Ex-diretor de Ratinho registra marca Pânico e revolta humoristas

O Pânico na Band poder perder o nome. O título do programa foi registrado no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) por Américo Luiz Matos Ribeiro, diretor do Programa do Ratinho, do SBT, até 2006. O órgão ainda não deferiu o pedido de registro. Se conseguir o registro definitivo da marca Pânico na Band, Ribeiro terá o direito de exigir que o programa mude de nome, possibilidade que causou indignação no humorístico.

Segundo a Band, o nome Pânico na Band não estava registrado no INPI porque envolve duas marcas distintas. Pânico é do empresário Antonio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, presidente das rádios Jovem Pan. Band é do Grupo Bandeirantes. Nem Tutinha nem a emissora poderiam registrar o nome do programa. A Band acredita que o INPI não vai dar a marca Pânico na Band ao diretor de TV.

Américo Ribeiro, que também dirigiu o Teste de Fidelidade, da Rede TV!, em 2013, e hoje trabalha em uma webTV, aproveitou a falta de registro e pagou R$ 142,00 pela marca Pânico na Band, em maio de 2014. Ele vai lançar um programa policial na TV por assinatura e pretende usar o nome Pânico na Band.

“Tinha esse projeto desde antes de o Pânico estrear na TV. O programa ia se chamar ‘Pânico na Bandidagem’, mas achei melhor abreviar para Pânico na Band. Vi que o nome estava disponível e pedi para o INPI. Fiz o registro porque gostei do nome. Se a Band tiver que mudar o nome do programa, aí não é comigo”, afirmou Américo Ribeiro ao Notícias da TV.

Américo Ribeiro não procurou a Band nem Tutinha para falar a respeito do registro da marca. Via Facebook, o diretor do Pânico, Alan Rapp, entrou em contato com Ribeiro, com quem já trabalhou no SBT, mas ele não vai responder ao ex-colega. Rapp foi irônico na rede social. Perguntou se Ribeiro tinha perdido os documentos e levantou a hipótese de que alguém poderia ter registrado a marca Pânico na Band em seu nome.

“Achei estranho o Alan [Rapp] ter publicado para todo mundo [no Facebook]. Falei com ele uns quatro anos atrás, perguntei se tinha alguma coisa para mim no Pânico e ele respondeu que os caras me achavam muito velho. Tenho 56 anos. Passei algumas ideias de quadros para ele e nem me respondeu”, justifica Ribeiro.

 

Fonte: Notícias da TV | Uol – Por PAULO PACHECO

Alterada competência para anuência prévia de concessão de patentes

A partir da última quinta-feira (17/07), a anuência prévia para a concessão de patentes de produtos e processos farmacêuticos é de competência da Superintendência de Medicamentos e Produtos Biológicos (Sumed) da Anvisa. A alteração consta na Portaria nº 1.188/2014, publicada no Diário Oficial da União.

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Reprodução: Portal Anvisa

A necessidade dessa anuência prévia foi instituída pela Lei nº 9279/96. Porém, antes da publicação da Portaria, a competência para concessões das patentes era exclusiva do Diretor-Presidente da Anvisa.

De acordo com o Coordenador de Propriedade Intelectual da Agência, Antônio Carlos Bezerra, a nova norma altera somente o destinatário das solicitações. Assim, segundo ele, não haverá modificações em prazos de concessão ou processos de trabalho. “A única mudança é de relação hierárquica”, acentua.

Além dessa alteração, a Portaria também transferiu a competência  para expedição de resoluções referentes à habilitação na Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde (Reblas) do Diretor-Presidente para a Superintendência de Fiscalização, Controle e Monitoramento (Sucom).

A Portaria possui vigência até 10 de outubro de 2014.

Fonte: Imprensa/ Anvisa | Portal Anvisa

Fazendeiro aposta em invenção de espeto a pilha e fatura R$ 300 mil por mês

Antes de investir suas economias e abrir um negócio baseado numa invenção, é preciso testar bem o protótipo para ver a reação do mercado, orientam especialistas.

fazendeiro aposta em invencao de espeto a pilha e fatura r 300 mil por mes Fazendeiro aposta em invenção de espeto a pilha e fatura R$ 300 mil por mês

Espeto a pilha | Fonte: Portal Ponta Grossa

Foi o que fez o gaúcho Luciano Kaefer, 49. Em 2012, ele inventou um espeto giratório para churrasco movido a pilha. Dois anos depois, afirma faturar R$ 300 mil por mês.

“Muita gente não compra uma churrasqueira giratória pelo preço, entre R$ 2.000 e R$ 3.000. Criei o espeto para tornar isso acessível”, diz Kaefer, que vende cada um por R$ 149,90 pelo site ou pelo Facebook da empresa, a EspetoFlex.

Em sua fazenda de gado, Kaefer aproveitou a experiência com ferramentas de metal e modelou o espeto. O produto tem uma base de metal que pode ser apoaida em qualquer churrasqueira com profundidade de 50 cm a 70 cm. Quatro pilhas pequenas colocadas dentro do cabo abastecem o motor que roda o espeto com até seis quilos de carne.

Para iniciar o negócio, investiu R$ 10 mil e produziu mil espetos. De 30 unidades vendidas por mês em 2012, ele passou para cerca de 2.000 peças comercializadas atualmente –40% para a região Sudeste.

Seu faturamento mensal é de R$ 300 mil, com lucro médio de R$ 100 mil. O sucesso de seu produto multiplicou por dez sua renda mensal, afirma.

O espeto também é vendido para fora do país. O empresário conta que já atendeu a pedidos de brasileiros em países como Emirados Árabes, Japão, Inglaterra, Paraguai e Dinamarca. Com uma equipe de 12 funcionários fixos, a meta agora é vender 5.000 espetos por mês até o final do ano.

Para isso, a empresa investiu R$ 800 mil em máquinas e assumiu a usinagem do espeto de aço inoxidável, que era terceirizada. As etapas de usinagem, solda, polimento, montagem final e testes de qualidade são todas feitas na fábrica, na zona norte de Porto Alegre (RS).

O boca a boca é a grande propaganda do negócio. “As redes sociais hoje são nossa maior vitrine, e 90% das nossas vendas são via Facebook”, conta o empresário. Hoje, ele diz ter concorrentes, mas considera sua assistência técnica um diferencial, já que nem todos os rivais oferecem a facilidade.

 

Teste é essencial para convencer consumidor

Kaefer precisou driblar a resistência das pessoas com o novo produto. “No início era muita desconfiança. E na região Sul é valorizada a tradição. Então eu ia aos churrascos e deixava o espeto lá para as pessoas verem que funcionava”, conta.

Para o gerente de desenvolvimento e inovação do Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Renato Fonseca, os questionamentos da viabilidade de uma invenção são parecidos com os de start-ups. Ele aconselha validar o produto com alguns clientes e analisar melhorias que podem ser feitas.

Com o produto popularizado, Kaefer se surpreendeu. “A gente acabou alcançando nichos que nunca pensamos, como deficientes visuais. Um me disse que pela primeira vez ia fazer um churrasco.” Outro nicho em que o empresário passou a atuar é o de brindes corporativos.

Inventor precisa unir curiosidade, utilidade e preço

Segundo João Bonomo, especialista em Relações de Trabalho e Negociação do Ibmec/MG, os riscos que o empreendedor-inventor enfrenta são mais altos do que os encarados pelo empreendedor tradicional. Além de criar um produto interessante, ele precisa convencer o mercado de sua novidade.

O gerente do Sebrae-SP afirma que a melhor receita é misturar algo curioso, útil e acessível financeiramente.

“Às vezes, o inventor está interessado apenas em criar, mas é importante construir a cadeia de valor que viabiliza o produto para ele ou outros produzirem. Se o objetivo é comercializar a ideia, o mercado vai sugerir mudanças e ele tem que estar aberto para isso”, diz Fonseca.

O conselho de Kaefer para quem quer investir em uma ideia é quebrar a cabeça, pois no mercado, “sempre haverá algo que ainda não foi inventado”.

Fonte: Portal Ponta Grossa

Norte-americano entra na Justiça contra Cristiano Ronaldo por marca CR7

O jogador português Cristiano Ronaldo também é conhecido pelos fãs pela sigla CR7, o que levou a empresa responsável por uma linha de cuecas do atacante a buscar um homem de Rhode Island que tem os direitos sobre a mesma combinação de letras e número nos Estados Unidos, de acordo com uma ação na Justiça.

Em um processo aberto na segunda-feira em uma corte federal de Rhode Island, Christopher Renzi, um praticante de exercícios físicos, disse que recebeu cartas dos advogados da empresa dinamarquesa JBS Textile Group exigindo que ele abra mão dos direitos sobre a marca porque a companhia tem “planos iminentes” de entrar no mercado norte-americano com as cuecas CR7 de Cristiano Ronaldo.

A JBS também solicitou ao escritório de patentes dos EUA que cancele o registro de Renzi, de acordo com os documentos da corte. Na ação, Renzi pede uma declaração da Justiça afirmando que ele possui o registro sobre a marca. “Só queremos que eles nos deixem em paz”, disse o advogado de Renzi, Michael Feldhuhn.

Advogados da JBS não puderam ser encontrados para comentar o caso.

Renzi registou a marca em 2009 e a colocou em calças jeans e camisetas, segundo Feldhuhn. Ele também possui um site anunciando um programa de exercício físicos com 7 minutos de duração, também sob o nome CR7. De acordo com o processo, Renzi adotou a marca com base nas suas iniciais e o dia de seu nascimento, 7 de outubro.

Documentos do tribunal mostram que a JBS, que afirma ter “licença exclusiva e mundial” para vender as cuecas CR7 de Ronaldo, acredita que Renzi registrou a marca CR7 especificamente para se beneficiar da fama do jogador do Real Madrid.

Ronaldo pode ser o usuário mais famoso da marca CR7, disse Feldhuhn, “mas isso na verdade é sobre quem estava usando primeiro. Nós podemos mostrar que estávamos usando antes o nome CR7 comercialmente na América”, afirmou.

Fonte: ESPN.com.br com Agência Reuters

Alemanha pode perder águia do distintivo da seleção para rede de supermercados

A tradicional águia que enfeita o distintivo da seleção de futebol da Alemanha pode ser tirada do uniforme da atual campeã mundial. Uma rede de supermercados entrou com pedido na Justiça alemã para acabar com a proteção a marca, já que também quer usar o desenho do símbolo nacional.

marca aguia distintivo alemanha Alemanha pode perder águia do distintivo da seleção para rede de supermercados

Escudo da Alemanha. Foto: Divulgação | Fonte: Uol

Nesta quinta-feira, o Departamento Alemão de Marcas e Patentes confirmou que está analisando um pedido pela rede Real, filial da gigante de distribuição Metro, para acabar com a exclusividade da DFB (Federação Alemã de Futebol) para uso da marca.

Segundo a rede de supermercados, “escudos e símbolos nacionais não podem ser protegidos por direitos de marca“. A Real diz que o desenho da águia é muito similar ao usado pelos organismos estatais da Alemanha.

O processo, que deve tramitar por meses na Justiça, teria consequências milionárias, já que, segundo o Departamento de Marcas e Patentes, “afeta a marca como um todo“. Além disso, a Federação Alemã pode “perder todos os seus direitos de uso da marca“.

A disputa começou depois que a Reallançou uma série de produtos usando um símbolo parecido com o escudo da seleção alemã. A DFB considerou isso um ataque aos seus direitos exclusivos sobre a marca e acionou a Justiça, que deve resolver até 7 de agosto se a rede de supermercados tinha autorização para comercializar tais itens.

Segundo especialistas, o valor do emblema de água disparou em valor comercial depois da vitória alemã na Copa do Mundo 2014. Com isso, quem quiser usar o desenho do pássaro terá que desembolsar uma enorme quantia. A Federação Alemã, por sua vez, não abre mão da exclusividade.

“Estamos acompanhando essa questão judicial com enorme atenção. A águia é um emblema histórico da Federação, e, segundo as leis, desfruta de proteção de uso“, argumentou Ralf Köttker, diretor de comunicação da DFB.

fonte

Fonte: Uol | ESPN.com.br com agência EFE

A Origem das Marcas – Fiat

A imagem FIAT há muito tempo está ligada a carros pequenos, econômicos e eficientes, porém sem deixar de lado o designer moderno e agressivo e a tecnologia de ponta. Quer seja na Itália ou no Brasil, seus automóveis são sinônimos de economia, versatilidade e modernidade.
A história
A montadora italiana foi fundada por um grupo de ricos empresários, entre eles Giovanni Agnelli, um político da região de Piemonte, Lodovico Scarfiotti e o Conde Brecherasio di Cocherano, na cidade de Turim em 11 de julho de 1899 com o nome Fabbrica Italiana di Automobili-Torino (Fábrica Italiana Automóveis Turim, em português), que viria a ficar conhecida como FIAT, com a declarada pretensão de fazer concorrência à indústria automobilística francesa e desenvolver grandes inovações para carros de corrida. Todavia, Giovanni Agnelli, primeiro secretário, deu outros rumos aos planos da empresa. Interessado em fazer uma linha de produção em massa, conseguiu lançar as bases do que hoje é um dos maiores complexos industriais do mundo. O primeiro carro lançado pela montadora foi o modelo três 1/2hp de 679cc, que atingia 35 km/h, tendo sido produzido apenas 300 unidades. O modelo era produzido na fábrica localizada em Corso Dante, onde 150 empregados trabalhavam.

Outros modelos vieram e em 1903 foi lançado o 12hp com 3768cc, que teve produção de 132 unidades, sendo exportado para Europa e para os Estados Unidos. Neste ano a montadora também produziu seu primeiro caminhão. No ano seguinte o nome FIAT passou a representar não somente o produto, mas toda a empresa, sendo abandonado o nome social escrito por extenso. Ainda nessa época, pela primeira vez, a partir do modelo 24-32hp, o símbolo da marca foi colocado por cima da grade do radiador. Na primeira década do século XX já fabricava também locomotivas, e, em 1910, quando lançou no mercado lançou 10 novos modelos de automóveis, assumiu o posto de maior montadora na Itália. O ZERO, primeiro carro produzido em massa pela montadora, foi introduzido no mercado em 1912. Nessa altura, a FIAT começa a tornar-se popular na Europa, em grande parte devido à utilização de seus automóveis como táxis. Até 1915 aproximadamente 2.000 unidades desse modelo foram produzidas. Com o início da Primeira Guerra Mundial, passou a produzir ambulâncias, metralhadoras e até motores para submarinos.


Em 1919 outros novos modelos foram lançados no mercado, como o 501 (45 mil unidades foram feitas até 1926), o 505 (modelo de maior tamanho que o 501) e o top de linha 515. Na década de 20 a FIAT já controlava 80% do mercado italiano de automóveis. Esta década foi marcada por importantes acontecimentos: inauguração, em 1920, da fábrica do Lingotto, um projeto guiado por uma intenção definida de transformar o carro, de um produto de elite, em um bem acessível a um público cada vez mais amplo de consumidores, graças aos novos princípios de organização empresarial, baseados na utilização da linha de montagem; lançamento do modelo 509 em 1925; lançamento do primeiro automóvel com carroceria mista (metal + madeira), chamado 503, em 1926; e a vitória no Rali de Montecarlo em 1928.

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Na década de 30 a FIAT causou uma verdadeira revolução no mercado europeu de automóveis com lançamentos extremamente populares como o modelo 508 Balilla, também conhecido como “Tarifa Mínima” devido ao consumo reduzido de 8 litros para cada 100 km rodados, apresentado no salão do automóvel de Milão em 1932; o modelo 1500, primeiro carro desenvolvido aerodinamicamente pela empresa, lançado em 1935; e um dos maiores sucessos de sua história, o 500 Topolino (mickey Mouse em italiano), lançado em 1936 como um automóvel pequeno e compacto de dois lugares, que vendeu 122.000 unidades até 1948.


Em 1939 com o início da Segunda Guerra Mundial, as instalações da empresa foram requeridas pelo governo italiano para fabricar armamento bélico, desde aviões até metralhadoras. Foi nessa época que a fábrica de Mirafiori foi aberta. Giovanni Agnelli morreu no final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, e sua família foi afastada do controle da FIAT, devido às ligações com o governo de Mussolini. Depois do término do conflito, a FIAT retomou sua produção de automóveis com a produção dos modelos 1100B, 1500D e 500B. O primeiro modelo lançado depois da guerra foi o 1400, visto pela primeira vez em 1950 no salão do automóvel de Genebra, revolucionando os conceitos da época. Pouco depois, em 1953, a empresa lançou seu primeiro veículo a diesel, o 1400 diesel.


A década de 60 foi cheia de novidades para a montadora. Primeiro, em 1966, o controle da FIAT regressou à família Agnelli quando Gianni, neto de Giovanni, assumiu o cargo de presidente. Com sua chegada a empresa viu sua estrutura ser completamente reestruturada. Ele dividiu a empresa em áreas distintas, sendo as principais: produção de automóveis e produção de caminhões e tratores. Ainda nesse mesmo ano ocorreu o lançamento do FIAT 124 no salão do automóvel de Genebra, ganhando o título de carro do ano em 1967, revolucionando o conceito de espaço. O modelo era produzido em três versões: a familiar, a Spider (com designer da Pininfarina) e o Coupe. No final desta década, em 1968, as exportações da montadora chegavam a 150 países e para unificar sua imagem global foi lançado um novo logotipo: quatro losangos inclinados 18 graus com a sigla da montadora escrita em branco sobre fundo azul. No ano seguinte a FIAT iniciou uma série de aquisições com a compra da montadora LANCIA e parte da tradicional Ferrari (empresa que viria a comprar totalmente em 1988).


A década de 70 foi marcada por lançamentos inovadores como o FIAT 127 e o FIAT 132, além do Ritmo, que foi introduzido no mercado em 1978 em duas versões, 3 e 5 portas. Em 1979 a FIAT atingiu as vendas mais elevadas de sua difícil e penosa trajetória em solo americano, muito devido à crise petrolífera da época, que requeria carros econômicos. Mas em 1981 com a queda do preço do petróleo, os americanos voltariam a optar pelos carros de grande porte. E devido à grande queda nas vendas, a FIAT optou por abandonar o mercado americano em 1984. Mas nem só de fracasso foi marcada a década de 80. Dois dos mais populares automóveis da montadora foram lançados neste período: o Panda e o Uno. Outro fato marcante foi a compra da tradicional Alfa Romeo em 1986. Nos anos seguintes a FIAT cresceu para se tornar uma marca global, comprou a tradicional marca de carros super esportivos Maserati em 1993 e lançou modelos de sucesso, principalmente na Europa e no Brasil. Atualmente o PUNTO é um dos carros mais vendidos da Europa e, ao lado do Bravo (sucessor do Stilo) e do recém lançado novo Cinquecento (FIAT 500), um dos símbolos da impressionante recuperação da FIAT. No dia 30 de abril de 2009, a montadora italiana assumiu uma participação inicial de 20% na Chrysler, que pediu concordata, ganhando força para suas operações no maior mercado consumidor do planeta: os Estados Unidos. Essa união resultou no compartilhamento de tecnologia com as marcas grupo americano: Chrysler, Dodge e Jeep.

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A linha do tempo
1951

● Lançamento do jipe FIAT CAMPAGNOLO, um dos poucos modelos fora-de-estrada produzidos pela montadora em toda sua história.
1956
● Lançamento do jipe FIAT MULTIPLA, um monovolume com capacidade de adaptação entre 6 assentos independentes para facilitar seu uso no transporte de pessoas ou carga. A primeira geração foi produzida até 1965. O modelo só voltaria a ser produzido em 1998.
1957
● Lançamento do FIAT 500, um carro de porte mini medindo 2.97 metros e pesando menos de 500 kg. O modelo se tornou um verdadeiro ícone da indústria européia.
1980
● Lançamento do FIAT PANDA, primeiro carro da empresa desenhado pelo estilista Giugiaro.
● Lançamento no Brasil do FIAT FIORINO um furgão baseado no FIAT 147. Na remodelação de 1988 passou a integrar a linha Uno.
1983
● Lançamento do FIAT UNO, um automóvel considerado moderno, pequeno e de alta qualidade, que se tornou um enorme sucesso. O novo modelo foi apresentado pela primeira vez no Cabo Canaveral, estado da Flórida, palco escolhido para apresentar à imprensa em 20 de janeiro seu primeiro carro mundial, idealizado para substituir o 127 (modelo conhecido como 147 no Brasil).
1985
● Lançamento do FIAT UNO TURBO, em que o motor de 1.3 litros recebia turbocompressor e injeção eletrônica, gerando 105 cv de potência.
1986
● Lançamento do FIAT DUNA (conhecido no Brasil como ELBA), construído na fábrica de Betim em Minas gerais e exportado para a Itália. A perua possuía um porta-malas com capacidade de 780 litros, eleito na época o maior do país.
1988
● Lançamento do FIAT DUCATO, uma van comercial leve. Atualmente o veículo é comercializado nas versões Minibus (para passageiros com teto alto); Combinato (para passageiros com teto comum); e Furgão (comercial). Na Europa existe também a versão Trailer.
1990
● Lançamento do FIAT TEMPRA, um carro de linhas arrojadas e modernas para sua época.
1991
● Lançamento do FIAT CINQUOCENTO, automóvel de porte mini.
1993
● Lançamento do FIAT PUNTO, eleito carro do ano na Europa.
1995
● Lançamento de dois novos modelos: o FIAT BRAVA, um carro mais clássico, e o FIAT BRAVO um carro mais esportivo. Os modelos tiveram sua produção encerrada em 2001. A FIAT lançou em 2007 o NOVO BRAVO. Desenvolvido pelo centro de design da empresa italiana, o novo modelo seguia as mesmas linhas do Grande Punto, porém mais “musculosas”. Seu desenho era esportivo e marcante.
● Lançamento do FIAT SCUUDO, uma van comercial de porte médio.
● Lançamento do FIAT ULYSSE, uma van de porte grande. A segunda geração seria introduzida em 2002.
1996
● Lançamento do FIAT STRADA, versão picape do Palio.
● Lançamento do FIAT MAREA, um sedã médio confortável, e da versão perua batizada MAREA WE. O modelo foi introduzido no Brasil somente dois anos depois, e atualmente não é mais produzido.
● Lançamento do FIAT PALIO, um dos modelos de maior sucesso no mercado brasileiro.
1997
● Lançamento do FIAT 600 (SEICENTO), um pequeno e barato carro ideal para as ruelas apertadas de ruazinhas da Europa. Em aproximadamente 13 anos de produção o modelo vendeu mais de 1.3 milhões unidades. O modelo possui algumas versões esportivas, como a Abarth e a Sporting, e até um protótipo elétrico.
● Lançamento do FIAT SIENA, versão sedã do Palio.
● Lançamento do FIAT PALIO WEEKEND, versão perua do Palio.
2000
● Lançamento do FIAT STILO.
2001
● Lançamento do FIAT DOBLÒ, um veículo multiuso com design inovador que se destaca pelo grande espaço interno e versatilidade de aplicação e segurança para seus ocupantes.
2003
● Lançamento do FIAT DOBLÓ ADVENTURE, versão esportiva do veículo multiuso.
● Lançamento do FIAT IDEA, uma minivan de porte pequeno.
2006
● Lançamento do FIAT GRANDE PUNTO, a nova geração do modelo PUNTO.
● Lançamento do FIAT NEW CROMA, uma station wagon (perua) esportiva e com visual agressivo. O modelo é o herdeiro do antigo Croma, sedã produzido entre 1985 e 1994.
● Lançamento do FIAT SEDICI, um pequeno crossover, resultado de uma parceria entre a FIAT e a Suzuki.
2007
● Lançamento do FIAT LINEA, um sedã de porte médio e com boa aceitação em países como Alemanha, Espanha, Portugal e Turquia.
● Lançamento, no dia 4 de julho, do FIAT NUOVA 500, automóvel de porte mini. Foi a ressurreição do lendário FIAT 500, que era adorado na Itália e em outros países onde foi vendido.
2008
● Lançamento do FIAT QUBO, uma minivan com design arrojado. No ano seguinte o modelo ganhou uma versão aventureira com ares mais esportivos, batizada de Trekkin. Essa nova versão trazia a tecnologia (Traction +), um controle de tração especial que garante mais força em situações difíceis, como em uma estrada de terra por exemplo. Este sistema é semelhante ao dos modelos Lockres no Brasil


Blue&Me
Fruto de uma parceria entre a FIAT e a Microsoft, o Blue&Me™ fez sua estréia no modelo Punto, em agosto de 2007, e também equipa o Fiat Linea, sedã top de linha da montadora. O Blue&Me™ veio modificar completamente a forma de comunicação e entretenimento em um automóvel. Sem tirar as mãos do volante e com uma série de comandos de voz, é possível telefonar e ler as mensagens SMS de um celular com tecnologia Bluetooth®, consultar a agenda telefônica e escutar músicas em MP3, seja através do CD Player no painel de instrumentos, seja através da porta USB instalada no porta-luvas do veículo. Além disso, a versão Blue®Me™ Nav agrega a todas a funções do sistema Blue®&Me™, um moderno e intuitivo sistema de navegação por satélite com indicações no quadro de instrumentos do veículo, que permite, sempre, chegar ao destino desejado de um modo cômodo e simples.


A evolução visual
Os primeiros logotipos da montadora, assim como a maioria dos símbolos na época, eram cheios de detalhes e funcionavam mais como brasões. O primeiro deles foi criado pelo pintor Giovanni Carpanetto, a partir de um anúncio publicitário. Era o desenho de um pergaminho feito em latão. Em estilo rococó, que traduzia os gostos da época e a forma dos primeiros carros, muito semelhantes as carruagens. A letra “A” peculiar dos primeiros símbolos permanece praticamente intacta até os dias de hoje no logotipo da marca.


Somente em 1925 a empresa lançou seu logotipo circular com a cor vermelha, no qual os adornos na moldura foram utilizados para celebrar a participação vitoriosa da FIAT nas primeiras corridas automobilísticas. Em 1929 foi introduzido um novo logotipo da marca, uma versão modernizada do utilizado na década de 20, moldura redonda com inscrição prateada. Em 1932 o logotipo adotou a forma retangular e após um ano ganhou o formato de escudo para se adaptar melhor as frentes dos novos modelos de carros. Esse símbolo permaneceu intacto por 36 anos, até o surgimento do famoso logotipo com 4 divisões no fundo azul. Esse logotipo começou a ser usado em 1968 e seu design foi idéia do diretor de design Mario Maioli.


Para comemorar os 100 anos de história, a FIAT introduziu uma nova identidade visual em 1999 com as características do logotipo de 1925, mas substituindo o vermelho por azul. O logotipo atual da marca italiana foi introduzido em 2006, inspirado no logo da década de 60, com a volta da cor vermelha, além de possuir mais sombras e curvas sinuosas. Foi usado pela primeira vez no modelo Bravo na Europa. No Brasil, sua estréia se deu através do Punto e logo após no Siena.


Os slogans
Every part works beautifully. (2008, FIAT BRAVO)
Forward thinking. (2002, FIAT STILO)
Driven by passion. (1996)
Designed for life. (1992)
Setting new standards. (1985)
A car for all reasons. (1973)
Movidos pela paixão. (Brasil)
Novo Uno. Novo Tudo. (2010, Novo Uno)
Diante dele é mesmo impossível ficar indiferente. (2005, FIAT PALIO)
Novo Marea, a vida por um ângulo diferente. (2002)
É hora de você ter um. (FIAT IDEA)


Dados corporativos
● Origem: Itália
● Fundação: 11 de julho de 1899
● Fundador: Giovanni Agnelli
● Sede mundial: Turim, Itália
● Proprietário da marca: Fiat S.p.A.
● Capital aberto: Sim (1903)
● Chairman: John Elkann
● CEO: Sérgio Marchionne
● Faturamento: €56.3 bilhões (2010)
● Lucro: €600 milhões (2010)
● Valor de mercado: €8.7 bilhões (janeiro/2011)
● Fábricas: + 30
● Concessionárias: 11.400
● Vendas globais: 2.081.800 veículos (2010)
● Presença global: 150 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 190.000
● Segmento: Automobilístico
● Principais produtos: Automóveis, veículos comerciais e caminhões
● Outras marcas: Ferrari, Maserati, Lancia, Iveco e Alfa Romeo
● Slogan: Movidos pela paixão.
● Website: www.fiat.com

A marca no Brasil
No Brasil, a FIAT chegaria em 1971 e seria a primeira grande montadora a construir sua principal fábrica fora do ABC paulista, em 1976. O local escolhido foi Betim, cidade vizinha de Belo Horizonte, em Minas Gerais. O primeiro carro lançado no país foi o lendário FIAT 147, que pouco depois, em 1979, já era disponibilizado de forma pioneira em uma versão que utilizava o álcool como combustível. Derivado do 127 italiano, o modelo 147 trouxe para o Brasil a fórmula mais atualizada da engenharia de automóveis de grande produção: motor dianteiro transversal, tração dianteira, coluna de direção retrátil e pneu radical de série. Em 1984, era lançado o Uno, modelo que se desdobrou em várias versões (como o pioneiro modelo equipado de série com motor turbo em 1994) e carrocerias, mas acabou entrando para história como pioneiro no segmento dos “carros populares”, e permanece nessa vocação até os dias de hoje. E o seu sucessor, o modelo Palio, lançado em 1996, conseguiu a proeza de roubar a liderança de vendas do Volkswagen Gol.


Outra tendência na qual a FIAT foi pioneira, levando a concorrência a seguir seus passos, foi a criação da versão “Adventure”, lançada em 1999, com a incorporação de atributos dos veículos “off road” no Palio Weekend, dando-lhe ainda mais versatilidade para enfrentar as ruas e estradas do Brasil, no campo e na cidade. Hoje, a versão Adventure consolidou um novo segmento de mercado, o “off-road light”, e está presente também na picape Strada, no Doblò e no Idea. Nos anos seguintes a marca continuou lançando veículos de grande sucesso como o Doblò (2001); Uno Mille Fire (2001); Stilo (2002); primeiro carro produzido no Brasil a oferecer itens como o teto solar Sky Window, com cinco lâminas de vidro que se estendem até a parte traseira do teto, oito air bags, ar-condicionado Dual temp, que permite regulagem de temperatura distinta para o lado direito e esquerdo, sistema direção Dual drive, com assistência elétrica e a função City, que reduz em 50% o esforço em manobras, e o revolucionário My Car Stilo, para personalizar várias funções do carro; Doblò Adventure (2003), primeira multivan com apelo fora-de-estrada do país, equipada com motor 1.8 de 103 cv e uma lista completa de itens que davam um visual mais agressivo ao modelo; Idea (2005); Punto (2007), com design assinado pelo renomado estilista Giorgetto Giugiaro, adquirindo status de objeto de desejo; Linea (2008), trazendo em seu design linhas esguias e harmoniosas com o interior altamente requintado, unindo o puro estilo italiano com o tempero brasileiro; e o novo FIAT 500 (2009), um ícone da indústria automotiva mundial.


Em 2010, o faturamento da FIAT no Brasil, segundo maior mercado da marca no mundo, foi superior a R$ 22 bilhões, fechando o ano com 760.495 veículos emplacados. Esse ano teve como principal destaque o Novo Uno, lançado em maio e que alavancou as vendas do modelo. Em todo o ano, foram emplacadas 228.581 unidades, um crescimento de 36% sobre o ano anterior, que o coloca como o segundo carro mais vendido do mercado brasileiro. O Novo Uno, “Carro do Ano 2011”, foi também o vencedor de praticamente todos os prêmios da imprensa especializada em sua categoria.


Ainda em 2010, a gama de veículos ganhou impulso extra com a nova motorização E.TorQ, que passou a ser oferecida nas famílias Palio, Siena, Punto, Idea, Doblò e Linea. Além disso, a FIAT ampliou a oferta do câmbio automatizado Dualogic para todos esses modelos, antes presente apenas em versões do sedã Linea. Em 2011, a montadora italiana inicia um novo ciclo de investimentos no Brasil – o maior de sua história – com um total de R$ 10 bilhões a serem aplicados até 2014. Além de ampliar a capacidade da fábrica de Betim (MG), para 950 mil veículos por ano, dá mais um passo decisivo para sua expansão no país com o início das obras de uma nova fábrica e um novo pólo de desenvolvimento e tecnologia, em Pernambuco, que absorverá investimentos de R$ 3 bilhões e terá capacidade de produção anual de 200 mil veículos. Dos primeiros modelos 147, em 1976, até as mais sofisticadas versões do esportivo Punto e do requintado Linea, mais de 10.7 milhões de veículos já saíram da linha de montagem da fábrica de Betim, hoje a planta com maior volume de produção no mundo. Além disso, atualmente 99% dos veículos vendidos pela FIAT no mercado brasileiro são equipados com motores flex, que permitem o uso simultâneo de etanol e de gasolina, em qualquer proporção.


No Brasil a comunicação da marca, popularmente conhecida pelo tradicional slogan “Movidos pela paixão”, sempre rendeu grandes e marcantes campanhas publicitárias, como a campanha de revisão programada FIAT, regida pelo slogan “A gente cuida da sua paixão”, e cujo objetivo era mostrar que valia a pena fazer a manutenção do veículo na rede de concessionária da marca, onde o consumidor encontraria transparência nos orçamentos, bom atendimento, qualidade dos serviços e a segurança que somente a montadora e sua rede autorizada podiam oferecer. Para estrelar a campanha, a marca inovou ao eleger o simpático urso de pelúcia Gino Passione que acompanhava todas as peças publicitárias, sempre de uma forma simpática, bem-humorada e alinhada à essência da FIAT, que é a Paixão, seja ela dos proprietários pelos carros da marca ou a maneira como os funcionários da montadora e das concessionárias lidam com a empresa. Para tanto, Gino foi apresentado como um sujeito especial. O astro era amado pelas mulheres, admirado pelos homens e adorava carros, viajar e ficar com os amigos. Pura paixão. A campanha superou as expectativas da montadora. Depois que entrou em cena no mês de dezembro de 2005, veiculada na TV e em revistas, o volume médio de revisões na rede aumentou em 21% durante o mês em relação ao mesmo período de 2004.


A marca no mundo
A Fiat é a nona maior produtora mundial de automóveis, vendendo seus produtos em mais de 150 países, atuando também na fabricação de caminhões e máquinas agrícolas. O centro de suas atividades industriais está na Itália, porém a empresa italiana atua através de subsidiárias em 61 países, com 1.063 unidades que empregam 190.000 pessoas, 100 mil delas fora da Itália. Em 2010 a empresa superou a marca de 2 milhões de automóveis vendidos no mundo inteiro. Apenas a divisão de automóveis apresentou lucro de €222 milhões em 2010, com faturamento de €35.9 bilhões. A FIAT ainda é proprietária das marcas Ferrari, Maserati, Alfa Romeo, Lancia, Iveco (caminhões), Magneti Marelli (produção e comercialização de componentes automotivos), New Holland e CNH (máquinas agrícolas e construção civil).

Você sabia?
● Nos Estados Unidos, a marca FIAT teve pouco sucesso devido à fragilidade dos primeiros modelos, e o acrônimo “Fiat” tornou-se conhecido como “Fix It Again, Tony” (“Conserte-o de novo, Tony”).
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As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

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http://www.mundodasmarcas.blogspot.com.br/2006/06/fiat-movidos-pela-paixo.html

A invenção que pode revolucionar os carros elétricos

O trabalho desenvolvido por uma jovem cientista portuguesa a viver em Londres pode vir a revolucionar o mercado dos carros elétricos e híbridos. Tatiana Correia trabalha no Laboratório Nacional de Física (NPL) do Reino Unido, onde a equipa que lidera inventou um condensador que terá implicações no peso, na autonomia, na longevidade e no preço deste tipo de veículos. Tatiana foi a primeira portuguesa a ingressar nesta instituição.

 

Há sete anos a viver em Inglaterra, esta doutorada em Física de 31 anos criou o condensador HITECA, a partir de um material capaz de resistir a temperaturas muito mais elevadas do que o normal. Atualmente, estes elementos — responsáveis pelo arrefecimento do sistema elétrico dos carros — “não toleram temperaturas superiores a 70 ou 100 graus Celsius”, explica Tatiana, em entrevista ao P3 via Skype. Quando as temperaturas ultrapassam estes valores, os condensadores “começam a secar e perdem a sua longevidade”, pelo que precisam de ser trocados. “A nossa missão é substituir esses condensadores, à base de eletrólitos, por este que eu inventei, à base de cerâmicos”, resume. “Os carros têm sistemas complexos de arrefecimento à volta do sistema elétrico, o que adiciona peso e custos ao carro (…) Porque tem mais peso, o carro vai durar menos quilômetros.”

 

As implicações da invenção de Tatiana, natural de Bragança, são “várias e em vários setores”, como “energias renováveis, indústria de petróleo e aeroespacial” — “basicamente, onde existe eletrônica que trabalha a temperaturas superiores a 100 graus Celsius”. Tatiana está, agora, a trabalhar na “parte da aplicação e exploração comercial” da invenção — que foi patenteada em 2012 e que ainda não tem data para chegar ao mercado —, ao mesmo tempo que regressa a materiais com os quais trabalhou durante o doutoramento para o desenvolvimento do “primeiro protótipo refrigerador com materiais eletrocalóricos”. À partida, diz, terão uma maior eficiência, além de não possuírem “nenhum elemento tóxico”. “Tudo parece indicar que é uma ótima tecnologia, mas agora é preciso confirmar se isto se vai concretizar ou não.”

 

Native Scientist

Tatiana, que dava explicações a crianças da comunidade portuguesa em Londres depois do trabalho, apercebeu-se que muitas delas “não têm acompanhamento porque os pais trabalham muito, alguns não falam a língua e não conseguem ir à escola e acompanhar o desenvolvimento dos filhos”. Em 2012, durante uma conferência promovida pela associação de investigadores portugueses no Reino Unido, a PARSUK, a jovem conheceu Joana Moscoso, com quem fundou a Native Scientist.

 

Esta organização sem fins lucrativos, criada graças a um concurso de financiamento para empresas sociais promovido pelo Imperial College de Londres, tem como missão “promover a ciência e as raízes e culturas a partir da língua materna”, explica Tatiana. As duas investigadores reúnem cientistas voluntários, que se deslocam às aulas de língua portuguesa do Instituto Camões para uma espécie de “speed dating” com os alunos, numa média de uma visita por mês. O sucesso destas iniciativas junto da comunidade portuguesa fez com que o modelo fosse, também, aplicado a outras comunidades, como a espanhola.

 

“Estas crianças têm um conflito de identidade (…), o que leva a problemas sociais e baixa auto-estima, traduzidos num pior desenvolvimento acadêmico. Queremos levar ‘role models’ aos estudantes, na mesma língua, com as mesmas raízes”, sublinha Tatiana, para quem alargar o alcance da Native Scientist a mais comunidades — francesa, polaca, chinesa — é um objetivo.

 

Na Inglaterra, reflete a cientista, os profissionais são estimulados para desenvolverem outros projetos. “As pessoas têm o tempo e o suporte, inclusive financeiro, para criar estes projetos. Há até uma abertura das próprias instituições e universidades, no sentido de aceitar e apoiar os funcionários”, explica. Muito diferente do que acontece em Portugal, onde a bolsa de estudos, por exemplo, “exige exclusividade e não permite e outra atividade profissional”.

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http://p3.publico.pt/actualidade/ciencia/12115/invencao-de-tatiana-pode-revolucionar-os-carros-electricos

A Origem dos Inventos – Palito de Dentes

Como criar um novo mercado

A industrialização dos palitos de dentes foi ideia do americano Charles Forster, que morou em Pernambuco entre 1840 e 1850. Ele se encantou com a beleza da dentição das mulheres brasileiras, que usavam palitos de salgueiro para fazer higiene bucal após as refeições. De volta aos Estados Unidos, inventou uma máquina para cortar, arredondar, polir e afiar palitinhos. Surgia então a Ideal Tooth Picks, primeira fábrica de palitos do mundo.

Forster precisava, porém, superar um problema: ninguém palitava os dentes em sua terra natal. O empresário contratou alunos da Universidade de Harvard para frequentar bons restaurantes de Boston e pedir palitos após o jantar. Avisados da indisponibilidade do produto, eles ameaçavam nunca mais frequentar os estabelecimentos. Dias depois, Forster visitava os restaurantes oferecendo palitos. Os gerentes os compravam sem pestanejar.

 

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http://almanaque.blog.br/2013/11/esperteza-americana-inspirada-no-brasil/

Projeto permite uso de patentes pelo poder público sem objetivo comercial

Proposta em tramitação na Câmara altera a Lei de Propriedade Industrial (9.279/96) para permitir ao poder público o uso não comercial do objeto de patentes ou de pedidos de patentes, sem o consentimento ou a autorização do titular, desde que o ato seja motivado por interesse público.

A medida, prevista no Projeto de Lei 5402/13, dos deputados Newton Lima (PT-SP) e Dr. Rosinha (PT-PR), estabelece que o uso de patentes pelo poder público será feito por meio de portaria do ministro de Estado interessado, diretamente ou mediante contratação ou autorização de terceiros, exclusivamente para fins de interesse público, inclusive os de defesa nacional e interesse social.

“Os direitos de patentes e correlatos, se devidamente equilibrados com outros direitos fundamentais previstos na Constituição Federal, devem servir de incentivo para a inovação tecnológica do Brasil, com vistas ao desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social”, afirmam os autores, ao justificarem a necessidade de revisar a da lei de patentes.

Condições
Pelo texto, o titular da patente ou do pedido de patente será notificado sempre que o poder público fizer o uso público não comercial do objeto registrado. Além disso, o projeto determina que o uso pelo poder público, nesse caso, atenderá as seguintes condicionantes:
– não impedirá o pleno exercício dos demais direitos do titular da patente ou do pedido de patente;
– será não exclusivo, não se admitindo sub-licenciamento;
– será feito exclusivamente para atender aos objetivos da portaria que autorizou o uso, ficando vedada qualquer outra utilização.

Remuneração
Para o caso do uso não comercial do objeto de patentes pelo poder público, o texto assegura ao titular da patente ou do pedido de patente o direito à remuneração, a ser fixada pelo poder público, segundo as circunstâncias de cada uso. O valor, segundo o texto, levará em conta o percentual que poderia ser costumeiramente fixado em uma licença voluntária entre partes independentes.

No caso dos pedidos de patente, o valor da remuneração será depositado judicialmente até a concessão da respectiva patente. Em nenhuma hipótese, o uso público não comercial será suspenso, limitado ou interrompido em função de contestação judicial da remuneração fixada.

Segundo a Lei de Propriedade Industrial vigente, também chamada de Lei de Patentes, o titular da patente tem o direito de impedir terceiro, sem o seu consentimento, de produzir, usar, colocar à venda, vender ou importar produto objeto de patente e processo ou produto obtido diretamente por processo patenteado.

Ainda segundo a lei vigente, é patenteável a invenção que atenda aos requisitos de novidade, atividade inventiva e aplicação industrial. Como modelo de utilidade é patenteável o objeto de uso prático, ou parte deste, com aplicação industrial, que apresente nova forma ou disposição, envolvendo ato inventivo, que resulte em melhoria funcional no seu uso ou em sua fabricação.

A lei prevê algumas exceções, entre as quais, os atos praticados por terceiros não autorizados, em caráter privado e sem finalidade comercial, e a preparação de medicamento de acordo com prescrição médica para casos individuais, executada por profissional habilitado.

Antirretrovirais
Segundo os autores do projeto, um estudo realizado em 2007 demonstrou que houve economia de recursos públicos no Brasil de mais de US$ 1 bilhão, entre 2001 e 2005, por conta apenas da concorrência gerada por medicamentos genéricos no processo de negociação para a compra de seis medicamentos antirretrovirais.

“O exemplo do medicamento antirretroviral Ritonavir, que está em domínio público no Brasil, nos mostra na prática os efeitos das patentes de polimorfos. Existem pedidos de patentes de formas polimórficas do princípio ativo do Ritonavir que, se concedidas, impediriam a produção dos respectivos genéricos”, explicam os autores.

Limites de vigência
Outra alteração prevista no projeto acaba com o limite mínimo de vigência das patentes de invenção e de modelo de utilidade. Atualmente, a Lei de Patentes determina que essas patentes tenham validade mínima de 10 anos (invenção) e sete anos (modelo de utilidade).

“O período de validade de uma patente deve ser aquele estritamente necessário para possibilitar o retorno do investimento feito pelo titular da patente”, afirmam os autores.

O projeto mantém, no entanto, os prazos máximos para essas patentes: a de invenção vigorará por 20 anos e a de modelo de utilidade, por 15 anos, ambas a partir da data de depósito.

Não patenteáveis
O texto inclui entre os itens que não considera invenção nem modelo de utilidade qualquer uso novo ou nova propriedade de uma substância ou de um processo conhecido, a menos que esse processo resulte em um novo produto. Também deixam de ser patenteáveis novas formas de substâncias conhecidas, que não resultem no aprimoramento da eficácia conhecida da substância.

O projeto especifica ainda que, para fins de patente, sais, ésteres, éteres, polimorfos, metabólitos, forma pura, o tamanho das partículas, isômeros, misturas de isômeros, complexos, combinações e outros derivados de substância conhecida devem ser considerados como a mesma substância, a menos que difiram significativamente em propriedades no que diz respeito à eficácia.

Atualmente a Lei de Patentes já não considera invenção ou modelo de utilidade, por exemplo, teorias científicas e métodos matemáticos; obras literárias, arquitetônicas, artísticas e científicas ou qualquer criação estética; programas de computador; técnicas e métodos operatórios ou cirúrgicos para aplicação no corpo humano ou animal; entre outros.

Novas invenções
O Projeto de Lei 5402/13 acrescenta dispositivo à legislação vigente para determinar que a atividade inventiva só será considerada invenção se representar avanço técnico significativo em relação ao estado da técnica – tudo que era acessível ao público por meio de descrição escrita, oral ou pelo uso ou de qualquer outro modo.

Atualmente, a atividade inventiva já é considerada invenção sempre que, para um técnico no assunto, ela não decorra de maneira evidente ou óbvia da técnica utilizada.

Novos modelos de utilidade
O projeto também amplia as exigências para que o ato inventivo seja patenteado como modelo de utilidade. Pelo texto, só será considerado modelo de utilidade o ato inventivo que represente um avanço técnico em relação ao estado da técnica. Pela lei vigente, baste que o ato inventivo não decorra de maneira comum ou vulgar do estado da técnica.

Oposição a patentes
O projeto inova ao criar mecanismos de oposição aos pedidos de patentes. Pelo texto, publicado o pedido e até o final do exame do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), será facultada a apresentação de oposição por qualquer pessoa.

O autor do pedido de patente, nesse caso, será informado da oposição, por meio de publicação no órgão oficial, podendo se manifestar em até 60 dias contados da publicação da oposição.

O INPI poderá solicitar pareceres técnicos da administração pública, de organizações reconhecidas pelo governo como órgãos de consulta, e de membros dos corpos docentes e discentes das universidades de ensino superior antes de se manifestar sobre cada oposição apresentada, devendo indicar as razões pelas quais acata ou rejeita as informações ali contidas.

Produtos farmacêuticos
O projeto acrescenta dispositivo a parte da Lei de Patentes que trata da prévia anuência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nos casos de patentes para produtos e processos farmacêuticos. O texto determina que o pedido de patente será contrário à saúde pública, conforme regulamento, quando:
– o produto ou o processo farmacêutico contido no pedido de patente apresentar risco à saúde; ou
– for de interesse para as políticas de medicamentos ou de assistência farmacêutica no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e não atender aos requisitos de patenteabilidade e demais critérios estabelecidos por esta lei.

Se aprovada, a modificação entrará em vigor 120 dias após a publicação.

Tramitação
O projeto tem prioridade, está apensado ao PL 139/99, e será votado pelo Plenário. Antes, será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

fonte

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/SAUDE/465246-PROJETO-PERMITE-USO-DE-PATENTES-PELO-PODER-PUBLICO-SEM-OBJETIVO-COMERCIAL.html