar-fone-de-ouvido

Um castelo impresso em 3D

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Ok, não é um castelo casteeeelo, parece mais aquele pardieiro do Castelo de Grayskull, mas o objetivo não era competir com Minas Tirith, nem mesmo com aquela favelinha de Gondor, mas descobrir se era possível imprimir uma construção. Andrey Rudenko, que pelo nome é vilão de Call of Duty mas na vida real parece ser gente boa, teve a idéia e criou do zero uma impressora 3D de concreto.

Fazendo pessoalmente a mistura para garantir consistência, utilizando vergalhões para garantir firmeza estrutural, batendo cabeça, experimentando, recomeçando e aperfeiçoando ele levou dois anos. Aqui abaixo um vídeo do brinquedo em ação

Ok, não é um castelo casteeeelo, parece mais aquele pardieiro do Castelo de Grayskull, mas o objetivo não era competir com Minas Tirith, nem mesmo com aquela favelinha de Gondor, mas descobrir se era possível imprimir uma construção. Andrey Rudenko, que pelo nome é vilão de Call of Duty mas na vida real parece ser gente boa, teve a idéia e criou do zero uma impressora 3D de concreto.Fazendo pessoalmente a mistura para garantir consistência, utilizando vergalhões para garantir firmeza estrutural, batendo cabeça, experimentando, recomeçando e aperfeiçoando ele levou dois anos. Aqui abaixo um vídeo do brinquedo em ação.

O sistema de Andrey imprime em camadas de 1 cm de profundidade e 3 cm de largura, e deixam as paredes com aparência de de bolo de rolo cortado, mas é um começo. Não é difícil ver um sistema desses sendo usado para construção de moradias temporárias para refugiados, principalmente em regiões como Oriente Médio, onde madeira não é material barato.

Quanto a ser um castelo, acho que vale a regra do Doc Brown: se é para fazer, faça com estilo.

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http://meiobit.com/296291/castelo-impresso-em-3d-com-concreto/#more-296291

Filtro portátil torna água potável instantaneamente

Em diversos lugares do mundo as doenças são disseminadas a partir de água contaminada, que também acaba matando crianças e adultos em diferentes países. Com o intuito de trazer uma solução prática e eficiente para esse problema, estudantes da universidade suíça ETH Zurich criaram o DrinkPure, um filtro de água feito para ser acoplado a garrafas de plástico.

3033973 slide s 1 this low cost filter instantly purifies water anywhere in the world with a simple squeeze Suíços criam filtro que purifica água instantaneamente
O filtro permite que, instantaneamente, a água se torne potável. Basta colocá-lo na parte superior da garrafa e apertá-la por poucos minutos, suficiente para purificar cerca de um litro. Além disso, o DrinkPure é compatível com garrafas plásticas comuns e é muito fácil de ser utilizado, o que facilita sua eficiência e transporte.

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A limpeza funciona através de uma camada de carbono e de uma membrana de polímero, que filtra partículas maiores e bactérias. O filtro foi criado para ser uma solução de baixo custo e com um processo de produção bastante simples, para assim, ser disseminado por diversos locais que necessitem do produto.

A equipe está arrecadando fundos através do site de financiamento coletivo Indiegogo e, até o momento, já conseguiu dinheiro suficiente para a fabricação e transporte dos filtros para regiões carentes no próximo ano.

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https://catracalivre.com.br/geral/invencoes-ideias/indicacao/filtro-portatil-torna-agua-potavel-instantaneamente/

Celular dobrável? Patente da Samsung mostra aparelho com tela flexível

samsung dobravel  Celular dobrável? Patente da Samsung mostra aparelho com tela flexível

A tela curva do Galaxy Round, primeiro smartphone curvilíneo da Samsung, não é nada perto do aparelho dobrável que é descrito em um registro de patente nos Estados Unidos. Com uma tela flexível, o telefone “aparece” sendo dobrado, a ponto de parecer um calendário quando colocado sobre uma mesa. O visual parece bastante arrojado, dando ao usuário várias possibilidades de utilização.

Muitas patentes são registradas, mas acabam não vingando. Esse caso, no entanto, não parece ser tão difícil de se tornar realidade no futuro próximo: já foi divulgado que até 2016 smartphones dobráveis podem aparecer no mercado. Afinal, tecnologia para criar displays flexíveis já está em desenvolvimento. A LG, por exemplo, no mês passado, revelou uma tela, para TV, capaz de ser curvada em torno de um cilindro com raio de 3 centímetros. Seria “apenas” uma questão da Samsung fazer algo do tipo para dispositivos móveis.

Registrada originalmente em Fevereiro, a patente que foi publicada pelo US Patent Office na última semana mostra o smartphone sendo dobrado em vários aspectos, como 5:5 e 3:7. Os modos de utilização revelados são variados, como na horizontal com a curvatura bem leve, em modo paisagem, simulando um calendário com despertador, e também dobrado “para dentro”, como se fosse uma carteira.

O interessante seria que os telefones poderiam ser dobrados para a frente e para trás sem terem os displays danificados. No entanto, vale lembrar que esta não é a primeira patente da Samsung relacionada a telas flexíveis em celulares, e a publicação dela não indica que a tecnologia será adotada em breve. Até porque, além do desenvolvimento da tela, seria necessário fazer todo um trabalho de composição do aparelho em si.

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Google registra patente para um Google Glass mais discreto

O Google Glass é um produto tecnológico interessante, mas é difícil se desligar do fato de que a pessoa com quem você está conversando está com um pequeno bloco de vidro logo acima do olho, além de toda a armação que acompanha o dispositivo. Por isso, o Google trabalha em novas formas de tornar seu produto menos indiscreto, como mostra uma patente concedida no dia 12 de agosto à empresa.

imagem Google registra patente para um Google Glass mais discreto

O documento mostra um novo conceito para o Glass, que utiliza uma armação mais parecida com óculos comuns. O design esconde um pouco a câmera e a tela, responsáveis pela protuberância incômoda causada pelo dispositivo nos rostos dos usuários. Tudo isso acaba ficando concentrado em um pequeno volume na lateral do aparelho.

A tecnologia, descrita como um display vestível mostra óculos comuns, de armação grossa. A diferença para o Glass é que em vez da telinha sobre o olho do usuário, um miniprojetor passa a fazer parte da armação, tornando o resultado final muito mais discreto.

O documento não detalha muito o projeto, então não há perspectivas de lançamento de um produto real com esta aparência. O que a patente indica é que o Google estuda, sim, transformar o Glass em algo mais próximo da realidade não-tecnológica.

Fonte (imagem e texto): Olhar Digital

Shakira é condenada por plagiar artista dominicano na canção “Loca”

Nesta última quarta-feira (20), durante uma audiência no tribunal de Manhattan, em Nova York, a cantora colombiana Shakira foi condenada por um juiz federal dos EUA, que determinou que a canção “Loca”, lançada ainda no ano de 2010, é um plágio de uma composição de um artista dominicano.

O juiz, Alvin Hellerstein, afirmou em sua sentença que a canção nada mais é do que uma cópia da composição de Ramon Arias Vasquez, que escreveu “Loca con su Tiguere” ainda no fim dos anos 1990.

Hellerstein rejeitou as alegações de que a versão em inglês da canção de Shakira também infringiu os direitos do autor, citando falta de provas, porém a decisão do plágio por parte de Shakira é uma vitória da querelante, Mayimba Music, que detém os direitos do trabalho de Aria e entrou com um processo na justiça contra a Sony Corp of America e várias outras unidades da Sony em ainda no ano de 2012.

Não só por Shakira foi condenada, como também o dominicano Edward Bello Pou, mais conhecido como rapper El Cata, que, aliás, colaborou com Shakira na gravação do videoclip em 2010, por ter gravado a canção ainda em 2008.

“As canções ‘Loca con su Tíguere’ de Bello Pou e ‘Loca’ de Shakira, são cópias ilegais de outra canção, cujos direitos pertencem à produtora Mayimba Music e violam as leis de propriedade intelectual”, determinou o juiz.

Após o lançamento da canção, no ano em que estava no auge devido à “Waka Waka”, gravada para a Copa do Mundo, Shakira chegou ao topo da parada latina da Billboard e vendeu supostos cinco milhões de cópias em todo o mundo.

Uma vez que os direitos de autor pertencem à gravadora Mayimba, o juiz aconselhou as partes a terem uma conversa antes do próximo dia 29, data determinada para a entrega no tribunal de um documento que identifique o dano para a produtora de Vasquez.

Uma nova audiência foi agendada para o próximo dia 8 de Setembro com os advogados da Sony (produtora que representa Shakira) e da Mayimba.

Fonte: diario24horas

Pesquisadores desenvolvem o Enactive Torch, uma bengala eletrônica para cegos

Um novo tipo de sensor pode ajudar cegos a detectar objetos à frente deles. Chamado Enactive Torch, o equipamento envia sinais infravermelhos que permitem ao usuário perceber objetos próximos, graças a um pequeno vibrador preso ao pulso que alerta quando o sujeito está próximo de uma parede ou batente de porta, por exemplo.

O dispositivo foi criado por Luis Favela, Tom Froese e Adam Spiers, na Universidade de Cincinnati. O objetivo é oferecer uma alternativa tecnológica aos cegos, já que os mesmos dependem da bengala ou de um cão guia como únicas opções.

O equipamento é bem grande por enquanto, mas seus criadores esperam criar uma versão mais compacta depois dele passar por mais experimentações. Atualmente seu tamanho é de aproximadamente 15 centímetros de comprimento.

Favela fala sobre a decisão de criar o Enactive Torch:

Em minha pesquisa eu descobri que existe um estigma emocional sobre as pessoas cegas, particularmente crianças. Quando você está na escola fundamental quer ser parte de um grupo, isso é difícil quando você carrega uma bengala.

27 estudantes vendados serviram como objeto de estudo em um ambiente desconhecido. Eles conseguiram se deslocar facilmente por portas e evitar paredes, além de desviar de objetos próximos aos pés.

Segundo Favela não há grande diferença no desempenho dos participantes usando o Enactive Torch, a visão ou uma bengala comum. Ele afirma ter ficado surpreso como o sentido do tato pode ser equivalente ao da visão.

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http://meiobit.com/295655/pesquisadores-desenvolvem-o-enactive-torch-uma-bengala-eletronica-para-cegos/

Grandes marcas que mudaram de nome (Rebrand)

O infográfico abaixo mostra algumas marcas que se tornaram mundialmente conhecidas principalmente após atravessar uma reformulação (“rebrand”, para os íntimos) e mudarem o nome de batismo por questões de marketing ou numerologia (tipo “Jorge Ben Jor”, “Naldo Benny” e, mais recentemente, “Cássia Kiss Magro”):

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http://www.treta.com.br/2014/08/grandes-marcas-que-mudaram-de-nome.html

23 Invenções interessantes que você iria gostar de ter em casa

1 – Pasta de dente com duas saídas para evitar desperdício

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2 – Torradeira transparente para nunca mais deixar queimar

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3 – Proteja seu pendrive da forma mais eficiente possível

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4 – Uma gravata-frasco para você tomar seu “suquinho” escondido. Eu disse SUCO!

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5 – Bandeja segura para taças

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6 – Evite sair chutando coisas no escuro ao acordar de madrugada

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7 – Perfeito na hora de tirar os cabelos acumulados

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8 – Quadros para cantos

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9 – Cortador de pizza brilhante

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10 – Travesseiro à prova de luz e som para cochilar em qualquer lugar

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11 – Tábua para cortar pães que também alimenta os pássaros

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12 – Plástico para sanduíche anti-roubo

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13 – Campainha de piano (cada pessoa pode personalizar seu toque!)

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14 – Não perca mais a beleza do fundo do oceano

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15 – Equipe-se para o churrasco (hahaha)

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16 – Carregador de celular à base de energia solar

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17 – Não molhe seus dedos

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18 – A melhor caneta do mundo

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19 – Perfeito para enxaguar a boca

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20 – Porta facas compacto

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21 – Mantenha o livro aberto sem esforço

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22 – Fatiador eficiente

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23 – Extensão retrátil (preciso disso!)

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Soberania e segurança nacional – Caças Gripen – Questão das Patentes

Recentemente, o governo federal anunciou a assinatura de um contrato de compra e venda com a sueca SAAB para a aquisição de 36 aviões caças, modelo Gripen NG. O referido contrato prevê um acordo de transferência de tecnologia que possibilitará a fabricação de 80% dos componentes das aludidas aeronaves em território nacional.

Alega-se que tal acordo de transferência de tecnologia tenha exercido peso crucial na decisão do governo de escolher a empresa sueca em detrimento da americana Boeing e da francesa Dassault na escolha dos aviões, pois a fabricante americana e a fabricante francesa não previam em suas propostas comerciais a transferência de tecnologia atrelada à venda dos aviões. Se tudo correr dentro do planejado, os aviões serão produzidos na região do ABC Paulista e a primeira leva das aeronaves será entregue em meados de 2018.

De acordo com notícia publicada no jornal Estado de S. Paulo, contudo, alguns componentes dos caças estariam protegidos por patentes americanas[1].  Nesse caso, a fabricação dessas aeronaves em território nacional esbarraria na proteção conferida por essas patentes, gerando grave conflito com as empresas titulares desses direitos e, ainda, muito desconforto com o governo dos EUA.

Ainda segundo o Estado de S. Paulo, o componente do caça mais protegido pelas patentes americanas é a turbina GE F414G, fabricada pela americana General Electric – ironicamente, o mesmo propulsor utilizado pelo caça Super Hornet, o concorrente do Gripen NG fabricado pela Boeing, que perdeu a disputa na oferta de compra brasileira. Essa turbina da General Electric seria o calcanhar de Aquiles do contrato fechado com a sueca Saab. Isso porque, segundo informações Ob Cit, as patentes que protegem esse motor supostamente seriam um entrave à fabricação dos Gripen NG em território nacional.

Realizamos uma breve investigação para auferir os riscos aos quais o governo Brasileiro estaria exposto ao produzir internamente o caça Gripen NG à luz das patentes da General Electric para a referida turbina.

Para tanto, conduzimos uma busca de documentos de patente de titularidade da General Electric que mencionassem em seu descritivo a turbina “GE F414G”. Nessa busca – chamada ‘busca de infração’ – foram encontrados nada menos de 130 documentos relativos a patentes depositadas nos Estados Unidos, Canadá, Japão, China e Europa com características similares às compreendidas pela referida turbina. De acordo com nossa pesquisa, nenhum dos documentos encontrados possui correspondente brasileiro e a grande maioria desses documentos já excedeu o prazo para a entrada na fase nacional brasileira. Consequência disso é que, apesar de haver muitas patentes no exterior, a princípio referida tecnologia pode estar em domínio público no Brasil. Por outro lado, a simples fabricação peças para tais aeronaves, pelo Brasil, nos países onde tais patentes foram depositadas/concedidas, pode expor o país a risco de violação patentária. Aprofundamos, a seguir, essa análise.

Um dos documentos encontrados nessa busca foi a patente US7596950, que reivindica um tubo protetor para um injetor de combustível atrelado a um mecanismo de pós-combustão (afterburner) do motor. Esse documento possui apenas correspondentes na Europa (EP1764555) e no Canadá (CA2551711).

O mecanismo pós-combustão, vale frisar, é um dos sistemas que diferenciam a turbina de um caça de uma turbina de um avião comercial, atribuindo maior potência a esses motores em relação a seus pares empregados pela aviação civil.

Outro documento, o pedido de patente US20070117480, reivindica um material específico para aplicação em bocais de saída de diâmetros variáveis para turbinas a jato (componente também de aplicação exclusiva em propulsores de uso militar). Esse documento, por outro lado, tem correspondentes no Canadá, Europa e Japão.

Além dos EUA, Canadá, Japão e Europa, alguns documentos que protegem a turbina F414G também possuem correspondentes na China.

Em tese, com base nos países escolhidos para depósito dos documentos de patente que protegem a turbina GE F414G, o Brasil poderia enfrentar problemas apenas se comercializasse os caças com os EUA, Canadá, Japão, China e alguns países Europeus. De acordo com a presente análise, os caças produzidos na região do ABC poderiam ser livremente comercializados com toda a América Latina, a África, o Oriente Médio e toda a Ásia com exceção de China e Japão.

Contudo, dado o panorama atual da indústria brasileira e o know-how tecnológico no que concerne a produção de turbinas, a preocupação com a infração das patentes da General Electric é uma preocupação tola – senão tola, certamente exagerada. Isso porque, é bastante improvável que nosso país adquira em um curto espaço de tempo a capacidade de produzir internamente algumas cópias da turbina GE F414G que efetivamente esbarrem na proteção conferida pelas patentes que protegem esses propulsores.

A indústria nacional sequer produz as turbinas para os aviões comerciais fabricados internamente. Os aviões fabricados pela Embraer, por exemplo, empregam motores da fabricante inglesa Rolls Royce e das americanas Honeywell, General Electric e Pratt & Whitney[2]. Evidente que, ao comercializar aeronaves dotadas de turbinas inglesas e americanas, a Embraer não infringe patentes depositadas em nome dessas empresas. Infringiria, se comercializasse cópias dessas turbinas, que não o faz, não somente pelo risco de infração, mas também pela falta de interesse e know-how tecnológico.

Vale lembrar ainda, que as turbinas do caça Gripen NG são muito mais avançadas que as turbinas dos aviões comerciais de transporte civil que conhecemos. Para se ter uma ideia, as turbinas do Gripen NG são dotadas de um sistema after-burner que lhe atribuem um empuxo de 22.000 lb[3], uma força suficientemente capaz de impelir uma aeronave a 2.470 km/h (mais que o dobro da velocidade do som), em contrapartida, o Legacy 450, um dos aviões comerciais mais rápidos fabricados pela Embraer é dotado de um motor Honneywell de e 6.000 lb de empuxo, capaz de garantir uma velocidade máxima de 980 Km/h, ou seja, uma velocidade  duas vezes e meia inferior à velocidade do caça sueco.

Dito isso, o planejamento da produção de um substituto à turbina GE F414G em solo nacional – antes de dominarmos as técnicas de produção das turbinas dos aviões comerciais que fabricamos internamente – seria, para dizer o mínimo, quixotesco. Guardadas as devidas proporções, uma situação análoga seria uma montadora de ônibus e caminhões que decidisse fabricar motores para carros da Fórmula 1 antes mesmo de dominar as técnicas de fabricação dos motores compreendidos por seus automóveis. Mais absurdo ainda, seria esperar que, em menos de 20 anos (note-se que, boa parte das patentes da turbina da General Electric perdem vigência muito antes disso) teríamos não apenas terminado os primeiros protótipos das turbinas genéricas, mas também iniciado a produção em escala e o comércio internacional desses equipamentos.

Em todo o caso, ainda que constatemos que tal turbina da General Electric não é objeto de pedido de patente ou patente concedida no Brasil, não podemos afastar a hipótese de outros componentes do Gripen NG estejam protegidos por patentes, como noticiado na mídia supracitada, que merece algumas considerações adicionais.

Afinal, em realmente havendo patentes americanas cujos direitos tenham sido estendidos para o Brasil, poderia o governo se eximir de uma acusação de violação patentária, com base no arcabouço legal vigente, se produzisse os caças apenas para uso próprio da força aérea Brasileira? E se decidisse vender parte dos caças produzidos no Brasil para outros países, poderia se beneficiar das mesmas permissibilidades legais?

Para responder a essas indagações, cumpre analisar os artigo 18 e 43 da Lei de Propriedade Industrial Brasileira (lei nº 9.279, de 14.15.1996), além dos tratados internacionais vigentes.  Vejamos a seguir.

O artigo 18, inciso I, da LPI invalida patentes que interfiram em questões de segurança nacional, enquanto o artigo 43, inciso I, do mesmo diploma legal não considera crime ou infração a reprodução tecnológica sem fins comerciais. In verbis:

Art. 18. Não são patenteáveis:

I – o que for contrário à moral, aos bons costumes e à segurança, à ordem e à saúde públicas;

Art. 43. O disposto no artigo anterior não se aplica:

I – aos atos praticados por terceiros não autorizados, em caráter privado e sem finalidade comercial, desde que não acarretem prejuízo ao interesse econômico do titular da patente;

Convenhamos que o afastamento da acusação de violação por evocação desses dois artigos e seus incisos não estaria isento de críticas. Afinal, enquanto seria difícil afirmar que toda e qualquer patente envolvendo instrumentos bélicos seria contrário à segurança nacional, seria igualmente tortuoso convencer o titular da(s) patente(s) violadas de que a fabricação de caças por parte do governo brasileiro, utilizando a tecnologia objeto de suas patentes, não lhe acarretaria em prejuízo econômico. Da mesma forma, o titular da patente também poderia alegar, bastante razoavelmente, que a fabricação de caças pelo governo tem óbvia finalidade comercial e econômica (lucro indireto), afinal, qual seria o objetivo de um conflito armado entre países que não sua defesa econômica ou comercial?

Por outro lado, se a legislação brasileira não for suficiente para chancelar a legalidade do ato, o governo brasileiro poderia recorrer ao artigo 73 do acordo TRIPs, abaixo transcrito, em sua defesa:

“[Nothing in this Agreement shall be construed] to prevent a member from taking any action which it considers necessary for the protection of its essential security interests.”

Ainda que a aplicação direta do artigo 73 do TRIPs possa ser questionável, a internalização da norma poderia resolver o dilema.  Afinal, a fabricação dos caças facilmente poderia ser justificada como matéria de segurança nacional e um Estado soberano não encontraria grandes dificuldades em defender seus interesses em prol da segurança nacional.

Corrobora com isso o fato de que a própria força aérea americana já impediu a concessão de patentes para diversos componentes aeronáuticos de uso militar, recorrendo ao artigo 181 da Lei de Patentes Americana (35 U.S.C. 181 Secrecy of Certain Inventions and Withholding of Patent). O artigo 35 U.S.C. 181[4] veta a publicação e a concessão de patentes que venham ocorrer em detrimento da segurança nacional americana.  Evidente que, se a norma presta a negar a concessão, prestará, também, para anular uma eventual concessão indevida.

A jurisprudência dos EUA revela, pelo menos, três casos em que a força aérea americana interferiu na concessão de patentes delo USPTO (o escritório americano de patentes) invocando o artigo 181 da Lei de Patentes Americana:

McDonnell Douglas Corp. v. United States, 670 F.2d (Ct. Cl. 1982)

Farrand Optical Co. v. United States, 197 F. Supp. (S.D.N.Y. 1961)

Alton B. HornBack v.United States, 405 F.3d (S.D.Cal.2010)

Nesse ponto, seria defensável a produção interna dos caças Gripen para uso da força aérea brasileira, ao menos do ponto de vista da segurança nacional e soberania do Estado.

Por outro lado, uma problemática inteiramente nova se instauraria se o Brasil intencionar comercializar parte da produção dos caças Gripen NG com outros países. Por óbvio, causaria desconforto alegar interesses de segurança nacional em se objetivando fins estritamente comerciais no uso de componentes, sejam esses componentes de uso militar ou civil.

Por todo o exposto, no que se refere ao âmbito da propriedade industrial, entendemos que, a princípio, seria defensável a produção dos caças suecos no Brasil, principalmente se destinada em prol da segurança nacional, sendo questionável seu o uso da tecnologia envolvida com fins de comercialização com outros países.

Considerações finais

Algumas ressalvas merecem ser apontadas na presente análise, para que as conclusões ora apresentadas não sejam dadas como inexoráveis:

i.             A primeira ressalva é que, para a execução do presente trabalho, foram pesquisados apenas documentos de patente cujo objeto é a turbina F414G da General Electric. Os caças Gripen NG podem compreender outros componentes além da referida turbina, também protegidos por patentes americanas.

ii.             A segunda ressalva é que o presente estudo não garante a inexistência de qualquer patente da GE depositada em solo nacional que reivindique componentes da turbina F414G. Alguns documentos de patente podem ter escapado à busca realizada para fins de execução da presente análise, pelos seguintes motivos: falhas nos bancos de dados utilizados; erro no arquivamento desses documentos pelos escritórios de patente internacionais; ou, até mesmo, falhas na execução dessa busca (que foi realizada superficialmente, com fins meramente informativos);

iii.             A terceira ressalva é que o Brasil poderá construir do zero sua própria fabricante de turbinas de avião de alta tecnologia, desde que haja disposição do governo ou da iniciativa privada para injetar uma quantidade astronômica de recursos na concretização desse fim. Por ora, contudo, não há nenhum sinal eminente apontado para essa empreitada; e

iv.             A quarta e a última ressalva é que, os Estados Unidos, a Organização Mundial do Comércio e outras entidades que analisam e aplicam punições a infratores de patentes, podem não concordar com a interpretação dada aos artigos de lei apontados nesse estudo, divergindo substancialmente das opiniões oradeclaradas.

 


[1] “[…] Já a transferência de tecnologia, se bem que favorecida pelo estágio em que o caça ainda se encontra, dificilmente deixará de enfrentar turbulências. Uma delas é o fato de os Estados Unidos deterem as patentes de vários componentes do avião.” In “Enfim, a compra dos caças”. Estado de São Paulo, 20 de dezembro de 2013. (http://goo.gl/tltKWj).

 

[2] Fonte: catálogos comerciais da Embraer (http://goo.gl/nNt83L)

[3] Fonte: catálogos comerciais da GE (http://goo.gl/vQq3CT)

 

[4] “quando uma publicação de um pedido de patente ou a concessão de uma patente para uma invenção de interesse do governo americano ocorrer em detrimento da segurança nacional americana, o comissário de patentes, quando notificado, deve declarar o sigilo ou a não concessão desse documento.” (tradução livre do primeiro parágrafo do artigo 35 U.S.C. 181 da lei da patentes americana)

fonte

http://www.provedel.com.br/br/soberania-e-seguranca-nacional